NOS ACOMPANHE TAMBÉM :

terça-feira, janeiro 27, 2026

Kim ou Quim ?

 A versão brasileira marcou minha adolescência e esse  é o meu livro favorito da série. 

Aqui , a capa na versão brasileira e na portuguesa.  No Brasil,  ele se chamava Quim (de Joaquim) e as historias da série se passavam em Santos.


Kim e a sabotagem da feira”, escrito por Jens K. Holm. Esse título faz parte de uma popular série juvenil dinamarquesa criada por Holm nos anos 1960-70,


As edições brasileiras de “Quim, o Detetive” não apenas mudaram o nome do protagonista de Kim para Quim, como também nacionalizaram o cenário: muitas histórias que no original se passavam em cidades dinamarquesas foram transportadas para Santos (SP), provavelmente porque:

Ambientação mais próxima do leitor jovem brasileiro – Santos era (e ainda é) uma cidade portuária vibrante, com feiras, mercados e movimento constante, um cenário perfeito para tramas de mistério e aventura.

Estratégia editorial da Edições de Ouro – a coleção Mister Olho tinha como objetivo competir com séries como Os Cinco (Enid Blyton) e Alfred Hitchcock e os Três Detetives, mas oferecendo algo “mais nacionalizado”, que gerasse identificação imediata.

Recontagem, não tradução literal – como está impresso na capa (“Recontado da obra original”), Maria Madalena Würth Teixeira adaptava os textos de Jens K. Holm, mudando não só nomes e expressões, mas também o contexto geográfico.

👉 Assim, episódios que no original se passavam em parques, feiras ou cidades pequenas da Dinamarca foram “tropicalizados” para Santos, com seus bairros, cais, e feiras populares.

Isso é bem interessante porque cria duas leituras paralelas da mesma série:

Na Dinamarca/Portugal: Kim é um garoto europeu resolvendo mistérios locais.

No Brasil: Quim é um jovem brasileiro, correndo atrás de casos na cidade de Santos.

📚 A capa mostra o livro:

“Quim sob suspeita” (Kim under mistanke, no original dinamarquês)

Série: Quim, o Detetive

Autor original: Jens K. Holm

Tradução/recontado por: Maria Madalena Würth Teixeira

Editora: Edições de Ouro (Categoria Selo 4158)

Coleção: Mister Olho (coleção juvenil de mistério/aventura)

Slogan da capa: “Prendendo o homem errado, Quim causa uma tremenda confusão!”

Comparando os dois exemplares que você mostrou

“Kim e a sabotagem da feira” – capa vermelha (provavelmente edição portuguesa, título literal, mantido “Kim”).

“Quim sob suspeita” – edição brasileira, dentro da coleção Mister Olho / Edições de Ouro, que “nacionalizou” o nome do personagem para Quim (possivelmente para soar mais familiar).

👉 Curiosidade: a ilustração da capa é a mesma nos dois livros, apenas com pequenas alterações gráficas. Isso indica que a editora brasileira reutilizou os direitos das capas já usadas em Portugal ou mesmo no mercado escandinavo.

Contexto editorial no Brasil

Edições de Ouro (da Tecnoprint Gráfica, ligada ao grupo EBAL) foi uma coleção extremamente popular dos anos 1960–80, publicando desde clássicos literários até adaptações juvenis.

A série “Quim, o Detetive” foi publicada nessa coleção, trazendo ao público brasileiro os livros de Jens K. Holm em versões traduzidas e adaptadas.

O selo Mister Olho reunia obras de investigação juvenil, em sintonia com outras coleções de aventura que estavam em alta no período (como Os Cinco e Alfred Hitchcock e os Três Detetives).

Diferenças entre edições

Portugal: os livros saíram como Kim, mantendo o nome original e geralmente publicados pela Didáctica Editora.

Brasil: o personagem virou Quim, publicado em formato de bolso pelas Edições de Ouro.

Tradução brasileira: Maria Madalena Würth Teixeira (recontando, ou seja, uma adaptação mais livre do texto).

Contexto da obra

  • Origem: Jens K. Holm (1917–2004) foi um escritor dinamarquês bastante produtivo na literatura infantojuvenil. A série Kim é considerada uma das mais conhecidas da Dinamarca, chegando a ter mais de 50 volumes.

  • Tradução no Brasil: Muitos desses livros foram traduzidos e publicados no Brasil entre as décadas de 1970 e 1980, alcançando leitores que já conheciam obras no estilo Os Cinco (Enid Blyton) e Os Karas (no Brasil, de Pedro Bandeira, mas posterior).

  • Estilo: Narrativa de mistério e aventura, voltada para jovens, com foco em:

    • amizade e lealdade entre adolescentes,

    • investigação de crimes ou sabotagens em cidades pequenas, feiras, circos ou parques,

    • atmosfera de suspense leve, sem violência explícita.

Sobre Kim e a sabotagem da feira

  • A trama gira em torno de uma feira popular que sofre atos de sabotagem misteriosos (possivelmente envolvendo rivalidade entre grupos ou alguém tentando prejudicar comerciantes/atrações).

  • Kim e seus amigos assumem o papel de investigadores, acompanhando pistas, espionando suspeitos e tentando descobrir os verdadeiros culpados antes que o estrago seja irreversível.

  • É uma típica narrativa de mistério juvenil de época, refletindo valores da Europa dos anos 1960–70:

    • curiosidade investigativa como virtude,

    • amizade em grupo contra ameaças externas,

    • vilões muitas vezes caricatos ou com motivações simples (inveja, lucro, vingança).

Nenhum comentário :