Centralia foi fundada em 1866, na Pensilvânia, como uma típica cidade mineradora de carvão.
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No auge, chegou a ter cerca de 2.500 habitantes, vivendo basicamente da mineração de antracito (um carvão de alto poder calorífico).
Em 27 de maio de 1962, um incêndio começou em um lixão usado pela prefeitura, que ficava próximo a uma mina abandonada.
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O fogo se espalhou para as veias de carvão subterrâneas e nunca mais foi contido.
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Desde então, o solo sob Centralia queima sem parar — o fogo consome lentamente o carvão e pode durar séculos (estima-se que ainda haja combustível para 200 a 250 anos).
O incêndio subterrâneo liberava gases tóxicos (monóxido de carbono) e causava rachaduras no chão, por onde saía fumaça quente.
Em 1981, um garoto quase morreu ao ser engolido por uma cratera que se abriu de repente no quintal de casa — esse episódio acelerou a evacuação.
O governo federal dos EUA declarou a área inabitável e, nos anos 1980, desapropriou quase todos os moradores.

De uma população de 2.500 pessoas, restaram apenas menos de 10 moradores (alguns resistiram e ganharam na justiça o direito de permanecer até morrer).
As ruas, casas e até a igreja foram abandonadas, criando uma paisagem fantasmagórica.
Uma das estradas, a Route 61, ficou famosa por suas rachaduras soltando fumaça — tanto que recebeu o apelido de Graffiti Highway (hoje fechada).
Centralia inspirou diretamente o jogo Silent Hill (Konami, 1999) e o filme homônimo (2006), por sua atmosfera de cidade coberta de neblina e fumaça saindo do chão.
Também virou tema de documentários, livros e matérias jornalísticas sobre cidades abandonadas.
É considerada um exemplo de desastre ambiental permanente — algo que o homem iniciou e não consegue mais deter.
Centralia é hoje uma cidade quase fantasma, condenada por um fogo subterrâneo que queima há mais de 60 anos e deve continuar queimando por séculos. Um cenário real que parece saído de um pesadelo ou de uma distopia cinematográfica.






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