Evidências de OVNIS nos céus de Maringá
Maringá, Domingo, 25 de junho de 2000 | Página 3 | O DIÁRIO do Norte do Paraná
Amanhã é o Dia Mundial dos Discos Voadores. Ufólogo revela o sequestro de dois jovens levados por um OVNI no Jardim Alvorada, em 1979
Por Marcelo Bulgarelli — Da equipe de O DIÁRIO
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A angústia de sentir que somos os únicos seres capazes de raciocínio, o tempo, as distâncias para explicar a imensidão do universo, parece não atormentar desde o início dos tempos. O homem moderno espera por algo ou alguém da mesma forma que o homem da Idade Média esperava a salvação pelos anjos para fugir dos demônios.
"Não estamos sós", afirmava Spielberg com *Contatos Imediatos do 3º Grau*. Mas a ufologia ainda engatinha. Na verdade, ela começou há pouco mais de 50 anos. Neste fim de século, boa parte da ciência vem mostrando que a existência da vida inteligente em nosso planeta tornou uma questão de sorte.
Ao tentar provar que os extraterrestres existem, esses estudiosos correm sérios riscos diante da ciência oficial e, acima de tudo, diante do preconceito, início da discórdia. Tudo em busca de um único objetivo: a prova. Amanhã, é o Dia Mundial dos Discos Voadores, uma oportunidade para discutir esse enigma que acompanha a história da humanidade.
Um Maringaense de Destaque
Na história da ufologia no Brasil, um maringaense se destaca: Ademar José Gevaerd, 38, divorciado e pai de um casal de filhos. Começou suas atividades de pesquisa dos discos voadores muito cedo, aos 11 anos, quando passou a "devorar" a revista *Planeta*. O fascínio pelos discos voadores fez com que em poucos anos ele montasse um arquivo com mais de 10 mil recortes de jornais.
Em 1983, Gevaerd foi morar em Campo Grande, onde fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV). É a maior entidade de pesquisas sobre o tema em todo o Hemisfério Sul e a segunda maior do mundo, com 3.500 membros.
O Caso do Jardim Alvorada (Sequestro)
No dia 13 de abril de 1979, os irmãos Jocelino de Mattos, com 21 anos na época, e Roberto Carlos, 13, andavam pela noite no Jardim Alvorada quando perceberam que estavam sendo seguidos por um objeto brilhante.
"Estávamos debaixo de uma grande árvore quando, de repente, caímos no chão. O estranho objeto se encontrava a uns 15 metros de distância de nós e a 2 ou 3 metros de altura do chão", recordou Jocelino em seu depoimento à Gevaerd.
Durante diversas sessões de hipnotismo, o rapaz foi se lembrando de fatos intrigantes, como o contato com seres que coletaram amostras de sua pele, cabelo e sangue, além da extração de esperma através de um aparelho de sucção. A regressão hipnótica foi conduzida pelo médico e hipnoterapeuta Oswaldo Alves.
Luzes em Maringá (1986)
Sete anos após o episódio do Alvorada, Maringá seria manchete nacional graças ao cinegrafista João Batista Siqueira, o Foguinho. Ele documentou, em vídeo, três objetos brilhantes, suspensos no ar, que sobrevoavam a Cidade Canção.
Foi no dia 22 de maio de 1986. Uma equipe da TV Cultura havia sido escalada para cobrir uma palestra no Auditório Rey Naldo, na UEM. Ao serem avisados da presença de um objeto voador não identificado, a equipe se dirigiu para a Praça do Cogumelo, na Zona 5. Foguinho conseguiu registrar os objetos com sua câmera, criando um registro que repercutiu nacionalmente, inclusive no Jornal da Globo.
As Seis Manifestações Ufológicas
O Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) classifica as manifestações em 6 categorias, baseadas na distância e no nível de interação:
Contato Imediato de Zero Grau (CI-0): A simples observação de UFO a grande distância.
Contato Imediato de Primeiro Grau (CI-1) Observação a curta distância, onde se pode definir detalhes do UFO (janelas, luzes, etc).
Contato Imediato de Segundo Grau (CI-2) O UFO pousa ou sobrevoa um local, deixando sinais físicos ou perturbações.
Contato Imediato de Terceiro Grau (CI-3): Observação de tripulantes, sem comunicação.
Contato Imediato de Quarto Grau (CI-4): Observação de tripulantes com algum tipo de comunicação (telepática, gestual ou falada).
Contato Imediato de Quinto Grau (CI-5): Contato imediato de sequestro (abdução), onde o observador ingressa no UFO.
Opinião: Os ETs não vêm à Terra para passear
*Por A. J. Gevaerd
Que razões trazem nossos vizinhos espaciais à Terra? Interesse científico, turismo, curiosidade? Essa pergunta é uma das mais importantes e que mais simplificações apresenta no estudo e compreensão da Ufologia.
Certos defensores dessa teoria imaginam até que estes mesmos seres promoveriam uma evacuação de nosso planeta. Outros ufólogos acreditam na hipótese de que os alienígenas tenham uma espécie de agenda e que estão vindo à Terra apenas para buscar aquilo que necessitam – células, sangue e até órgãos humanos.
O que falta à maioria das pessoas envolvidas com o fenômeno UFO é ter uma visão mais completa, abrangente e panorâmica da Ufologia. Mente aberta às possibilidades, inclusive àquelas improváveis, é absolutamente essencial para que se compreenda melhor a complexidade do tema.



















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