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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Banda do Carnaval - Os 34 Maiores Sucessos em Ritmo de Folia

 



Album "Banda do Carnaval - Os 34 Maiores Sucessos em Ritmo de Folia", lançado pelo selo Soma (uma divisão da gravadora Som Livre voltada para coletâneas de TV).

 Apresenta  a modelo Monique Evans  numa estética é típica das coletâneas de Carnaval do início dos anos 80, que focavam em imagens chamativas e ensolaradas.

Diferente dos outros discos que focavam em marchinhas clássicas, este álbum traz sucessos do Pop/Rock nacional e MPB da época, adaptados para o ritmo de Carnaval. Entre as 34 faixas, destacam-se:

  • Sucessos da New Wave/Rock: "Lança-Perfume" (Rita Lee), "Você Não Soube Me Amar" (Blitz), "Rock da Cachorra" (Eduardo Dussek) e "Erva Venenosa".

  • Temas de TV e Personagens: "Capitão Gay" (Jô Soares) e "Guerra dos Sexos" (tema da novela).

  • Músicas Infantis e Pop: "Superfantástico" (do Balão Mágico), "Ursinho Pimpão" e "Lindo Balão Azul".

  • Clássicos da época: "Homem com H" (Ney Matogrosso), "Pura Adrenalina" e "Estrelar" (Marcos Valle).

O selo Soma era conhecido por comercializar discos que compilavam hits que estavam tocando exaustivamente nas rádios e nas trilhas sonoras da Rede Globo. O subtítulo "Os 34 maiores sucessos" indica que as músicas eram apresentadas em formato de pout-pourri (medley), ideal para tocar sem interrupções em festas e bailes.

“Hipócritas” (1915)

 







Hipócritas” (1915), dirigido por Lois Weber, é considerado um dos filmes mais ousados e polêmicos do cinema mudo norte-americano. Lois Weber foi uma das primeiras mulheres a dirigir longas-metragens em Hollywood, além de ser pioneira no uso da linguagem cinematográfica para abordar questões sociais, morais e religiosas.

Enredo e Estrutura

O filme apresenta uma narrativa alegórica em duas linhas paralelas:

  • De um lado, um ministro contemporâneo que luta para transmitir ao seu rebanho a necessidade da verdade espiritual, mas enfrenta resistência e hipocrisia.

  • De outro, a história de um monge medieval que esculpe a alegoria da Verdade nua, provocando o escândalo e a rejeição de sua comunidade.

Essa duplicidade reforça a ideia de que a busca pela verdade universal sempre esbarra na hipocrisia humana, independentemente da época.

Estilo e Inovações

  • Weber utilizou efeitos fotográficos inovadores para a época, como múltiplas exposições e sobreposições, criando imagens oníricas e alegóricas.

  • A personificação da Verdade nua (interpretada pela atriz Margaret Edwards) foi um marco: uma mulher que aparece sem roupas, não em tom erótico, mas como símbolo de pureza e franqueza. Isso causou grande polêmica, gerando censura em várias cidades dos EUA.

  • Os diretores de fotografia Dal Clawson e George W. Hill ajudaram a criar a estética que mistura realismo e alegoria visual.

Importância Histórica

  • “Hipócritas” reforça Lois Weber como uma cineasta que desafiava padrões sociais e morais, além de ser uma das primeiras mulheres a explorar o cinema como ferramenta de debate filosófico e ético.

  • O filme também antecipa discussões sobre liberdade de expressão, censura e o papel da arte em confrontar tabus.

  • Hoje, é lembrado tanto por sua ousadia estética quanto por seu valor histórico no cinema de vanguarda americano do início do século XX.

 Em algumas exibições, cartazes anunciavam que o público poderia ver uma “mulher totalmente nua” no filme — algo que atraiu atenção, mas ao mesmo tempo gerou proibições e cortes, revelando justamente a contradição que o título denuncia: a hipocrisia da sociedade diante da arte e da verdade.

domingo, fevereiro 15, 2026

Carnaval Barra Limpa

 



Capa do álbum "Carnaval Barra Limpa - Álbum nº 1", lançado pela gravadora Copacabana. Ela segue a tradição das coletâneas de Carnaval que reuniam grandes estrelas da música e da televisão brasileira em um único disco.

A capa apresenta uma modelo sorridente cercada por balões coloridos e serpentinas, evocando o espírito festivo e leve dos carnavais de rua e de salão da época.

O que mais chama a atenção neste disco é a lista eclética de intérpretes, que mistura cantores consagrados com grandes nomes do rádio e da TV:

  • Ícones da Música: Angela Maria, Roberto Silva, Gilberto Alves e Ciro Monteiro.

  • Gigantes da Televisão: Chacrinha, Silvio Santos e Moacyr Franco (acompanhado por Guto).

  • Humoristas e Vedetes: Dercy Gonçalves, Costinha, Carequinha e Virginia Lane.

  • Grupos Tradicionais: O famoso bloco G. R. Cacique de Ramos.

Discos como o "Carnaval Barra Limpa" eram fundamentais para popularizar as marchinhas e sambas-enredo antes do início oficial da festa. A inclusão de comunicadores como Silvio Santos e Chacrinha demonstra como o Carnaval era um evento que unificava todas as frentes do entretenimento brasileiro.

Thw Wall - The City


"Se algum dia pararmos de conversar, me mande uma música."

"VOCÊ TEM PERMISSÃO PARA MUDAR DE IDEIA A QUALQUER MOMENTO, SOBRE QUALQUER COISA E QUALQUER PESSOA."


"Eles pintam essas paredes para esconder minha caneta, mas o poeta do banheiro ataca novamente."



 

"O TEMPO NÃO EXISTE
RELÓGIOS EXISTEM."

"Eu odeio 3 coisas:

  1. Vandalismo

  2. Ironia

  3. Listas"


"ISTO NÃO É UM MURO
ISTO É UM BEM-VINDO
PARA VOCÊ
A TODA PESSOA
É UM CHAMADO
HOJE E SEMPRE
PARA ACEITAR AS DIFERENÇAS
PARA REJEITAR A DIVISÃO
PARA SE ORGULHAR
E FALAR O QUE PENSA
PARA SE SENTIR SEGURO
PARA ESTAR SEGURO
E ESPALHAR AMOR
DENTRO E FORA."

sábado, fevereiro 14, 2026

Carnaval no Municipal


 

"Carnaval no Municipal", é um registro vibrante dos luxuosos bailes de Carnaval realizados no Teatro Municipal (provavelmente do Rio de Janeiro), lançada pelo selo Copacabana em "Alta Fidelidade".

 A capa mostra o interior do teatro completamente lotado, capturando a opulência das decorações suspensas, as luzes e a multidão fantasiada. É uma imagem que evoca a sofisticação desses eventos tradicionais de meados do século XX.

 A parte de trás do disco apresenta um estandarte azul detalhando a lista de faixas, mantendo o tema festivo e organizado.

O disco é dividido em dois lados, focados em gêneros como Samba e Marchinha:

  • Lado 1: Inclui clássicos como "De Lanterna na Mão", "Obsessão" e "A Fortuna do Homem".

  • Lado 2: Destacam-se faixas como "Ressurreição dos Velhos Carnavais", a famosa "Brigitte Bardot" e o encerramento com "Me Deixa Penar"

  •  Gravado e fabricado no Brasil pela Som Indústria e Comércio S.A. (com sede na Rua França Pinto, em São Paulo).

  • O álbum conta com a participação de nomes e orquestras de peso da época, como Augusto Alguero, Orquestra Marabô, Serafim Costa Almeida e Vocalistas Modernos.

Este LP, identificado pelo código CLP 11180, servia como uma espécie de "trilha sonora oficial" para quem queria reviver a experiência dos bailes de gala em casa.

A grande fake news da década de 1980



    • Essa reportagem circulou nos anos 1980 e foi publicada em 1983 pela revista Veja. Ficou famosa como exemplo de pseudociência jornalística.

    • O chamado boimate (boi + tomate) nunca existiu de fato. A matéria saiu em veículos sérios (como a revista Veja) e acabou se tornando um caso clássico de desinformação ou má interpretação científica no Brasil.A fusão de células animais e vegetais para formar um organismo híbrido viável é biologicamente impossível.

    • Mesmo hoje, com biotecnologia avançada, conseguimos manipular genes, editar DNA (CRISPR), mas não criar um ser híbrido viável metade boi, metade tomate.

    • O texto menciona “frutos com 50% de proteína animal e 50% de proteína vegetal”, algo completamente sem base científica.

    • O artigo mistura conceitos reais da engenharia genética (como fusão celular, choques elétricos, cultura de células) com extrapolações irreais.

    • Promete vantagens como casca mais resistente, polpa mais nutritiva, valor proteico quarenta vezes maior — sem qualquer validação científica.


    • São citados nomes de cientistas com sonoridade germânica (Heine Müler, William Wimpey, Müler-McDonald), mas não existem registros acadêmicos deles nessas áreas.

    • Isso reforça a impressão de que a notícia era fabricada ou baseada em um mal-entendido.


    • O “boimate” virou um case de estudo em comunicação científica: como a mídia pode se enganar ao reportar avanços de laboratório sem checar fontes.

    • É frequentemente lembrado em cursos de jornalismo e biologia como exemplo de “fake news” científica antes da era da internet

    • A matéria mostra a importância da verificação rigorosa de informações científicas.

    • Mesmo grandes veículos podem cair em armadilhas quando buscam o inusitado e o sensacional sem consultar especialistas independentes.

    • Ciência

      Fruto da carne

      Engenharia genética funde animal e vegetal

      Familiarizados com as delicadas estruturas das células, os cientistas que trabalham com engenharia genética conseguiram há quatro anos produzir microorganismos híbridos, originários de dois ou mais tipos distintos de células. O processo só funcionava, porém, para unir células de animais entre si ou vegetais com outras células vegetais. Agora, um ousado avanço, alcançado por dois biólogos da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, fundiram pela primeira vez células animais e vegetais, originando um tomate com características de carne.

      O criador da novidade foi o professor Heine Müler, auxiliado por seu colega William Wimpey, que frutificaram plantas de tomate com células musculares de boi. A experiência deu origem a frutos com uma casca mais resistente e de uma polpa muito mais nutritiva. Os “boimates” têm 50% de proteína vegetal e 50% de proteína animal. No todo, seu valor protéico é quase quarenta vezes maior que o dos tomates comuns.

      “Esses tomates híbridos têm um futuro promissor como alimentação de pessoas e de animais”, diz Müler-McDonald. “Basta produzi-los em escala. Comercialmente a custa é baixíssima”.

      “É possível imaginar-se um sanduíche McDonald’s com um tomate no qual já se colha um hambúrguer com gosto parecido com o do original, mas muito mais barato e nutritivo. E abre-se uma nova fronteira científica.”

      Os biólogos alemães alertam que, além do valor natural, que impede a reprodução de indivíduos diferentes, “o que aconteceu foi uma quebra da barreira entre espécies diferentes”, diz Ricardo Brentani, engenheiro genético da Universidade de São Paulo. “Essa subversão é estimulante para todo pesquisador.”

      Para chegar ao tomate especial, os dois cientistas valeram-se de um processo de fusão de núcleos de células, que inclui choques elétricos e calor. Assim, as membranas das células diferentes tornam-se compatíveis e se fundem. “Se isso se confirmar, representa um marco histórico na biologia”, diz Brentani. “Porque, até agora, a hibridização natural se restringia ao cruzamento de espécies vegetais próximas. Agora, a fusão foi conseguida entre seres totalmente diferentes.”

      Com isso, talvez não esteja muito longe o tempo em que um híbrido animal-vegetal se torne um alimento rotineiro.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

marchinhas de Carnaval



 Esse disco é uma celebração visual da era de ouro das marchinhas de Carnaval no Brasil, apresentando uma estética vibrante e nostálgica. A imagem foca em bonecos de cabeçorra, típicos dos desfiles de rua tradicionais  do Rio de Janeiro representando figuras clássicas como o rei, o palhaço e o índio.O texto na parte inferior da capa lista clássicos imortais do Carnaval brasileiro:

No canto inferior esquerdo, aparece o logotipo da CID (Companhia Industrial de Discos). Esta gravadora era muito conhecida por lançar coletâneas populares e séries de sucessos de Carnaval a preços acessíveis para o grande público.

"ABANDONAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE AQUI ENTRAIS"


autor desconhecido 

 O texto na imagem é uma referência à famosa inscrição na entrada do Inferno na obra "A Divina Comédia" de Dante Alighieri:

"ABANDON ALL HOPE, YE WHO ENTER HERE"
(no original italiano: "Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate")

Sua imagem mostra:

  • "abandon all hope" (primeira linha)

  • "pe who enter" (provavelmente um corte de "ye who enter here" - segunda linha)

Tradução para o português:
"ABANDONAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE AQUI ENTRAIS"

É uma das citações mais conhecidas da literatura mundial, alertando que aqueles que atravessam os portões do Inferno devem renunciar para sempre à esperança de salvação.

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

El Petó de la Mort (O Beijo da Morte)


 O El Petó de la Mort (O Beijo da Morte) é uma escultura de mármore localizada no Cemitério de Poblenou, em Barcelona, Espanha. Criada em 1930, a obra é uma das mais emblemáticas do cemitério e é frequentemente associada ao conceito de memento mori, representando a morte de forma poética e serena.

A escultura retrata um esqueleto alado beijando a testa de um jovem homem, que está deitado com os olhos fechados e uma expressão serena. A obra é notável pela sua habilidade técnica e pela maneira como transmite a ideia de que a morte não é algo a temer, mas uma parte natural da vida.

A autoria da escultura é atribuída a Jaume Barba, com a assinatura "J. Barba" presente na base da obra. No entanto, alguns estudiosos sugerem que o design pode ter sido obra de Joan Fontbernat, genro de Barba, que também era escultor. A peça foi encomendada pela família de Josep Llaudet Soler, um fabricante de tecidos que faleceu jovem, possivelmente ainda na adolescência. A inscrição na base da tumba contém um verso do poeta catalão Jacint Verdaguer, que reflete sobre a juventude perdida e a chegada da morte.

O El Petó de la Mort é frequentemente citado como uma das obras que inspiraram o filme O Sétimo Selo (1957), de Ingmar Bergman, especialmente pela representação da morte como uma figura tangível e pela interação simbólica com os vivos. A escultura também é um exemplo notável do estilo Art Déco aplicado à arte funerária, destacando-se pela sua estética refinada e pela emoção que transmite.

O Cemitério de Poblenou, fundado em 1775 e reconstruído em 1819 após ser destruído pelas tropas de Napoleão, é um local de grande valor histórico e artístico. Além do El Petó de la Mort, o cemitério abriga outras esculturas e mausoléus que refletem a riqueza cultural e artística de Barcelona.

Para quem visita Barcelona, o Cemitério de Poblenou oferece uma experiência única, combinando arte, história e tranquilidade. O El Petó de la Mort continua a atrair visitantes e fotógrafos de todo o mundo, sendo um testemunho da habilidade artística e da reflexão sobre a vida e a morte.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Oakley Court

 Oakley Court é um lugar com uma história rica, especialmente no mundo do cinema. Ele é mais conhecido por ser um dos cenários preferidos dos estúdios Hammer Films durante a era de ouro do cinema de terror britânico.






Localizado às margens do rio Tâmisa, em Windsor (Berkshire, Inglaterra), o Oakley Court é um imponente mansão vitoriana construída em 1859. Com sua arquitetura que mistura elementos neogóticos e neo-renascentistas, a mansão tem uma aparência que varia entre majestosa e ligeiramente ameaçadora – perfeita para os filmes que acabou abrigando.



O Oakley Court ganhou fama internacional como o "cenário definitivo" dos filmes de terror da Hammer Film Productions. A proximidade com os estúdios Bray Studios (a apenas 1,6 km de distância) tornou-o extremamente conveniente e barato para ser usado como locação.

  • Architetura Imponente: Suas torres, vitrais e interiores de madeira escura passavam perfeitamente a aura de um castelo assombrado ou uma mansão gótica da Europa Oriental.

  • Versatilidade: A propriedade foi usada para representar desde o exterior do Castelo de Drácula na Transilvânia até asilos sombrios e casas de famílias aristocráticas com segredos terríveis.

  • Economia: Era muito mais barato filmar nas dependências reais da mansão do que construir sets complexos nos estúdios.





Filmes Notáveis Filmados no Oakley Court



  1. Os Clássicos de Terror da Hammer:

    • A Maldição de Frankenstein (1957) - Um dos filmes que lançou a era de ouro da Hammer.

    • Drácula (1958) - Estrelado por Christopher Lee como Drácula e Peter Cushing como Van Helsing. O Oakley Court foi o Castelo de Drácula.

    • A Múmia (1959)

    • O Cão dos Baskervilles (1959) - Representou a infame Mansão dos Baskerville.

    • As Noivas de Drácula (1960)

    • A Maldição do Werewolf (1961)


  2. O Cult Absoluto: The Rocky Horror Picture Show (1975)
    Sem dúvida, o filme que mais imortalizou o Oakley Court para o público moderno. A mansão foi usada como a mansão de Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry), onde ocorrem a maioria dos eventos loucos do filme. Sua escadaria imponente se tornou icônica.


  3. Outros Filmes:

    • The Old Dark House (1963) - Um remake do clássico de terror de 1932.

    • A Lagoa Azul (1980) - A ilha paradisíaca do filme foi, na verdade, uma ilha no rio Tâmisa em frente ao Oakley Court.

    • A Filha de Drácula (1976) - Mais um clássico da Hammer.

    • Vários filmes de comédia da Carry On.





    • O Oakley Court Hoje

A era de ouro do cinema britânico chegou ao fim, e com ela, o uso frequente do Oakley Court como locação. A mansão passou por um grande processo de restauração e hoje funciona como um hotel de luxo de 4 estrelas, parte da rede Bespoke Hotels.

Os hóspedes podem se hospedar no mesmo local onde Drácula e Frank-N-Furter "viveram", desfrutar de jantares em seus salões históricos e até mesmo se casar lá. O hotel celebra com orgulho seu passado cinematográfico, com decoração que homenageia os filmes.





  • Fantasmas: Como toda boa mansão inglesa antiga, diz-se que o Oakley Court é assombrado. A lenda fala de uma "Dama de Cinza" que vagueia pelos corredores.

  • Jardins e Terreno: Os extensos jardins e a localização à beira do rio também foram amplamente utilizados nos filmes, criando uma atmosfera isolada e misteriosa.


terça-feira, fevereiro 10, 2026

Hammer Glamour

 A expressão “Hammer Glamour” nasceu entre fãs e críticos para falar do carisma e do impacto visual das atrizes que brilharam nas produções da Hammer Film Productions, especialmente nas décadas de 1950 a 1970. A Hammer, estúdio britânico célebre por revitalizar o terror gótico com cores fortes e sensualidade insinuada, usava essas presenças femininas como contraponto ao sangue e às sombras.

Martine Beswick, Linda Hayden, Stephanie Beacham et Caroline Munro. Photo © Matt Gemmell  2012


🔎 Alguns pontos-chave sobre as “Hammer Glamour Girls”:

  • Símbolo de modernidade no terror gótico – Enquanto a Hammer atualizava Drácula, Frankenstein e Múmia, as personagens femininas ganhavam figurinos ousados, decotes marcantes e uma postura mais ativa do que se via no cinema de horror anterior.

  • Atrizes icônicas – Names como Ingrid Pitt (The Vampire Lovers, Countess Dracula), Caroline Munro (Dracula A.D. 1972, Captain Kronos), Barbara Shelley (Dracula, Prince of Darkness), Veronica Carlson (Frankenstein Must Be Destroyed), Martine Beswick e Valerie Leon se tornaram rostos emblemáticos.

  • Sex appeal + força dramática – Embora a publicidade explorasse a sensualidade, muitas dessas atrizes interpretaram personagens complexas: vítimas que resistem, vilãs sedutoras, heroínas que enfrentam monstros.

  • Marketing inteligente – Cartazes e revistas destacavam as “Hammer Glamour Girls” para atrair público jovem, numa época em que o cinema de terror competia com TV e mudanças culturais pós-anos 60.

  • Legado cult – Hoje, o termo é celebrado em livros, documentários e convenções de fãs, reconhecendo a importância dessas mulheres não só como “rostos bonitos”, mas como parte essencial da estética Hammer.

  •  Ingrid Pitt

    • Filmes Hammer: The Vampire Lovers (1970), Countess Dracula (1971)

    • Por que marcou: A polonesa Ingrid Pitt trouxe magnetismo e sensualidade aos papéis de vampira, tornando-se ícone imediato da fase mais ousada da Hammer.


    2. Caroline Munro 

    • Filmes Hammer: Dracula A.D. 1972 (1972), Captain Kronos: Vampire Hunter (1974)

    • Por que marcou: Beleza clássica, figurinos chamativos e uma presença física atlética que combinava bem com heroínas de ação.


    3. Barbara Shelley  

    • Filmes Hammer: The Gorgon (1964), Dracula: Prince of Darkness (1966)

    • Por que marcou: Considerada “a rainha da Hammer”, alternava vulnerabilidade e autoridade, com interpretações consistentes e elegantes.


    4. Veronica Carlson

    • Filmes Hammer: Frankenstein Must Be Destroyed (1969), Dracula Has Risen from the Grave (1968)

    • Por que marcou: Look “girl next door”, mas carregado de dramaticidade, tornou-se um dos rostos mais reconhecíveis do ciclo tardio de Frankenstein e Drácula.


    5. Martine Beswick 

    • Filmes Hammer: One Million Years B.C. (1966), Dr. Jekyll and Sister Hyde (1971)

    • Por que marcou: Presença carismática, olhar marcante e disposição para papéis fisicamente exigentes; também ex-Bond girl.


    6. Valerie Leon 

    • Filmes Hammer: Blood from the Mummy’s Tomb (1971)

    • Por que marcou: Um dos destaques do último suspiro do terror Hammer clássico, interpretando a dualidade inocência/posseção com impacto visual.


    7. Madeline Smith  

    • Filmes Hammer: The Vampire Lovers (1970), Taste the Blood of Dracula (1970)

    • Por que marcou: Beleza etérea e forte presença nos thrillers góticos; muito associada ao erotismo sugerido do período.


    8. Hazel Court 

    • Filmes Hammer: The Curse of Frankenstein (1957), The Man Who Could Cheat Death (1959)

    • Por que marcou: Um dos primeiros rostos femininos da fase de ouro da Hammer; aura elegante, performances intensas.


    9. Yvonne Monlaur  

    • Filmes Hammer: The Brides of Dracula (1960), The Terror of the Tongs (1961)

    • Por que marcou: Aparência angelical e delicada, mas com energia dramática que cativava.


    10. Susan Denberg 

    • Filmes Hammer: Frankenstein Created Woman (1967)

    • Por que marcou: Beleza estonteante e personagem trágica, símbolo da virada “romântica” na abordagem de Frankenstein.

    • 11  Yutte Stensgaard 

      • Origem: Dinamarquesa, nascida em 1946, radicou-se cedo no Reino Unido.

      • Hammer: Tornou-se cult ao protagonizar Lust for a Vampire (1971), segundo capítulo da trilogia “Karnstein” da Hammer. Viveu Mircalla/Carmilla, vampira sensual num internato feminino, reforçando a virada mais ousada do estúdio no início dos anos 70.

      • Estilo: Mistura de ingenuidade com erotismo, presença de tela forte e look “européia chic”. Depois do filme, trabalhou um pouco em TV britânica (Doctor in the House, The Saint), mas afastou-se do cinema ainda nos anos 70.

      • 12  Kate O’Mara  

        • Origem: Inglesa (1939-2014), conhecida também por carreira longa na TV.

        • Hammer: Esteve em The Vampire Lovers (1970) como Carmilla/Mircalla numa pequena participação e em Horror of Frankenstein (1970) como Alys, personagem de forte apelo sensual.

        • Depois da Hammer: Tornou-se rosto recorrente de séries britânicas (The Brothers, Doctor Who como The Rani, Triangle) e ganhou projeção internacional em Dynasty (anos 80). Sempre carregou a imagem de “femme fatale” elegante e irônica.


        🔹13 Julie Ege 

        • Origem: Norueguesa (1943-2008), modelo e atriz.

        • Hammer: Ficou conhecida por Creatures the World Forgot (1971), sucessor espiritual de One Million Years B.C. – pouca fala, muito impacto visual nos cartazes. Também fez Legend of the 7 Golden Vampires (1974), coprodução Hammer/Shaw Brothers.

        • Perfil: Beleza exótica, presença magnética, consolidou-se como símbolo de “glamour pré-histórico” da Hammer. Seguiu em filmes europeus de gênero e trabalhos ocasionais de TV até os anos 80.

      • 14 Lalla Ward

        • Nome completo: Sarah Ward (Lalla é apelido de infância)

        • Origem: Nascida em 1949, em Londres; filha de um aristocrata britânico, teve formação artística e inclinação precoce para atuação.

        • Hammer: Participou de Vampire Circus (1972), um dos últimos grandes títulos da produtora no início da década de 70. Viveu Helga, jovem presa no vilarejo dominado por vampiros e pelo circo sinistro. Apesar de não ser papel de protagonista, Lalla trouxe frescor juvenil e dramatismo convincente ao filme.

        • 15  Victoria Vetri 

          • Origem: Nascida em 1944, em Los Angeles (de ascendência italiana). Também usou o nome artístico Angela Dorian.

          • Trajetória inicial: Modelo e atriz de TV nos anos 1960; eleita Playmate of the Year em 1968, o que projetou sua imagem internacionalmente.

          • Hammer: Seu filme mais ligado ao estúdio é When Dinosaurs Ruled the Earth (1970), produção Hammer que surfou no sucesso de One Million Years B.C.. Victoria interpretou Sanna, a mulher pré-histórica que vive um romance em meio a clãs rivais e criaturas stop-motion de Jim Danfort

        •             Em 2010 enfrentou grave problema judicial ao ser acusada de atirar no             então marido, fato amplamente noticiado. Cumpriu pena e, depois de                 anos, obteve liberdade condicional. Esses episódios acabaram                             eclipsando a carreira artística, embora ela mantenha status cult entre                    colecionadores e fãs da Hammer.




        • 16 Maxine Audley

          A inglesa Maxine Audley (1923 – 1992) teve uma carreira sólida no teatro e no cinema britânico, e acabou entrando para a história do terror por uma breve, mas marcante, passagem pela Hammer. 
        • Na Hammer sua colaboração se dá em:The Phantom of the Opera (1962) – dirigida por Terence Fisher. Maxine Audley faz Lattimer, personagem secundária mas com presença, num filme que mistura gótico e melodrama musical, típico do estúdio.

        • 17 Lynn Frederick


        • (1954-1994) não foi propriamente um “rosto recorrente” da Hammer, mas fez parte do cinema britânico de horror/fantasia no começo dos anos 1970 e acabou lembrada pelos fãs do estúdio
        • Vampire Circus (Hammer, 1972) – seu crédito de horror mais notório. Faz Dora Mueller, jovem de aldeia aterrorizada quando um circo sinistro chega trazendo de volta a maldição de um vampiro. O filme, dirigido por Robert Young, é um dos títulos mais estilizados da Hammer pós-Drácula, com gore moderado e atmosfera de fábula.
        • Na Hammer ela aparece uma única vez, mas os fãs de terror a associam ao estúdio por causa da popularidade cult de Vampire Circus.
        • Casou-se em 1980 com o comediante e ator Peter Sellers, tornando-se sua quarta esposa. Sellers faleceu meses depois, deixando-a viúva aos 26 anos, situação que gerou intensa atenção midiática.

        • 18 Suzanna Leigh 


        • (1945 – 2017) foi uma das atrizes britânicas mais associadas ao glamour pop e ao cinema de gênero dos anos 1960, transitando entre aventura, terror gótico e até um clássico musical de Elvis.
        • Fase Hammer / Terror britânico
          The Deadly Bees (1967, Amicus) – embora não seja Hammer, marcou seu primeiro mergulho em horror, vivendo a cantora pop assombrada por um enxame assassino.
          Lust for a Vampire (1971, Hammer)** – vive Janet Playfair, professora do colégio feminino onde ocorre a trama vampiresca. Filme dirigido por Jimmy Sangster, parte do ciclo “Karnstein” que inclui The Vampire Lovers e Twins of Evil.
      •  20 - Jenny Hanley


      • A inglesa Jenny Hanley (n. 15 de agosto de 1947, Gerrards Cross, Buckinghamshire) é um rosto muito querido dos fãs do cinema de gênero britânico dos anos 1960/70, especialmente por sua ligação com a Hammer Films e sua carreira como apresentadora de televisão.

      • Ficou conhecida no universo cult ao estrelar:

        • Scars of Dracula (1970, Hammer) – interpretou Sarah Framsen, interesse romântico de Paul (Christopher Matthews). Divide cenas com Christopher Lee, num dos Dráculas mais violentos da Hammer.

        • On Her Majesty’s Secret Service (1969, James Bond) – aparece como uma das “angel faces” no esconderijo de Blofeld.