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quinta-feira, maio 14, 2026

Holiday Inn Midtown,

 Holiday Inn Midtown, estava localizado na 1262 Union Avenue, em Memphis, Tennessee.



  • O "Great Sign": O letreiro icónico que aparece na foto foi projetado pela Balton & Sons Sign Company de Memphis. Este design era estrategicamente alto e brilhante para ser visto das novas autoestradas interestaduais dos EUA, tornando-se um símbolo de qualidade previsível para os viajantes.

  • Restaurante: O letreiro amarelo de "Restaurant" no postal refere-se ao restaurante do hotel, que em certas épocas foi conhecido como Bull 'n' Bear, famoso por exibir cotações do mercado de ações para os hóspedes.

  •  A rede Holiday Inn foi fundada em Memphis por Kemmons Wilson. O primeiro hotel da cadeia abriu em 1952 na Summer Avenue.

  • A partir de 1982, a maioria destes "Great Signs" começou a ser removida e vendida como sucata, à medida que a empresa modernizava a sua imagem.

Hoje em dia, embora o edifício original do postal possa ter sido demolido ou extensivamente remodelado, a marca continua presente na área através de unidades modernas, como o Holiday Inn Express Memphis Medical Center Midtown, situado nas proximidades (1180 Union Ave).

quarta-feira, maio 13, 2026

Festa Hollywood 77

 Se a cadeia de TV americana ABC montava um grande show — com John Wayne no comando do elenco — para comemorar seus 25 anos, o que a CBS poderia oferecer a seus telespectadores ao completar 50 anos? Montar um show ainda mais espetacular, naturalmente, algo parecido ao maior espetáculo da televisão. Tal era o brilho das estrelas reunidas que “o olho da câmara quase ficou cego”, segundo a observação de uma revista americana.



E não era para menos. A CBS conseguiu reunir 113 personalidades famosas — fossem do cinema ou da própria televisão. Na primeira fila, por exemplo, estava uma Lassie, ninguém sabe se descendente da original que nos anos 40 fez as delícias da platéia, ao lado de Liz Taylor, e Alfred Hitchcock — às vésperas de comemorar 79 anos. Pouco atrás de Hitch, o também veteraníssimo George Burns (82 anos), Telly Savalas, Roy Rogers, a endiabrada Carol Burnett e, a seu lado, Mary Tyler Moore. O trabalho de produção do programa — e da foto — foi intenso: Lucille Ball estava no melhor estilo Mame, enquanto Eva Gabor se limitava a fazer o que sabia, isto é, representar Eva Gabor.

 lista de 113 personalidades presentes na fotografia da CBS de 1977:

  1. Lassie

  2. Jean Stapleton

  3. Walter Cronkite

  4. Alfred Hitchcock

  5. Mary Tyler Moore

  6. Ellen Corby

  7. Gene Rayburn

  8. Vivian Vance

  9. Milburn Stone

  10. Ann Sothern

  11. Barbara Bain

  12. Nancy Walker

  13. George Burns

  14. Cicely Tyson

  15. Arthur Godfrey

  16. Red Skelton

  17. Gale Storm

  18. Danny Kaye

  19. Sandy Duncan

  20. Telly Savalas

  21. Dale Evans

  22. Roy Rogers

  23. Ken Murray

  24. June Lockhart

  25. Arthur Murray

  26. Kathryn Murray

  27. Eric Scott

  28. Kami Cotler

  29. Bonnie Franklin

  30. William Conrad

  31. Eva Gabor

  32. Allen Funt

  33. Tim Conway

  34. Danny Thomas

  35. Bob Keeshan

  36. Dennis Weaver

  37. Ray Walston

  38. Sally Struthers

  39. Garry Moore

  40. Linda Lavin

  41. Douglas Edwards

  42. Betty White

  43. Bob Schieffer

  44. Ned Beatty

  45. Charles Kuralt

  46. Arlene Francis

  47. Jamie Farr

  48. Adrienne Barbeau

  49. Vicki Lawrence

  50. Mary McDonough

  51. Don Knotts

  52. Lucille Ball

  53. Edward Asner

  54. Jackie Cooper

  55. Esther Rolle

  56. Joan Hackett

  57. Eric Sevareid

  58. Mike Wallace

  59. Sherman Hemsley

  60. Jack Whitaker

  61. Isabel Sanford

  62. Judy Norton-Taylor

  63. Bob Denver

  64. Carol O'Connor

  65. Dwayne Hickman

  66. Richard C. Hottelet

  67. Will Geer

  68. Lesley Stahl

  69. Art Carney

  70. Tony Randall

  71. Bob Newhart

  72. Dick Smothers

  73. Hughes Rudd

  74. Ted Knight

  75. Georgia Engel

  76. Jon Walmsley

  77. Charles Collingwood

  78. Audrey Meadows

  79. Valerie Harper

  80. Julie Kavner

  81. David Harper

  82. Bill Macy

  83. Ken Berry

  84. Art Linkletter

  85. Glen Campbell

  86. Buddy Ebsen

  87. Michael Learned

  88. John Forsythe

  89. Steve Allen

  90. Carol Burnett

  91. Jim Nabors

  92. Beatrice Arthur

  93. Loretta Swit

  94. Ed Bradley

  95. Andy Griffith

  96. Lee Meriwether

  97. Demond Wilson

  98. Lynda Carter

  99. James Arness

  100. Dick Van Dyke

  101. Jack Lord

  102. Ralph Waite

  103. Bernard Kalb

  104. Martin Landau

  105. Rob Reiner

  106. Lynnie Greene

  107. John Amos

  108. Bob Barker

  109. Bert Convy

  110. Dan Rather

  111. Richard Crenna

  112. Mike Connors

  113. David Groh

terça-feira, maio 12, 2026

Um conto de Orlando Orfei

 

Orlando Orfei em frente ao Tivoli Park. 1972



O PALHAÇO

de Orlando Orfei

— Por meio da lógica te faço desaparecer, diz o palhaço de cara branca ao companheiro com fisionomia meio boba.

— Mas vá lá, responde meio incrédulo o outro.

— Você neste momento se encontra em Milão?

— Não, é a resposta.

— Está você em Roma?

— Muito menos, responde o outro.

— Se não te encontro em Milão nem em Roma, decerto estarás noutro lugar.

— Certamente, responde o palhaço.

— E se estás alhures, não estás aqui!

E uma bofetada chega sonora na cara do palhaço espertalhão.

— Desgraçado! grita. Por que me esbofeteaste?

— Eu? concluía o palhaço. Mas, se não estou aqui...

Recordo esta ceninha cômica, vista nos primeiros anos de minha infância, como se fosse agora. Que fascínio ver os palhaços por mim, criança. Adulto, permaneço ainda fascinado por aquele humorismo simples, absurdo. Fazem rir com situações que diria cretinas. Se não, fazem muitas das falsetas do homem. Há o palhaço forte, o esperto e o estúpido que sempre vence, quando na realidade é diferente. Todas as vezes que o palhaço dá uma marretada na cabeça do companheiro, eu, adulto, me vejo rindo, ainda. Será falta de maturidade? pergunto-me. Ou necessidade de uma descarga de simples alegria sem duplo sentido, para amenizar um pouco o afã do dia-a-dia? O palhaço, este humilde personagem, com a força de me dar um momento de serenidade, como naquele tempo...

Obrigado, Palhaço. Aprendi com você que as coisas mais simples, mais puras, são eternas.

segunda-feira, maio 11, 2026

Conselho de mãe





 "Filho,

Eu sei que você já cresceu agora, e estou orgulhosa de você. Quando a Ashley vier aqui hoje à noite, se as coisas ficarem sérias, certifique-se de estar SEGURO!

Use isto! (seta apontando para o preservativo)

P.S. Seu jantar está na geladeira, querido.

Com amor, Mamãe"

domingo, maio 10, 2026

McSorley’s Old Ale House,



 Interior de um dos marcos mais icônicos da vida noturna e histórica de Nova Iorque: o McSorley’s Old Ale House, estabelecido em 1854.

O bar é famoso por suas paredes densamente cobertas de memorabilia, fotografias originais, recortes de jornais e artefatos que não são removidos há décadas.

Note o arco sobre a passagem entre os ambientes, decorado com centenas de distintivos, botões e pequenas peças colecionáveis.

 As mesas e cadeiras de madeira desgastada e o balcão clássico preservam a atmosfera do século XIX.

  • Lema Famoso: O estabelecimento é conhecido pelo lema "Be Good or Begone" (Seja bom ou vá embora).

  • Até hoje, eles servem apenas dois tipos de cerveja de fabricação própria: a McSorley's Dark (escura) e a McSorley's Light (clara).

  •  O bar foi um dos últimos "baluartes masculinos" de Nova Iorque, só permitindo a entrada de mulheres em 1970, após uma decisão judicial.

  • Um dos detalhes mais famosos do McSorley's — localizado justamente nessas luminárias e quadros acima do balcão — são os ossos de galinha pendurados.

  • Diz a lenda que soldados que partiam para a Primeira Guerra Mundial penduravam esses ossos ali, com a promessa de retirá-los quando voltassem. Os que permanecem até hoje (cobertos por décadas de poeira, como se vê na textura das molduras) pertenciam àqueles que nunca retornaram.

sábado, maio 09, 2026

Capitão Aza

 


compacto simples
(vinil de 7 polegadas) intitulado "Capitão Aza e Martinha: A Volta", um item clássico da cultura pop infantil brasileira dos anos 70.

  • Capitão Aza: Interpretado pelo ator Wilson Vianna, foi um dos maiores ícones da TV brasileira (TV Tupi), conhecido por apresentar desenhos animados e promover o "Clube do Capitão Aza".

  • Martinha: A menina que aparece ao lado dele na capa era uma presença constante em seus programas e discos, ajudando a criar uma conexão com o público mirim.

O disco traz duas faixas principais destacadas na capa:

  • "Se Você Quer Ser Alguém".

  • "Eu Te Amo, Tu Me Amas".

  • Gravadora: O selo visível é o CID (Cia. Industrial de Discos), código CID 5517.

  • Produção: Assinada por Durval Ferreira, um nome importante da Bossa Nova e da produção musical brasileira da época.

sexta-feira, maio 08, 2026

Gas Light Inn

 

Essa imagem mostra o Gas Light Inn, um local histórico e bastante conhecido em Indianápolis, Indiana (EUA), especificamente no cruzamento das ruas South Meridian e Kelly.

O Gas Light Inn é um bar e restaurante de bairro que se orgulha de manter uma atmosfera de "velha guarda". Ele é famoso na região por duas coisas principais:

  • Comida Caseira: Como o letreiro na imagem indica, eles são conhecidos pelos especiais de almoço acessíveis (como o icônico sanduíche de lombo suíno, típico de Indiana).

  • Reputação "Assombrada": Note que o letreiro menciona explicitamente "Ghost Tours" (Passeios de Fantasmas). O local tem uma longa história de relatos paranormais e já foi destaque em programas de TV sobre o tema.

A estrutura reflete o estilo das tavernas americanas do final do século XIX e início do XX:

  • Construção: É um edifício de madeira de dois andares com revestimento simples (siding). A estrutura estreita e profunda é comum em lotes comerciais urbanos antigos.

  • Sinalização: O uso de letreiros manuais e placas de rua clássicas reforça o sentimento de nostalgia e de um estabelecimento familiar que não mudou muito com o tempo.


  • Localização: A placa de rua confirma que está no cruzamento da E. Meridian St. com a Kelly St.

  • Marketing Local: O cartaz na janela diz: "Daily Lunch Special - You just gotta try one" (Especial de almoço diário - você simplesmente tem que experimentar um), o que mostra o foco no público local e trabalhador.

  • Atmosfera: O entorno é residencial/industrial leve, o que o torna um típico "ponto de encontro de bairro" (neighborhood dive bar).

Sua reputação é alimentada por uma combinação de localização (está cercado por três cemitérios com quase 50.000 túmulos) e um passado obscuro.

Aqui estão as lendas e aparições mais famosas do local:

1. "John", o Espírito Hostil do Porão

A lenda mais sombria envolve um antigo proprietário chamado John Dransfield, que geriu o local por mais de 40 anos no início do século XX.

  • O Passado: Dizem que, durante a Lei Seca, ele operava um bordel no andar de cima e fabricava gim clandestino no porão. A lenda mais macabra afirma que ele estaria envolvido com o roubo de cadáveres do cemitério vizinho para vender membros a escolas de medicina, usando o porão como um "necrotério improvisado".

  • A Atividade: Funcionários relatam que "John" é uma presença intimidadora e protetora do porão. Há relatos de pessoas sendo empurradas, sentindo um peso no peito (como se alguém as estivesse prendendo no chão) e vendo vultos de um homem muito alto (cerca de 2 metros) vestindo um terno antigo.

2. "Heather", a Menina Brincalhona

Em contraste com John, Heather é descrita como uma criança de cerca de 4 ou 5 anos, que viveria nos três andares do prédio.

  • Aparição: Ela é descrita usando um vestido rosa, sapatos pretos com meias brancas e um laço no cabelo (estilo dos anos 1930).

  • Interação: Heather gosta de pregar peças. Há relatos dela puxando brincos de clientes no bar, tocando nos pulsos das pessoas durante o jantar e movendo objetos. Investigadores paranormais dizem ter capturado vozes de criança pedindo para brincar.

3. A Conexão com John Dillinger

O Gas Light Inn era um dos esconderijos favoritos do famoso gângster John Dillinger ("Inimigo Público nº 1" nos anos 30).

  • Marcas de Tiro: No salão de jantar, há uma coluna de tijolos que contém dois buracos de bala. A lenda diz que um rival tentou assassinar Dillinger ali mesmo, mas errou os tiros.

  • Presença: Alguns acreditam que o espírito de Dillinger ainda visita o local. Há relatos de clientes que ouvem passos pesados e barulho de copos se movendo sozinhos na área onde ele costumava beber.

4. A Mulher na Escada

Muitos presenciaram a aparição de uma mulher vestida com trajes do início do século XX nas escadas que levam ao segundo andar (onde antigamente funcionava o bordel e hoje é um clube de comédia). Ela é frequentemente vista olhando pela janela do andar superior para a rua.

Outros Fenômenos Relatados:

  • EVPs (Vozes Eletrônicas): Em uma investigação famosa para o programa "My Ghost Story", foram gravadas vozes femininas gritando "Socorro!" no porão.

  • Objetos com Vida Própria: Lustres que balançam sozinhos, cabeças de bonecas que se movem e o som de bolas de bilhar batendo umas nas outras após o bar fechar.

Devido a essas histórias, o proprietário (Joe DeMore) costuma organizar Ghost Tours (passeios de fantasmas) oficiais no local, especialmente perto do Halloween. É um lugar onde a linha entre a história real do crime e o folclore sobrenatural é muito tênue.

quinta-feira, maio 07, 2026

Gothic Revival




 Essas imagens capturam uma estética Gothic Revival fascinante, misturando o "memento mori" (lembre-se da morte) com a força regenerativa da natureza. A cena é um exemplo perfeito de Dark Academia e Eeriecore.

  • O Crânio e Tíbias Cruzadas (Skull and Crossbones): Diferente da conotação moderna de "pirataria", em cemitérios antigos (especialmente do século XVII ao XIX), esse símbolo era uma marca cristã e filosófica de humildade e da transitoriedade da vida. O fato de ser uma escultura em relevo 3D sobre a tumba, em vez de apenas gravada, indica uma obra de arte funerária mais elaborada.

  • A "Morte Viva": A cobertura espessa de musgo verde vibrante cria um contraste direto com o tema da morte. O musgo "suaviza" as feições duras do crânio, dando-lhe uma aparência quase orgânica, como se o túmulo estivesse respirando. É a personificação do conceito Nature Taking Over.

  • A Estela (Lápide): A lápide vertical possui inscrições em francês, mencionando nomes como "Antoine Michel" e "Marie Alix". O estilo da fonte e a estrutura sugerem um cemitério europeu histórico, possivelmente na França ou Bélgica (como o famoso Père Lachaise ou o Cemitério de Laeken).

  • Correntes e Pilares: As correntes de ferro fundido que delimitam o lote reforçam a atmosfera vitoriana e a ideia de um "descanso eterno" protegido.

  • Iluminação: A luz solar filtrada pelas árvores cria sombras profundas nas cavidades oculares do crânio, aumentando o fator eerie (inquietante), enquanto ilumina o musgo, criando uma paleta de cores entre o verde esmeralda e o cinza fúnebre.

  • Vibração "Gothcore": As imagens conversam diretamente com subculturas que apreciam a beleza no macabro. Há uma melancolia romântica na forma como a vegetação consome a pedra.

quarta-feira, maio 06, 2026

"Monumento ao Pequeno Jornaleiro"



 "Monumento ao Pequeno Jornaleiro", localizado no centro de Curitiba (na esquina da Rua XV de Novembro com a Rua Érico Veríssimo).

A obra é do escultor paranaense Erbo Stenzel (um dos mais importantes do estado), inaugurada em 1933. Stenzel era conhecido por seu rigor técnico, mas nesta peça ele adota uma expressividade que foge ao academicismo puro.

terça-feira, maio 05, 2026

Night at the Opera

 



A série "Night at the Opera" (que faz parte do projeto mais amplo Detroit Disassembled, de 2008) de Andrew Moore, é uma das representações mais potentes do chamado "ruína-pornô" (ruin porn), embora Moore eleve o conceito a um nível de documentário antropológico e artístico.


As fotos retratam o Michigan Theatre, construído em 1926. O que torna este local específico fascinante (e trágico) é que ele foi construído no local onde Henry Ford construiu seu primeiro carro. No final dos anos 70, em vez de ser totalmente demolido, o interior do teatro foi parcialmente convertido em um estacionamento.

Moore captura o momento em que a opulência do passado encontra a negligência do presente. Night at the Opera não é apenas sobre um prédio caindo, mas sobre o eco de uma era de ouro americana. Ele consegue transformar o caos do Michigan Theatre em uma composição formal e equilibrada, forçando o espectador a encontrar beleza na perda.

Antes mesmo de o teatro existir, o terreno já era histórico. Foi exatamente naquele local, em uma pequena garagem de tijolos na Bagley Avenue, que Henry Ford construiu seu primeiro veículo, o Quadriciclo, em 1896.

Para construir o teatro em 1926, a garagem original teve que ser demolida (embora Ford tenha reconstruído uma réplica mais tarde no museu Greenfield Village). Há uma ironia poética aqui: o local onde o carro nasceu acabou sendo "devorado" por carros décadas depois.

A Era de Ouro (1926 - meados de 1960)

Projetado pelo renomado escritório Rapp & Rapp (especialistas em palácios de cinema), o Michigan Theatre custou cerca de 5 milhões de dólares na época.

  • Capacidade: 4.000 lugares.

  • Estilo: Renascimento Italiano e Francês, com colunas de mármore, espelhos enormes, lustres de cristal e uma suntuosa escadaria (aquela da estátua na foto de Moore).

  • Função: Não era apenas um cinema; era uma experiência social completa, com orquestras ao vivo e órgãos de tubos monumentais.

 A Crise e o "Ultimato" Estrutural

Com a decadência do centro de Detroit nos anos 60 e 70, o teatro perdeu público e fechou em 1976. O prédio corria sério risco de demolição total.

No entanto, o edifício que abriga o teatro é uma estrutura integrada: o auditório está "anexado" a um prédio de escritórios de 13 andares.

O Dilema: Engenheiros descobriram que demolir o teatro comprometeria a estabilidade estrutural do prédio de escritórios vizinho. A solução encontrada foi radical: esvaziar o interior do teatro e transformá-lo em um estacionamento privado para os funcionários do escritório.

 O "Teatro-Estacionamento"

Diferente de outros lugares que são totalmente reformados, o Michigan Theatre passou por uma "destruição parcial".

  • Retiraram as poltronas e nivelaram o chão com asfalto.

  • As paredes ornamentadas, o teto abobadado e o arco do proscênio foram mantidos, mas deixados à mercê da umidade e do tempo.