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quinta-feira, julho 23, 2026

A História Real de Eline Lena Jacobsen

 



Estivemos na exposição sobre o Titanic no Shopping Eldorado  em SP.  Logo no inicio, voce recebe o cartão com, o nome de um passageiro do naufrágio do RMS Titanic que aconteceu na madrugada do dia 15 de abril de 1912, após a colisão do navio com um iceberg.  No fibnal da exposição, erxistem os nomes de todos os passageiros e tripulantes e o visdistante tenta descobrir o que aconteceu com aquele cujo nome está no cartão.

Porém, não encontrei o nome da minha passageira, mas depois fui saber sobre Eline Penni / Gunhilde Oline Jacobsen. Isso!  Segurar nas mãos um objeto que parece uma simples lembrança de museu, mas que esconde por trás dele uma história humana profunda, esquecida pelo tempo.  Foi exatamente isso que aconteceu ao examinar detalhadamente um cartão de embarque de exposição do Titanic com o nome de Eline Penni Jacobsen (ou Eline Lena Jacobsen).

De Objeto de Exposição a uma Vida Real

À primeira vista, cartões de embarque distribuídos em exposições sobre o transatlântico parecem apenas ferramentas interativas para engajar o visitante. No entanto, pesquisas detalhadas revelam que a imensa maioria desses materiais é baseada em passageiros reais que estiveram a bordo do navio mais famoso do mundo na sua tragédia inaugural.

Cruzando os dados legíveis do cartão — como a idade de 63 anos, a origem na Noruega e o porto de partida em Southampton —, descobrimos que a identidade por trás do nome remonta a uma mulher de carne e osso: Gunhilde Oline "Lena" Jacobsen (também registrada historicamente sob o sobrenome Solvang).

Ficha da Passageira Real:

  • Nome Registrado: Gunhilde Oline "Lena" Jacobsen (Lena Solvang)

  • Idade: 63 anos

  • Origem: Skaare, Haugesund, Noruega

  • Porto de Embarque: Southampton, Reino Unido

  • Destino: Estados Unidos (visitar a filha)

  • Desfecho: Vítima fatal no naufrágio de 15 de abril de 1912

O Enigma do Sobrenome e a Jornada em Direção à Família

Um dos aspectos mais fascinantes e debatidos por historiadores sobre Gunhilde Oline é a divergência em seu registro oficial nas listas da White Star Line, onde apareceu sob o nome de Lena Solvang. Esse detalhe gera discussões até os dias de hoje, levantando hipóteses sobre o uso de um nome ligado ao seu local de residência ou a laços de parentesco da época.

Independente das nuances burocráticas do registro, o propósito da viagem de Gunhilde era carregado de afeto e esperança: ela estava cruzando o Atlântico rumo à Dakota do Sul (EUA) com o objetivo de visitar sua filha. Era a promessa de reencontro familiar que movia milhares de imigrantes europeus no início do século 20. 

O Trágico Fim e o Legado da Memória

Infelizmente,  ela foi uma das vitimas da madrugada de 15 de abril de 1912 após a colisão com o iceberg, Gunhilde Oline não sobreviveu ao naufrágio do RMS Titanic.

Via IA, tentei criar uma possivel imagem dela. 




Heitor Marcon

 

Mais de 40 anos de carreira, milhares de imagens produzidas e incontáveis histórias registradas. Para o fotógrafo Heitor Teixeira Marcon, a fotografia sempre foi muito mais do que equipamentos e técnica: o verdadeiro foco está nas pessoas. Essa é uma das principais reflexões compartilhadas durante sua participação no programa Encontros com a Imprensa, da Rádio UEM FM e UEM TV, apresentado pelo jornalista Marcelo Bulgarelli.

Natural de Maringá, Heitor contou que nunca imaginou seguir a profissão. Depois de trabalhar em uma fábrica de boxes de alumínio, ingressou na antiga TV Manchete como operador de VT. A mudança definitiva aconteceu quando foi convidado pelo fotógrafo Nelson Jaca Pupim para integrar a equipe de O Diário do Norte do Paraná, onde aprendeu o fotojornalismo ao lado de profissionais que marcaram sua formação.

Ao longo da entrevista, relembrou coberturas que deixaram marcas profundas. Entre elas, destacou o desaparecimento de dois jovens em Maringá, quando um simples chinelo boiando na água se transformou na imagem que simbolizou toda a tragédia. Também afirmou que, em diversas ocasiões, precisou decidir entre fotografar ou ajudar pessoas em situação de risco, optando pela solidariedade quando percebeu que poderia fazer diferença.

Heitor também compartilhou episódios curiosos da carreira. Em um comício político, fingiu fotografar uma agressão para inibir a violência praticada por seguranças. Já em outro momento, viveu um dos maiores equívocos profissionais ao registrar quase toda a apresentação escolar da instituição errada antes de perceber o engano.

Além do fotojornalismo, construiu uma sólida trajetória na fotografia publicitária ao lado da esposa, Solange Marcon, com quem manteve o Estúdio 2 por cerca de 25 anos. Em uma viagem de trabalho, acabou registrando por acaso um eclipse parcial do sol em Cuiabá, fotografia que se tornou uma de suas favoritas.

Ao falar sobre a evolução da profissão, destacou as transformações provocadas pela fotografia digital. Para ele, embora a tecnologia tenha democratizado a produção de imagens, ela também ampliou as responsabilidades do fotógrafo. Ainda assim, acredita que o diferencial continua sendo o olhar de quem está atrás da câmera, independentemente do equipamento utilizado.

As histórias humanas seguem sendo sua maior inspiração. Entre os relatos mais emocionantes está o encontro com uma mãe em situação de extrema vulnerabilidade durante uma reportagem em Maringá e a cobertura de um caso de feminicídio em Mandaguari, quando os objetos deixados na casa revelaram, de forma silenciosa, a dimensão da tragédia.

Atualmente, Heitor integra a Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual de Maringá (ASC/UEM). Fora do trabalho, dedica-se à marcenaria, prepara um novo estúdio fotográfico em casa e planeja uma exposição com imagens de grandes shows registrados ao longo da carreira, incluindo apresentações dos Paralamas do Sucesso.

Ao fazer um balanço da trajetória, Heitor afirma não cultivar arrependimentos. Para ele, até mesmo os erros contribuíram para sua formação. Depois de mais de quatro décadas fotografando pessoas, acontecimentos e emoções, conclui que seu maior patrimônio não são as imagens produzidas, mas as histórias e os encontros que a fotografia lhe proporcionou.

O Encontros com a Imprensa vai ao ar às sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, pela UEM FM 106,9, com transmissão também no YouTube da UEM TV e no Spotify.

quarta-feira, julho 22, 2026

Luciana Peña

 



Luciana Penã relembra 33 anos de jornalismo e defende a reportagem como essência da profissão

Com mais de três décadas dedicadas ao jornalismo, a jornalista Luciana Peña, editora-chefe da CBN Maringá, foi a convidada do programa Encontros com a Imprensa, da Rádio UEM FM e UEM TV, apresentado por Marcelo Bulgarelli. Na entrevista, ela relembrou o início da carreira, falou sobre os desafios do rádio e da televisão e refletiu sobre as transformações do jornalismo ao longo dos anos.

Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luciana contou que sonhava em cursar Artes Cênicas, mas acabou encontrando no jornalismo sua verdadeira vocação. A carreira começou na TV Tibagi, em Campo Mourão, e depois em Maringá, onde trabalhou ao lado de profissionais como Regina Daifiol, Valdete da Graça, Robson Jardim e Nilson Cirino. Em 2002, passou a integrar a equipe da CBN Maringá, emissora na qual permanece até hoje.

Durante a conversa, ela relembrou episódios marcantes dos primeiros anos de profissão, como as broncas recebidas no início da carreira, que considera fundamentais para seu aprendizado. Também contou histórias curiosas dos tempos de televisão, quando as equipes dependiam de orelhões para manter contato com a redação durante as reportagens de rua.

Luciana recordou coberturas que marcaram profundamente sua trajetória, entre elas os casos de Márcia Constantino, Fabíola Coelho e Magó Poltronieri. Segundo ela, tragédias envolvendo crianças e jovens permanecem vivas na memória de quem faz jornalismo e reforçam a responsabilidade de informar com sensibilidade e respeito às vítimas e suas famílias.

Ao longo de 33 anos de profissão, a jornalista também entrevistou importantes lideranças políticas, entre elas Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Um dos episódios mais curiosos foi a entrevista com Dilma Rousseff, quando teve de seguir um rígido protocolo de perguntas definido previamente pela assessoria da Presidência.

Hoje à frente da redação da CBN Maringá, Luciana afirma que continua se sentindo, antes de tudo, uma repórter. Para ela, a reportagem e a apuração rigorosa continuam sendo a base do bom jornalismo, mesmo diante das mudanças provocadas pelas redes sociais e pelo consumo acelerado de informação.

A jornalista também prestou uma homenagem à comunicadora Elci Nakamura, que considera sua grande mestre. Segundo Luciana, os ensinamentos da antiga chefe seguem presentes em sua rotina profissional e influenciam sua forma de conduzir a redação e orientar novos jornalistas.

Ao falar sobre o futuro da profissão, demonstrou preocupação com a superficialidade das informações nas redes sociais, mas acredita que o jornalismo continuará relevante enquanto preservar o compromisso com a verdade e a qualidade da apuração. Aos estudantes de Comunicação, deixou um conselho: ler muito, buscar formação constante e nunca perder a paixão pela profissão.

Fora da redação, Luciana leva uma vida simples, gosta de passear com seu cachorro e define a si mesma como uma "operária da comunicação". Ao olhar para a própria trajetória, afirma que gostaria de ser lembrada como uma profissional justa, dedicada e uma boa colega de trabalho.


 Aperte o play e acompanhe essa conversa no Encontros com a Imprensa.

Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.


Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva  Anelize Camargo 

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -  Creval Sabino

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier Eduardo Cavallari -

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Heitor Marcon - Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuciana Peña - Luiz de Carvalho - Marcos Zanatta - Marilayde Costa --

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco - Rose Leonel -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 

Madeleine e Mary Collinson




 Madeleine e Mary Collinson (nascidas em 22 de julho de 1952), as famosas gêmeas maltesas que se tornaram ícones da cultura pop e do cinema de gênero no início dos anos 70.

As gêmeas Collinson fizeram história ao se tornarem as primeiras gêmeas idênticas a aparecerem como Playmates da revista Playboy, na edição de outubro de 1970. Esse evento foi um marco para a publicação e ajudou a impulsionar a carreira de ambas internacionalmente.

Para além das revistas, elas são muito lembradas pelos entusiastas do cinema de horror britânico, especialmente pela participação no filme "As Gêmeas do Mal" (Twins of Evil, 1971), produzido pela lendária Hammer Films.

  • No filme, elas atuaram ao lado de Peter Cushing.

  • A trama explorava justamente a dualidade entre as irmãs (uma "boa" e uma "má") em um contexto de caça às bruxas e vampirismo

  • As irmãs Madeleine e Mary Collinson nasceram no dia 22 de julho de 1952, em Sliema, na ilha de Malta.

    Curiosamente, elas começaram a carreira em sua terra natal antes de se mudarem para o Reino Unido no final dos anos 60, onde acabariam atraindo a atenção da Playboy e dos estúdios Hammer.

  • Mary Collinson: Faleceu em 23 de novembro de 2014, aos 62 anos. Mary morreu devido a uma insuficiência respiratória. Ela estava internada em um hospital em Milão, na Itália, onde vivia há muitos anos. Após sua carreira breve no cinema e na moda nos anos 70, ela se estabeleceu na Itália, casou-se e formou família, levando uma vida longe dos holofotes.

  • Madeleine Collinson: Faleceu em 14 de agosto de 2020, aos 68 anos.Madeleine morreu  em um hospital em Malta, sua terra natal. A causa foi atribuída a uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), após passar vários meses em estado debilitado. Assim como a irmã, ela também havia deixado o mundo do entretenimento décadas antes, tendo trabalhado como educadora e se dedicado a atividades culturais em Malta.