quarta-feira, setembro 19, 2018

Oduvaldo Vianna Filho


Um texto de Vianinha tão bem lembrado pelo amigoAndré Luís Câmara. Algo tão imprescindivel em tempos tão estranhos. 

"Somos profissionais"
(Oduvaldo Vianna Filho)

não vamos agredir
agredir não é fácil, mas transfere responsabilidades
viemos aqui cumprir a nossa missão
a de artistas
não a de juízes de nosso tempo
a de investigadores
a de descobridores
ligar a natureza humana à natureza histórica
não estamos atrás de novidades
estamos atrás de descobertas
não somos profissionais do espanto
para achar a água é preciso descer terra adentro
encharcar-se no lodo
mas há os que preferem olhar os céus
esperar pelas chuvas

in: Vianna Filho, Oduvaldo. Seleção, organização e notas:Fernando Peixoto. São Paulo: Brasiliense, 1983. p.19

A foto de Vianinha é da Agência Estado e foi feita em 1971.


sábado, setembro 15, 2018

Elke Maravilha


Elke Maravilha, nome artístico de Elke Georgievna Grunnupp (em russo: Элке Георгевна Груннупп; Leningrado, 22 de fevereiro de 1945 — Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2016), foi  manequim, modelo, jurada, apresentadora e atriz nascida na Rússia com cidadania alemã radicada no Brasil.


No início da carreira Elke conheceu a estilista Zuzu Angel, de quem se tornou amiga. Durante a ditadura militar, em 1971, ela foi presa por desacato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por rasgar cartazes com a fotografia de Stuart Angel Jones, filho da amiga Zuzu, alegando que ele já havia sido morto pelo regime.
Foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional e perdeu a cidadania brasileira, o que a deixou apátrida. Só foi solta depois de seis dias após a intervenção de amigos da classe artística.
Anos depois, requisitou a cidadania alemã, a única que possuía. A história da estilista foi contada nos cinemas em 2006 no longa Zuzu Angel.

No filme, Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial.
 Sua vida pessoal sempre foi conturbada. Morou em diversos países e teve oito casamentos, com homens de diversas nacionalidades. Fez três abortos, fruto de seus três primeiros casamentos, pois jamais quis ser mãe, e sempre achou que com seu jeito rebelde de ser, jamais poderia educar uma criança de forma digna.
Contou em entrevistas que tomava pílula anticoncepcional, mas fora enganada por alguns desses maridos, que queriam ser pais, e em vez de tomar a pílula certa, Elke tomava a pílula de farinha. Após descobrir isto, começou a usar DIU.
Elke também foi usuária de todo tipo de drogas ilícitas, além de todo tipo de bebida alcoólica. Dizia que não tinha preferência por nenhum tipo de homem, e sim, que tinha pressa de namorar.

Morreu, aos 71 anos, na madrugada de 16 de agosto de 2016 por volta da 01:00, vítima de falência múltipla dos órgãos, por não ter reagido bem aos medicamentos durante uma cirurgia para tratar duma úlcera, por conta de sua idade e da presença de diabetes. A atriz estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho, após uma cirurgia para tratar uma úlcera.[
 O corpo foi velado no Teatro Carlos Gomes, no Rio, na manhã do dia 17 de agosto. Antes de ser internada, Elke pediu a seu irmão Frederico que ela estivesse linda em seu enterro. Portanto, ela foi vestida com um vestido feito especialmente para o seu musical "Elke Canta e Conta" e maquiada por amigos do jeito que ela costumava se maquiar. O corpo foi enterrado por volta das 17h do dia 17 de agosto no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio

As Caravanas

LINDO E FANTÁSTICO ! "As Caravanas " musica de Chico Buarque, com arranjo de Carlinhos Antunes, Daniel Muller e parte final de cordas de Luis Claudio Ramos, o mesmo arranjo que esta gravado no CD do Chico.
Com esse tema, a Orquestra Mundana Refugi entra em numa nova fase que é homenagear compositores do Brasil e de várias partes do mundo.

Ecos de Lisboa e Arredores - Setembro 2014