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domingo, abril 12, 2026

Village Of The Damned (1960) A Aldeia dos Amaldiçoados


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 Village of the Damned (1960) — um dos clássicos mais elegantes e inquietantes do horror britânico.

Dirigido por Wolf Rilla e baseado no romance The Midwich Cuckoos, de John Wyndham, o filme é um dos pilares da ficção científica britânica do pós-guerra. É uma obra de horror silencioso, feita com economia visual, mas enorme força temática.

A sequência inicial, em que toda a vila desmaia simultaneamente, é uma das mais fortes do sci-fi dos anos 60.
Ela cria um mistério cósmico, quase lovecraftiano, sem depender de criaturas explícitas.

O trope da gestação coletiva funciona como alegoria perfeita para ansiedades sociopolíticas do pós-guerra:

  • medo do avanço científico (genética, radiação, experimentação)

  • angústia sobre o futuro das novas gerações

  • sensação de que algo inumano estava “crescendo” dentro da sociedade

É uma metáfora poderosa, ainda que discreta.

Os filhos de Midwich — loiros, uniformizados, com postura rígida — se tornaram ícones do cinema de horror.

Eles representam:

  • a ideia do “invasor perfeito” (porque nasce entre nós)

  • o medo da infância como algo potencialmente monstruoso

  • a uniformização como sinal de desumanização

O olhar brilhante (efeito óptico simples, mas eficiente) cria tensão sem necessidade de violência gráfica.

O filme é geralmente lido como:

  • alegoria sobre guerra fria e o medo do “inimigo interno”;

  • crítica à educação autoritária;

  • reflexão sobre a evolução da espécie (e o que acontece quando o próximo passo nos torna descartáveis).


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Village Of The Damned (1960)


 

sábado, abril 11, 2026

tempo...


Não olhe por muito tempo —
ela observa de volta.
As árvores se inclinam para ouvir,
o vidro começa a respirar.
O que quer que você veja ali,
lembre-se:
foi ele que viu você primeiro.

VIA https://linktr.ee/raelarkpoetry

sexta-feira, abril 10, 2026

Ray Charles Live in Brazil 1963,


 



Comprei num sebo o DVD O Gênio – Ray Charles Live in Brazil 1963, uma das gravações mais preciosas do período clássico do artista — e um documento histórico para a música americana e para a cultura brasileira.  Vamos ver o que a IA diz sobre o documento: 


🎹 O Gênio – Ray Charles Live in Brazil (1963)

Análise Crítica do DVD

📀 1. Contexto histórico

A apresentação registrada no DVD faz parte da passagem de Ray Charles pelo Brasil em 1963, período em que ele estava no auge criativo:

A importância do DVD é dupla:

  1. Registro raro de Ray Charles num palco estrangeiro antes de se tornar um ícone global definitivo.

  2. Documento da recepção da música negra estadunidense no Brasil pré-tropicalista, num momento em que shows internacionais eram raríssimos.


🎤 2. A performance

A apresentação é exuberante — Ray Charles está:

  • confiante,

  • tecnicamente em seu auge,

  • com voz firme e profunda,

  • energia elétrica no piano.

Seu domínio rítmico é absoluto — Ray “empurra” a banda para frente, conduzindo pelo olhar, pelas pausadas e pelos ataques de teclado.

É o Ray Charles mais clássico:
mistura gospel, jazz e R&B com intensidade transcendental.


🎺 3. A banda

Ele se apresenta com uma formação impecável:

  • seção de sopros afiada,

  • base rítmica sólida,

  • The Raelettes no backing vocal (quando presentes no corte exibido).

A sincronia é impressionante: a banda responde a cada gesto do maestro, criando uma performance que é tanto música quanto “teatro musical improvisado”.


🎼 4. Repertório

Os registros variam conforme a edição, mas normalmente incluem:

  • “What’d I Say” – longa, improvisada, explosiva

  • “Hallelujah I Love Her So” – quente e solta

  • “You Don’t Know Me” – uma das melhores performances vocais do show

  • “Hit the Road, Jack” – interação perfeita com as backing vocals

  • “I Got a Woman” – groove impecável

  • Standards de jazz e R&B rearranjados

É uma síntese perfeita da fase dourada de Ray.


🎥 5. Qualidade de imagem e som (avaliação do DVD)

Imagem

  • Filmagem em preto e branco, com marcas da época.

  • Iluminação teatral simples.

  • Enquadramentos muitas vezes fixos.

  • Alguns trechos apresentam desgaste do rolo original.

Mas, considerando que é um registro de 1963, a recuperação é surpreendentemente boa.

Som

  • O audio é o maior valor do DVD.

  • Limpo, equilibrado, com destaque para piano e voz.

  • Poucos chiados ou saturações.

  • Preserva a textura analógica, quente, orgânica.

É um exemplo raro de registro ao vivo de Ray Charles nesse período com qualidade profissional.


🎞️ 6. Importância cultural

É uma joia porque:

  • mostra um artista negro norte-americano brilhando em um país que estava prestes a entrar na revolução cultural da década seguinte;

  • registra a reação de plateia brasileira à música soul quando ela ainda era uma novidade;

  • captura Ray Charles num momento em que ainda era visto mais como músico de jazz + R&B do que como mito pop.

O DVD funciona tanto como espetáculo musical quanto como relíquia histórica.


7. Avaliação final

O DVD O Gênio – Ray Charles Live in Brazil 1963 é essencial.

✔ registro raríssimo
✔ Ray Charles no auge absoluto
✔ som muito bom para a época
✔ banda encaixadíssima
✔ repertório incrível
✔ documento histórico e musical


quinta-feira, abril 09, 2026

Face stone, Urra Moor, North Yorkshire


 


Essa foto mostra o



Face Stone
, um dos marcos mais curiosos e atmosféricos de Urra Moor, em North Yorkshire — a área mais alta dos North York Moors.



🪨 Um monólito simples, mas carregado de personalidade

O Face Stone é um bloco de pedra arenítica com uma rocha erodida que parece formar um rosto rudimentar, quase sempre descrito como uma “face fantasmagórica” esculpida pelo tempo. Essa característica é o que dá charme à peça: não é uma escultura humana, mas uma ilusão produzida por séculos de vento, chuva e gelo.

Na foto:

  • A textura da pedra está bem marcada, com musgo e desgaste claro.

  • As “sobrancelhas” e a “boca” são sombras e erosões naturais, que criam a ilusão facial.

  • O céu cinzento e a vegetação rasteira ampliam o clima melancólico.


🌾 O cenário isolado de Urra Moor

Urra Moor é um dos trechos mais desolados e bonitos de North Yorkshire:

  • Terreno de landscape aberto, com urzes e charnecas.

  • Estradas de terra e caminhos usados por caminhantes.

  • Uma sensação de isolamento que combina perfeitamente com pedras solitárias como esta.

O clima costumeiramente úmido e ventoso faz parte da estética — a foto captura bem essa atmosfera brumosa.


🕰️ Função provável

O Face Stone é frequentemente interpretado como:

  • antigo marker stone (marco de caminho)

  • parte de rotas tradicionais que atravessam os moors há séculos

  • possivelmente ligado a trilhas de rebanho, limites de propriedades ou caminhos de peregrinação

Não há registro de que tenha sido uma escultura deliberada — seu rosto é fruto de pura erosão.


🎭 Por que fascina tanto?

  • Mistura de natureza e acaso, gerando algo que parece intencional.

  • Evoca a ideia de “rostos na paisagem”, comuns no folclore britânico.

  • Solitário no meio da charneca, transmite uma sensação quase mítica, como um guardião antigo do caminho.



quarta-feira, abril 08, 2026

Luis Buñuel

 Luis Buñuel Portolés (Calanda, 22 de fevereiro de 1900 — Cidade do México, 29 de julho de 1983) 

Texto punlicado na revista Machewte depoisd da morte do cineasta. 

]

.


O ÚLTIMO SUSPIRO DE LUIS BUÑUEL, UM DOS GRANDES DIRETORES

Era um anarquista, um marxista, um surrealista e um agnóstico genial

FOI-SE o último do cinema mudo. Ou o penúltimo, se quiserem, considerando que Billy Wilder ainda está em grande atividade. Na sexta-feira passada, Luis Buñuel teve a morte “lenta e esperada”, numa cama de hospital da Cidade do México. Não houve velório e o corpo foi imediatamente cremado no cemitério, conforme a vontade do cineasta. “Eu amo a zoom clandestina e a grau invisível!” costumava dizer El Magnífico, como seu ar de jardinheiro obstinado. O acabamento de seus filmes era desleixado — ou pelo menos circulava esse lugar-comum.

Em 83 anos de vida, Luis Buñuel deixou 30 ou 40 cinema, realizando 33 filmes como diretor e outros quatro como produtor. Seu livro autobiográfico Meu Último Suspiro é um sucesso. Hoje seu primeiro filme, Un Chien Andalou, em 1928, chocava por uma das imagens escabrosas como também pelo primitivismo surrealista. Em 1967, Belle de Jour — seu filme mais comercial — atraiu outras gerações de burgueses; já então como busca do escândalo, só é pouco pelo avesso. Pela falta de desleixo. O desleixo, evidentemente, era um preconceito do público ou dos críticos, que o tempo se incumbiu de dissolver.

Mas havia também uma atitude estética pessoal do diretor espanhol, que, na velhice, trocou o preto e branco pela cor e a “pobreza técnica” pela zoom clandestina e a grau invisível. Há alguns anos, quando a série Cadernos de Cinema da TVE carioca reapresentou O Bruto e eu me referi a esse filme como uma “obra menor de cineasta maior”, o espectador Caetano Veloso houve por bem queixar-se ao jornal O Globo: considerando que o cineasta era maior, não que o filme o fosse.
A Bouteille não valeu — e Caê caiu em si — porque ninguém jamais chamou Buñuel de pobre. Não que eu o preferia à terça parte dos seus filmes como “maiores”.

O próprio cineasta comentou, em 1967, com Le Nouvel Observateur: “O British Film Institute de Londres, para me homenagear, exibe filmes incríveis como O Bruto, que poderia ter sido interessante, mas na verdade é de uma enorme vulgaridade; ou La Ilusión Viaja en Tranvía, que é uma idiotice; ou El Río y la Muerte, uma mediocridade.” Não pensava que esses filmes ainda existissem. Muito menos que ainda estivessem sendo exibidos em toda cinemateca. Certamente, assumo a responsabilidade por eles, porque os fiz. Mas não têm interesse.”

Enfim, mesmo sob as condições mais rígidas de um cinema comercial e vulgar, eu trabalharei sempre de acordo com a minha consciência. Nenhum dos meus filmes contém um detalhe qualquer que contrarie as minhas convicções morais ou políticas. Dentro desses limites, fiz o que me foi proposto fazer.” E muito mais. Seus filmes certamente hoje são um patrimônio do cinema. Buñuel amava o cinema. Na juventude, via às vezes três ou quatro filmes por dia. Adorava Buster Keaton, Ben Turpin, Jean Vigo. O Retrato de Jennie (de Selznick e Dieterle), Fellini (só vi um pedaço de 8 1/2 e quis sair no meio de A Doce Vida, mas, como a sala estava cheia e trancada, acabei vendo — e amando — o filme todo). Polanski, Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Em compensação, detestava os neorrealistas (com algumas exceções), Marco Bellocchio, Alfred Hitchcock (que, entretanto, no momento da foto ao lado, se referia a Buñuel como “o melhor de todos nós”). Só uma Colúmbia, a produtora de seu único filme americano, A Adolescente, ele dizia: “Comprei a inteligência para melhorar ou duzi-la a zero.” Jamais perdoou Hollywood pelo meio lançamento desse filme. Por outro lado, jamais teria trabalhado na URSS. Era um velho anarquista e os russos sabiam. Não o convidariam e nem deixariam que ele filmasse lá.

Ainda assim, um dos projetos não realizados de Buñuel era filmar a revolução soviética e a traição do poder subsequente, dos dirigentes pós-Lenin. Outro projeto: filmar a vida do bruxo francês medieval Gilles de Rais. O barba Azul. E o último: um filme sobre o terrorismo nada mais atual, com anotações de Dostoiévski, discutir o papel histórico do niilismo e do totalitarismo (Os Possuídos) e 70 anos depois do Conrad publicar Under Western Eyes. Buñuel lia Marx e Engels, “antes de mais nada”.

ERAM “os fundamentos”.
Também lia Sade — talvez por causa do sadomasoquismo. Depois, os Evangelhos. Freud (que se interessou pessoalmente por Un Chien Andalou). Bréton. Apollinaire. George Meredith e o entomólogo Jean-Henri Fabre. Seu filme mais surrealista, aliás, L’Age d’Or (1930), principiava com um documentário sobre escorpiões. De touradas, apesar de surrealista, Buñuel não gostava. Viu umas 15. Em toda a vida, e sentia medo. Interessavam-no mais os ratos. Teve um camaleão que não lhe saía do ombro. Buñuel achava esse animal extraordinário, com seus olhos divergentes e a língua em forma de flecha.

Ele nasceu em Calandra (província de Teruel), numa rica família abastada da burguesia rural da época. A mãe era devota; o pai, católico por mera tradição, mas liberal e muito exigente. Ele lutou contra os americanos em Cuba, e foi um desastre, um senhorio industrial, acrescentando o tratamento Don a seu nome, o que, na Espanha, é símbolo de importância. A educação de Luis (o primogênito de sete irmãos) foi portanto rígida e austera. Aluno de colégio de padres, ele depois passou para os jesuítas de Saragoça. Basta ver seus filmes para perceber que ficou profundamente marcado por aqueles anos. Só os surrealistas lhe deixaram uma impressão mais funda — e isto bem depois de ele começar a estudar engenharia na Universidade de Madri e acabar formando-se em filosofia, em 1924.

Em seus filmes, Buñuel demolía a moralidade convencional. Sacudia os pilares da burguesia — ou de várias burguesias: a que, nos anos 20, se chocava por ver mulher nua no cinema e a que hoje não passa sem os palavrões nem as audácias envolvendo estátuas e partes íntimas do corpo humano. Mendigos descarregando-se da caridade recebida com uma bacanal sacramental sob asco de Haendel. A família burguesa fazendo reflexões na intimidade do banheiro e as necessidades no público, na sala de jantar. O diabo barbado com o corpo de Silvia Pinal. A freira pecadora ajudando a compor o ménage à trois.

Tristana com a perna amputada e mostrando o corpo ao moleque no cio. Archibaldo de la Cruz interrompendo constantemente as suas tentativas de assassinato. A burguesia de O Charme Discreto interrompida constantemente à mesa do jantar. Os nobres de O Anjo Exterminador querendo sair da mansão e jamais conseguindo, sem nenhuma razão aparente. O corpo atirado no lixo, em Os Esquecidos. Fernando Rey gritando “Viva os vivos!” num cemitério, em Tristana. Os teólogos esgrimindo, em La Voie Lactée. O quixotesco Padre Nazário à sua peregrinação em companhia de uma prostituta. Tudo isto é puro Buñuel.

Em O Alucinado (El), o velho cineasta mostrava melhor o que mais tem nas suas faculdades de psicanálise e terror psicológico. Buñuel, aliás, sempre fascinou pelo choque, a loucura, o psiquismo, o recalque, a inveja e a hipocrisia.

Ao contrário dos cineastas brasileiros — que, segundo Gustavo Dahl, ainda não têm muita coragem de filmar — Buñuel tinha um mestre e com ele dialogava em tandem. Colocava os símbolos místicos católicos em situações de escândalo. E usava métodos dos surrealistas franceses.

Eis o mundo que Buñuel abriu. Uma gimnasta numa posição extravagante e ameaçadora.
Um burguês em companhia do bichinho de estimação.
Tristana de perna amputada, no meio de uma rua como se fosse cheia de normalidade…

José Guilherme Correa — Manchete



terça-feira, abril 07, 2026

Columbia Bicycle

 

Tenho essa gravura no banheiro socisal da casa. Hoje resolvi ver pela IA do que se trata. 

Eis a resposta: 


Essa imagem é um pôster publicitário vintage da Columbia Bicycle, produzido pela Pope Manufacturing Co., de Boston — uma das empresas mais importantes da história inicial da bicicleta nos EUA. É um artefato gráfico típico do final do século XIX, provavelmente entre 1880 e 1890, quando o modelo penny-farthing (grande roda dianteira e pequena traseira) ainda dominava.

Aqui vai uma análise detalhada:


🎨 1. Estética e estilo

  • O pôster usa gravura colorizada com elementos ornamentais vitorianos.

  • Tipografia exuberante e muito texto, típico da publicidade da época.

  • Paleta com tons terrosos, vermelhos e azuis desbotados, reforçando o charme retrô.

  • A composição circular destaca o ciclista como figura heroica e moderna.


🚲 2. Contexto histórico

A Columbia Bicycle

  • A Pope Mfg. Co. foi a pioneira na fabricação em massa de bicicletas nos EUA.

  • Fabricava modelos como o High Wheeler (penny-farthing), vistos no pôster.

  • As bicicletas Columbia foram sinônimo de inovação e prestígio na década de 1880.

Por que a roda enorme?

  • Antes das correntes, a velocidade dependia da circunferência da roda.

  • Roda maior = cada pedalada rendia mais = mais velocidade.


🏁 3. As inscrições de recordes

O pôster exibe uma verdadeira coleção de proezas ciclísticas, usadas como propaganda para mostrar a eficiência e durabilidade da bicicleta.

Alguns destaques legíveis:

  • 1 mile / 2 min 43 sec – John Keen
    Um dos grandes corredores do período vitoriano.

  • 1404 miles in 6 days – C. Waller
    Isso mostra a loucura das ultramaratonas do século XIX.

  • 205 miles in 22 hours – A. Costen & E. Smythe

  • 212 miles in 22 hours 55 min – W. S. Barrett

  • 363 miles in 26 consecutive hours at Toronto Agricultural Grounds

Esses tempos eram feitos com bicicletas gigantes, sem pneus pneumáticos, sem marchas e em pisos ruins — o que torna tudo ainda mais impressionante.


🧭 4. O ambiente ilustrado

  • Parque ou pista de ciclismo, com lago, ponte e árvores.

  • Pessoas ao fundo também usando penny-farthing.

  • Traz a imagem do ciclismo como atividade elegante e moderna, associada à vida urbana e saudável.


🧰 5. A parte inferior

  • Ilustra acessórios e ferramentas: bomba de ar, bolsa, campainha, luvas etc.

  • Reforça o caráter de “catálogo”, comum na publicidade da época.


📌 6. Valor histórico e decorativo

Esse tipo de reprodução é extremamente comum em lojas de decoração, mas a arte original é importante:

  • É um marco visual da transição do cotidiano pré-industrial para a mobilidade moderna.

  • Representa o nascimento da cultura ciclística e esportiva.

  • Serve como documento da estética publicitária do final do século XIX.

Mesmo como reprodução, é uma peça decorativa muito estilosa e com forte carga histórica.



segunda-feira, abril 06, 2026

Stage Fright dir. Michele Soavi | 1987


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 "Stage Fright" (também conhecido como "Aquarius" ou "Delírio Mortal") é um filme de terror slasher italiano dirigido por Michele Soavi, que marcou sua estreia na direção após trabalhar como assistente de diretores renomados como Dario Argento e Lamberto Bava. Lançado em 1987, o filme não é tão amplamente conhecido quanto outros slashers italianos, mas construiu uma reputação de culto ao longo dos anos, especialmente entre fãs de terror gótico e do subgênero slasher.

Estilo Visual e Direção de Soavi: Este é, sem dúvida, o ponto mais elogiado. Soavi demonstra uma direção artisticamente impressionante, que remete aos mestres do giallo. A cinematografia é atmosférica, com uso inteligente de luz e sombra, enquadramentos criativos e uma paleta de cores escura e saturada (apesar de ser um filme slasher, há uma sensibilidade que lembra o giallo). A cenografia do teatro decadente é muito eficaz na criação de uma atmosfera claustrofóbica e macabra.

A Estética do Assassino (Coruja Gigante): O assassino, que usa uma máscara de coruja gigante, é considerado icônico e perturbador. A imagem da coruja é visualmente distinta e cria uma presença ameaçadora e surreal. A escolha da máscara é frequentemente elogiada por ser original e memorável, destacando-se em um gênero saturado por assassinos mascarados.

Gore e Efeitos Práticos: O filme não se esquiva do gore, e os efeitos práticos são geralmente elogiados por sua criatividade e realismo (para a época). As mortes são frequentemente elaboradas e brutais, satisfazendo os fãs do terror mais explícito.

Atmosfera e Tensão: Soavi é habilidoso em construir uma atmosfera de suspense e terror. O ambiente do teatro isolado, com os personagens presos, cria uma sensação constante de perigo. A maneira como o assassino aparece e desaparece, explorando os espaços do teatro, contribui para a tensão.


Subversão de Clichês Slasher (até certo ponto): Embora seja um slasher, alguns críticos apontam que Soavi tenta subverter ou pelo menos dar uma virada nos clichês do gênero, adicionando um toque mais artístico ou gótico.


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Stage Fright
dir. Michele Soavi | 1987


domingo, abril 05, 2026

Feliz Páscoa


 




"La Haine" (O Ódio) - 1995, dir. Mathieu Kassovitz


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Análise do Filme "La Haine" (O Ódio) - 1995, dir. Mathieu Kassovitz

"La Haine" é um marco cinematográfico que continua a ressoar décadas após seu lançamento, não apenas pela sua estética impactante, mas pela sua exploração crua e atemporal das tensões sociais e raciais nas periferias urbanas de Paris. Dirigido por Mathieu Kassovitz, o filme é um poderoso grito de alerta sobre a marginalização e a violência, filmado inteiramente em preto e branco, o que acentua sua atmosfera sombria e realista.

O filme se desenrola nas 24 horas seguintes a uma noite de tumultos violentos nos banlieues (subúrbios) parisienses, desencadeados pela brutalidade policial contra um jovem árabe, Abdel Ichaha, que está em coma. A narrativa acompanha três jovens amigos de diferentes origens étnicas – Vinz (Vincent Cassel), judeu; Saïd (Saïd Taghmaoui), árabe; e Hubert (Hubert Koundé), negro –, enquanto eles perambulam pelas ruas de sua comunidade e, mais tarde, pela própria Paris. O ponto central do enredo é a descoberta de uma arma perdida por um policial durante os tumultos, nas mãos de Vinz, que jura usá-la para matar um policial se Abdel morrer.


"La Haine" foi aclamado pela crítica, ganhando o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1995. Seu impacto foi além da esfera cinematográfica, provocando discussões importantes sobre as questões sociais e raciais na França. O filme é frequentemente estudado como um exemplo de cinema socialmente engajado e continua a ser relevante em um mundo onde as tensões entre jovens marginalizados e as forças de segurança persistem.


sábado, abril 04, 2026

Whitman’s Sampler

 


um anúncio clássico da Whitman’s Sampler do início da década de 1950, focado na celebração da Páscoa. Ele exemplifica perfeitamente a estética e o marketing da era do pós-guerra americano.

O anúncio utiliza a técnica de ilustração pintada (provavelmente sobre fotografia), muito comum na época, que conferia uma aura de idealismo e perfeição às cenas cotidianas.

  • A "Família Ideal": O casal jovem, bem vestido e sorridente, reforça o padrão de felicidade doméstica e romântica da década de 1950.

  • Simbolismo de Páscoa: O coelho de pelúcia ao fundo estabelece imediatamente a conexão com o feriado, posicionando o chocolate como o presente padrão para a data.

O texto utiliza uma abordagem de psicologia reversa e lisonja voltada para o público masculino:

  • "Who says men don't understand women!" (Quem diz que os homens não entendem as mulheres!): O anúncio desafia um clichê para, em seguida, oferecer a solução. Ele sugere que, ao comprar uma caixa de Whitman's, o homem demonstra ter um "sexto sentido sobre a psicologia feminina".

  • O "Presente Seguro": O texto reforça que toda mulher conhece a caixa amarela da Whitman's e que ela é o presente "mais impressionante que um homem pode comprar". É uma venda baseada na segurança de não errar no presente.

A caixa amarela com padrões de bordado em ponto cruz é uma das peças de design de embalagem mais icônicas da história dos EUA.

  • Nostalgia e Tradição: O design evoca o trabalho manual e doméstico (o "sampler" era originalmente um pedaço de tecido onde bordadeiras testavam pontos). Isso passa uma ideia de tradição e qualidade "feita em casa", mesmo sendo um produto industrial.

  • Referência Histórica: O rodapé da caixa menciona "Started in 1842", reforçando a solidez da marca.

É curioso notar os valores da época: as caixas variavam de $2, $4, $6 a $10. Em 1950, $10 era um valor considerável para uma caixa de chocolates, posicionando-a como um item de luxo acessível.

EM DEFESA DOS FILMES DE TERROR

 Vincent Price deixa de lado a tinta de Hollywood para discutir filmes de terror



EM DEFESA DOS FILMES DE TERROR por VINCENT PRICE

É tempo de a crítica de filmes, que começou a chamar de "terror" ou "horror" o que, na verdade, é, na maioria das vezes, drama baseado em emoções cinematográficas ou histórias originais criadas por nós, reconsiderar.

Duas coisas estabeleceram esta excitante forma de produção de filmes: o público e o ato de produção que, em filmes como os de American-International Pictures, testificam o apoio em massa do público por tais filmes como "A Mansão Usher" e "A Cova e o Pêndulo", do grande escritor de Edgar Allan Poe.

Por si só, para a maioria dos atores sérios, esses filmes de Poe provaram ser divertidos de fazer e uma fonte de grande satisfação. Além disso, a simples apresentação de dramas baseados em Poe, com sua extraordinária capacidade de "realidade" superficial, não pode oferecer. O ator, desafiado por tal material, tem a oportunidade de convencer, retratar a "irrealidade". Afinal, não é a premissa original de atuação, o ato da razão d'être, ou a razão de ser, a arte de fazer?

Um caso perfeito é o último filme The Raven, baseado em poemas de Poe, que, além de ser admiravelmente supervisionado para ser feito com, nesta imagem, dois dos melhores atores de Hollywood, Peter Lorre e Boris Karloff, certamente nos convence da veracidade dos personagens de Edgar Allan Poe, tão acreditáveis quanto eu. De fato, qualquer ator desse tipo de filme de terror ou horror oferece ao ator sério a oportunidade única de exercitar plenamente seu ofício e sua arte.

Também acredito que filmes como The Raven são, na verdade, importantes para o espectador, pois os personagens e as histórias incomuns que os acompanham são considerados em alguns círculos como um escape necessário do trivial e do mundano. Embora esses dramas sejam representativos de apenas um pequeno segmento de nossa população. É nessa fase que a arte de contar uma história de Poe se torna uma válvula de escape saudável e muito necessária para o americano comum.

O público que condena os filmes de terror e horror, também para aqueles com os faroeste, este tipo de entretenimento era responsável pela indústria original de maior prestígio de Hollywood.

Quanto a mim, prefiro levar meus jovens para ver um filme de Edgar Allan Poe, que, em todas as suas várias facetas, oferece um drama ou uma versão mais interessante da doença, recuos e questões da América. Penso que a maioria de nós, pensando na crise existencial, sente o mesmo autodepreciar-se para si mesmo, bem como para o mundo.

Eu, por minha parte, diria que os filmes de terror são produzidos com nosso talento principal e, vamos gastar menos tempo e corromper nossos epítetos de degeneração.

sexta-feira, abril 03, 2026

Sylvia Plath.

 citação extraída da obra "The Bell Jar" (A Redoma de Vidro), de Sylvia Plath.



"the world itself is a bad dream."

"o mundo em si é um sonho ruim."

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 típico de pressbook dos anos 1940/50



O texto pertence claramente à tradição dos pressbooks distribuídos pelos estúdios aos exibidores. Servia como manual de divulgação, sugerindo:

  • Ornamentação das fachadas

  • Uso de cartazes e “stills”

  • Estratégias de distribuição de ingressos e concursos

  • Fragmentos de texto para jornais

  • Ênfase no trailer como principal ferramenta

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TRANSCRIÇÃO
IDÉIAS E SUGESTÕES

Afirmam os experimentados cineastas que, na moderna e atraente produção da Warner Bros., havia um filme cujo sucesso dependia diretamente da sua publicidade de lançamento. Referimo-nos a “O MONSTRO DO MAR!”, o soberbo espetáculo que mistura ficção e realidade de maneira tão esparsa que o público assiste por confundida, sentindo no mesmo tempo, o mais funda impressão!

“O MONSTRO DO MAR!” exige, portanto, que todos os recursos da moderna propaganda cinematográfica sejam mobilizados para garantir-lhe o público que facilmente se interessará por uma película realmente fabulosa!

Vamos dizer a você, público, amigo exibidor, que “O MONSTRO DO MAR!” supera em seu gênero todos os demais espetáculos, pois consegue atingir um clímax de verdadeiro suspense, auxiliado pela história que se desenrola passo a passo, sem deixar um só momento de espaçamento que enfraqueça o enredo!

As fachadas de cinema merecem ornamentação especial com desenhos sugestivos e enormes anúncios, títulos e chamadas. Eles também servirão para a colocação de “stills” e “display”! O primeiro plano, sempre, a figura assustadora do monstro do mar em sua atitude de fúria contra a humanidade! A criatura “imaginária” e o povo que é retratado, alucinando-se para acreditar no que está vendo, é outra expressiva ilustração que atenderá a todas as ideias positivas das campanhas de “O MONSTRO DO MAR!”.

Nos jornais aconselhamos usar — e cine-pastersmo com a ilustração do monstro, incentivando sobretudo os comentários internacionalmente. Ingressos distribuídos aos fãs e críticas dos três primeiros concorrentes que apresentarem o resultado certo.

Em todos os trechos do filme é outro elemento poderoso na propaganda do lançamento de “O MONSTRO DO MAR!”. Servirá para o arranjo das vitrines e quadros. O “trailer” do filme deve ser exibido, se possível, com duas semanas de antecedência, e nos folhetos distribuídos à porta, as mais literárias, possíveis, acompanhadas de clichês das fotos mais interessantes, de forma que possam despertar no público uma vontade maior de assistir a esse espetáculo verdadeiramente maravilhoso!

Warner apresenta: Warner-Trailer

Burt Lancaster, ainda mais sensacional que em “O Gavião e a Flecha”, é o astro do espetacular “O PIRATA SANGRENTO”, o filme que a Warner Bros. produziu em magnífico Technicolor! Histórias que nos levam ao agitado tempo dos bucaneiros e das lutas pelo mar. Lancaster é o temível Capitão Vallo, que persegue os tiranos e defende a humanidade! Outro notável entretenimento do Burt Lancaster, acompanhado nas cenas mais espetaculares por artistas como Eva Bartok e Nick Cravat. Dirigido por Robert Siodmak, o que já lhe deixa de antemão uma ótima credencial.


Um bastidor de Broadway servindo de cenário a um magnífico drama entre uma famosa artista de Hollywood, um impulsivo Diretor de cinema, um cantor que vem do rádio na primeira e “brilhando” com sentimental do segundo! Virginia Mayo é a estrela desse romance passional. Ela é acompanhada por um dos melhores artistas que Hollywood tem revelado, Dennis Morgan. O Insuperável, com Steve Cochran, novamente conquistará muitos admiradores com sua atuação emocional. É um drama vibrante! Dirigido por Raoul Walsh, e nas suas emoções do final, um desfile de grandes belezas, músicas e emoções!

quinta-feira, abril 02, 2026

pressbook

 

um pressbook destinado aos exibidores brasileiros nos anos 1950.
O objetivo é fornecer:

  • sinopse “inflada”

  • ficha técnica

  • ganchos de divulgação

  • chamadas sensacionalistas para cartazes e jornais

Esse tipo de impresso acompanhava a cópia do filme e orientava o marketing local.


2. Sensacionalismo e exotismo: marcas do sci-fi de baixo orçamento

From Hell It Came (1957), aqui chamado Veio do Inferno, é um dos filmes mais famosos (e infames) da era dos monstros-plantas e da paranoia nuclear.

O texto enfatiza elementos típicos:

  • ilha exótica e fictícia

  • nativos supersticiosos

  • feiticeiros e maldições

  • radiação nuclear como gatilho do horror

  • cientistas americanos como “salvadores”

  • um monstro reanimado que busca vingança

Tudo isso dialoga com a estética e a ideologia da época, onde o Oriente e o Pacífico eram retratados de forma fantasiosa e colonialista.


3. Construção do terror atômico

O texto destaca:

  • “queimaduras de radiação”

  • “pesquisas atômicas”

  • “lenda de Tabasga” misturada à ciência

Esse cruzamento do medo nuclear com folclore inventado era uma fórmula muito usada entre 1953 e 1960. Filmes como The Beast from 20,000 Fathoms, Them!, Killers from Space trabalharam a mesma lógica.

Aqui, o monstro Tabanga é literalmente um cadáver transformado em árvore-radioativa vingativa — um ícone kitsch do horror dos 50.


4. Ideologia colonial explícita

Um ponto interessante (e problemático) na sinopse:

“Os nativos [...] correm para agradecer aos americanos.”

Isso evidencia uma narrativa onde o filme reforça:

  • supremacia científica e moral dos EUA

  • infantilização e demonização dos povos insulares

  • estereótipos étnicos comuns no cinema B

O folheto brasileiro não suaviza isso — reproduz a visão do filme em tom heroico.


5. Estratégias retóricas do marketing

As chamadas finais usam repetição, exclamações e clichês diretos:

  • “UMA BELA MULHER em poder de um terrível monstro!!”

  • “NAS SOMBRAS DA NOITE”

  • “AQUELA FORÇA SOBRENATURAL ATACAVA IMPIEDOSAMENTE!”

Isso é típico do exploitation cinematográfico: vender emoção, sugerir perigo sexual e realçar o grotesco.


TRANSCRIÇÃO

(From Hell It Came)

ELENCO

Terry – TINA CARVER
Mrs. Kilgore – LINDA WATKINS
Prof. Clark – JOHN McNAMARA
Kimo – GREGG PALMER


FICHA TÉCNICA

Produção: JACK MILNER
Direção: DAN MILNER
Roteiro de: RICHARD BERNSTEIN
Baseado numa história original de: RICHARD BERNSTEIN e JACK MILNER
Fotografia: BRYDON BAKER


RESUMO DO ARGUMENTO

Kimo, filho de um falecido chefe da Ilha Kalai, é condenado à morte por sua amizade com um grupo americano de pesquisas atômicas, culpado pelo feiticeiro Dr. Tano, e pelo chefe Maranka, pelas mortes causadas pela praga negra. Antes de morrer, Kino jura voltar da tumba para vingar-se de sua esposa, Korey, Maranka e Tano.
Logo após, a Dra. Terry, chega para ajudar o Dr. William, em seu trabalho de cuidar dos nativos que sofrem das queimaduras de radiação.
Os dois médicos descobrem um tronco estranho crescendo do túmulo de Kimo, e ficam sabendo, através de Norgu, a lenda de Tabasga, um monstro que surge do túmulo para a vingança.
Resolvem a remoção da planta de sobre o túmulo. Nesse ínterim, o feiticeiro e o chefe da ilha decidem matar Norgu, Korey e os americanos.

Korey ouve a confabulação e fica sabendo que pretendem dar ao monstro um poderoso remédio que o tornará seu escravo e de grande ajuda nos assassinatos. Korey, assustada, corre aos americanos, pedindo-lhes que a deixem ficar com eles, no acampamento.

A “coisa” é removida e levada ao laboratório; dão-lhe poderosas injeções, porém consegue escapar à procura de vingança. Kory é sua primeira vítima. O chefe é a próxima. Os americanos sabem que precisam encontrar Tabanga e matá-lo.
Porém antes que isto aconteça, o monstro apinça Terry.
Somente uma bala bem certeira faz com que o monstro caia em areia movediça, na qual ele finalmente desaparece. Os nativos presenciando a morte do malfeitor, correm para agradecer aos americanos.


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TERROR E MISTÉRIO DOMINAVAM OS HABITANTES DAQUELE ILHÁ MALDITA!

Emoção e Suspense em “VEIO DO INFERNO”
um filme que provocará muitos arrepios!...


UMA BELA MULHER em poder de um terrível monstro!!... NAS SOMBRAS DA NOITE, AQUELA FORÇA SOBRENATURAL ATACAVA IMPIEDOSAMENTE!

Cenas de alta emoção e suspense em “VEIO DO INFERNO”!!