sábado, março 25, 2017

O Cemitério de Highgate

O Cemitério de Highgate, oficialmente chamado de Cemitério de St. James, fica no bairro de Highgate, no norte da cidade de Londres, Inglaterra.
 Foi consagrado pelo Bispo de Londres em 1839, quatro dias antes do 20º aniversário da Rainha Vitória.
 O sociólogo alemão Karl Marx, juntamente com sua esposa, está enterrado ali, no setor reservado aos banidos pela Igreja Anglicana.
Ao lado do túmulo, há a inscrição "Trabalhadores de todas as terras, uni-vos" e um busto de bronze.
A governanta da família, Helena Demuth, amante de Marx e mãe de um de seus filhos, também está sepultada na mesma tumba.
 O cemitério ainda é famoso por suas "catacumbas egípcias", com os túmulos de John Galsworthy, George Eliot, Michael Faraday e Dante Gabriel Rossetti.
O ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, morto por envenenamento, foi enterrado ali.
 O lugar tem fama de mal-assombrado.
De 1967 a 1983, pessoas alegaram ter encontrado túmulos abertos e visto fantasmas e vampiros. Explorando esta fama, em 2001, o game Drácula 2 - O Último Santuário reconstituiu o Cemitério de Highgate em um ambiente 3D, juntamente com outros cenários mórbidos.




- Charles Bukowski.

“Das pessoas que conheço ela foi a que machucou
menos gente,
e se você olhar para isso pelo que isso significa,
bem,
ela criou um mundo melhor. 
Ela venceu.”

Bukowski

                 “Amor é o que acontece uma vez a cada dez anos.”



Bukowski   

- Charles Bukowski.

“O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz nos sentir bem, ama o que é conveniente.”


Charles Bukowski. 

Alice

                                                    Alice: 
Quanto tempo dura o eterno?
                        Coelho: 

Às vezes, apenas um segundo.

A arte de Hüseyin Şahin

Hüseyin Şahin, artista visual e diretor de arte baseado em Istambul, na Turquia, desenvolveu um projeto que mescla o real com a fantasia, nos levando para um mundo onde cenas surreais nos fazem sentir dentro de um sonho. Através da manipulação digital, ele cria novas paisagens e coisas diferentes do que estamos acostumados a ver, mas que são ao mesmo tempo familiares. São baleias mergulhando em oceanos de areia, carrosséis que voam, tartarugas gigantes que carregam uma casa no lugar do casco, e por aí vai. Sua imaginação não tem limites.








Dez mandamentos do ‘chefe mais ranzinza do mundo’

Via Almanaque Brasileiro



edward-mike-davis.jpg

Se houvesse resistência a suas ordens,

Edward "Tiger" Mike Davis lembrava a todos:


“Vocês precisam de emprego. Eu não!” 



(Ed Maker/The Denver Post/Getty Images)


Edward Mike Davis, empresário americano do ramo petrolífero, morreu no mês passado*, aos 85 anos. Para além de seu histórico de mais de cinco décadas comandando a Tiger Oil Company, Davis deixou um legado – se é que cabe o termo – de “gestão” de pessoas – se é que, mais uma vez, o termo é apropriado – que deu a ele a fama de chefe mais rabugento do mundo.

*Veja de 12 de outubro 2016


“Tiger Mike”, como era conhecido – pela alusão ao nome da empresa, que significa tigre, mas também ao temperamento que seus comandados bem conheciam ‒, distribuía ordens como quem distribuía xingamentos. Seus memorandos se tornaram célebres pelo tom áspero, direto, imperativo.

Se ouvia um palavrão no escritório, lembrava a todos que, em sua empresa, só quem podia xingar era ele, ninguém mais. Se ficava sabendo da existência de rodas de fofoca, fazia circular mais um memorando para ameaçar os mexeriqueiros de demissão sumária. Pés sobre a mesa? Homens com cabelos compridos? Inocentes bolos de aniversário? Todos foram alvo da censura nada polida – e, por vezes, chula – de Tiger Mike.

Conheça a seguir dez mandamentos de Davis que explicitam sua verve. De tão azedos, os memorandos chegam a despertar riso.

01. Aniversário no escritório: “Por ordem de Edward Mike Davis, não haverá mais comemorações de aniversário, bolos de aniversário, frivolidade ou qualquer tipo de comemoração no escritório. Este é um espaço de trabalho. Se você tem que celebrar, faça isso depois do expediente, em seu horário de folga.”

02. Cigarros no trabalho: “Eu sugiro que vocês comprem um número suficiente de cigarros para guardar aqui porque, pelo amor de Deus, vocês não vão sair daqui no horário que me pertence.”

03. Palavrões: “Eu falo palavrões, mas como eu sou o dono dessa empresa, é um privilégio que tenho ‒ e esse privilégio não é para qualquer empregado. Isso me diferencia de vocês, e eu quero que as coisas continuem assim. Não haverá um só palavrão, de qualquer empregado, homem ou mulher, neste escritório. Jamais.”

04. Sobre mensagens manuscritas: “Escrever à mão demora muito mais do que datilografar. Você está desperdiçando seu tempo, mas, mais importante, está desperdiçando o meu. Se você não sabe datilografar, é melhor aprender.”

05. Cabelos compridos: “Qualquer um que deixe seu cabelo crescer até um ponto que me impeça de enxergar suas orelhas significa que não as lava. Se não as lava, essa pessoa fede. Se fede, eu não quero esse filho da mãe perto de mim.”

06. Pés sobre a mesa: “A mobília neste escritório é cara. NÃO COLOQUE SEUS PÉS NELA! Eu o pago para trabalhar, e não relaxar na cadeira com seus pés sobre uma mesa ou escrivaninha. Eu não vou até sua casa e coloco meus pés sobre seus móveis, então não ponha seus pés sobre meus móveis.”

07. Fofoca: “Conversa fiada e fofoca entre empregados neste escritório vão resultar em demissão sumária. Não fale sobre outras pessoas ou assuntos neste local. FAÇAM SEUS TRABALHOS E FIQUEM DE BOCA FECHADA!”

08. Sobre dirigir a palavra ao chefe: “Não fale comigo quando você me vir. Se eu quiser falar com você, eu o farei. Quero poupar minha garganta. Não quero estragá-la dizendo 'oi' a todos vocês, filhos da mãe.”

09. Café no escritório: “Tenho notado que os carpetes neste escritório estão muito sujos porque as pessoas estão derramando coisas neles. Vou mandar limpá-los (o que vai me custar 1.000 dólares). No futuro, se as pessoas não forem capazes de carregar seu café sem derramá-lo no meu carpete, vamos banir as garrafas de café da mesma forma que fizemos com a comida.”

10. Despesas de viagem: “Quando vocês estiverem em viagem de trabalho tocando os meus negócios, isso é exatamente o que espero que façam 100% do tempo. Não quero recibos de despesas forjados, bebidas ou bebedeira com meu dinheiro. Apenas telefonemas de trabalho serão aceitos e não os pessoais. Não tentem se aproveitar de mim, porque eu vou ficar de olho no seu pescoço. Você precisa do emprego ‒ eu não!”







domingo, março 19, 2017

RIP Chuck Berry

Chuck Berry (October 18, 1926 – March 18, 2017)


John Lennon & Chuck Berry no




Mike Douglas Show, 1972.

Buda - Escolhas


É cômico!

Forward -video gravado de trás pra frente

Não deixe de ver - incrivel video gravado de trás pra frente . O resultado é impressionante.

Eduardo Galeano

Quem conta um conto
Por esses dias, e em outros também, os narradores que contam
contos a viva voz, escrevendo no ar, celebram seus festivais.
Os contadores de contos têm numerosas divindades que os
inspiram e amparam.
Entre elas, Rafuema, o avô que contou a história da origem do
povo uitoto, na região colombiana de Araracuara.
Rafuema contou que os uitotos nasceram das palavras que
contaram seu nascimento. E cada vez que ele contava isso, os
uitotos tornavam a nascer.
(Do livro "Os Filhos dos Dias" - Eduardo Galeano)


sábado, março 18, 2017

Bram Stoker

Título:   Criador morreu antes do sucesso da criatura    
Data:     11/Ago/97         
Autor:   Federico Mengozzi     
Folha  de São Paulo    

Era um dia gélido e chuvoso quando ele nasceu. De saúde delicada, não se esperava que sobrevivesse. Até os 8 anos, esteve confinado ao leito, vítima de desconhecida doença. A biografia de Drácula poderia começar assim, mas os dados se referem ao escritor Bram Stoker, autor de "Drácula".
Abraham Stoker nasceu em 1847, em Dublin, capital da Irlanda, cidade onde também nasceu Joseph Sheridan Le Fanu. Le Fanu escreveu "Carmila", sobre a jovem de mesmo nome que se envolve com Laura e, por fim, demonstra ser uma vampira. "Carmilla" estaria na base de "Drácula".
Quando entrou no Trinity College, em Dublin, a doença era uma referência remota -mas Stoker não caminhou até os 8 anos. Tornou-se atleta e se interessava mais pelo teatro que pelo serviço público -carreira à qual, como o pai, estava destinado.
Count Dracula (Jess Franco - 1970) 

Em 1875, publicou, na revista "The Shamrok", a primeira história de horror, "A Cadeia do Destino", com um estranho personagem e uma maldição no ar.
Eram tempos em que o romance gótico, na linha iniciada por "O Castelo de Otranto", de Horace Walpole, herdeiro direto de uma certa tradição medieval, já tinha mais de um século. Histórias sombrias, com personagens soturnos como o monstro de "Frankenstein", de Mary Shelley.
Como admirador e amigo, Stoker se aproximou de Henry Irving, ator e empresário teatral. Trabalhou como seu secretário por 27 anos. Uma amizade, diria, "tão íntima e duradoura como é possível existir entre dois homens".
Por esse tempo, casou-se com Florence Balcombe -ela recusara uma proposta de casamento de Oscar Wilde e ficou com Stoker- e continuou a investigar o vampirismo, assunto ao qual se dedicava desde que começou a escrever.
Veronica Carlson e Christopher Lee “Dracula Has Risen From the Grave”, 1968 

O personagem Rei da Morte, de seu livro de horror para crianças (!) "Under the Sunset" (Sob o Crepúsculo), de 1881, era um esboço de Drácula. Mas só em 1890, após "The Snake's Pass" (O Passo da Serpente), primeiro romance longo, iniciou os trabalhos de seu livro mais importante -o único que restou de sua obra.
Não faltavam sugestões. Stoker deve ter visitado uma exposição do Museu Britânico sobre a Europa Oriental, na qual se descrevia o verdadeiro Drácula, o príncipe Vlad. E disse que, ao conhecer Richard Burton, tradutor de histórias indianas e de vampiros, impressionou-se com seus caninos.
Bram Stoker empregou sete anos nas pesquisas para o romance -ainda há 78 páginas de notas, esboços, perfis de personagens, capítulos não-publicados e diagramas, mais listas dos livros que usou em seu trabalho. Fez ficção a partir de um personagem real e usando o maior realismo possível.
Antes da publicação de "Drácula", a história chegara ao palco. Ele mesmo escreveu "Dracula, or the Un-Dead" (Drácula, o Vampiro), que estreou dias antes do lançamento do livro, no Lyceum Theatre, de Londres.
Yvonne Monlaur  in “The Brides of Dracula”, 1960

O livro saiu em maio de 1897 e, segundo a crítica, marcou a transição do romance gótico para o romance de horror. Seu sucesso foi gradativo, em parte alavancado pela carreira da história no teatro e, mais tarde, no cinema.
Stoker escreveu mais uma dezena de livros e não chegou a ver o sucesso de sua principal obra.
"Drácula", o livro, é uma colagem de cartas, diários, recortes, telegramas e testemunhos fonográficos. Tudo começa quando conde Drácula propõe comprar uma propriedade na Inglaterra. O solicitador Jonathan Harker viaja à Transilvânia e se hospeda no castelo do conde... É só ler o resto.
Stoker morreu em 1912.

(FM)

VHS de "Tubarão" foi lançado em 1996

Título:   tubarão               Data:     02/Dez/96         

Autor:   Thales De Menezes     
  Editoria:               Ilustrada             

O primeiro grande sucesso de bilheteria de Steven Spielberg  sai no Brasil depois de 20 anos
tubarão


No verão de 1976, muita gente que foi à praia deixou de entrar na água. O motivo: a primeira obra-prima cinematográfica de Steven Spielberg, "Tubarão".
Se hoje o filme não parece mais tão aterrorizante, a culpa recai sobre as infindáveis imitações que foram perpetradas nos anos seguintes. A própria série continuou, sem Spielberg, com os "Tubarões" 2, 3 e 4, muito fracos.
O tema da revolta dos animais contra o homem estava na cabeça de muitos produtores de cinema. Alfred Hitchcock tinha dado todas as dicas em "Os Pássaros" (1962).
Por causa dele, os grandes predadores não tinham chance. Ninguém fazia filmes com leões, tubarões, crocodilos. A moda era fazer terror com ratinhos ("Ben", 73), rãs e sapos ("Frogs", 74), abelhas ("Killer Bees", 75) e outros bichinhos aparentemente inofensivos.
Quando Hollywood quis adaptar um romance "B" sobre tubarão assassino aprontando horrores numa cidadezinha de veraneio, a tarefa caiu nas mãos do promissor Spielberg, que vinha de filmes baratos e criativos: "Encurralado" (72) e "Louca Escapada" (74).

Enquanto escolhia elenco e locações, Spielberg acompanhou a construção de Bruce, o tubarão mecânico que iria estourar todas as bilheterias do planeta. Todo o suspense do filme vem do fato de o tubarão aparecer bem pouco na tela. É a expectativa de sua aparição, a angústia que toma conta de vítimas e do trio improvisado de caçadores que sai atrás dele que deixa o espectador grudado na poltrona.
A escolha dos três atores principais foi perfeita. Roy Scheider como o xerife desacostumado ao mar, Richard Dreyfuss no papel do oceanógrafo ingênuo e Robert Shaw interpretando o velho homem do mar são irresistivelmente carismáticos na tela.
Apesar das inúmeras refeições que o bichão faz, Spielberg não cede ao apelo fácil da sanguinolência. "Tubarão" consegue ser um filme que apavora adultos mas, ao mesmo tempo, pode ser visto por crianças. Talvez não durmam uma noite ou duas, mas é só isso.
O sucesso do filme foi tamanho que Spielberg teve liberdade total para realizar em seguida "Contatos Imediatos de 3º Grau", o filme que era seu sonho de infância. Daí para frente, virou o diretor mais importante das últimas décadas.

Curiosidade: no ano de lançamento do filme, um vestibular em São Paulo perguntou como se escrevia "tubarão" em inglês. Para atestar a popularidade do filme, 18% dos candidatos responderam "jaws" (que significa "mandíbula"), o título original.
Agora, com seu mais do que aguardado lançamento em vídeo, "Tubarão" vai assustar novas gerações e fazer outras lembrarem de seus sustos nos cinemas, embalados por uma das trilhas sonoras mais populares da história.

Quando o famoso "tã, tã, tã, tã, tã, tã, tã..." ecoar na sala de TV de trintões e quarentões, a nostalgia será inevitável. E deliciosa.