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quinta-feira, abril 16, 2026

Ringo Starr

Em 19 de maio de 1980, Ringo Starr se envolveu em um terrível acidente de carro que quase tirou a vida do baterista e de sua esposa, Barbara Bach. Em circunstâncias assustadoras, o acidente ocorreu a apenas 800 metros do local do acidente fatal de Marc Bolan, ocorrido apenas três anos antes.

Bolan, que também era amigo íntimo de Ringo Starr, tornou a coincidência ainda mais bizarra. O ex-Beatle, tão próximo da família Bolan, é inclusive padrinho de seu filho, Rolan. Felizmente, porém, Starr não sofreu o mesmo destino, mas a história poderia facilmente ter sido bem diferente.

O casal, que se dirigia para uma festa em Surrey, tentava atravessar o nevoeiro quando ocorreu o acidente catastrófico. Ao se aproximarem de um ponto crítico na rotunda Robin Hood, na A3, onde uma colisão terrível destruiria completamente a Mercedes branca de Starr, ele teve que desviar, a 96 km/h, para evitar uma colisão com um caminhão que vinha na direção oposta. Sua manobra evasiva fez com que o carro derrapasse por cerca de 45 metros, resultando na colisão frontal do supercarro contra dois postes de iluminação.
Apesar da lesão na perna sofrida por Ringo, ele heroicamente tirou Barbara do carro e a salvou. Depois de retirá-la, Starr, de forma cômica, voltou para seu carro destruído para pegar um maço de cigarros, como um verdadeiro astro do rock. Felizmente, ambos saíram ilesos do acidente, com apenas ferimentos leves.

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The Mercedes was a total loss and written off. Following the accident, the couple had the wrecked car crushed into an artistic cube and converted it into a unique coffee table for their home, serving as a reminder of their lucky escape.

The near-fatal experience reportedly brought Starr and Bach closer together, and they married the following year.
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quarta-feira, abril 15, 2026

Eduardo Cavallari




Encontros com a Imprensa segue como um espaço de escuta e memória da comunicação em Maringá, reunindo histórias de quem constrói o jornalismo no dia a dia. Nesta edição, o jornalista Marcelo Bulgarelli recebe o cinegrafista Carlos Eduardo Moraes Cavallari para uma conversa franca sobre trajetória, bastidores e os desafios da profissão.

Nascido e criado em Maringá, Cavallari carrega no humor a marca de suas origens. “Como diria meu pai, nasci e fui mal criado aqui”, brinca, ao relembrar a infância na região próxima à antiga perimetral. A cidade, segundo ele, não é apenas cenário, mas parte essencial de sua formação pessoal e profissional.

O interesse pela comunicação surgiu cedo, ainda na infância, por meio da fotografia. Antes, porém, houve uma tentativa frustrada na Agronomia, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). A virada veio em 2002, quando ingressou no curso de Jornalismo, concluído em 2006, seguido de uma pós-graduação em fotografia na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Foi durante esse período que começou a vivenciar a prática da comunicação, conciliando estudos com trabalhos em emissoras como a RIC TV e a Jovem Pan. A rotina intensa, dividida entre Maringá e Londrina, moldou um profissional habituado à chamada “jornada dobrada”, comum no início de carreira.

Embora tenha começado na fotografia, Cavallari rapidamente abraçou a cinegrafia. A oportunidade surgiu ainda na faculdade, ao trabalhar em um programa voltado ao agronegócio, onde filmava rodeios e eventos rurais. “Recebia pouco, mas era experiência”, resume, com sinceridade.

Ao longo dos anos, construiu uma visão crítica sobre o jornalismo e o mundo. Para ele, não é possível exercer a profissão sem questionamento. “Se alguém está ganhando demais, alguém está perdendo. Nunca é igualitário”, afirma, destacando a importância de um olhar atento e ético na produção das notícias.

Essa postura já o colocou diante de situações delicadas. Em Londrina, participou de uma reportagem que ajudou a expor um caso de nepotismo, com desdobramentos judiciais. Também enfrentou momentos de tensão em coberturas políticas, com ameaças e hostilidade. “Você está ali para informar, não para apanhar”, resume.

Apesar dos riscos, Cavallari valoriza o impacto social do jornalismo. Entre as reportagens mais marcantes, cita o registro de um parto e a história de uma criança com autismo que teve a vida transformada após acesso a tratamento com canabidiol. “São histórias que ficam com você”, diz.

Ao refletir sobre as mudanças na profissão, ele aponta transformações profundas: jornadas mais longas, equipes reduzidas e maior demanda por conteúdo ao vivo. “Hoje se faz mais com menos gente”, observa. Para ele, o furo jornalístico perdeu espaço para a agilidade e a capacidade de contextualizar informações.

A relação entre cinegrafista e repórter, segundo Cavallari, deve ser baseada em leveza e parceria. “Se não tiver bom humor, não funciona”, afirma. Ele também destaca a importância da troca constante entre os profissionais, reconhecendo o aprendizado mútuo no cotidiano das redações.

Sobre o futuro, acredita na consolidação do modelo de vídeo-repórter, embora ressalte os desafios. “Exige muito mais do profissional. Você precisa fazer tudo ao mesmo tempo”, explica. Ainda assim, defende que o trabalho em equipe continua essencial para uma cobertura de qualidade.

Ao final, deixa um conselho direto aos estudantes de comunicação: experimentar sem medo. “Tentem tudo. Não tenham vergonha de perguntar, de chegar nas pessoas. O jornalismo é isso: curiosidade e coragem”, afirma. Uma síntese de quem construiu a carreira na prática e segue aprendendo todos os dias.

 Aperte o play e acompanhe essa conversa no Encontros com a Imprensa.

Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.


Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva  Anelize Camargo 

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -  Creval Sabino

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier Eduardo Cavallari -

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta - Marilayde Costa --

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco - Rose Leonel -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 

Cass Elliot e Keith Moon



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9 Curzon Place em Mayfair (agora 1 Curzon Square)
Harry Nilsson, o cantor americano famoso por sucessos como "Without You" e "Everybody's Talkin'", comprou o apartamento no último andar do número 9 da Curzon Place, em Mayfair, Londres, no início dos anos 1970. Ele foi atraído pela localização privilegiada perto da Apple Records (devido à sua estreita amizade com os Beatles), bem como pela proximidade com o Playboy Club e a boate Tramp, que eram pontos centrais da vibrante cena social londrina da época. O apartamento foi decorado com estilo pela ROR, uma empresa de design pertencente a Ringo Starr e Robin Cruikshank. Nilsson frequentemente emprestava o apartamento a amigos músicos quando estava viajando.

Cass Elliot, do grupo The Mamas & the Papas, estava em Londres para uma série de shows solo no Palladium, uma espécie de retorno após anos de dificuldades pessoais. Após sua última apresentação, ela se hospedou no apartamento de Nilsson. Nas primeiras horas da manhã de 29 de julho de 1974, aos 32 anos, ela sofreu uma parada cardíaca enquanto dormia.
Espalharam-se rumores de que ela teria se engasgado com um sanduíche de presunto, pois um sanduíche parcialmente comido foi encontrado perto dela, mas o legista confirmou que não havia comida em sua traqueia — sua morte foi causada por um ataque cardíaco provocado pela obesidade e esforço. Nilsson ficou devastado; segundo relatos, ele considerou vender o apartamento, mas o manteve por um tempo.

Quatro anos depois, em 7 de setembro de 1978, o baterista do The Who, Keith Moon, também com 32 anos, fez o check-in no mesmo apartamento com sua namorada, Annette Walter-Lax. Moon estava em Londres para assistir à pré-estreia do filme "The Buddy Holly Story" e jantar com Paul McCartney. Moon lutava há tempos contra o alcoolismo e estava tentando se livrar do vício em sedativos. Naquela noite, ele tomou Heminevrin (clometiazol) — um medicamento prescrito para aliviar os sintomas da abstinência alcoólica — mas ingeriu pelo menos 32 comprimidos, muito além da dose recomendada. Ele morreu enquanto dormia devido a uma overdose do sedativo, que causou a desaceleração de seu coração e pulmões.

As duas mortes, ocorridas na mesma residência, de dois ícones do rock, ambos com 32 anos, levaram o apartamento a ser apelidado de "amaldiçoado". Desolado pelas trágicas coincidências, Harry Nilsson vendeu o apartamento pouco depois da morte de Moon para Pete Townshend, colega de banda de Moon, e retornou a Los Angeles definitivamente.

No final da década de 1990, o edifício passou por uma significativa remodelação, e o antigo apartamento de Harry Nilsson foi transformado em parte de um complexo de apartamentos de luxo agora conhecido como 1 Curzon Square.
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Uma das últimas fotos de Cass Elliot, tirada em 27 de julho de 1974.


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Uma das últimas aparições públicas de Keith Moon com Annette Walter-Lax em 7 de setembro de 1978. Ele faleceria poucas horas depois desta foto ser tirada.


terça-feira, abril 14, 2026

Anelize Camargo



A jornalista  Anelize Camargo foi a entrevistada do programa Encontros com a Imprensa, apresentado por Marcelo Bulgarelli na UEM FM. Em uma conversa marcada por emoção, memórias e reflexões sobre a profissão, ela compartilhou sua trajetória no jornalismo e experiências que marcaram sua carreira ao longo de mais de duas décadas.

Natural de Campinas (SP), Annelise explica que sua ligação com a cidade é apenas de nascimento, já que, por ser filha de pastor, viveu em diversas regiões do país. Entre mudanças pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e uma longa temporada no Rio de Janeiro, foi em Maringá que consolidou grande parte de sua trajetória profissional.
Um dos períodos mais intensos de sua carreira foi justamente no Rio de Janeiro, onde trabalhou por sete anos na TV Record. Atuando como repórter, vivenciou o cotidiano das grandes coberturas, incluindo operações policiais em áreas de risco. Ela relembrou, com forte emoção, a experiência durante a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010, quando esteve no meio de um tiroteio e presenciou a morte de um morador ao seu lado — um episódio que, segundo ela, deixou marcas profundas.
Outro momento impactante foi a cobertura da tragédia em Angra dos Reis, também em 2010, causada por fortes chuvas. Ao retornar ao local um mês depois, Annelise entrevistou uma sobrevivente que, apesar de ter perdido praticamente toda a família, demonstrava resiliência e esperança. Para a jornalista, histórias como essa reforçam o poder humano de recomeçar, mesmo diante da dor.
Já em Maringá, uma reportagem sobre adoção também a marcou profundamente. Ela contou a história de um casal que adotou uma criança com paralisia cerebral, contrariando expectativas e mostrando que o amor vai além de qualquer condição. A frase dita pela mãe — “foi ela que nos escolheu” — ficou eternizada na memória da jornalista como uma das maiores lições de sua carreira.
O interesse pelo jornalismo surgiu ainda na infância. Inspirada pelos telejornais assistidos em família e pelas notícias ouvidas no rádio, Annelise desenvolveu desde cedo o desejo de trabalhar com comunicação. Ainda criança, simulava apresentações diante do espelho, demonstrando uma vocação que se concretizaria anos depois.
Formada em Jornalismo em Maringá, iniciou sua carreira na RPC, onde teve contato com profissionais que considera fundamentais em sua formação. Ao longo dos anos, construiu uma trajetória sólida, passando pela reportagem, apresentação e, mais recentemente, pela edição e desenvolvimento de projetos especiais.
Ao refletir sobre as transformações no jornalismo, Annelise destacou o impacto positivo das novas tecnologias, que trouxeram agilidade e novas possibilidades de produção. No entanto, defendeu a importância das equipes completas de reportagem, valorizando a parceria entre repórter e cinegrafista como essencial para a construção de boas histórias.
Sobre sua trajetória, ela afirma não ter arrependimentos e demonstra gratidão por ter realizado o sonho de trabalhar na televisão. Reconhece os desafios da profissão, especialmente na reportagem, mas ressalta que cada experiência contribuiu para sua formação pessoal e profissional.
Fora das câmeras, Annelise se define como uma pessoa simples, apaixonada pela família e pela vida. Mãe de um adolescente, valoriza a rotina e os pequenos momentos do dia a dia. Sua fé também ocupa um lugar central: “Deus é meu melhor amigo”, afirmou.
Ao final da entrevista, deixou claro como gostaria de ser lembrada: como uma profissional comprometida com a verdade, ética e respeito às pessoas. Acima de tudo, alguém que amou profundamente o jornalismo — uma paixão que, segundo ela, continua sendo o motor de sua vida.
 Aperte o play e acompanhe essa conversa no Encontros com a Imprensa.


Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.


Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -  Creval Sabino

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta - Marilayde Costa --

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

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