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quarta-feira, julho 22, 2026

Luciana Peña

 



Luciana Penã relembra 33 anos de jornalismo e defende a reportagem como essência da profissão

Com mais de três décadas dedicadas ao jornalismo, a jornalista Luciana Peña, editora-chefe da CBN Maringá, foi a convidada do programa Encontros com a Imprensa, da Rádio UEM FM e UEM TV, apresentado por Marcelo Bulgarelli. Na entrevista, ela relembrou o início da carreira, falou sobre os desafios do rádio e da televisão e refletiu sobre as transformações do jornalismo ao longo dos anos.

Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luciana contou que sonhava em cursar Artes Cênicas, mas acabou encontrando no jornalismo sua verdadeira vocação. A carreira começou na TV Tibagi, em Campo Mourão, e depois em Maringá, onde trabalhou ao lado de profissionais como Regina Daifiol, Valdete da Graça, Robson Jardim e Nilson Cirino. Em 2002, passou a integrar a equipe da CBN Maringá, emissora na qual permanece até hoje.

Durante a conversa, ela relembrou episódios marcantes dos primeiros anos de profissão, como as broncas recebidas no início da carreira, que considera fundamentais para seu aprendizado. Também contou histórias curiosas dos tempos de televisão, quando as equipes dependiam de orelhões para manter contato com a redação durante as reportagens de rua.

Luciana recordou coberturas que marcaram profundamente sua trajetória, entre elas os casos de Márcia Constantino, Fabíola Coelho e Magó Poltronieri. Segundo ela, tragédias envolvendo crianças e jovens permanecem vivas na memória de quem faz jornalismo e reforçam a responsabilidade de informar com sensibilidade e respeito às vítimas e suas famílias.

Ao longo de 33 anos de profissão, a jornalista também entrevistou importantes lideranças políticas, entre elas Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Um dos episódios mais curiosos foi a entrevista com Dilma Rousseff, quando teve de seguir um rígido protocolo de perguntas definido previamente pela assessoria da Presidência.

Hoje à frente da redação da CBN Maringá, Luciana afirma que continua se sentindo, antes de tudo, uma repórter. Para ela, a reportagem e a apuração rigorosa continuam sendo a base do bom jornalismo, mesmo diante das mudanças provocadas pelas redes sociais e pelo consumo acelerado de informação.

A jornalista também prestou uma homenagem à comunicadora Elci Nakamura, que considera sua grande mestre. Segundo Luciana, os ensinamentos da antiga chefe seguem presentes em sua rotina profissional e influenciam sua forma de conduzir a redação e orientar novos jornalistas.

Ao falar sobre o futuro da profissão, demonstrou preocupação com a superficialidade das informações nas redes sociais, mas acredita que o jornalismo continuará relevante enquanto preservar o compromisso com a verdade e a qualidade da apuração. Aos estudantes de Comunicação, deixou um conselho: ler muito, buscar formação constante e nunca perder a paixão pela profissão.

Fora da redação, Luciana leva uma vida simples, gosta de passear com seu cachorro e define a si mesma como uma "operária da comunicação". Ao olhar para a própria trajetória, afirma que gostaria de ser lembrada como uma profissional justa, dedicada e uma boa colega de trabalho.


 Aperte o play e acompanhe essa conversa no Encontros com a Imprensa.

Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.


Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva  Anelize Camargo 

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -  Creval Sabino

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier Eduardo Cavallari -

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Heitor Marcon - Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuciana Peña - Luiz de Carvalho - Marcos Zanatta - Marilayde Costa --

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco - Rose Leonel -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 

Madeleine e Mary Collinson




 Madeleine e Mary Collinson (nascidas em 22 de julho de 1952), as famosas gêmeas maltesas que se tornaram ícones da cultura pop e do cinema de gênero no início dos anos 70.

As gêmeas Collinson fizeram história ao se tornarem as primeiras gêmeas idênticas a aparecerem como Playmates da revista Playboy, na edição de outubro de 1970. Esse evento foi um marco para a publicação e ajudou a impulsionar a carreira de ambas internacionalmente.

Para além das revistas, elas são muito lembradas pelos entusiastas do cinema de horror britânico, especialmente pela participação no filme "As Gêmeas do Mal" (Twins of Evil, 1971), produzido pela lendária Hammer Films.

  • No filme, elas atuaram ao lado de Peter Cushing.

  • A trama explorava justamente a dualidade entre as irmãs (uma "boa" e uma "má") em um contexto de caça às bruxas e vampirismo

  • As irmãs Madeleine e Mary Collinson nasceram no dia 22 de julho de 1952, em Sliema, na ilha de Malta.

    Curiosamente, elas começaram a carreira em sua terra natal antes de se mudarem para o Reino Unido no final dos anos 60, onde acabariam atraindo a atenção da Playboy e dos estúdios Hammer.

  • Mary Collinson: Faleceu em 23 de novembro de 2014, aos 62 anos. Mary morreu devido a uma insuficiência respiratória. Ela estava internada em um hospital em Milão, na Itália, onde vivia há muitos anos. Após sua carreira breve no cinema e na moda nos anos 70, ela se estabeleceu na Itália, casou-se e formou família, levando uma vida longe dos holofotes.

  • Madeleine Collinson: Faleceu em 14 de agosto de 2020, aos 68 anos.Madeleine morreu  em um hospital em Malta, sua terra natal. A causa foi atribuída a uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), após passar vários meses em estado debilitado. Assim como a irmã, ela também havia deixado o mundo do entretenimento décadas antes, tendo trabalhado como educadora e se dedicado a atividades culturais em Malta.

terça-feira, julho 21, 2026

Nastassja Kinski in Così Come Sei (1978)

almanoera: Nastassja Kinski in Così Come Sei (1978) dir....: 0aa15acc752490747f8cac3b89e80824d71f455d

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um filme que transita entre o drama romântico e o tabu, Così Come Sei (Stay as You Are) é uma obra que se sustenta muito mais na estética e na presença magnética de seu elenco do que na profundidade de seu roteiro.

Giulio Marengo (Marcello Mastroianni), um arquiteto de meia-idade entediado com seu casamento, conhece em Florença a jovem e sedutora Francesca (Nastassja Kinski). Os dois iniciam um caso apaixonado, mas o romance é subitamente interrompido por uma suspeita devastadora: Francesca pode ser a filha biológica de Giulio, fruto de um antigo relacionamento dele com a mãe da moça. O filme acompanha o dilema moral de Giulio, que se vê incapaz de resistir à atração, mesmo sob o peso do possível incesto.

Alberto Lattuada constrói uma obra visualmente elegante, típica do cinema italiano dos anos 70, mas que hoje é vista sob lentes muito mais críticas.

A fotografia e a trilha sonora de Ennio Morricone elevam o filme, conferindo-lhe uma melancolia sofisticada que mascara a natureza sórdida do enredo.

Este foi o papel que lançou Nastassja Kinski (então com cerca de 17 anos) ao estrelato internacional. Sua performance é o centro gravitacional do filme, equilibrando uma inocência perigosa com uma maturidade precoce.

Mastroianni entrega o carisma habitual, interpretando o homem em crise existencial que ele dominava tão bem, embora o roteiro não lhe dê tanto espaço para nuances além do desconforto moral.

O filme flerta com o escândalo, mas se recusa a mergulhar profundamente nas consequências psicológicas do seu tema central. No fim, é mais um estudo sobre a obsessão masculina e o fetiche da juventude do que uma análise séria sobre moralidade. É um filme datado, mas fascinante como cápsula do tempo da "estética do proibido" daquela década.

segunda-feira, julho 20, 2026

Aidan Chambers

 


Capa do livro "Haunted Houses", escrito por Aidan Chambers. Trata-se de uma peça clássica de literatura infanto-juvenil de terror, publicada originalmente nos anos 70 pela coleção Piccolo True Adventures.

Aidan Chambers é um autor britânico renomado, vencedor da Medalha Carnegie e do Prêmio Hans Christian Andersen. Embora seja mais conhecido por seus romances complexos para jovens adultos (como Postcards from No Man's Land), ele teve um papel fundamental na popularização de compilações de histórias de fantasmas e fenômenos sobrenaturais "reais" para o público jovem nos anos 70 e 80.

O selo Piccolo True Adventures (identificado pelo logotipo do bonequinho correndo no canto superior esquerdo) era focado em histórias que misturavam fatos históricos, sobrevivência e mistérios.


domingo, julho 19, 2026

A Morte é um belo carro estacionado apenas

 

richard brautigan




A Morte é um belo carro estacionado apenas


para Emmett


A Morte é um belo carro estacionado apenas para ser roubado em uma rua ladeada por árvores cujos galhos são como as entranhas de uma esmeralda.


Você liga a Morte sem a chave, entra e sai dirigindo como uma bandeira feita de mil funerárias em chamas.


Você roubou a Morte porque está entediado. Não há nada de bom passando nos cinemas de São Francisco.


Você dá uma volta por aí ouvindo rádio e depois abandona a Morte, vai embora e a deixa para a polícia encontrar

sábado, julho 18, 2026

chris helzer

 

"A Field Guide to Roadside Wildflowers At Full Speed" (Um Guia de Campo para Flores Silvestres de Beira de Estrada em Velocidade Máxima) inverte a lógica de qualquer guia botânico sério. Geralmente, guias de campo exigem detalhes minuciosos: o número de pétalas, a forma da folha ou a textura do caule.
Aqui, a "característica diagnóstica" é apenas a cor e o padrão do borrão que você vê a 100 km/h.

Chris Helzer é um ecólogo renomado (conhecido pelo blog The Prairie Ecologist). O fato de um especialista respeitado publicar algo assim traz uma camada de autoironia. Ele está validando uma experiência universal de quem trabalha no campo: a "botânica de para-brisa".

sexta-feira, julho 17, 2026

Anasyromenos hermaphrodite statuette

 Estatueta de Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite, em um gesto ritualístico específico conhecido como anasyrma (o ato de levantar a saia).
O termo anasyromenos refere-se a essa ação de erguer as vestes para expor os genitais. Na Grécia Antiga, esse gesto não era apenas erótico; ele possuía uma forte carga apotropaica (destinada a afastar o mal ou a má sorte). Acreditava-se que o choque visual causado pela exposição — especialmente em figuras ambíguas como Hermafrodito — tinha o poder de espantar demônios ou provocar o riso ritual, que restaurava o equilíbrio.

A

estatueta é um exemplo clássico da estética do Helenismo, período em que a arte grega passou a explorar temas mais complexos, sensuais e, por vezes, teatrais

quinta-feira, julho 16, 2026

Summer of love, Nathan Farb RIP

 



Nathan Farb foi um mestre em capturar a essência de momentos de transição cultural com uma sensibilidade quase antropológica. As imagens que você compartilhou fazem parte de seu trabalho icônico documentando o "Summer of Love" (Verão do Amor) de 1967, especificamente no East Village, em Nova York.

Farb, que faleceu recentemente,  não era apenas um observador; ele conseguia isolar a humanidade dentro do caos das revoluções sociais.

  • A "Solidão" no Meio da Multidão (Imagem 1): Esta foto na chuva é magistral. Enquanto um grupo dança e celebra ao fundo, a figura em primeiro plano, de costas, cria um contraste melancólico. Farb tinha esse talento para mostrar que, mesmo nos movimentos coletivos mais vibrantes, a experiência individual permanecia profunda e, às vezes, isolada.

  • O Close-up Sensorial (Imagem 2): A imagem da jovem soprando bolhas é puro deleite visual. O ângulo low-angle (de baixo para cima) e o foco no detalhe do objeto e na expressão de transe capturam a "vibe" psicodélica da época sem precisar de cores vibrantes. Ele transforma um ato simples em algo transcendental.

  • A Tensão Social (Imagem 3): Esta é talvez uma de suas fotos mais famosas. O contraste entre o casal se beijando apaixonadamente e o homem sentado ao lado, com o chapéu coco e o olhar desviado, é uma aula de composição narrativa. Farb captura o choque entre o romantismo libertário e a alienação urbana.

Embora seja muito lembrado por essas fotos de 1967, Farb teve uma carreira vasta:

  1. Retratos de Nova York: Ele utilizava câmeras de grande formato para capturar detalhes minuciosos das pessoas nas ruas, tratando anônimos com a dignidade de figuras históricas.

  2. A Série Soviética: Em 1977, ele foi para a URSS como parte de um intercâmbio cultural e tirou retratos de cidadãos comuns russos que foram contrabandeados para fora do país, revelando um lado humano e vulnerável por trás da Cortina de Ferro.

  3. Natureza: Mais tarde, ele se dedicou a fotografar as montanhas Adirondack, usando a mesma precisão técnica para mostrar a grandiosidade do mundo natural.


 Nathan Farb não buscava apenas o "momento decisivo" de Cartier-Bresson; ele buscava a textura do tempo. Suas fotos em preto e branco possuem uma nitidez e uma profundidade de campo que fazem com que o espectador sinta que pode entrar na cena. 

quarta-feira, julho 15, 2026

Cemitério Macabro

 Grave Secrets: The Legacy of Hilltop Drive (1992) é baseado em um dos casos de "assombração" mais famosos e juridicamente complexos dos Estados Unidos, ocorrido no subúrbio de Houston, Texas, no início dos anos 80.




A história real, detalhada no livro The Black Hope Horror, mistura elementos de terror sobrenatural com uma batalha legal contra o mercado imobiliário.


O Cenário: Black Hope

Em 1982, Sam e Judith Haney compraram uma casa no recém-construído condomínio de Newport, na seção chamada Black Hope. O que deveria ser o sonho da casa própria rapidamente se transformou em um pesadelo que ia além de problemas estruturais.

Eventos Sobrenaturais Relatados

De acordo com os Haney e seus vizinhos, os Williams (Ben e Jean), fenômenos inexplicáveis começaram a ocorrer quase imediatamente:

  • Aparições: Figuras sombrias eram vistas nos quintais e dentro das casas.

  • Atividade Poltergeist: Objetos se moviam sozinhos, portas se abriam e eletrodomésticos ligavam e desligavam sem intervenção humana.

  • Cheiros e Sons: Odores de decomposição surgiam do nada, e sons de passos ou vozes eram ouvidos durante a noite.

  • Tragédias Pessoais: O grupo de moradores relatou uma incidência anormal de doenças graves e mortes repentinas entre os residentes e seus animais de estimação.


A Descoberta Macabra

A explicação para os fenômenos não era (apenas) espiritual, mas histórica. Ao investigar a origem do terreno, os moradores descobriram que o condomínio havia sido construído sobre o Cemitério Black Hope, um antigo local de sepultamento de escravos e trabalhadores negros pobres da era pós-Guerra Civil.

A incorporadora, Gulf State Utilities, foi acusada de saber da existência do cemitério e de ter simplesmente removido as lápides de madeira e cercas, deixando os corpos no subsolo para nivelar o terreno e construir as fundações das casas.

O Momento Decisivo: Em 1983, Sam Haney decidiu cavar no próprio quintal para instalar uma piscina e acabou desenterrando dois caixões de madeira contendo os restos mortais de Betty e Charlie Thomas, enterrados ali décadas antes.


O Embate Jurídico

Diferente de filmes como Poltergeist (que compartilha uma premissa assustadoramente similar), o caso de Hilltop Drive terminou nos tribunais.

  • O Processo: Os Haney e os Williams processaram a incorporadora por danos morais e fraude.

  • O Veredito: Inicialmente, um júri concedeu uma indenização milionária às famílias. No entanto, em 1990, um tribunal de apelações do Texas reverteu a decisão, alegando que "angústia mental" por viver sobre um cemitério não era base legal suficiente para indenização, já que a empresa não tinha obrigações contratuais específicas sobre o que estava no subsolo profundo.


Diferenças entre a Realidade e o Filme

O filme de 1992, estrelado por Patty Duke, dramatiza intensamente os eventos para o formato de "filme de terror da semana":

  1. Nomes Alterados: No filme, a família protagonista chama-se McKinney.

  2. Foco no Terror: Enquanto o livro The Black Hope Horror foca muito na negligência corporativa e no desespero financeiro das famílias, o filme prioriza os sustos visuais e a atmosfera de suspense.

  3. O Desfecho: Na vida real, a batalha terminou com as famílias perdendo quase tudo financeiramente, sendo forçadas a abandonar suas casas e declarar falência.

O caso de Black Hope permanece como um lembrete sombrio de como a expansão urbana, por vezes, ignora deliberadamente a história e o respeito aos mortos em favor do lucro.

Crosby (uma comunidade não incorporada na região metropolitana). fica no condado Harris County,.a cerca de 30 a 40 minutos a nordeste do centro de Houston.

O Condomínio: A subdivisão onde tudo aconteceu chama-se Newport. Dentro desse enorme empreendimento, os eventos ficaram restritos a uma seção específica próxima à Hilltop Drive.

O Local Hoje

Diferente de outros locais "assombrados" que viram pontos turísticos, a área de Black Hope em Crosby permanece como uma zona residencial comum. Após as batalhas judiciais nos anos 80 e 90, as casas originais foram vendidas ou retomadas por bancos.

Hoje, muitas pessoas vivem na região sem necessariamente conhecer a fundo a história dos caixões encontrados sob os quintais da Hilltop Drive, embora o caso ainda seja uma lenda urbana muito forte na região de Houston.






As pessoas que vivem no bairro do Cemitério Black Hope passam mais tempo se preocupando com os duendes do Halloween do que com fantasmas de verdade atualmente.
Fotos:  
baytownsun.



terça-feira, julho 14, 2026

Boneca Eva na Barra da Tijuca (1985)

fotografia de Alcyr Cavalcanti (Agência O Globo)


 Boneca Eva na Barra da Tijuca (1985) é um marco da memória urbana brasileira.

  •  Eva era uma estrutura gigantesca e itinerante que permitia ao público caminhar por dentro do "corpo humano" para aprender sobre anatomia.

  •  Hoje, a imagem evoca uma sensação de unheimlich (o estranho familiar), típica de grandes figuras antropomórficas inseridas no cenário urbano

Contexto da Época: A Boneca Eva na Barra da Tijuca
Em 1985, o Rio de Janeiro recebeu a Boneca Eva, uma atração itinerante que se tornou um fenómeno de público ao ser instalada em locais como o estacionamento do Barra Shopping ou áreas abertas da Barra da Tijuca. A estrutura gigante, feita de fibra de vidro e espuma, representava uma mulher loira de calça jeans, deitada de bruços, com cerca de 45 metros de comprimento.

A atração era descrita como uma "aula viva" de anatomia humana. Os visitantes entravam por uma porta próxima aos pés e percorriam um corredor que simulava o interior do corpo humano.

 Durante o passeio de aproximadamente 15 minutos, era possível visualizar órgãos, músculos e ossos com detalhes anatómicos.

 Um sistema de áudio narrava explicações sobre os sistemas reprodutor e digestivo, e era possível ouvir as batidas do coração.

A "Grávida": Um dos pontos altos da visita era o útero, onde os visitantes viam a representação de um bebé em gestação, prestes a nascer.

 A escultura, com as suas "longas madeixas louras" e rosto repousado sobre os braços, contrastava fortemente com a paisagem urbana e os prédios modernos que começavam a surgir na Barra da Tijuca na década de 80.

Após o sucesso itinerante pelos estacionamentos de shoppings e feiras em 1985, a boneca passou por períodos no Playcenter (São Paulo) antes de ser restaurada. Atualmente, uma versão restaurada da Eva encontra-se instalada no Alto do Teleférico, em Nova Friburgo, onde continua aberta à visitação pública.

Esta imagem é um registo valioso da memória afetiva do Rio de Janeiro, capturando o momento em que o entretenimento de massas se misturava com o ensino de biologia de uma forma monumental e, para muitos, inesquecível.
Boneca Eva, no Alto do Telefério, em Nova Friburgo, permite que os visitantes conheçam o interior do corpo humano | Foto: João Luccas Oliveira

segunda-feira, julho 13, 2026

El 62 bar Pocitos

 fachada do El 62 bar Pocitos  um dos estabelecimentos mais tradicionais e emblemáticos do bairro de Pocitos, em Montevideu.




O bar está situado na esquina das ruas Miguel Barreiro e Chucarro. É um ponto de referência na zona, conhecido por preservar a estética dos antigos bares de esquina da capital uruguaia, mantendo-se como um reduto de boemia e convívio social há décadas.

O El 62 bar Pocitos destaca-se por uma atmosfera que funde o clássico com o acolhedor, sendo muito procurado tanto por moradores locais quanto por visitantes que buscam uma experiência autêntica em Montevideu.

A fachada apresenta um estilo conservado, com mesas na calçada que convidam ao "ver e ser visto", típicas da cultura urbana do bairro. O interior é marcado pela presença de madeira, iluminação quente e uma decoração que remete à memória da cidade.

É reconhecido pela sua oferta de cozinha de bar clássica, incluindo as famosas picadas, sanduíches e uma seleção de cervejas e vinhos uruguaios.

Frequentado por um público diversificado, de intelectuais a jovens locais, o bar é um local ideal para um final de tarde relaxado ou um encontro noturno sem pressa.

Mary Shelley


 Repitam comigo, crianças: Mary Shelley compartilhava muitos dos ideais feministas da primeira onda de sua mãe, mas certamente não era uma feminista interseccional perfeita. Provavelmente vocês a achariam bem problemática se a conhecessem pessoalmente. Ela e Byron eram amigos — aliás, depois daquele verão, ela era a única pessoa daquele grupo que ele ainda tolerava/de quem ele realmente gostava. Ela não escreveu Frankenstein porque queria ser deixada em paz por todos aqueles Homens Idiotas™. Ela também não foi rejeitada pelos homens — ela ganhou o concurso de contos de terror. Byron amava tanto Frankenstein que fez o que pôde para que fosse publicado. Ela lamentou sua morte. Basta ler seus diários. Seu legado é bastante sólido, em parte porque ela sobreviveu a Percy Shelley e Lord Byron e conseguiu preservá-lo, mas ela também teve um papel importante na consolidação do legado do movimento romântico. Ela não era a Garota Inteligente que desprezava o grupo dos Babacas — ela era a Garota Descolada do grupo dos Babacas. Sim, ela escreveu um dos melhores romances de todos os tempos. Tudo isso é verdade e todos esses fatos podem coexistir.


por marybeatriceofmodena:

sábado, julho 11, 2026

MONSTRO de 48" que FALA vindo do Espaço Sideral

 

Esta imagem é um exemplo clássico da cultura pop de meados do século XX, especificamente dos anúncios de "venda por catálogo" (mail-order) que povoavam as contra-capas de revistas em quadrinhos de terror e ficção científica nas décadas de 1950 e 1960.


  • Marketing de "Crescer os Olhos": O anúncio promete um "Monstro Falante" de 48 polegadas (cerca de 1,20 metro) por apenas 1 dólar. Para uma criança da época, a ideia de ter um monstro quase do seu tamanho era irresistível.

  • A "Pegadinha" Visual: O desenho é detalhado e assustador, mas o texto revela a realidade do produto: ele é feito de "látex de qualidade, em uma única peça". Na verdade, tratava-se de um balão inflável gigante. O "instrumento especial" para fazê-lo falar era geralmente um apito ou uma válvula de borracha que emitia um som agudo quando o ar saía ou quando se apertava o boneco.

  • Estética: A tipografia trêmula no título "MONSTER" e a paleta de cores limitada (verde, preto e amarelo) são típicas das publicações de baixo custo da era de ouro das HQs.

  • O Vendedor: A "Regency Mail Order" era uma das várias empresas que operavam a partir de caixas postais, enviando brinquedos de baixo custo que raramente correspondiam à grandiosidade das ilustrações.


Tradução 

Título:

MONSTRO de 48" que FALA vindo do Espaço Sideral

Corpo do Texto:

"Cheio de arrepios de prazer! Imagine o espanto e o choque dos seus amigos quando o ouvirem falar. Este é um monstro adorável para você comandar. Para fazê-lo falar, basta usar o instrumento de design especial. Ele pula em seus pés grandes... balançando, cambaleando e curvando-se em todas as direções."

"Látex colorido de qualidade em peça única. Peça vários conjuntos agora! Prazer garantido ou seu dinheiro de volta."

Preço e Cupom:

$1 cada (mais 25 centavos de postagem e manuseio). Dinheiro de volta se não ficar satisfeito.

Endereço para pedido: Regency Mail Order, Dept. AR-MH, Box 826, Niagara Falls, N.Y.


Esse tipo de item hoje é extremamente raro de encontrar em bom estado, já que o látex desses brinquedos degradava-se rapidamente com o tempo, tornando-os verdadeiros itens de colecionador para entusiastas do cinema de horror e ficção científica "B".

sexta-feira, julho 10, 2026

Lynn Lowry

 Lynn Lowry é uma atriz e roteirista norte-americana, amplamente reconhecida como uma figura icônica do cinema de terror e de exploração (exploitation) das décadas de 1970 e 1980.

Sua carreira é marcada pela colaboração com diretores de culto em filmes que se tornaram clássicos do gênero:

  • The Crazies (1973): Atuou sob a direção de George A. Romero neste suspense sobre um vírus militar que infecta uma pequena cidade.

  • Shivers (1975): Trabalhou com David Cronenberg neste horror corporal (também conhecido como Parasite Murders), onde interpreta uma enfermeira em um condomínio de luxo assolado por parasitas.

  • I Drink Your Blood (1970): Participou deste clássico do cinema drive-in, consolidando sua presença em produções de baixo orçamento com forte impacto visual e temático.

  • Cat People (1982): Teve um papel no remake dirigido por Paul Schrader, reafirmando sua ligação duradoura com o gênero fantástico.

Devido à sua aparência distinta e às escolhas de papéis em filmes transgressores, ela é frequentemente celebrada em coleções de mídia física dedicadas ao horror clássico e ao cinema de nicho, como as que compõem o meu acervo pessoal.