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quinta-feira, julho 09, 2026

Caso Turpin

 registro de setembro de 2016 (via Google Street View),


 Essa imagem é um registro impactante, especialmente pelo que o tempo revelou depois. É o cenário de um dos casos mais perturbadores da crônica policial recente dos Estados Unidos: a "Casa dos Horrores" da família Turpin, em Perris, Califórnia.

  • A Fachada Impecável: A foto mostra uma residência de classe média típica, bem cuidada, com pintura em tons terrosos e carros na garagem (uma van Chevrolet Express e um Ford Mustang vermelho). Nada na arquitetura ou no jardim sugeria o que acontecia ali dentro.

  • O "Cativeiro Invisível": Na época deste registro (2016), os 13 filhos de David e Louise Turpin já viviam em condições de isolamento extremo, desnutrição e tortura. O mundo só viria a descobrir a verdade em janeiro de 2018, quando uma das filhas, então com 17 anos, conseguiu fugir por uma janela e ligar para a polícia.

Caso Turpin

  • A Localização: O endereço exato é 160 Muir Woods Road. Perris é uma cidade no condado de Riverside, conhecida por ser uma área residencial tranquila.

  •  O casal mantinha uma fachada de família religiosa e educadora (faziam homeschooling), o que ajudava a evitar o radar das autoridades. As crianças e jovens (alguns já adultos na época) eram acorrentados às camas e raramente podiam tomar banho ou comer adequadamente.

  • Desfecho: Após a descoberta, os pais foram condenados em 2019 à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

quarta-feira, julho 08, 2026

Pinheirinho

Esta imagem nos leva a um dos bares mais tradicionais de São Paulo, localizado no coração do bairro de Pinheiros. O registro de maio de 2016 captura a fachada acolhedora do Pinheirinho, situado na esquina da Rua Pinheiros com a Rua Cônego Eugênio Leite.



 "Um Bar com Alma Boteco"

Como diz uma das lousas de giz na entrada, o Pinheirinho se define por essa essência. Inaugurado em 1971, ele preserva o estilo clássico dos bares paulistanos de antigamente, com mesas na calçada, acabamentos em madeira e uma atmosfera que parece imune ao ritmo frenético da metrópole.

  • Espetinhos: A placa menciona os famosos "espetinhos do seu Mario", que são a grande estrela da casa, assados na hora e servidos com farofa e molho.

  • Caipirinhas: Outro ponto forte destacado no quadro negro, acompanhando a tradição de boteco de alta qualidade.

  • Happy Hour: A lousa à direita detalha as opções para o fim de tarde, incluindo porções e "combinados de espetinhos", muito populares entre quem trabalha na região.

  • Decoração "Roots": A presença da espada-de-são-jorge no vaso de barro e as lousas escritas à mão reforçam a identidade rústica e autêntica do bar.

  • Selo de Tradição: O adesivo azul "Pinheirinho desde 1971" na porta de vidro é um atestado de longevidade em um bairro que mudou drasticamente nas últimas décadas, tornando-se um polo gastronômico moderno.

  • O Selo "São Paulo Maio 2016": O grafismo inserido no canto superior direito dá à foto um ar de cartão-postal pessoal, imortalizando aquele momento específico de quase dez anos atrás.

Este bar é um daqueles lugares que "contam histórias" apenas pelo visual. Pela disposição das mesas e o guardanapo de papel sobre a mesa em primeiro plano, parece o cenário perfeito para uma conversa longa e descontraída.


terça-feira, julho 07, 2026

'DEMOS GRAÇAS', O NOVO LIVRO DE LUKAS

 Maringá, sexta-feira, 07 de julho de 2000 | ARTE . CULTURA . LAZER | B-1

'DEMOS GRAÇAS', O NOVO LIVRO DE LUKAS



Cartunista de O DIÁRIO lança hoje o seu segundo livro com o melhor do humor reunindo personagens famosos como Argemiro, Vagauzinho e Odenilson

Marcelo Bulgarelli Da equipe de O DIÁRIO

Tão tradicionais quanto o caderno de classificados, os cartuns de Lukas estão presentes desde 1991 nas páginas de O DIÁRIO. Aos domingos, a coluna dele é uma das mais lidas. E um pouco desse universo, ao lado de personagens como Vagauzinho, Argemiro e Odenilson, estão agora no novo livro do cartunista, Demos Graças.

O lançamento será hoje, às 20 horas, na Sala Joubert de Carvalho, anexo à Biblioteca Bento Munhoz da Rocha Neto. "A renda do livro será destinada à compra de um sofá novo e quem sabe, uma casa para colocá-lo", brinca Lukas, ou melhor, Marcos César Lukaszewigz, 38. Passou a assinar Lukas após mandar desenhos para o Pasquim, um dos editores do extinto semanário, Jaguar, mandou uma carta de apresentação, dizendo que "era o melhor cartunista do Paraná". O público concorda.

"E que mundo a rir de tudo isso", justifica o cartunista, dos equívocos públicos. Traço ágil e humor corrosivo, Lukas iniciou sua carreira desenhando para fanzines em São Paulo e fez ilustrações para a revista País e Filhos e depois para a regional de Maringá. Foram dois anos com uma charge diária, além de uma coluna dominical para ganhar a vida trabalhando com classificados de cereais até 89. Em 13 anos produziu mais de 12 mil cartuns, ilustrações e textos. Assim que entrou para O DIÁRIO, lançou o primeiro livro, "O que vier eu traço", uma coletânea com 170 trabalhos.

MISANTROPO

Na apresentação de Demos Graças, Lukas se define como um misantropo, alheio a badalações. Passa o tempo de onde anda, jogando videogame e lendo livros. Uma rápida olhada em suas estantes é possível identificar obras de Jack Kerouac, Jordi Font e Bukowski.

O livro demorou para sair. Não necessariamente por falta de verba, mas pelo "latinismo". Lukas se acha um tanto preguiçoso, mas não para os seus desenhos. Hoje, O DIÁRIO é a sua grande vitrine com quem manteve uma regular correspondência. Ele é um amigo e colaborador de Disney, Karl Barks, e também dos traços de Hergé, o belga que criou Tintim.

VAGAUZINHO

Mas os seus personagens nascem do cotidiano, das piadas, do fato. Vagauzinho é uma sátira do "vaga-lume", personagem criado para a campanha política de Ricardo Barros. Lukas decidiu, na ocasião, criar um anti-herói. Passou em frente da Secretaria do Meio Ambiente quando leu a palavra "vagau" no mais. Foi o que bastou e o carismático Vagauzinho começou a carreira fumando. Mais tarde, quando foi contratado para fazer uma campanha educativa para uma livraria, decidiu largar o vício. "Foi em respeito às crianças". Lukas sempre manteve a ética, respeitou as minorias sociais, mas esses cuidados não impediram o aparecimento de alguns problemas.

ARGEMIRO

Certa vez, fez uma página com desenhos das "grandes figurinhas políticas maringaenses". Um político, de origem nordestina, não gostou da caricatura e principalmente da legenda: "grau de achatamento encefálico". O incidente foi esquecido. Hoje, Lukas mantém esse ato de ingenuidade. O filho, Argemiro dos Santos, esnoba-se sempre: de boca aberta, é fã de música. Surgiu por acaso durante uma exposição em que Lukas participaria. Símbolo do cara, no entanto, nos primeiros cartuns, foi Odenilson, se excede no humor nonsense. Seus cartuns não são apenas admirados, mas acompanhados com atenção pelos políticos. Mas o melhor de tudo, está em seu livro. Sempre sutil, e muitas vezes incisivo, Demos Graças ao Lukas.

SERVIÇO Demos Graças - Lançamento do livro do cartunista Lukas - hoje, às 20 horas, na Sala Joubert de Carvalho. Entrada franca.

Cats Meow

 

Esta imagem, registrada em fevereiro de 2016, transporta-nos diretamente para o coração da vida noturna de Nova Orleans, especificamente para a famosa Bourbon Street.

O Local: Cats Meow

O letreiro em neon "CATS" ao fundo identifica o lendário Cats Meow, localizado no número 701 da Bourbon Street.

  • Karaoke Histórico: Este é mundialmente conhecido como o "Melhor Bar de Karaoke do Mundo". É um ponto de parada obrigatória no French Quarter.

  • A Atmosfera: O palco é famoso por receber turistas e locais que se arriscam a cantar clássicos do rock e pop sob luzes vibrantes e uma decoração cheia de guitarras (como as visíveis à esquerda da imagem).

  • Mardi Gras: A data do arquivo (fevereiro de 2016) coincide com a temporada de Mardi Gras daquele ano (o "Dia da Marmota" do Carnaval de Nova Orleans foi em 9 de fevereiro). A presença de colares de contas (beads) nas pessoas reforça essa celebração.

  • Cena Musical: Vê-se um grupo no palco sob o letreiro, capturando aquele momento de euforia coletiva que define a experiência de quem visita a cidade nesta época.

  •  As guitarras expostas na parede (uma branca estilo SG e outra amarela) são marcas registradas da decoração do bar, que celebra a história do rock.

segunda-feira, julho 06, 2026

TUDO É PROVISÓRIO

 


Essa imagem captura uma das intervenções urbanas mais emblemáticas de Lisboa, especificamente no bairro do Bairro Alto ou Chiado, registrada em setembro de 2014.

O texto, aplicado com a técnica de stencil (estêncil), diz:

"TUDO É PROVISÓRIO. O AMOR, A ARTE, O PLANETA TERRA, VOCÊS, EU, SOBRETUDO EU."

Esta frase é frequentemente associada à obra de Charles Bukowski (embora muitas vezes adaptada ou reinterpretada por artistas de rua locais). Ela carrega um niilismo suave, lembrando o transeunte da impermanência de todas as coisas — desde as emoções humanas mais profundas até a própria existência física do planeta e do indivíduo.

  • A Calçada Portuguesa: O detalhe do pavimento em primeiro plano é o clássico calcário e basalto que define a estética de Lisboa.

  • Efemeridade da Arte: Ironicamente, a própria mensagem sobre ser "provisório" é exemplificada pela arte de rua. Esse tipo de grafite em Lisboa costuma ser sobreposto por outros, limpo ou desgastado pelo tempo, tornando o registro fotográfico de 2014 um documento histórico de algo que provavelmente já não existe da mesma forma hoje..

Como este registro foi feito há mais de uma década, ele funciona quase como um "Urbex" (exploração urbana) temporal, preservando o pensamento que ocupava as paredes da capital portuguesa naquele momento.

domingo, julho 05, 2026

Monumento a Brigitte Bardot.

 

fotos Marcelo Bulgarelli 2014

Esta imagem foi capturada em Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, na Praça Eugênio Honold, onde se localiza o famoso Monumento a Brigitte Bardot.

As fotografia mostram eu (marcelo Bulgarelli) e minha namorada Ana Lucia Neves interagindo de forma descontraída com a estátua da atriz francesa Brigitte Bardot.  As fotos são um exemplo perfeito de como os visitantes se conectam com esse marco icônico da cidade.

A estátua de bronze  celebra a ligação histórica entre Bardot e Búzios.

  • História: Brigitte Bardot visitou Búzios em 1964, fugindo do assédio da imprensa no Rio de Janeiro. Sua estadia transformou a vila de pescadores pacata em um destino turístico de renome internacional.

  • Detalhes da Escultura: Criada pela artista plástica Christina Motta, a obra retrata a atriz aos 29 anos, em pose natural, sentada sobre uma mala de viagem. O figurino reproduz as roupas que ela usava durante sua visita: calça jeans, blusa listrada (estilo marinière) e cabelos soltos.

  • A Interação: Christina Motta projetou a estátua em tamanho natural justamente para convidar a essa proximidade. A ideia é que as pessoas possam sentar ao lado dela na mala, tirar fotos e tocá-la, como você está fazendo. Isso explica por que o bronze nessas áreas de contato frequente (como os ombros e a mala) é mais claro e polido.

  • A praça e a Rua das Pedras formam o coração de Búzios, onde a atmosfera sofisticada e a história da vila se encontram.

Fernando Pessoa em Sintra

Foto de Marcelo Bulgarelli - 2014

 Esta imagem apresenta uma composição fascinante que equilibra literatura, publicidade e o cotidiano urbano. Pelo contexto visual e pelos cartazes ao fundo, o registro parece ter sido feito em Sintra, Portugal.

O ponto central da imagem é o cartaz com a frase atribuída a Fernando Pessoa:

"Boa é a vida, mas melhor é o vinho."

Esta citação (que também aparece em inglês abaixo) é amplamente utilizada no marketing turístico e gastronômico de Portugal. Ela sintetiza a valorização do prazer imediato e da cultura vitivinícola tão intrínseca à identidade portuguesa, ecoando a faceta hedonista presente em alguns dos heterônimos de Pessoa.

 Há um contraste quase irônico entre o entusiasmo da frase de Pessoa e a postura do senhor de boné, que parece estar em um momento de repouso, cansaço ou reflexão profunda, com a cabeça baixa.

O posicionamento dele cria uma linha que guia o olhar diretamente para a citação, transformando um anúncio estático em uma cena de "fotografia de rua" (street photography) com forte carga emocional.

No canto direito da imagem, é possível notar fragmentos de cartazes que mencionam "Sintra" e eventos locais, o que situa a foto em uma das vilas mais pitorescas de Portugal, reforçando o clima de patrimônio histórico.