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segunda-feira, março 02, 2026

Rachel Coelho

 

Rachel de Oliveira Coelho nasceu e cresceu na Cidade Alta, em Maringá. Criada na Rua Evaldo Braga, em meio a ruas com nomes de artistas como Carmen Miranda, Maísa e Vinícius de Moraes, ela viveu uma infância típica dos anos 1980: brincadeiras na rua, pouca televisão e muita terra nos pés. “Fui uma criança travessa, dei trabalho para minha mãe”, relembra, com humor.

Estudante da Escola Estadual Vinícius de Moraes, foi ali que aprendeu a ler e começou a formar seu olhar curioso para o mundo. Apesar de não ser exatamente fã dos estudos na infância, havia uma disciplina que sempre a mobilizou: História. O interesse, no entanto, não a levou imediatamente para essa área.

Rachel ingressou primeiro no curso de Jornalismo, em 1997, na então Cesumar. Ela conta que a escolha teve muito de idealização: a figura do jornalista dinâmico, quase cinematográfico, inspirava aquela jovem que ainda buscava seu caminho. O incentivo decisivo veio da mãe, que sugeriu a nova graduação quando o curso abriu na cidade.

Durante a formação, também iniciou História na UEM, curso que concluiu em 2005, após enfrentar greves e um período de trancamento. Ao terminar as graduações, decidiu sair de Maringá e passou um ano no Rio de Janeiro. Sem conseguir se firmar profissionalmente na área, mergulhou na cena cultural carioca como espectadora: teatro, grupos independentes, circulação artística intensa. Experiência que, mais tarde, influenciaria profundamente sua atuação.

De volta a Maringá, Rachel começou a trabalhar no jornal O Diário. Seu primeiro grande convite foi cobrir o Femucic — festival que, anos antes, já havia sido tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso, transformado em livro por meio de lei de incentivo. A partir daí, passou a atuar principalmente no caderno de Cultura e em projetos como o “Diário na Escola”.

Ela relembra que sempre quis permanecer na editoria cultural, decisão que, acredita, pode ter limitado sua trajetória dentro da redação. Nunca foi efetivada como repórter e, após três anos de tentativas, deixou o jornal frustrada por se sentir desvalorizada. Coberturas marcantes, como velórios de figuras públicas da cidade, reforçaram tanto o peso quanto a responsabilidade da profissão.

Após sair do Diário, foi convidada para assumir a Gerência de Patrimônio Histórico na Secretaria de Cultura de Maringá. O convite partiu da então secretária Flor Duarte, que reconheceu sua formação também em História. Rachel permaneceu cerca de três anos no cargo, em um período politicamente tenso, marcado por pressões e disputas ideológicas.

Ela não esconde que enfrentou dificuldades no ambiente político — inclusive episódios públicos envolvendo posicionamentos antigos em blogs pessoais. Ainda assim, reconhece que o período foi importante: foi com o salário da função comissionada que conseguiu concluir a construção da própria casa, garantindo estabilidade para seguir na área cultural.

A transição para a produção cultural aconteceu de forma gradual. Atuando em assessorias de imprensa para projetos e festivais, Rachel percebeu que já exercia também funções de produção. Assim nasceu a Dois Coelhos Comunicação e Cultura, empresa que une assessoria de imprensa e produção cultural — “dois coelhos” em uma só proposta.

Hoje, ela analisa a cena cultural de Maringá como mais ampla e diversa do que no início de sua carreira, muito impulsionada pelos cursos de artes da UEM. Ao mesmo tempo, aponta fragilidades: dependência de editais públicos, instabilidade de políticas culturais e, principalmente, a ausência de crítica especializada consistente na cidade.

Sobre o jornalismo cultural local, é direta: considera-o quase inexistente. Para ela, a crítica — feita com responsabilidade e contextualização — é fundamental para o amadurecimento da cena. Sem veículos fortes e sem tradição consolidada, artistas e produtores acabam circulando em um ambiente de pouca confrontação estética.

Rachel afirma que não sente falta da redação tradicional. Encontrou na produção cultural um espaço onde consegue unir comunicação, estratégia e formação de público. Para ela, o produtor cultural é um agente estratégico, capaz de preencher lacunas, estruturar a cena e colocar a cidade em circulação. Entre frustrações, reinvenções e resistência, sua trajetória revela alguém que nunca deixou de acreditar na cultura como ferramenta de transformação local.

 Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 


o primeiro urso polar a viver no Brasil.

 Maurício, o primeiro urso polar a viver no Brasil (1929)
O TERRIVEL URSO BRANCO DO POLO, QUE HA DIAS, ATA- COU O SEU TRATADOR, PERDENDO-O NUM DOS BRAÇOS.

Jardim Zoologico da Acclimação

Bondeo e auto-omnibus na Praça da Sé — O passeio mais agradável e instrutivo de São Paulo — O passeio das crianças e os mimos da cidade.

NO ZOOLOGICO — Leões, Hienas da Africa, Camelos, Urso da Syria, Onças pintadas, Onças pardas, Sussuaranas, Jaguatiricas e muitos outros animaes carnivoros, recentemente adquiridos. — Antas, Cobras, Jacarés, Tatus e Cotias. — Grande collecção de macacos de todos os países. — Visitem o exemplar do

URSO BRANCO DO POLO NORTE

O PRIMEIRO VISTO EM S. PAULO.

ABRAÇO DE URSO

Mauricio SAHIU FORA DA JAULA

O caso abaixo, apesar de parecer absurdo, se deu com todas peripecias que se pode imaginar.

No Jardim da Acclimação, às 8,30 horas, Joaquim Nogueira, encarregado da limpeza das jaulas, ou mais acertado — mordomo da casa, arrumava o "appartamento" do urso "Mauricio", um bello exemplar do Polo Norte, com toda a brancura dos gelos eternos.

Para tanto, Nogueira fechou "Mauricio" em um compartimento ao lado, e fazia o serviço displicentemente, quando notou que um corpo estranho se encostava ao seu. Era "Mauricio", que o Nogueira olhou com certo pavor, mas já sem tempo de se defender, integralmente do "abraço".

O animal, com muita gentileza, pretendia dar ao mordomo o seu abraço de solidariedade e agradecimento.


domingo, março 01, 2026

Victor Simião



O jornalista Victor Simião é o convidado desta edição do programa Encontros com a Imprensa, em entrevista ao jornalista Marcelo Bulgarelli, com transmissão pela UEM FM e pela UEM TV, da Universidade Estadual de Maringá.



Nascido em Umuarama e criado em Maringá a partir da adolescência, Vitor compartilha uma trajetória marcada pelo trabalho desde cedo, pela formação em escola pública e por uma entrada quase acidental no jornalismo. Do sonho de ser jogador de futebol aos primeiros empregos no comércio, ele relembra os caminhos que o levaram ao curso de Jornalismo e os desafios para se manter na universidade, entre bolsas de estudo e estágios conquistados com insistência.

Na conversa, Vitor revisita episódios decisivos da carreira, como a experiência no jornal Hoje Notícias, a demissão após uma crônica polêmica e, principalmente, os anos na CBN Maringá, onde atuou como produtor e repórter. Ele destaca coberturas políticas que tiveram repercussão estadual e nacional, além de refletir sobre o papel do jornalista na fiscalização do poder público.

A entrevista também aborda a transição da reportagem para a gestão pública, quando assumiu a Secretaria de Cultura de Maringá, enfrentando o desafio de conduzir políticas culturais em meio à pandemia. Vitor fala sobre bastidores, aprendizados e a mudança de perspectiva ao sair da posição de questionador para a de gestor.

Atualmente assessor parlamentar, ele reafirma a paixão pelo jornalismo e comenta os rumos da profissão, os impactos das transformações tecnológicas nas redações e os conselhos que deixa para estudantes de Comunicação: estudar, sim — mas sobretudo viver, ampliar repertório e compreender a complexidade das pessoas e da sociedade.

Uma conversa franca sobre origem, vocação, erros, amadurecimento e o compromisso permanente com a informação.

 Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay


PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 


sábado, fevereiro 28, 2026

O dia em que descobri a Brótola no Restaurante Napoleon

 2013 - Chegando de Punta del Leste. Muito frio. Descoberta do brotola, peixe de agua funda, tipico do local. Restaurante Napoleon.


O frio de Punta em 2013 não pedia apenas um casaco, pedia um refúgio. E o encontramos no Napoleon. Foi lá, entre o tilintar de taças e o abrigo das paredes de pedra, que a Brótola se apresentou a mim — um tesouro das águas profundas que fez o inverno uruguaio parecer, de repente, muito mais acolhedor.

 A Brótola (Salilota australis) é um dos peixes mais apreciados na culinária uruguaia, mas pouco conhecido fora do Cone Sul. Por viver em águas muito profundas e geladas do Atlântico Sul, sua carne é extremamente branca, macia e delicada. É um peixe que "desmancha" na boca, o que o torna perfeito para os molhos elaborados que o Napoleon costuma servir.

O Tradicional Restaurante Napoleon Localizado na região do porto, o Napoleon é uma das instituições gastronômicas de Punta del Este. Em 2013, ele já era famoso por manter o estilo "clássico" — garçons atenciosos, toalhas brancas e uma cozinha que não se rende a modismos, focando no sabor real dos ingredientes locais. É o refúgio perfeito para quem foge do vento gelado que sopra do Rio da Prata.

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

ORPHAN (2009) Jaume Collet-Serra


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A Órfã (2009) – O mal escondido no lar

Dirigido por Jaume Collet-Serra e escrito por David Leslie Johnson, Orphan é um thriller de terror psicológico que dialoga com os medos mais íntimos relacionados à família, à maternidade e à fragilidade dos laços de confiança dentro de casa.

A premissa familiar, o horror inesperado

O filme acompanha Kate (Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard), um casal que tenta se recompor após a perda de um bebê. Buscando preencher o vazio, decidem adotar uma menina. É assim que conhecem Esther (Isabelle Fuhrman), uma criança de nove anos que, à primeira vista, mistura inteligência, doçura e um comportamento peculiar. O que parece um gesto de esperança logo se transforma em uma espiral de tensão, paranoia e violência.

O jogo psicológico

Collet-Serra conduz a narrativa de forma clássica, mas eficaz: a atmosfera é construída em cima da dúvida e da desconfiança. Kate, a mãe em luto, é a primeira a perceber as atitudes perturbadoras de Esther. O filme cria um campo minado de suspense em que o espectador oscila entre acreditar no instinto materno e duvidar de sua sanidade — herança clara de outros thrillers familiares como The Hand That Rocks the Cradle (1992).

A atuação de Isabelle Fuhrman

Isabelle Fuhrman é o coração (ou melhor, a alma sombria) do filme. Sua performance vai do carismático ao perturbador com uma naturalidade assustadora. O olhar frio, os gestos calculados e a maneira como manipula os adultos à sua volta fazem de Esther uma das vilãs infantis mais memoráveis do cinema de terror contemporâneo.

Reviravolta e impacto

O grande trunfo de Orphan é a reviravolta em seu terceiro ato. Sem entrar em spoilers pesados (embora o segredo de Esther já seja conhecido por muitos fãs de terror), a revelação funciona porque recontextualiza cada cena anterior, elevando o impacto psicológico e transformando o filme em algo maior do que apenas um “terror com criança maligna”. É um choque que reforça a natureza do horror enraizado na intimidade doméstica.

Terror estilizado de Collet-Serra

Jaume Collet-Serra, que depois assinaria produções como The Shallows (2016) e Black Adam (2022), mostra aqui sua habilidade em construir tensão com ritmo eficiente. Há certo exagero melodramático — especialmente na condução do clímax —, mas isso combina com a natureza operística da história.

Temas e ecos

A Órfã toca em feridas profundas: a maternidade culpada, o luto, a adoção como tema social delicado e o medo de “não conhecer” quem está dentro da própria casa. A figura de Esther se torna um espelho distorcido desses dilemas, explorando a vulnerabilidade emocional de uma família marcada pela perda.

Conclusão

Lançado em uma época de saturação dos terrores sobrenaturais e remakes (The Grudge, The Ring, etc.), Orphan se destacou por apostar em um suspense de raiz psicológica, ainda que com elementos sensacionalistas. O filme conquistou status de cult pela coragem da reviravolta e pelo trabalho magnético de Isabelle Fuhrman.

 

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ORPHAN (2009)
dir. Jaume Collet-Serra

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

A reforma do Cristo Redentor

 

1
Reforma em 2010






Visto de longe, é humanamente impossível ver o desgaste das pastilhas que cobrem o Cristo Redento




A estátua possui 30 metros de altura, mais 8 metros do pedestal, e os braços abertos se estendem por 28 metros. Foi construída em concreto armado e revestida com pequenas pedras de pedra-sabão, escolhidas por sua resistência ao tempo e facilidade de adaptação ao mosaico. Além de sua imponência arquitetônica, o Cristo Redentor se destaca pela localização privilegiada, a 709 metros acima do nível do mar, oferecendo uma vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro.

Ao longo das décadas, o Cristo Redentor tornou-se um dos principais símbolos da identidade brasileira, representando tanto a religiosidade quanto a hospitalidade do povo. Em 2007, foi eleito uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno


2010,