matéria da revista Garbo (1984)

Leonard Charles "Lee" Curreri (nascido em 4 de janeiro de 1961) é um ator e músico americano, mais conhecido por seu trabalho no filme Fame (1980) e seu spinoff televisivo, Fame (1982–1987).
Curreri: «Minha música é o mais importante»

Diante da impossibilidade de ter oportunidades notáveis como ator, Lee Curreri centrou suas esperanças artísticas no campo da música, sonhando em se tornar um grande ator, embora reconheça que não se sente com condições para alcançar esse objetivo. A prova disso foi sua participação no Festival Shakespeare de Nova York, em que no terreno dramático de Romeu e Julieta e de A Gaivota, fracassou rotundamente.
Os fãs dos atores mais famosos de Fama talvez não compreendam que Lee queira abandonar a televisão e o cinema, mas é sua escolha e ele se dedica com grande entusiasmo ao seu futuro profissional.
— Deixei de ser um desconhecido, um Zé Ninguém, para me converter em um ator com prestígio, uma pessoa respeitada. No entanto, ainda estou muito longe de me sentir artisticamente satisfeito. Creio que poderia chegar mais alto, mas isso somente através da música, porque são escassas minhas qualidades como ator.
Lee Curreri está convencido de que seguirá sendo um intérprete desconhecido, ainda que seu nome figure na galeria dos mais famosos.
— Minha meta é ser um músico respeitado. O fato de minha imagem estar muito ligada a Fama me prejudica, porque quando me procuram para trabalhar em gravações ou em concertos, é por minha popularidade televisiva, não por minhas qualidades musicais.
— Considero que meu papel em Fama agora tem maior interesse, está mais aberto e me sinto mais satisfeito com ele. Ainda posso adiantar que já estou preparando minha saída, não a curto prazo, mas sim no futuro.
— Fama resultará em benefício para mim como músico, porque tudo o que nela aprendi em termos de televisão e de gravações, aplicarei em minha futura carreira.
Na vida pessoal, “Bruno” — como os companheiros de Fama o chamam — mostra-se mais reservado, como se quisesse esconder seu verdadeiro eu.
— Não gosto da fama e do êxito que esta série me trouxe. Para outros, são coisas muito importantes, mas para mim, concretamente através do que consegui em Fama, adquiri conhecimentos importantes de um valor inestimável, segurança em mim mesmo e, sobretudo, saber que a vaidade é o câncer do mundo artístico.
As lições artísticas de Lee não estão em seu futuro como ator, mas sim como um grande compositor que está sendo moldado dentro de Fama.
— Estou agradecido pela oportunidade que me deram de participar em Fama, mas repito: eu me vejo como um músico, e somente minha atividade artística como músico me fará sentir artisticamente satisfeito. Deixarei de trabalhar como ator, no momento em que minhas obras musicais comecem a ser apreciadas. Repito que sou músico, não ator.
À margem de suas atividades artísticas, Lee Curreri é, em sua vida privada, um celibatário convicto. Não pensa ainda em se casar e nem em formar família, nem em constituir um lar.
— Estou apaixonado por Debbie, nós dois sabemos disso, mas pelo bem de nossa relação não pensamos em nos casar. Antes de formar uma família, devo triunfar como compositor, consolidar esse êxito.
Sua noiva Debbie está de acordo com o pensamento de Lee, e pode-se dizer que se ama mais a música do que a ela, já que primeiro deseja ser um músico de fama universal e, enquanto não o conseguir, adiará seus desejos matrimoniais para melhor oportunidade. Mas na mente de Lee não existe maior objetivo em sua vida que o de se reconhecer como um grande músico.

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