quinta-feira, agosto 20, 2009

O Coió do Ano


Tenho vergonha até de escrever esse post, principalmente porque esse Bar é visitado por gente de todo o país. Mas a coisa é tão absurda e provinciana que vale a pena divulgar. Esse cara aí da do foto foi o vereador mais votado de Maringá. Leia aqui o início do matéria publicada hoje pelo O Diário e assinada pelo Fábio Massalli: "Quando foi perguntado sobre o que gosta em se tratando de cultura, o vereador Wellington Andrade (PRP) respondeu: “eventos para jovens, corrida, arrancadão”. Precisou ser estimulado para indicar algum gênero musical ou gênero cinematográfico. Com esse perfil cultural, Andrade apresentou um projeto de lei, atualmente sob análise das Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que, se fosse aprovado, proibiria a concessão de licenças ou autorizações de shows e outros eventos num período de 30 dias antes da Expoingá e durante as duas semanas de realização da feira".
É isso mesmo, senhoras e senhores. O coió do ano quer "proteger" uma festa em que as atrações culturais são duplas de cornomusic. É claro que não há nenhuma chance do projeto ser aprovado, mas a atitude mostra vergonhosamente o nível de nossos representantes no Legislativo. Se fosse aprovada a lei da "censura cultural", Maringá não teria nenhum evento cultural em abril e maio (mês da dicutível feira agropecuária que o nobre edil tanto defende). Repare o texto do projeto de lei: “fica proibida a concessão de licenças e autorizações para a promoção de shows, espetáculos musicais e eventos congêneres que dependam de permissão específica, de competência da Municipalidade, bem como para a instalação temporária de parques de diversão no Município de Maringá, no período de 30 (trinta) dias que anteceder a Expoingá, e durante a realização da Feira, promovida anualmente pela Sociedade Rural de Maringá”. Argumento do Coió: “proteger a Expoingá e evitar que um dos eventos mais importantes do calendário oficial de Maringá seja extinto”. A proibição de eventos também por 30 dias antes da feira foi explicada por Andrade como “um modo de permitir às pessoas economizarem para ir à Expoingá”.
A idéia foi um tiro no pé. Começa a circular em Maringá a idéia dos artistas e produtores culturais de fazer um outro projeto de lei: obrigar a feira a trabalhar somente com artistas locais, promover a diversificação cultural (não apresentar apenas duplas de cornomusic), fazer com que expositores trabalhem somente com produtos da região (proibindo aquelas barracas de bugingangas pirateadas) e que o Proncon fiscalize barraquinhas com preços abusivos (R$ 2,50 uma latinha da questionável cerveja Conti é pra acabar!). E que a Vigilancia Sanitária tenha um estande para fazer análises daquelas carnes e linguiças expostas ao ar livre.
Vou embora pra Passárgada.
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3 comentários :

Marco Fabretti disse...

hehe, cada povo com o governo que merece!

André De Canini disse...

Bulga, eunão teria assim tanta certeza de que o projeto não será aprovado (apesar da sua explícita inconstitucionalidade).
A nota divulgada pela Sociedade Rural manifestando apoio à esta iniciativa absurda e o silêncio, tanto da secretária de Cultura, quando dos demais vereadores, a meu ver, é um forte indício de que esta imbecilidade corre sério risco de receber o aval do Legislativo e ser sancionada pelo Executivo.
Tomara que eu esteja errado.

Mao disse...

Que vergonha,maringá é uma cidade até
legal,mais este é o preço de vender o voto.foi o mais votado porque gastou muito mais.