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sábado, janeiro 31, 2026

Marcos Zanatta


 Marcos Aurélio Zanatta, jornalista conhecido na imprensa simplesmente como Marcos Zanatta — um nome que ele encurtou ao longo do tempo, mas que carrega a elegância do “Aurélio” que ele mesmo brinca ser “bonito e filósofo”.



Zanatta não é de Maringá: ele nasceu em Rolândia, onde viveu por muitos anos. A mudança para Maringá aconteceu já na fase adulta, por volta dos 36 ou 37 anos, quando veio para trabalhar na Cocamar — uma virada de vida que também teve um motivo afetivo: foi quando ele conheceu Leda, sua esposa, e decidiu construir aqui um novo capítulo.

A relação dele com a comunicação começou antes de qualquer “plano de carreira”. No tempo do segundo grau (o atual ensino médio), não existia orientação vocacional, e ele mesmo conta que tentou vestibular para Agronomia duas vezes, sem sucesso. Mas havia algo que já o definia: o amor pela leitura, alimentado desde cedo pelo pai, que assinava jornais e revistas em Londrina.

Foi assim que ele acabou encontrando o jornalismo, se formando pela UEL, em 1986, numa rotina pesada: estudava de manhã e trabalhava à noite, sem tempo “nem de dormir direito”. Por isso, ficou cinco anos na faculdade — e diz que saiu “mais especialista” do que quem fazia em quatro, porque viveu o jornalismo na prática enquanto estudava.

A estreia profissional aconteceu na Folha de Londrina, onde entrou primeiro no comercial e depois foi para a redação. Passou pelo noticiário local, mas se encontrou de verdade na Folha Rural, uma editoria que tinha prestígio e liberdade, e onde ele podia fazer o tipo de reportagem que amava: aquela ligada ao campo, à economia e à vida real do interior.

Em Maringá, depois de uma passagem breve pela Cocamar, ele foi para o Diário, convivendo com nomes marcantes da redação e vivendo um período que ele considera positivo, inclusive pela valorização salarial da categoria. Mais tarde, voltou para a Folha de Londrina, já na fase da sucursal, onde permaneceu cerca de nove anos e viveu o auge de um jornalismo com estrutura, autonomia e espaço para grandes pautas.

Entre as reportagens que mais o marcaram, ele lembra da cobertura sobre a mortalidade infantil em Paiçandu, quando era tão frequente a morte de bebês que a cena no cemitério dispensava qualquer agendamento. Outra memória forte foi o caso de Fabíola Coalho, atropelada em um episódio traumático na Avenida Colombo, além do assassinato do menino ligado à churrascaria Querência, em Sarandi — um caso que ele acompanhou por muito tempo e que expôs tensões entre polícia, imprensa e sigilo investigativo.

Há também um episódio que ele nunca esqueceu: um acidente grave na véspera de Ano Novo, perto do Hospital Paraná, envolvendo uma família japonesa. A cena dos corpos e o reconhecimento dos parentes “acabou” com a virada de ano dele, e ele admite que carregou aquilo na cabeça mesmo quando viajou depois — como tantas coberturas que ficam para sempre na memória de quem viveu redação.

Zanatta também teve participação importante na cobertura política, lembrando o caso Paulico, que mobilizou a imprensa e trouxe grande repercussão. Ele destaca como, naquela época, o jornal tinha força, a reportagem rendia, e a Folha chegou a triplicar vendas na região — um sinal de como o público acompanhava e valorizava a investigação jornalística.

Por fim, ele fala com emoção do encerramento do Diário do Norte do Paraná, em 2019, quando fez parte do último grupo da redação. O momento do fechamento, comunicado oficialmente, foi desolador: uma redação enorme, vazia, com poucos profissionais resistindo até o fim. Para ele, ali ficou evidente uma crise maior do modelo de negócio dos jornais, afetado pela perda de receita dos classificados e pela chegada do online.

Ao olhar para trás, Marcos Zanatta diz que não mudaria sua trajetória — embora sonhasse ter se aposentado na Folha de Londrina. E quando define o jornalismo, ele resume em duas palavras: informar e fuçar. Ele sente falta das grandes reportagens, da apuração completa, do tempo para investigar e “fechar o assunto”, e lamenta o quanto o jornalismo atual, para ele, se tornou superficial, apressado e cheio de informação desencontrada.

Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay


PauloPupimRegina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho


BREVE HISTÓRIA DO CARNAVAL DE PETROPOLIS

Texto de Marcelo Bulgarelli publicado em Culturarte- Fevereiro de 1994


História do Carnaval em Petrópolis: dos Corsos à Passarela

Petrópolis, conhecida como “Cidade Imperial”, guarda uma rica tradição carnavalesca que acompanhou as transformações sociais do século XX. O Carnaval petropolitano, que já foi refúgio da elite carioca, transformou-se em uma festa popular marcada por bailes elegantes, blocos de rua e o surgimento das escolas de samba.

As Origens – O Carnaval da Elite (1900-1930)

No início do século XX, Petrópolis era o destino preferido da burguesia carioca durante o Carnaval. Famílias abastadas fugiam do calor e das doenças do Rio de Janeiro para celebrar na serra. Os corsos — desfiles de carros enfeitados — dominavam as ruas, especialmente na Praça da Liberdade, onde serpentinas e confetes criavam um espetáculo de cores.

A Chegada dos Imigrantes e a Popularização (1940)

Com a Segunda Guerra Mundial e a chegada de imigrantes, o Carnaval ganhou novos ritmos. Bailes de salão no Hotel Cassino Quitandinha (inaugurado em 1944) atraíam artistas e políticos, como Ary Barroso e Lamartine Babo. Paralelamente, nos bairros populares surgiam os primeiros blocos de percussão, embriões das futuras escolas de samba.

O Auge dos Bailes e Blocos (1950-1960)

Petropolitano Futebol Clube – Em 1953, criou o Baile de Máscaras, frequentado por autoridades como o presidente Café Filho.

Serrano Futebol Clube – Tornou-se o maior clube de bairro, com bailes que se estendiam até o amanhecer.

Blocos e ranchos – A Avenida 15 de Novembro (atual Rua do Imperador) virou palco de desfiles que deram origem às escolas de samba locais.

Declínio e Resistência (1980-1990)

Em 1988, uma tragédia causada por fortes chuvas abalou o Carnaval petropolitano. Escolas tradicionais, como a Estrela do Oriente e a 24 de Maio, perderam força, e o apoio da prefeitura diminuiu. Mesmo assim, tradições como o Baile do Preto e Branco (criado em 1987) resistiram, mantendo viva a chama carnavalesca.

Curiosidades

Lança-perfume – Muito popular nos anos 1960, foi proibido na década seguinte.

Clóvis – Figura típica do Carnaval, vestida de preto e com máscara de tela, que assustava foliões.

Veranistas – Nome dado aos cariocas que passavam a temporada de verão na serra.

O Carnaval Hoje

Em 1994, ano desta reportagem, o Carnaval petropolitano já não tinha o mesmo esplendor, concentrando-se em bairros como Itaipava e Nogueira. Mas, como dizia Nelson Cavaquinho, “o samba agoniza, mas não morre”.

Legado

A trajetória do Carnaval em Petrópolis reflete as mudanças sociais brasileiras: de uma festa elitizada à celebração popular, mantendo viva a magia de Momo na serra fluminense.

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Memórias do 701: Minha vida na Rua Barata Ribeiro

                                                     Condomínio Augusto Aragão

Aqui eu morei durante vários anos, no sétimo andar.(ap 701), rua Barata Ribeiro - Entre a Xavier da Silveira e Miguel Lemos 






Rua Barata Ribeiro 806

Copacabana - Rio de Janeiro - RJ

'Condomínio comercial construído em 1969

O Edifício Augusto Aragão está situado na Rua Barata Ribeiro, nº 806, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. 

Os imóveis variam entre 50 m² a 120 m², com tipologias de 2 a 3 quartos e 1 a 2 banheiros, além de 0 a 1 vaga de garagem. 

O prédio conta com elevador, portaria 24 horas, gás canalizado e está próximo ao metrô (estação Cantagalo

O condomínio está em uma área privilegiada, com opções como Colégio Mallet Soares, Senac Copacabana, o Morro do Cantagalo, além da proximidade com comércios, cafés, restaurantes e metrô. 

A empresa "Condomínio do Edifício Augusto Aragão" foi formalmente constituída em 11/10/1990, com atividade principal registrada como CNAE 81.12-5/00 (Condomínios prediais). 

Atualmente, não há registros acessíveis que identifiquem com clareza a pessoa a quem o edifício foi dedicado — ou seja, o “Augusto Aragão” por trás do nome do condomínio permanece envolto em mistério. Pode ter sido um proprietario u engenheiro envolvido na construção. 

O prédio onde morei carrega um nome que o tempo parece ter guardado em segredo. Seria uma homenagem ao influente reitor da UFRJ dos anos 60, Raymundo Augusto Moniz de Aragão, ou um patriarca de uma família que viu Copacabana se transformar em concreto?

Cleber França


 O jornalista e produtor rural Cleberson Ivan França, conhecido profissionalmente como Cleber França, é maringaense nato e carrega uma trajetória que une comunicação e agronegócio. Nascido em 17 de abril de 1979, na Santa Casa de Maringá, ele cresceu no campo, na região da Venda 200, em uma família de pioneiros que chegou à cidade ainda na década de 1940. Tanto pelo lado materno quanto paterno, sua história se confunde com a própria ocupação rural do município.



A infância e juventude foram vividas majoritariamente na roça, experiência que moldou sua visão de mundo e, mais tarde, sua atuação profissional. Apesar das expectativas familiares de que seguisse carreira ligada diretamente ao campo, Cleber encontrou no jornalismo um caminho natural, impulsionado desde cedo pelo interesse por documentários, fotografia e leitura, influenciado por revistas como a National Geographic.

Formado em Jornalismo pela Unicesumar em 2005, Cleber iniciou a carreira profissional ainda antes de concluir o curso, ao ser contratado como fotógrafo pelo jornal Diário do Norte do Paraná. No veículo, atuou tanto na fotografia quanto na reportagem, cobrindo a região e convivendo com nomes importantes do fotojornalismo local. Antes disso, também realizou trabalhos pontuais em televisão e cobertura de eventos, acumulando experiência prática desde cedo.

Ao longo da carreira, conquistou prêmios relevantes, entre eles concursos de fotografia e duas premiações do Sangue Novo do Jornalismo Paranaense, com produções em radiodocumentário e vídeo, áreas pelas quais sempre demonstrou especial interesse. A passagem pelo Diário foi marcante, tanto pelo aprendizado quanto por um conflito trabalhista que resultou em ação judicial, episódio que Cleber avalia como decisivo para a regularização de outros profissionais no veículo.

Após deixar o jornal impresso, Cleber integrou a equipe da TV Record (RIC TV), onde atuou como editor de texto por quase uma década. Paralelamente, trabalhou na assessoria de imprensa da Flama Comunicação, atendendo grandes contas do setor cooperativista e empresarial, como a Cocamar, Unimed e Viapar. Esse período consolidou sua aproximação definitiva com o jornalismo rural e institucional.

Com o encerramento das atividades da Flama, Cleber fundou a MUVI Comunicação e Entretenimento e, pouco depois, passou a integrar o projeto Agroband, programa voltado ao agronegócio que está há quase nove anos no ar. A iniciativa se tornou referência regional, tanto pela cobertura técnica quanto pela linguagem acessível, conquistando credibilidade junto a produtores, entidades e cooperativas.

Além do Agroband, Cleber criou o portal Canal do Agro, lançado em 2023, que hoje registra dezenas de milhares de acessos mensais e forte alcance nas redes sociais. O projeto reúne colunistas especializados e aposta na tradução do conteúdo técnico do campo para o público leigo, estratégia facilitada por sua vivência prática como agricultor, já que Cleber segue atuando diretamente no plantio de soja e milho em terras da família.

Entre os trabalhos mais marcantes, destaca-se o quadro Famílias do Campo, dedicado ao registro da memória de pioneiros rurais da região. Uma das edições mais emocionantes foi a entrevista com o próprio pai, experiência que ele considera fundamental para preservar a história local. Para o futuro, Cleber planeja a produção de um documentário sobre os pioneiros de Maringá, buscando viabilização por meio de leis de incentivo.

Ao refletir sobre a profissão, Cleber França avalia que o jornalismo não é cruel, mas exige versatilidade, empreendedorismo e paixão. Defensor do jornalismo multimídia, ele deixa como recado aos estudantes de comunicação a importância de dominar diferentes plataformas e não depender de uma única fonte de renda. Se sua trajetória terminasse hoje, afirma que gostaria de ser lembrado como alguém que ajudou a contar histórias, deu voz ao campo e construiu pontes entre o agronegócio e a sociedade.

Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -  Cléber  França

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRegina Daefiol Renata Mastromauro - Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha

Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado - Silvio Rocha -

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho