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domingo, fevereiro 08, 2026

Mostra de Arte Sacra em Maringá- 2004

 

Mostra de Arte Sacra reúne cinco artistas

Cinco artistas maringaenses numa mostra de arte sacra. Até o dia 17 de outubro será possível visitar a exposição com os trabalhos de Carlos Mariucci, Tânia Machado, Hélio Yamamura, Luiz Carlos Bulla Júnior e Jorge Pedro.

Idealizada por Cláudia Michiura, a exposição está no segundo piso do Aspen Park. Panos e cortinas negras com luzes difusas estilizam o clima gótico para visualização dos trabalhos. Começando pelas fotos em P&B de Bulla, reconhecidamente um dos melhores fotógrafos paranaenses. Especialista em detalhes: são mãos, rostos, terços.

Do outro lado da nave, Tânia Machado em seus angelicais traços que dispensam considerações, envolvendo a paisagem com as esculturas flutuantes de Yamamura. Tudo sob uma enorme cruz do tridimensional Jorge Pedro. Faz gerar vida do útero da madeira.

Em torno, a via sacra de Mariucci. Um conjunto de 14 peças em bronze, cobre e ferro que termina no 15º trabalho da via: um altar assinado por Jorge Pedro. A via sacra de Mariucci é um dos seus melhores trabalhos. Recentemente, junto com Yamamura, confeccionou as esculturas do Festival de Cinema de Maringá. Católico fervoroso, ele ainda apresenta taças cerimoniais.

Tal arte contemporânea não esconde influências do barroco mineiro. Fica, no entanto, a vontade de encontrar tais objetos novamente. Quem sabe, uma exposição itinerante pelas igrejas da cidade. A exposição é sacra por iluminação. É reza enquanto luz. Em cruz.

(Marcelo Bulgarelli - O Diário do Norte do Paraná- 2004)



Análise da Reportagem sobre Carlos Mariucci segundo a IA :

A reportagem, apesar de focar em uma exposição coletiva, destaca Carlos Mariucci como uma figura central e estabelece vários aspectos importantes de seu trabalho e perfil como artista.

1. O Artista e sua Obra Central:

O texto identifica imediatamente Mariucci como um dos cinco expositores, mas vai além, dedicando a ele um dos poucos detalhamentos específicos da mostra. Sua Via Sacra é apresentada como a âncora espacial da exposição ("Em torno, a via sacra de Mariucci") e como uma de suas obras-primas ("um dos seus melhores trabalhos"). A descrição do material – "bronze, cobre e ferro" – enfatiza a solidez, a perenidade e o caráter artesanal de sua obra, ligando-a a uma tradição escultórica séria e durável.

2. Técnica e Simbolismo:

A menção aos metais usados por Mariucci não é casual. O bronze e o cobre são materiais nobres na história da escultura, frequentemente associados a obras monumentais e sacras. O ferro introduz um elemento mais rústico e contemporâneo. Essa combinação sugere um artista que domina técnicas tradicionais de fundição e metalurgia, mas que não teme misturar linguagens. O fato de sua via sacra culminar em um altar (de Jorge Pedro) integra sua obra em um contexto ritualístico completo, mostrando que sua arte está a serviço da devoção e não é meramente decorativa.


3. O Artista Devoto:

A reportagem não separa a arte do artista, traçando um elo direto entre sua produção e sua fé pessoal. A caracterização de "Católico fervoroso" é crucial. Ela sugere que sua motivação vai além da expressão estética; é uma expressão de fé. Isso confere autenticidade e profundidade espiritual ao seu trabalho, explicando a escolha temática e a provável intensidade emocional investida nas peças. A referência às "taças cerimoniais" reforça que seu ofício está integrado à vida ritual da Igreja.

4. Contexto e Reconhecimento:

A reportagem o situa no cenário artístico local de duas formas:

Colaboração: Ao mencionar que ele trabalhou recentemente com Yamamura nas esculturas do Festival de Cinema de Maringá, mostra que Mariucci é um artista ativo e valorizado para projetos culturais significativos na cidade, não restrito ao ambiente sacro.

Influências: A observação de que a "arte contemporânea não esconde influências do barroco mineiro" é particularmente pertinente para Mariucci. O Barroco Mineiro é conhecido por sua dramaticidade, emotividade e uso de metais (como o ouro), elementos que podem ser transladados para a linguagem contemporânea de sua via sacra em metal, conectando-o a uma rica tradição artística brasileira.

5. O Elogio Crítico:

A linguagem da reportagem é elogiosa e profundamente sensorial. Frases como "É reza enquanto luz. Em cruz" e a descrição da atmosfera "gótica" criada pela curadoria elevam a exposição a uma experiência quase transcendental. Ao escolher a Via Sacra de Mariucci como um ponto focal dessa experiência, a matéria sugere que sua obra tem o poder de conduzir o espectador a um estado de contemplação e reflexão espiritual.

Conclusão:

A reportagem pinta um retrato de Carlos Mariucci como um artista técnico, profundamente espiritual e integrado à cultura de Maringá. Ele é apresentado não como um artesão isolado, mas como um criador cujo trabalho dialoga com a tradição barroca, serve à comunidade religiosa e participa ativamente do cenário cultural contemporâneo da cidade. Sua obra é caracterizada como séria, autêntica e central para a compreensão da arte sacra produzida na região naquele período.


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