Curiosamente, esta publicação foi póstuma, já que Lovecraft faleceu em 1937. Aqui está uma análise dos elementos presentes:
A arte no topo é assinada por Virgil Finlay, um dos mais famosos ilustradores de ficção científica e horror da era de ouro das revistas pulp.
O Estilo: Note a técnica de pontilhismo e hachuras finas, que cria uma sensação de misticismo e energia.
O Conteúdo: Representa duas formas etéreas e radiantes flutuando no cosmos. Isso ilustra o clímax da história, onde a consciência do protagonista e de uma entidade cósmica se libertam de seus corpos físicos para viajar pelo espaço sideral.
O primeiro parágrafo traz uma das frases mais famosas de Lovecraft sobre a natureza dos sonhos. O autor aproveita para dar uma "alfinetada" em Sigmund Freud:
"...Freud to the contrary with his puerile symbolism..." (Freud, ao contrário, com seu simbolismo pueril...)
Lovecraft discordava da ideia de que sonhos eram apenas reflexos de desejos reprimidos. Para ele (na ficção), os sonhos eram janelas para dimensões vastas, terríveis e majestosas que a mente humana mal consegue compreender.
O texto abaixo do título resume a premissa:
Fala sobre um "pobre montanhês" (Joe Slater), um homem bruto e primitivo que começa a ter visões de uma beleza e complexidade impossíveis para sua mente limitada.
Menciona um "ser supernal de Algol, a Estrela Demônio". Na história, descobre-se que Slater está servindo de "hospedeiro" para uma entidade cósmica que busca vingança contra uma estrela inimiga.
Esta página marca a transição do horror gótico tradicional para o horror cósmico. Em vez de fantasmas ou demônios religiosos, o medo vem do espaço, da ciência e da vastidão do universo.
A frase em destaque — "Nós nos encontraremos novamente, talvez nas névoas brilhantes da Espada de Órion" — encapsula perfeitamente o tom melancólico e grandioso da obra.

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