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terça-feira, agosto 25, 2026

FERNANDA DO BRASIL

transcrição integral da entrevista e matéria assinada por Marcelo Bulgarelli na seção *Diversão (Arte . Cultura . Lazer)* do jornal *O Diário*, publicada em 21 de janeiro de 2001, conforme registrado no arquivo **Captura de tela 20260619 211409.jpg**:

Maringá, Domingo, 21 de janeiro de 2001

# FERNANDA DO BRASIL



Primeira dama do teatro brasileiro e atriz do século, fala do momento político, do teatro, cinema, próximos trabalhos e da recepção em Maringá

*Marcelo Bulgarelli*

*Da equipe de O DIÁRIO*

Maringá recebeu a visita de Arlette Pinheiro Esteves da Silva. Pelo nome, quase ninguém sabe quem é. Mas basta falar no nome artístico de Fernanda Montenegro para notar o peso que a atriz representa para a cultura brasileira. Ela veio a Maringá trazida pelo Teatro Guaíra de Curitiba, com a peça "Dona Rosita, a Solteira", encenada no Teatro Calil Haddad.

A atriz concedeu uma entrevista na Prefeitura de Maringá antes de uma palestra e se mostrou empolgada com o espaço e com o público. Dona de muita personalidade, não se omitiu a polêmicas e respondeu a perguntas até mesmo as mais sofisticadas.

Aos 71 anos de idade, ela esbanja a vitalidade de quem iniciou a carreira na década de 1940 no radioteatro. Na tevê, a atriz participou de grandes sucessos, principalmente comédias.

Abaixo você confere os principais trechos da entrevista em que ela avalia a produção nacional:

**O que a senhora achou da recepção do público maringaense?**

A peça já vinha sendo apresentada pelo Paraná, passando por Londrina e Cascavel. Vínhamos com impressões de que as pessoas queriam mais comédias, mas o público de Maringá nos surpreendeu, mostrando-se muito caloroso e aberto ao texto lírico da peça.

**A senhora foi eleita a atriz do século pela revista Isto É. Como é trabalhar com essa ideia e com quem a senhora gostaria de dividir este prêmio?**

É uma honra que me deixa muito envaidecida. Mas eu divido isso com todo o teatro brasileiro. Com as gerações anteriores e as novas, porque ninguém faz nada sozinho. O prêmio é uma homenagem ao esforço de todos os artistas.

**A senhora já trabalhou com vários diretores de renome. Tem alguém com quem gostaria de trabalhar? Algo que sente que ainda falta realizar?**

Sim. Eu gostaria de trabalhar com as novas gerações que estão surgindo no cinema nacional, que têm ideias muito criativas e propostas novas. O cinema brasileiro está vivendo uma retomada muito rica e gostaria de fazer parte dela.

**Como surgiu essa ideia da peça "Dona Rosita"?**

Eu já vinha estudando esse texto há muito tempo. É um texto de Federico García Lorca que fala sobre o tempo que passa, as ilusões perdidas e a solidão. Senti que era o momento certo de trazê-lo aos palcos.

**O que a senhora tem planejado para os seus próximos trabalhos?**

Temos planos para o cinema e para a televisão. Há alguns projetos de filmes que estão em fase de roteiro e captação de recursos. Na televisão, espero voltar em breve com algum papel marcante.

**A senhora tem uma visão otimista sobre o cinema brasileiro atual?**

Muito otimista. Tivemos momentos difíceis, mas o que se vê hoje é uma produção de muita qualidade técnica e de conteúdo. O cinema brasileiro está conquistando as plateias novamente.

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