Eu que sempre andava com minha "máquina digital revolucionária", retratei. A gente nunca sabe o motivo de um registro. A gente nunca sabe.
O que sabia é que aquela mesa com livros era do Aguinaldo Cavalheiro de Almeida, o Guiga. Locutor da UEM FM, professor e radical em seus princípios.
Não me lembro se algum dia o entrevistei. Sei que a gente conversava. Talvez pelo que ele lia. Pelo que defendia. A gente se gostava em nossos raros encontros.
Nem sabia que anos depois ele foi pra Curitiba. Fiquei ciente disso em maio de 2022, quando foi espancando e morto aos 48 anos, após um assalto. Acho que estava em sua bicicleta. Sim, ele defendia a mobilidade.
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