Diogo Alves (1810–1841) é frequentemente apontado na cultura popular como o primeiro serial killer (assassino em série) de Portugal, embora historiadores apontem que grande parte da sua fama romanesca carece de rigor documental.
Origem e Contexto
Nascido em Samos, na região da Galiza (Espanha), Diogo Alves emigrou jovem para Lisboa em busca de melhores condições de vida, tal como muitos compatriotas da época.
O Mito do Aqueduto das Águas Livres
Ficou célebre no imaginário coletivo português como o "assassino do Aqueduto das Águas Livres".
No entanto, investigações históricas modernas sublinham que a ligação direta de Diogo Alves a dezenas de mortes específicas dentro do aqueduto é difícil de comprovar documentalmente, misturando-se fortemente com o mito urbano e a literatura de época.
Prisão e Execução
O fim da linha para Diogo Alves não ocorreu devido às supostas mortes no aqueduto, mas sim após a formação de uma quadrilha que cometeu assaltos violentos. Ele e o seu grupo foram capturados e levados à justiça após o assassinato brutal de um médico e de toda a sua família na respetiva residência.
Foi condenado à pena de morte por enforcamento, tendo a execução ocorrido a 19 de fevereiro de 1841, no Cais do Tojo, em Lisboa.
A Cabeça Preservada
Um dos aspetos mais macabros e conhecidos associados a Diogo Alves é o destino do seu corpo. Após a execução, a cabeça foi decepada e preservada num frasco com formol para ser estudada por frenólogos e cientistas da época (que tentavam encontrar no formato do crânio explicações biológicas para o comportamento criminoso).
Esta cabeça preservada continua guardada e visível até hoje no Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina de Lisboa, tornando-se um artefato histórico e bizarro que frequentemente desperta curiosidade pública e inspira obras literárias, artísticas e cinematográficas.

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