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sábado, abril 19, 2025

Sharon Tate no Columbia Studios, 1968.

Sharon Tate, em 1968, em fotografias com tema de Páscoa, tiradas para promover The Wrecking Crew. Ela tinha o coelho Steiff, que mais tarde foi visto no quarto de hóspedes de sua casa, em 1969.

Na época em que estas fotos foram tiradas, Tate era uma estrela em ascensão em Hollywood. Ela estava ganhando reconhecimento não apenas por sua beleza e senso de moda, mas também por sua crescente carreira cinematográfica. Em 1965, ela já havia aparecido em pequenos papéis e estava prestes a alcançar a fama, com filmes como "O Vale das Bonecas" (1967) no horizonte.

Este ensaio fotográfico é um dos muitos exemplos de como Sharon Tate personificou o estilo e o espírito do final dos anos 1960 — vanguardista, feminina e de espírito livre. Foi também uma das últimas grandes promoções de estúdio que ela fez antes de sua trágica morte em agosto de 1969.

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sexta-feira, abril 18, 2025

Uma torcida entre a esperança e a saudade

Ser Botafoguense em 1987, dois anos antes da quebra do tabu de campeão carioca, 

Fonte: Jornal do Brasil, 08.11.1987.


Uma torcida entre a esperança e a saudade

Como olhar para o futuro com os olhos do passado*

Cláudio Arreguy  

Supersticioso, nostálgico, esperançoso, precipitado e místico é esse sofredor fiel que deixa o Maracanã desiludido numa quarta-feira, jurando que não voltará, e reaparece no mesmo local no Botafogo com a inconfundível camisa preta e branca e o velho grito na garganta. Um grito de memória curta, esquecimento rápido, mas de paixão eterna: “Fogo.”  

Que ser botafoguense é, antes de tudo, aderir à superstição todos sabem desde os tempos de Carlito Rocha e do cãozinho Biriba. Se não, que outro motivo teria levado a diretoria, após insistentes e desesperados apelos, a voltar atrás na decisão de modificar a manga da camisa tradicional? Ela voltou a ser listada.  

Ser Botafogo é insistir. E julgar sempre que os insucessos terminaram, a má fase passou e os títulos voltarão. Os títulos não voltam, mas a torcida sim. Está lá no jogo seguinte: esperançosa, como se nada de ruim houvesse acontecido. O botafoguense não dá o braço a torcer, ainda tem trunfos para jogar nas discussões de esquina.  

Afinal, não era do Botafogo a base da Seleção Brasileira bicampeã mundial? Coincidência ou não, não é menos verdade que a escassez de títulos do Botafogo é contemporânea da conquista do tricampeonato no México pela Seleção Brasileira. Conquista essa que teve em Jairzinho o principal artilheiro. Jairzinho, camisa 10 do Botafogo.  

As estatísticas registram que a torcida do Botafogo é menor do que as de Flamengo, Vasco e Fluminense. Mas em campo não costuma ser assim. Se o time ganha o jogo anterior, então, leva uma multidão para o Maracanã, nos clássicos de domingo. Num sábado recente, pelo menos 50 mil botafoguenses assistiram à derrota para o Flamengo. Hoje tem o Corinthians. E o Botafogo vem de grande triunfo sobre o Grêmio no Sul.  

Na imprensa tal estatística não existe. Basta lembrar que quase todos os principais colunistas esportivos do Rio são botafoguenses. João Saldanha não só é torcedor como foi técnico campeão estadual de 1957 pelo Botafogo.  

E o botafoguense João é um dos mais ardentes defensores da tese de que o insucesso do Botafogo se liga intimamente ao próprio período sem títulos do futebol brasileiro. Há os que extrapolam e acham que o Botafogo é o reflexo dos tempos da ditadura, a opressão do povo, a carestia.  

“Ser Botafogo é como…” assim começam com frequência as análises sobre o que é ser botafoguense. Até o Corinthians (o preto e branco será coincidência?) entra nas comparações. O Corinthians ficou 23 anos sem um título. E o Botafogo vai entrar no 20º ano. Faltarão mais três?  

Para o botafoguense, não. Ano que vem o jejum termina. Só que esse ano que vem nunca chega. Mas a torcida, esperançosa, não arreda. E se aglomera à primeira vitória. Se é contra o Flamengo, então…  

Esta tarde, nas arquibancadas e gerais do Maracanã, a torcida do Botafogo será mais esperançosa do que nunca. Contra o Corinthians no próprio — ela vai em peso. Se precipitada ou não, só se saberá depois. Mas cada vez mais nostálgica, supersticiosa e mística. Agora, devem pensar os botafoguenses, a coisa vai. Será? Não tem tanta importância. No outro jogo a torcida está lá de novo. Gritando na mesma intensidade: “Fogo!”.  



quinta-feira, abril 17, 2025

A História da Família Maiworm em Petrópolis

Visita  à vinicula Mayworm em 2015

No contexto da colonização germânica em Petrópolis, a família **Maiworm** se destaca não apenas pela contribuição agrícola, mas também por seu papel na assistência médica comunitária no século XIX.  

Origem e Estabelecimento

- O colono Peter Maiworm chegou a Petrópolis em 29 de junho de 1845 acompanhado da esposa e cinco filhos, integrando o grupo de 26 famílias germânicas que ocuparam o "Quarteirão Westfália"** (atual Avenida Barão do Rio Branco).  

- Seu filho mais velho, **Johann Maiworm**, juntou-se a eles em **1855**, estabelecendo-se nas terras da família.  

Peter Maiworm: O Enfermeiro da Colônia

- Além de agricultor, Peter era **enfermeiro diplomado**, conhecido por tratar os colonos e moradores locais com **ervas medicinais** cultivadas em suas terras.  

- Atendia **gratuitamente** até mesmo quem não podia se locometer, incluindo um funcionário da **Casa Imperial**.  

- Sua dedicação chamou a atenção de D. Pedro II que lhe ofereceu como recompensa a escolha entre dois terrenos: um na Rua do Imperador (atual Casa D’Angelo) e outro no **Alto do Quarteirão Brasileiro**. Peter optou pelo segundo.  

O Legado da Família*

- Em 1869 seu quinto filho, Franz Maiworm, construiu uma casa na parte montanhosa do quarteirão, que **permanece de pé até hoje**, testemunhando a história da família.  

- A propriedade reflete o estilo de vida dos colonos alemães, combinando agricultura, medicina natural e integração com a comunidade.  

Importância Histórica

A trajetória dos Maiworm ilustra:  

1. O*espírito comunitário dos imigrantes alemães, que transformaram Petrópolis em um polo de desenvolvimento.  

2. A relação próxima entre colonos e a Coroa evidenciada pela admiração de D. Pedro II.  

3. O sincretismo cultural, unindo conhecimentos médicos europeus e práticas locais.  



quarta-feira, abril 16, 2025

Sidney Miller: O Legado Reencontrado


Por Mauro Dias – 19/09/2000

sidney miller. macalé, marcos valle, torquato neto, caetano,


No início de 1980, Sidney Miller planejava um show ao lado do violonista Maurício Tapajós. Com um repertório de músicas inéditas, entregou uma fita demo ao MPB-4, grupo que popularizara sua composição mais célebre: *"Pois É, Pra Quê?"*, um retrato cru do desalento. Miltinho, violonista do quarteto, guardou a fita após ouvi-la.  

Em 16 de julho daquele ano, Sidney morreu aos 35 anos. Oficialmente, de câncer. O silêncio sobre suas últimas horas — saiu da Funarte após o expediente e não voltou — deixou margem para especulações sobre um gesto extremo. A fita caiu no esquecimento.  

**Duas décadas depois**, a compositora Cristina Saraiva, devota de sua obra, idealizou um tributo. O projeto inicial, um CD com participações de Chico Buarque, Elba Ramalho e Quarteto em Cy, transformou-se em algo maior quando Miltinho ressuscitou a fita perdida: cinco músicas inéditas, incluindo *"Soneto sobre Valsa"*, variação de *"Paisagem sobre a Valsa"* (gravada postumamente por Alaíde Costa). O disco duplo, agora em busca de patrocínio via Lei Rouanet, promete revelar essas preciosidades.  

**Um artista à frente do tempo**  

Nascido no Rio em 1945, Sidney estreou nos festivais da década de 1960 com letras que mesclavam lirismo e crítica social. Em 1967, venceu o Festival da TV Record com *"A Estrada e o Violeiro"* (dividindo o palco com Nara Leão), superando concorrentes como *"Roda Viva"* (Chico) e *"Alegria, Alegria"* (Caetano). Nara, sua grande mentora, gravou cinco de suas composições em um único LP em 1966 — feito raro para a época.  

**Ironias do destino**  

A Funarte, onde Sidney trabalhou, hoje abriga uma sala com seu nome, mas recusou-se a apoiar o projeto de Cristina. A instituição, fechada por Collor nos anos 1990, parece ecoar o descaso histórico com sua memória. Enquanto isso, as músicas resgatadas revelam um Sidney ainda mais profundo: *"Pede Passagem"*, escolhida por Chico, é um samba sobre frustrações que diz: *"Quem não soube o que é ter alegria na vida / Tem toda a avenida pra ser muito feliz"*.  

 tributo necessário**  

Cristina Saraiva, que descobriu Sidney através dos dois únicos discos que ele lançou em vida, encara o projeto como missão. As gravações inéditas, somadas a releituras de clássicos, podem finalmente dar a Sidney Miller o lugar que merece na MPB — não como "o Chico que não vingou", mas como um dos poetas mais originais de sua geração.  

*"Sidney era um pessimista alegre. Suas músicas doíam, mas tinham um humor que só os grandes sabem ter"* — Hermínio Bello de Carvalho, produtor do disco póstumo da Funarte.

terça-feira, abril 15, 2025

TÍTULOS CÉLEBRES DO JORNALISMO BRASILEIRO



"NADA DE NOVO NO CASO DA MOÇA ESTRANGULADA"

(Correio Popular — Campinas, 1965)


"DIVERSAS COMPETIÇÕES DERAM PROSSEGUIMENTO À OLIMPIADA"

(Estado da Bahia — Salvador, 1965)


"SUGESTÃO DE PINTO NÃO SEDUZ IVETE"

(Diário Caríoca — Rio, 1965 — Sobre a repercussão em Ivete Vargas de um pronunciamento de Carvalho Pinto)


"CARDEAL CAI NO CONTO DO VIGÁRIO"

(Jornal do Brasil — Rio, 1965)


"HO REAFIRMA SUA CONHECIDA POSIÇÃO"

(O Estado de S. Paulo — São Paulo, 1968 — Sobre entrevista de Ho Chi Minh)


"CONSELHO À DONA-DE-CASA: EVITE A TENTAÇÃO DA CARNE"

(Diário Caríoca — Rio, 1965 — Sobre os altos preços da carne)


"MATOU A MÃE SEM MOTIVO JUSTO"

(Do folclore)

segunda-feira, abril 14, 2025

A Múmia de Ouro do Museu Nacional

 As múmias do Museu Nacional do Rio de Janeiro, incluindo a famosa princesa egípcia Kherima (ou Kerima), foram vítimas do incêndio que destruiu o museu em 2 de setembro de 2018. O fogo, que consumiu grande parte do acervo de 20 milhões de itens, atingiu também as múmias e artefatos egípcios da coleção, uma das mais importantes da América Latina.

Abaixo, a síntese curiosa matéria publicada numa edição da revista Planeta em novembro de 1975



**A Múmia de Ouro do Museu Nacional: Mistérios e Fenômenos Paranormais**  

A múmia egípcia conhecida como **"Múmia de Mulher"** ou **"Princesa Kherima"** (antes do incêndio de 2018 no Museu Nacional) foi protagonista de uma série de fenômenos inexplicáveis que intrigaram pesquisadores e visitantes por décadas. Relatos de transes, visões e sensações físicas intensas cercavam seu sarcófago, tornando-a uma das peças mais enigmáticas do acervo.  

### **A Origem da Múmia**  

- A múmia chegou ao Brasil em **1826**, trazida pelo comerciante italiano **Nicola Fiengo**. Ele pretendia levá-la para Buenos Aires, mas, devido à guerra no Uruguai, desembarcou no Rio e leiloou sua coleção de artefatos egípcios.  

- **Dom Pedro I** adquiriu as peças, que foram incorporadas ao Museu Nacional. A múmia, no entanto, só ganhou notoriedade nos anos 1950, quando o **professor Victor Staviarski** iniciou pesquisas parapsicológicas com ela.  



### **Fenômenos Paranormais**  

1. **Transes e Visões**  

   - Pessoas que tocavam a múmia relatavam entrar em **estados alterados de consciência**, com visões de paisagens egípcias, cerimônias religiosas ou a própria princesa Kherima (descrita como uma jovem de cabelos negros e túnica branca).  

   - O fotógrafo **Lamberto Scipioni**, durante uma reportagem, entrou em transe por 10 minutos após se aproximar da múmia.  


2. **Sensações Físicas**  

   - Visitantes sentiam **choques elétricos**, **mãos frias**, **aceleração cardíaca** e até **excitação sexual**. Algumas mulheres relatavam o início repentino do ciclo menstrual após o contato.  

   - Uma professora carioca descreveu sentir-se "transportada" para um templo egípcio, onde testemunhou um julgamento envolvendo a princesa.  

3. **Odores e Luzes**  

   - Muitos afirmavam sentir **cheiro de rosas ou incenso** ao redor da múmia, mesmo sem fontes visíveis. Alguns viam uma **luz dourada** envolvendo o sarcófago.  

### **A Lenda da Princesa Kherima**  

Nos anos 1950, o jornalista **Ewerton Ralph** (envolvido com sociedades esotéricas) obteve um fragmento das faixas da múmia e o levou a uma médium. Em transe, ela revelou que a múmia seria **Kherima**, uma princesa egípcia assassinada a punhaladas por um cortesão ciumento. Ralph viajou ao Egito com ajuda do rei Faruk e escreveu o livro *O Segredo da Múmia* (1959), alimentando o mito.  

### **O Fim das Pesquisas**  

- O Museu Nacional **interrompeu os estudos** de Staviarski nos anos 1970, temendo que a múmia virasse objeto de culto.  

- Apesar disso, relatos espontâneos de fenômenos continuaram até o incêndio de 2018, que destruiu grande parte do acervo.  

Especulações incluem:  

- **Carga emocional**: A possível morte violenta de Kherima teria deixado uma "marca energética".  

- **Composição química**: Resinas e óleos usados na mumificação poderiam afetar sensíveis.  

- **Efeito placebo**: Sugestão coletiva alimentada pelas histórias em torno da peça.  

**Curiosidade:** Em 2019, o Museu Nacional recebeu a doação de uma nova múmia egípcia, **"Iset-Nofret"**, mas nenhum fenômeno paranormal foi associado a ela.  


domingo, abril 13, 2025

Polícia busca assombrações que apedrejam casas em SP



SÃO PAULO (O GLOBO) — Três casas na rua Fábia, Zona Oeste de São Paulo, vêm sendo apedrejadas há algum tempo, sem que ninguém saiba como nem por quem. O fato repetiu-se ontem na presença de policiais, quebrando os vidros da porta de uma das casas e ferindo uma moradora, Marta Maria Rimonato.  

O 3º sargento Carlos Penco e os dois soldados da PM que presenciaram a cena, e que servem no 7º Distrito Policial, registraram a ocorrência como “acontecimento paranormal”. Os forros e telhados das casas vizinhas foram investigados mas nada foi encontrado. Marta Maria alugou a residência há apenas 20 dias, mas decidiu mudar-se o mais rapidamente possível.  

---O Globo, 19 de Agosto de 1980.


O artigo apresenta um relato intrigante, mas carece de informações detalhadas ou conclusivas sobre as causas dos apedrejamentos. A abordagem sensacionalista e a falta de explicações concretas deixam espaço para interpretações variadas, desde fenômenos inexplicáveis até ações humanas não identificadas. O caso serve como um exemplo de como eventos incomuns podem ser narrados de maneira a alimentar o imaginário popular e o folclore urbano.

sábado, abril 12, 2025

O Anjinho de Petrópolis-

 Publicado em Tribuna de Petrópolis 


**O Anjinho de Petrópolis: A Tocante História de um Santo Milagreiro**  

No Cemitério Municipal de Petrópolis, a sepultura 685 chama a atenção pelos inúmeros brinquedos e flores que a adornam. Ali repousa Francisco José Alves Souto Filho, um bebê de apenas três meses, neto do Visconde de Souto (amigo próximo de D. Pedro II), que faleceu em 9 de abril de 1872. Com o tempo, o túmulo — marcado por uma estátua de anjo — tornou-se local de devoção popular, ganhando o carinhoso apelido de "Anjinho de Petrópolis".  

**A Origem da Devoção**  

A fama de milagreiro surgiu décadas após sua morte, quando um funcionário do cemitério, conhecido como "o baiano", pediu a cura para uma úlcera e atribuiu a melhora à intercessão do anjinho. Em agradecimento, deixou um brinquedo no túmulo e espalhou a história. Desde então, fiéis passaram a depositar brinquedos, especialmente no Dia das Crianças e Finados, como forma de pedidos ou gratidão por graças alcançadas.  

**O Mistério da História Familiar**  

A vida do Anjinho é envolta em curiosidades:  

- Contradição nos Registros: A lápide indica que sua mãe era Maria Luiza de França e Silva, primeira esposa de seu pai, Francisco José Alves Souto. Porém, documentos históricos sugerem que o casal não teria tido filhos. O bebê pode ter sido fruto de um relacionamento não oficializado ou de um casamento breve.  

- Esquecimento pela Família: Em 2014, um sobrinho-neto do Anjinho, Francisco Souto Neto, descobriu acidentalmente a existência do túmulo durante pesquisas sobre o Visconde de Souto. A família ignorava completamente a criança, cuja memória se perdeu no tempo.  

**A Jornada de Redescoberta**  

Francisco Souto Neto e sua prima Lúcia Helena Souto Martini dedicaram anos a reconstruir a árvore genealógica da família. Surpresos com a descoberta, planejaram visitar o túmulo para homenagear o parente desconhecido que, ironicamente, tornou-se uma figura de fé para tantos.  

**Fé e Folclore**  

A devoção ao Anjinho reflete a cultura popular brasileira, onde figuras infantis (como o "Menino Jesus de Praga" ou o "Anjo de Catas Altas") são associadas a milagres e proteção. A história também ecoa tragédias do século XIX, quando a alta mortalidade infantil era comum, e túmulos de crianças muitas vezes viraram símbolos de esperança.  


sexta-feira, abril 11, 2025

iLUSTRES FANTASMAS DE PETRÓPOLIS - JORNAL CULTURARTE MAIO 1994

Texto de Marcelo Bulgarelli

**Casos de Assombração em Petrópolis: Fantasmas da Cidade Imperial**  

Petrópolis, conhecida por seu clima serrano e arquitetura histórica, também guarda inúmeras histórias de assombrações que povoam o imaginário local. Desde casarões misteriosos até encontros sobrenaturais nas estradas, os relatos misturam humor, mistério e um toque de terror.  

### **1. A Mansão da Rua Ipiranga 716**  
Construída em 1884, esta mansão assimétrica, com 11 quartos e cinco salões, é famosa por suas aparições. A última moradora, Maria Elisa Tavares Guerra, uma solteirona que adorava passear nos jardins, teria deixado sua marca: testemunhas juram ver uma "velhinha" abrindo e fechando janelas, mesmo com a casa vazia. O caseiro atual até brinca que sua esposa não gostou de ser confundida com o fantasma!  

### **2. O Fantasma da Rodovia Washington Luís**  
Um caminhoneiro teria dado carona a uma jovem misteriosa perto do antigo posto de gasolina do Belvedere. Ao pararem num motel, ela desapareceu no banho. Assustado, o motorista ligou para o número que ela deixou e ouviu da irmã da moça: *"Ela morreu há três anos num acidente aqui no Belvedere!"*  

### **3. O Riverside Park Hotel e Sua Noivinha**  
Antes da reforma, este hotel era famoso por suas assombrações. Uma "noivinha" simpática aparecia perto da piscina, chamando hóspedes e funcionários. Outros fenômenos incluíam um relógio com ponteiros invertidos e sons inexplicáveis na lareira.  

### **4. Fantasmas Trabalhadores**  
Alguns espíritos parecem não aceitar a aposentadoria eterna:  
- Em Petrópolis, serras elétricas ligam sozinhas, pianos tocam sem músicos e até sessões na câmara municipal teriam "quorum fantasma".  
- Na rua Mosela, um morador (que prefere não se identificar) jura ver um vulto com chifres na cozinha. Seria Belzebu ? 

### **5. O Vovô Brincalhão do Carangola**  
Numa casa construída por um inglês falecido nos anos 1960, a família ainda sente sua presença: livros caem, janelas se abrem sozinhas e objetos somem. As netas, longe de terem medo, acham graça nas travessuras do "Gasparzinho" da família.  

### **6. O "Ressuscitado" do Cemitério Municipal**  
Nos anos 1960, um homem dado como morto acordou no caixão na funerária do Hospital Santa Teresa. Ao perguntar *"Onde é que estou?"*, o vigia fugiu em pânico. O "ressuscitado" voltou para casa, mas sua esposa, ao vê-lo, desmaiou — afinal, seu enterro já estava marcado para o dia seguinte!  

### **7. Casas com Desconto... e Hóspedes Invisíveis**  
Um casarão na rua Raul de Leoni está sempre à venda por um preço suspeitamente baixo. Ex-moradores relatam portas que batem sozinhas e ruídos noturnos. Como diz o artigo: *"Quem vai querer comprar uma casa e dividir a cama com almas penadas?"*  

 O Charme Macabro de Petrópolis
Seja por brincadeira do além ou histórias mal contadas, esses relatos mostram como o sobrenatural se mistura ao cotidiano da cidade. Como escreveu Mário Quintana, *"casas novas não têm sótãos nem porões"* — e talvez seja justamente nesses cantos antigos que os fantasmas preferem morar.  


quinta-feira, abril 10, 2025

Fantasmas de Rio de Janeiro e Petrópolis - Revista Domingo - Jornal do Brasil - Anos 1980


Casos de Assombração no Rio de Janeiro e Petrópolis

Os relatos de aparições fantasmagóricas em diferentes locais do Rio de Janeiro e Petrópolis revelam um lado misterioso dessas cidades, onde histórias de fantasmas se misturam ao cotidiano.  

1. Petrópolis: A Casa Mal-Assombrada da Avenida Ipiranga 

Na avenida Ipiranga 716, em Petrópolis, uma casa construída em 1884 é conhecida como "a casa mal-assombrada". Muitos afirmam ter visto uma velhinha abrindo e fechando as janelas, mesmo com a casa desocupada. Acredita-se que se trate de Maria Elisa Tavares Guerra, a última moradora, uma solteirona que faleceu em 1982 e gostava de passear nos jardins.  

2. O Fantasma do Riverside Park Hotel

Comparado ao Overlook Hotel, de *O Iluminado*, o Riverside Park Hotel em Petrópolis também tem suas assombrações. Diferente do terror de Stephen King, porém, o hotel abriga uma "noivinha simpática" que aparece sem causar medo, apenas observando os hóspedes.  

3. A Cantora e Seu Público Fantasma

Magali Mussi, uma cantora paulista que se mudou para o Rio, relata conviver diariamente com uma aparição feminina. A figura, que ela chama carinhosamente de "fantasminha da casa", aparece durante seus ensaios e parece gostar especialmente da música *A Maravilhosa Viúva de Dezoito Anos*, de John Cage. Magali não sente medo, mas sim uma estranha companhia.  

4. O Fantasma Brincalhão de Carangola 

Na casa da família Burrowes, no bairro de Carangola, o falecido Ernest Francis Burrowes, que imigrou da Inglaterra e construiu a residência em 1941, parece continuar presente. Ele mexe em quadros, esconde objetos, joga livros no chão e até interage com os netos, que não sentem medo, mas sim diversão com as travessuras do "vovô fantasma".  

5. Mistérios no Pavilhão Mourisco e Outros Locais 

- No teleférico do Pavão-Pavãozinho, testemunhas já viram o veículo subir sozinho, sem condutor, durante a noite.  

- Na Biblioteca da Fundação Oswaldo Cruz, livros são folheados por mãos invisíveis, e funcionários relatam aparições de um antigo pesquisador que ainda parece consultar seus registros.  

- No castelo de Brás de Pina, uma construção abandonada que seria um antigo cassino clandestino, o suposto fantasma do proprietário, Mário Lessa, assusta possíveis compradores.  

Conclusão 

Seja por lendas urbanas, histeria coletiva ou algo além da explicação racional, essas histórias mostram como o sobrenatural se integra à vida das cidades. Enquanto alguns moradores convivem tranquilamente com seus "inquilinos invisíveis", outros ainda se assustam com os mistérios que permeiam ruas, casas e edifícios antigos. O Rio e Petrópolis, com sua rica história, continuam a alimentar narrativas que desafiam a lógica e despertam a curiosidade sobre o que pode existir além do mundo visível.

quarta-feira, abril 09, 2025

Assombrações em São Paulo: O Mistério das Aparições em Perdizes (1936)


 **Assombrações em São Paulo: O Mistério das Aparições em Perdizes (1936)**  

Na edição de 24 de junho de 1936, o jornal Correio de SPaulo trouxe um relato intrigante sobre fenômenos sobrenaturais no bairro de Perdizes, em São Paulo. De acordo com a publicação, moradores e guardas noturnos relataram aparições de figuras fantasmagóricas vestidas de branco que assombravam as ruas durante a noite.  

Vários testemunhos descreveram gritos e gemidos misteriosos ecoando na escuridão, acompanhados por visões de supostas "almas penadas". O caso ganhou destaque quando um guarda noturno, em estado de choque, disparou dois tiros contra uma dessas aparições, sem aparente efeito. O jornal questionava se o guarda teria realmente visto algo sobrenatural ou se fora vítima de uma ilusão noturna.  

Contexto da Época  

Na década de 1930, o bairro de Perdizes ainda mantinha características rurais, com áreas pouco iluminadas e ruas desertas à noite - cenário propício para o surgimento de lendas urbanas. Os guardas noturnos, figuras importantes na segurança pública da época, frequentemente se tornavam personagens centrais dessas histórias de terror.  

*Possíveis Explicações

Especialistas sugerem três hipóteses para os eventos:  

1. Caso de histeria coletiva, comum em comunidades assustadas  

2. Fenômenos naturais, como sons de animais ou efeitos do vento  

3. Possível fraude, com alguém se vestindo de fantasma para assustar a população  


Esse episódio reflete bem o imaginário popular da São Paulo dos anos 1930, onde histórias de assombrações eram comuns. A narrativa se conecta com outras lendas paulistanas que persistem até hoje, como a famosa "Mulher de Branco" da Avenida Angélica.  

Embora nunca tenha sido comprovada a natureza sobrenatural dos eventos, o caso permanece como um registro curioso do folclore urbano de São Paulo, mostrando como o medo do desconhecido sempre fez parte da história da cidade.  

Curiosidade

O artigo original menciona que vários guardas noturnos teriam sido "agredidos pelos segredores", expressão da época para designar supostas interações com entidades espirituais. Essa terminologia revela como o vocabulário sobre fenômenos paranormais evoluiu ao longo das décadas.

terça-feira, abril 08, 2025

UFO DISCO VOADOR JB 31.01.84

Os Perigos e Benefícios dos Fenômenos Extraterrestres: Um Alerta de James Hurtak  

Em 1984, o cientista norte-americano James Hurtak, consultor da NASA e especialista em ufologia, realizou uma série de palestras no Brasil durante o **Congresso Internacional Rensacer  no Senado Federal. Sua mensagem principal: nem todos os extraterrestres são benevolentes, e a humanidade precisa aprender a distinguir entre inteligências positivas e negativas.  

   - Hurtak apresentou evidências de que certos OVNIs estão ligados a eventos violentos. Entre 1971 e 1979, o FBI documentou milhares de mutilações de animais (com órgãos removidos cirurgicamente) em regiões onde OVNIs foram avistados.  

 Na Suíça (1979-1981), uma entidade feminina chamada "Semianza"** teria aterrissado **145 vezes**, influenciando pessoas a cometer atos de violência, incluindo uma revolta estudantil em Zurique em 1981.  

Contatos Imediatos: Dos 1º ao 5º Grau*

   - **1º e 2º grau:** Avistamentos de OVNIs ou seres à distância, sem interação direta.  

   - **3º grau:** Comunicação próxima, mas ETs negativos podem causar medo instantâneo, ter aparência disforme e emitir odores desagradáveis.  

   - **4º e 5º grau:** Interações profundas. Contatos negativos podem levar a abduções, enquanto os positivos trazem sensação de **energização cósmica** e elevação espiritual.  

3. **Os "UTs" (Ultraterrestres Benéficos)**  

   - Hurtak descreveu os **UTs** como seres altamente evoluídos que se locomovem em **veículos de luz** (Merkabah). Eles estariam preparando a Terra para uma **transição geofísica e energética**.  

### **A Reação da Plateia**  

A audiência, composta majoritariamente por **parapsicólogos, espiritualistas e ufólogos**, recebeu as informações com misto de fascínio e ceticismo. Muitos se surpreenderam mais com as **medições astrais e mantras** propostos por Hurtak do que com os dados científicos.  

### **O Contexto Científico e Esotérico**  

Hurtak, que se autodenomina **"cientista esotérico"**, defendeu a união entre **ciência tradicional e parafísica** para entender os fenômenos extraterrestres. Ele também convidou o governo brasileiro para um **congresso sobre energia renovável** na Califórnia, destacando a importância do Brasil no cenário global.  

### **Conclusão: Um Alerta ou Teoria da Conspiração?**  

Enquanto alguns veem Hurtak como um **visionário**, outros questionam suas afirmações pela falta de provas concretas. Seu discurso, no entanto, reflete um debate ainda atual:  

- **Os OVNIs são aliados ou uma ameaça?**  

- **Como distinguir entre contatos reais e ilusões?**  

Independente da veracidade, suas palestras marcaram a ufologia brasileira, mostrando que o fenômeno extraterrestre vai muito além de simples avistamentos — pode envolver **mistérios cósmicos, manipulação mental e até transformações planetárias**.  

**Pergunta que fica:** Se ETs negativos realmente existem, como a humanidade poderia se proteger? Hurtak sugere **desenvolvimento espiritual e científico** como única saída.

um suposto sequestro por extraterrestres

 Anúncio do Filme "The UFO Incident" (1975) 



Em 1975, a história real de um suposto sequestro por extraterrestres ganhou as telas da TV americana com o filme *The UFO Incident*, um drama baseado no controverso caso de Betty e Barney Hill. O casal afirmou ter sido abduzido por um OVNI em 1961, em New Hampshire, tornando-se o primeiro caso de abdução alienígena amplamente divulgado nos EUA.  

 O longa-metragem (para TV) reconstitui a experiência traumática do casal Hill, que, durante uma viagem noturna, teria sido levado a bordo de uma nave espacial por seres não humanos. O filme explora os exames médicos a que foram submetidos e as sessões de hipnose que revelaram detalhes supostamente reprimidos da experiência.  

 Estrelado por James Earl Jones (como Barney Hill) e Estelle Parsons (como Betty Hill), o projeto trouxe credibilidade ao relato, mesclando drama psicológico com elementos de ficção científica.  

- A transmissão do filme pela NBC popularizou o caso Hills, consolidando o arquétipo da "abdução alienígena" na cultura pop — incluindo exames médicos forçados, amnésia pós-evento e seres de olhos grandes.  

Contexto do Caso Real:

- Betty e Barney Hill relataram luzes estranhas perseguindo seu carro em setembro de 1961. Sob hipnose (em 1964), descreveram seres cinzentos, salas circulares e um "mapa estelar" que Betty reproduziu posteriormente.  

- O caso foi inicialmente tratado com ceticismo, mas ganhou atenção após a publicação do livro *The Interrupted Journey* (1966) e a divulgação das fitas de hipnose.  


*The UFO Incident* ajudou a normalizar narrativas de abdução, inspirando filmes como *Close Encounters of the Third Kind* (1977) e *Fire in the Sky* (1993). O filme também levantou questões sobre memória traumática e a fronteira entre realidade e imaginação — debates que persistem na ufologia até hoje.  


**Curiosidade:** Apesar das críticas de cientistas, o caso Hills permanece um marco na história dos OVNIs, mostrando como o medo do desconhecido pode se transformar em fenômeno cultural.

segunda-feira, abril 07, 2025

Ufo Folha de S.P. 26 de janeiro de 1976


 Avistamento de OVNIs em Clovis, Novo México (1947)

Um evento extraordinário mobilizou a cidade de Clovis, Novo México, quando múltiplas testemunhas, incluindo autoridades e civis, relataram a aparição de objetos voadores não identificados. O caso, ocorrido em julho de 1947 (período marcado por uma onda de avistamentos globais de "discos voadores"), foi documentado pelo *Clovis News Journal* e registrado por dezenas de pessoas.  

Detalhes do Avistamento:  

 Forma e Comportamento: Os objetos, descritos como estruturas alongadas semelhantes a "charutos" ou "salchichas", possuíam discos negros em suas extremidades. Voavam em formação e emitiam luzes intermitentes brancas e alaranjadas.  

- Testemunhas Chave:

- Willie Ronquillo xerife de Texico, inicialmente cético, perseguiu um dos objetos em seu carro após avistá-lo pessoalmente. O OVNI subiu cerca de 300 metros e desapareceu em alta velocidade.  

  -*Scott Prüscer, repórter do *Clovis News Journal*, observou os objetos com um telescópio, acompanhado por 10 policiais.  

- Reação Pública: Centenas de cidadãos ligaram para autoridades relatando o fenômeno, causando comoção na região.  

Contexto Histórico:

O incidente ocorreu semanas após o famoso caso de Roswell (também no Novo México) e durante a primeira grande onda ufológica global. A descrição dos objetos como "charutos" era comum na época, assim como relatos de luzes intermitentes e movimentos erráticos.  


- Explicações Possíveis: Embora algumas testemunhas sugerissem miragens, a consistência dos relatos (incluindo de autoridades) e a formação dos objetos desafiavam explicações convencionais.  

Legado: Casos como o de Clovis contribuíram para consolidar o interesse público por OVNIs, alimentando debates sobre fenômenos aéreos desconhecidos e possíveis origens extraterrestres.  

Este avistamento permanece como um dos muitos mistérios não resolvidos da era dourada dos OVNIs, destacando a interseção entre relatos credíveis, psicologia coletiva e a busca por respostas além do terrestre.

sábado, abril 05, 2025

cubo magico 11 agosto 1981 - jornal do Brasil





O artigo de 11 de agosto de 1981, publicado no Jornal do Brasil, relata o fenômeno do Cubo Mágico (Rubik's Cube) no Brasil, destacando dois jovens estudantes que se tornaram especialistas em resolver o quebra-cabeça em tempo recorde. O texto apresenta os seguintes aspectos principais:

O primeiro ponto abordado são as demonstrações realizadas nas lojas. A rede Mesbla, no Grande Rio, contratou os estudantes paulistas Paulo Alves de Oliveira, de 16 anos, e Oto Marques da Silva Filho, de 17 anos, para mostrar ao público como montar o Cubo Mágico em menos de 1 minuto. Durante uma apresentação na Rua do Passeio, Paulo conseguiu resolver o cubo em 45 segundos, seu recorde pessoal, enquanto interagia com o público.

O artigo também descreve os métodos desenvolvidos pelos jovens e suas ambições. Paulo criou sua própria técnica após meses de estudo, numerando cada face do cubo e registrando os movimentos para evitar erros. Seu objetivo era alcançar 30 segundos, tempo que ele considerava o recorde mundial na época, embora não citasse a fonte dessa informação. Ambos planejavam comercializar seus métodos, mesmo já existindo manuais disponíveis no mercado.

A dificuldade do cubo e o fascínio que exercia são outros aspectos abordados. Paulo revelou que quase repetiu de ano devido ao tempo dedicado ao cubo, que ganhou antes do produto ser lançado no Brasil, trazido do exterior por um parente. O texto destaca que o Cubo Mágico oferece bilhões de combinações, representando um desafio mesmo para os mais persistentes.

O artigo informa ainda sobre a agenda de apresentações nas lojas da Mesbla. As demonstrações ocorreriam em diferentes locais: no Rio de Janeiro (Passeio às quartas e sextas, Méier na quarta, Tijuca às quintas e sábados); em Niterói (sextas e sábados de manhã); e no Rio Sul (quintas e sábados à tarde).

No contexto histórico, o texto menciona que o Cubo Mágico foi criado em 1974 pelo húngaro Ernő Rubik e se tornou um fenômeno global nos anos 1980, desafiando milhões de pessoas. Enquanto em 2023 o recorde mundial é de 3.47 segundos, na época resolver o cubo em menos de 1 minuto já era considerado impressionante. O artigo retrata o espírito competitivo e a criatividade dos jovens para dominar um objeto que simbolizava lógica, paciência e genialidade.

sexta-feira, abril 04, 2025

OVNI UFO O Globo, 16 de Julho de 1947,

 

O artigo de 16 de julho de 1947, publicado no jornal O Globo, relata um avistamento de objetos voadores não identificados na cidade de Biarritz, na França. De acordo com habitantes locais, dois "discos" ou "pires" voadores foram observados no céu, embora estivessem muito altos para serem claramente identificados. Os objetos desprendiam uma leve fumaça enquanto sobrevoavam o oceano.  

Testemunhas afirmaram que um dos discos teria caído em território espanhol, provocando uma forte explosão. O relato, transmitido pela agência de notícias AFP, descreve os objetos como "misteriosos passeantes do espaço", reforçando o clima de curiosidade e mistério que cercava os primeiros relatos de OVNIs na época.  

Este caso ocorreu no mesmo ano do famoso incidente de Roswell, nos Estados Unidos (julho de 1947), marcando o início de uma onda de avistamentos que se espalhou pelo mundo. O artigo não apresenta explicações oficiais, deixando o evento no campo do desconhecido e alimentando especulações sobre a natureza desses fenômenos.  

- O termo "disco voador" havia sido cunhado semanas antes, após o piloto Kenneth Arnold relatar objetos em forma de prato nos EUA (24 de junho de 1947).  

- A falta de registros concretos (fotos ou destroços) e o tom sensacionalista eram comuns nas reportagens da época, refletindo a fascinação popular pelo tema.  

O caso de Biarritz permanece como um exemplo intrigante dos primeiros relatos ufológicos, misturando observações reais, exageros e a imaginação coletiva do pós-guerra.

- Todas elas juntas num só ser - Lenine



Não canto mais Babete nem Domingas

Nem Xica nem Tereza de Ben Jor

Nem Drão nem Flora do baiano Gil

Nem Ana, nem Luiza do maior

Já não homenageio Januária

Joana, Ana, Bárbara de Chico

Nem Yoko, a nipônica de Lennon

Nem a cabocla de Tinoco e de Tonico

Nem a tigresa nem a Vera Gata

Nem a branquinha de Caetano

Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga

Rosinha do sertão pernambucano

Nem Risoflora, a flor de Chico Science

Nenhuma continua nos meus planos

Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett

Nem Anna Júlia do Los Hermanos

Só você, hoje eu canto só você

Só você, que eu quero, porque quero

Por querer

Não canto de Melô Pérola Negra

De Brown e Herbert, nem uma brasileira

De Ari, nem a baiana nem Maria

Nem a Iaiá também, nem minha faceira

De Dorival, nem Dora nem Marina

Nem a morena de Itapoã

Divina garota de Ipanema

Nem Iracema de Adoniran

De Jackson do Pandeiro nem Cremilda

De Michael Jackson nem a Billie Jean

De Jimi Hendrix nem a doce Angel

Nem Ângela nem Lígia, de Jobim

Nem Lia, Lily Braun, nem Beatriz

Das doze deusas de Edu e Chico

Até das trinta Leilas de Donato

E da Layla, de Clapton, eu abdico

Só você, canto e toco só você

Só você que nem você ninguém mais pode haver

Nem a namoradinha de um amigo

E nem a amada amante de Roberto

E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul

Nem Isabel, Bebel, de João Gilberto

Nem B.B., La femme de Serge Gainsbourg

Nem de Totó na Malafemmena

Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho

Nem a mulata mulatinha de Lalá

E nem a carioca de Vinícius

E nem a tropicana de Alceu

E nem a escurinha de Geraldo

E nem a pastorinha de Noel

E nem a namorada de Carlinhos

E nem a superstar do Tremendão

E nem a malaguenha de Lecuona

E nem a popozuda do Tigrão

Só você, hoje elejo e elogio só você

Só você, que nem você não há nem quem nem quê

De Haroldo Lobo com Wilson Batista

De Mário Lago e Ataulfo Alves

Não canto nem Emília nem Amélia

Nenhuma tem meus “vivas” e meus “salves”!

E nem Angie, do stone Mick Jagger

E nem Roxanne, de Sting, do Police

E nem a mina do mamona Dinho

E nem as mina pá do mano Xis!

Loira de Hervê, Loira do É O Tchan

Lôra de Gabriel, o Pensador

Laura de Mercer, Laura de Braguinha

Laura de Daniel, o trovador

Ana do Rei e Ana de Djavan

Ana do outro Rei, o do Baião

Nenhuma delas hoje cantarei

Só outra reina no meu coração

Só você, rainha aqui é só você

Só você a musa dentre as musas de A a Z

Se um dia me surgisse uma moça dessas

Que com seus dotes e seus dons

Inspira parte dos compositores

Na arte das palavras e dos sons

Tal como Madallene, de Jacques Brel

Ou como Madalena de Martinho

Ou Mabellene, a sixteen de Chuck Berry

Ou a manequim do tímido Paulinho

Ou como de Caymmi, a moça prosa

E a musa inspiradora Doralice

Se me surgisse uma moça dessas

Confesso que eu talvez não resistisse

Mas veja bem, meu bem, minha querida

Isso seria só por uma vez

Uma vez só em toda a minha vida

Ou talvez duas, mas não mais que três!

Só você, mais que tudo é só você

Só você, as coisas mais queridas você é

Você pra mim é o sol da minha noite

É como a rosa luz de Pixinguinha

É como a estrela pura aparecida

A estrela a refulgir do Poetinha

Você, ó flor, é como a nuvem calma

No céu da alma de Luiz Vieira

Você é como a luz do sol da vida

De Stevie Wonder, ó minha parceira

Você é pra mim o meu amor

Crescendo como mato em campos vastos

Mais que a Gatinha pra Erasmo Carlos

Mais que a cigana pra Ronaldo Bastos

Mais que a divina dama pra Cartola

Que a Domna pra Ventadorn, Bernart

Que a Honey Baby para Waly Salomão

E a Funny Valentine para Lorenz Hart!

Só você, mais que tudo e todas, é só você

Só você, que é todas elas juntas num só ser!

”



- Todas elas juntas num só ser - Lenine (via rockbr80)


quinta-feira, abril 03, 2025

Fantasmas na Inglaterra


 O artigo de **30 de maio de 1970**, publicado no jornal *O Globo*, aborda o tema da **caça a fantasmas** na Inglaterra, destacando casos famosos, investigações e controvérsias envolvendo o sobrenatural. Abaixo, os principais pontos:

### **Destaques do Artigo**  

1. **Profissão Incomum: Caçadores de Fantasmas**  

   - O texto menciona indivíduos que se dedicam a investigar fenômenos sobrenaturais como uma "profissão", especialmente na Inglaterra, onde relatos de aparições são frequentes.  

   - Um dos casos citados ocorreu em **Hall Place**, onde testemunhas relataram ver fantasmas, incluindo uma mulher misteriosa seguida por uma figura com um crânio nas mãos, causando pânico.  

2. **Casos Sobrenaturais**  

   - **Doutora Fabian**: Uma cantora teria sofrido um evento inexplicável durante uma transmissão ao vivo, quando seu vestido foi misteriosamente desfeito por "mãos invisíveis", forçando a interrupção do programa.  

   - **Harry Price**: Um famoso caçador de fantasmas britânico que investigou casos por 40 anos, incluindo assombrações em locais históricos. Seu trabalho é citado como referência, mas também alvo de ceticismo.  

3. **Controvérsias e Ceticismo**  

   - A **Sociedade de Fantasmas de Londres** tentou validar fenômenos sobrenaturais com métodos científicos, mas muitos casos permanecem sem explicação conclusiva.  

   - Críticos argumentam que algumas manifestações podem ser fraudes ou ilusões, enquanto outros acreditam em evidências de "sobrevivência após a morte".  

4. **Experiências e Relatos**  

   - Em **Borley Rectory** (conhecida como "a casa mais assombrada da Inglaterra"), observadores relataram vozes, sombras e objetos se movendo sozinhos.  

   - Um jornal (*New Chronicle*) organizou uma investigação noturna em **Claridge Hall**, equipada com instrumentos para detectar atividade paranormal, mas os resultados foram inconclusivos.  

### **Contexto e Análise**  

- O artigo reflete a fascinação da época por **mistérios paranormais**, especialmente na década de 1970, quando a cultura pop e a mídia exploravam temas como fantasmas, OVNIs e ocultismo.  

- A Inglaterra, com sua história repleta de lendas e locais "assombrados", servia como cenário ideal para essas narrativas.  

- A ambiguidade entre **ciência e crença** é evidente: enquanto alguns buscam provas materiais, outros aceitam os fenômenos como além da compreensão humana.  

### **Conclusão**  

O texto mistura relatos sensacionalistas com tentativas de investigação séria, ilustrando como o sobrenatural capturava a imaginação do público. Seja por hoax, psicologia ou algo inexplicável, os "caçadores de fantasmas" continuavam a alimentar um debate que persiste até hoje.  

**Curiosidade:** Casos como os de Borley Rectory e Harry Price ainda são discutidos em documentários e livros de paranormalidade.

quarta-feira, abril 02, 2025

OVNIs em 1962


 O artigo de 19 de julho de 1962, publicado no jornal O Globo, relata um suposto avistamento de um disco voador e seus ocupantes na cidade de Goya, Argentina. Os principais pontos do relato são:

1. Descrição do Evento

   - O Dr. Gazua, médico residente em Paraná, província de Entre Rios, afirmou que, enquanto viajava de carro com sua esposa, avistou um grande objeto luminoso pousado em uma estrada próxima a Goya.  

   - Do objeto desceram dois seres de aproximadamente dois metros de altura, com aparência avermelhada, olhos enormes e forma antropóide (semelhante à humana).  

2. **Reação dos Testemunhas:  

   - Os seres fizeram sinais para que o médico parasse o carro, mas ele, apavorado, acelerou e fugiu do local.  

   - Sua esposa teria entrado em uma forte crise nervosa devido ao susto.  

3. Confirmação por Outra Testemunha

   - Um motorista de caminhão não identificado, que trafegava pela mesma estrada, corroborou o relato do Dr. Gazua, mas afirmou que havia três seres tripulantes no disco voador, e não dois.  

4. **Detalhes do Objeto

   - O objeto foi descrito como luminoso e de origem não identificada, caracterizando-o como um "disco voador" típico dos relatos da época.  

Contexto e Análise:  

- O artigo reflete a onda de avistamentos de OVNIs e seres extraterrestres que marcou as décadas de 1950 e 1960, período em que histórias semelhantes eram frequentemente divulgadas pela imprensa.  

- A ausência de provas concretas e a natureza subjetiva dos relatos deixam o caso no campo do mistério, sem confirmação oficial ou científica.  

- O fato de o médico e o caminhoneiro terem descrições semelhantes, mas não idênticas (dois vs. três seres), pode indicar exagero, interpretações diferentes ou até mesmo uma lenda urbana em formação.  

O caso permanece como um exemplo curioso da cultura ufológica da época, misturando relatos pessoais, medo do desconhecido e a fascinação por vida extraterrestre.

terça-feira, abril 01, 2025

ovniS EM 1957


 O artigo de 6 de novembro de 1957, publicado no jornal O Globo, relata uma série de avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs) nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, que causaram preocupação e foram investigados pela Força Aérea americana. Os principais pontos abordados são:

1Alerta da Força Aérea A Força Aérea dos EUA colocou sua rede de radar em alerta para monitorar objetos estranhos, especialmente após relatos de avistamentos no sul e sudoeste do país. Alguns desses objetos teriam até 150 metros de comprimento e causaram interferências em motores de carros e faróis.

2. **Relatos de Avistamentos**:

   - Em Levelland, Texas, um objeto em forma de ovo e de cor avermelhada foi visto, causando a parada de motores de carros.

   - Em White Sands, Novo México, funcionários relataram avistamentos semelhantes.

   - Um engenheiro em Alamo Gordo, Novo México, afirmou que um objeto silenciou seu rádio e parou o motor do carro, além de causar queimaduras em seu corpo.

   - Em Honolulu, objetos circulares brancos foram relatados nas ilhas Fiji.

3. **Casos Misteriosos**:

   - Um sinal de rádio não identificado, diferente do Sputnik II, foi detectado, causando preocupação.

   - Um homem em Kearny, Nebraska, afirmou ter entrado em uma "nave sideral" e conversado com seus tripulantes, que falavam inglês com sotaque estrangeiro.


4. **Explicação Científica**: O Dr. Donald H. Menzel, de Harvard, atribuiu os fenômenos a miragens causadas por camadas de ar aquecido perto do solo, descartando a existência de discos voadores.


O artigo reflete a atmosfera de mistério e preocupação da época em torno dos OVNIs, com relatos detalhados e uma tentativa de explicação científica para os fenômenos.