A escultura foi criada em 1930. Sua autoria é frequentemente atribuída ao escultor e designer gráfico catalão Jaume Barba (embora alguns registros apontem que o projeto tenha sido concebido ou esculpido por seu genro, Eduard Alentorn).
A escultura retrata um esqueleto alado (a Morte) inclinando-se para beijar um jovem recostado em seus braços. A obra explora um contraste melancólico e visceral entre a rigidez macabra da morte e a vitalidade física do corpo jovem, transmitindo uma mensagem sobre a inevitabilidade do destino e a dor da perda precoce.
Local: Cementerio de Poblenou (Cemitério de Poblenou), localizado em Barcelona, Espanha.
Contexto: A escultura adorna o túmulo de Joan Llaudet Soler, um jovem da alta burguesia catalã que faleceu tragicamente na juventude. O túmulo traz ainda um verso comovente do poeta Jacint Verdaguer gravado na base, reforçando o caráter doloroso e prematuro da partida.
O verso do poeta catalão Jacint Verdaguer (conhecido popularmente como Mossèn Cinto Verdaguer) inscrito como epitafio na base da escultura "O Beijo da Morte" diz:
“Mas su joven corazón no puede más; en sus venas la sangre se detiene y se hiela, y el ánimo perdido con la fe se abraza, sintiéndose caer al beso de la muerte.”
(No original em catalão: "Mes son cor jovenívol no pot més; en ses venes la sanch s´atura i glaça, i l´esma perduda amb la fe s´abraça, sentint-se caure de la mort al bes.")
“Mas o seu jovem coração não aguenta mais; nas suas veias o sangue estanca e gela, e o ânimo perdido abraça-se à fé, sentindo-se cair ao beijo da morte.”

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