As famosas fotografias das Fadas de Cottingley (Cottingley Fairies), tiradas entre 1917 e 1920 por duas primas, Elsie Wright e Frances Griffiths, na vila de Cottingley, próximo a Bradford, na Inglaterra.
As fotos causaram enorme comoção e debate internacional na década de 1920, chegando a enganar figuras célebres da época, como o escritor Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes), que era um defensor fervoroso do espiritismo e acreditava na autenticidade das fadas como prova de realidades espirituais.
Décadas mais tarde, na década de 1980, Elsie e Frances admitiram publicamente que as fadas eram, na verdade, recortes de papel de ilustrações infantis (retiradas do livro Princess Mary's Gift Book) fixadas com alfinetes ou grampos na vegetação e nos arbustos. Apenas a quinta foto (onde as fadas aparecem dispostas de forma mais abstrata na grama) foi descrita pelas criadoras como tendo sido feita de forma improvisada, sem recortes planejados.
As imagens tornaram-se um dos casos mais célebres de mistificação fotográfica da história. Mais do que uma simples pegadinha de duas crianças, o episódio revelou o profundo anseio e a vulnerabilidade de uma sociedade traumatizada pelas perdas humanas da Primeira Guerra Mundial, ávida por encontrar magia, conforto e inocência em um mundo em rápida modernização.





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