domingo, setembro 28, 2008

UMAS E OUTRAS

JORNAL

Leio o Diário neste domingo e comento: o jornal melhorou muito!

AGORA
A pauta não é mais feita de fora pra dentro.

VAMOS VER
Como será o comportamento no segundo turno. Se realmente tiver segundo turno...

MAS
Gostei do que li. É muito bom analisar o jornal como leitor depois de ter sido colaborador por 10 aninhos.

MPB
Hoje tem Ronaldo Gravino no Teatro da UEM. Queria ir mais...

DOMINGO
Estou aproveitando o dia, pois semana que vem teremos um domingo punk de eleições.

PLUVIOMETRO
É isso aí. O pessoal que mora em áreas de risco em Petrópolis, está recebendo pluviômetros para medir as chuvas

Como vocês sabem, minha terra natal é uma cidade serrana, cheia de montanhas e morros.

PAUTA
Choveu? Liga direto para a defesa civil. Se for grave, a pauta se dirige para a Cruz Vermelha

CHUVÓPOLIS
Acho que Petrópolis é a cidade que mais chove no Brasil

CBN
A rádio está completando 10 anos em outubro.

EQUIPE
Fiz parte da turma fundadora. Era eu e o Oswaldo Sigles enfrentando um batalhão de mulheres.

VERDADE
E aprendi muito com cada uma delas. É difícil trabalhar num local só de mulheres, mas sobrevivi.

ACHO QUE...
O homem foi planejado para sobreviver com as mulheres. Afinal, viemos de uma delas e estou morando com um exemplar dessa espécie há 14 anos.

sexta-feira, setembro 19, 2008

UMAS E OUTRAS

FAXINA
Estou dando uma geral na minha cedeteca. Tenho uma gaveta só para músicos de Maringá.

DRÉ CAMARGO
Onde anda você? Entrevistei muito o Dré e a música dele me conquistou via Femucic, antes de conhece-lo pessoalmente. Era a canção ‘Alvo de Dardos’ que abre o CD Água da Fonte.

ENTÃO...
Dré faz uma musica brasileira pré Zeca Baleiro. Até que eles são parecidos fisicamente. Mas o disco de Dré rodou muito nas minhas tardes de sábado com o sol do jardim Novo Horizonte.

OUÇO
Lamentos da Cidade: “Trago os lamentos da cidade; o portão trancado tem minha idade (...) Três sorrisos na fotografia, esposa, filha e marido”. O CD vai da música nordestina ao blues.

BLUES MELODY
Os meninos dessa banda devem ter crescido. Por onde andam Mano, Almir, Luciano e Carlinhos? Som pesado com influência do Angra.

TISLEY BARBOSA
Ele é um bom compositor, mas o primeiro CD foi um equívoco. As músicas são boas, mas a capa nos remete a um cantor neo-roberto anos 70 e algumas músicas não foram bem tratadas.

EU GOSTO
‘Os olhos pedem’ , a música de abertura, é trilha do filme Terra Prometida do Pery de Canti, ainda inédito nos cinemas.

HILÁRIO
É a música ‘Bola’ composta e cantada junto com Jorge Henrique Lopes. Humor involuntário, principalmente pelo Jorge que depois dessa experiência fez matricula num curso de filosofia..

LASER
Boa música. Quem gosta dela é o fotógrafo Walter Fernandes.

INFANTIL
Também adorável é o disco do Tisley com Rosita Demchuski, “A Turma de Helena’. Disco infantil com apenas três faixas. Merecia mais.

FAMILIA PALIM
O nome exato da banda, ainda em atividade, é A Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia.

OUÇO
A Rua Melvin Jones. É uma referencia à rua de Maringá. Pena que raramente as bandas e músicos daqui fazem referencia à cidade.

RECEITA DO SAMBA
O grupo menciona a Vila Morangueira em Barraco Caindo, no primeiro CD. Música de Helington Lopes e Cláudio Viola.

O DISCO
Muito influenciado pelo bom samba carioca. Uma surpresa que contou com a chancelaria de Almir Guineto.

VIOLA
Nunca lançou um disco próprio, mas já pode fazer uma coletânea com músicas gravadas por terceiros.

DIREITOS IGUAIS
Esse grupo de sambistas registrou ‘Já sei quem sou’, composição do Viola. É um samba brejeiro, típico dos gravados por cantores paulistas como o Noite Ilustrada.

AFRODIZIA
Talvez a banda de maior projeção off Maringá. Fui um dos padrinhos que desde o início gostou da pegada raggae da banda que surgiu dos pátios do Colégio Nobel.

THE GUAVAS
Outra extinta. Gosto muito de ‘Sepraser’, música que abre o CD que tem o carimbo da Kult, loja então administrada pelo Andye Iore.

FABIANO FONTES
‘Olhos sobre Tela’ é um disco gostoso de ouvir. Tem muita coisa boa que cresce numa segunda audição.

FOOLISH
Banda que grava em inglês. Som legal, mas muitas vezes pretensioso.

AGNI
Desapareceu, mas deixou saudades. Guitarras em evolução no único disco da banda, feito de forma artesanal.

SERES INTELIGÍVEIS
A proposta é muito interessante e foge do marasmo e da mania fake que contaminou e ainda contamina as bandas da cidade. O nome oficial é Seres Inteligíveis Vindos de Hiperurano. E um desses seres é mano da Juliana Daibert.

ROSA DOS VENTOS
Muito bacana. Sansão e sua turma são honestos na forma de compor e interpor.

CALIBRE ZERO
A capa do CD desenhada pelo Paulo Campagnolo é o primeiro destaque. Depois tem o som agradável do grupo.

FESTIVAL
Dois discos de músicos maringaenses foram lançados durante o governo Jairo Gianoto (1997-2000). Tenho das duas únicas edições do ‘Festival Popular de Todos os Cantos de Maringá.’

PROJETO
Deveria ter continuado, pois era uma oportunidade para os músicos amadores mostrarem suas gavetas.

PENA
Que o projeto foi logo diluído para contemplar interesses políticos em vários bairros. Tirando esse detalhe, fica a dica: Reprise!

quarta-feira, setembro 17, 2008

UMAS E OUTRAS

ENTREVISTA
Na sexta vou dar entrevista para a estudante May Singh. Faz jornalismo no Cesumar e quer uma análise crítica sobre o jornalismo cultural.

BOM
Gosto muito das perguntas dos estudantes. São mais interessantes do que as proferidas por muitos profissionais.

COBY
Lembram daquela porcaria de aparelho DVD da Coby que comprei no bazar da receita?

POIS É
Mandei pra técnica.

PREÇO
110 lascas de conserto!

ENTÃO
Disse não. Paguei 160 e não vou pagar algo que é quase o preço de um outro

FAMA
A marca Coby é famosa e muito conhecida.

PRINCIPALMENTE
Entre os técnicos em eletroeletrônica.

BAZAR
Para os que insistem, haverá um novo bazar da Receita Federal nesta sexta e sábado

PROMOÇÃO
É da Agência de Desenvolvimento Liberdade – Adascel. O bazar beneficente terá brinquedos.

ONDE
Na Biblioteca Digital Comunitária, localizada na Av. Osires Stenguel Guimarães, nº 882, no Jardim América.

QUANDO
Na sexta-feira o atendimento ao público será das 8h30 às 11h e das 12h às 18h, e no sábado das 8h30 às 18h. A compra só poderá ser realizada com a apresentação do CPF.

RENDA
Será revertida para manutenção dos projetos sociais da entidade, como a Biblioteca Digital Comunitária, que possui mais de 3 mil usuários cadastrados, oferecendo acesso gratuito a Internet e cursos de informática para a comunidade.

SAIBA MAIS
Pelo telefone 44 3028-9368.


SEBO
Fui a um sebo hoje e ...

COMPREI
“Cinzas no Paraíso” que em DVD saiu com o título “Dias de Paraíso”

LEMBRO
Assisti esse filme aos meus 15 anos no Cine Casablanca, em Petrópolis.

ONDE
O cinema funcionava dentro do Hotel Casablanca. O hotel ainda existe, mas o cinema...

SAUDADES
Daquele cheiro de mofo.

DECADENTE
Naquela época o cinema já não tava grande coisa.

SESSÃO
Me lembro que fui numa tarde e o operador ficou contrariado com minha presença

PUDERA
Eu era o único ser vivo na platéia. Foi uma sessão exclusiva pra mim.

CERTA VEZ
Ficava na escadaria do lado de fora esperando o filme chegar do Rio de Janeiro.

E VEIO
Um desenho antigo do Zé Colméia. Não era o filme que eu queria.

MAIS
Comprei Julieta dos Espíritos (Fellini), A Rosa Púrpura do Cairo (W. Allen) e o pouco conhecido ‘Alguém morreu em meu lugar’ com Bette Davis.



A jornalista Raquel Coelho adotou o ‘Rá’ no nome.


ACHO
Que ela pirou depois de ter assistido o Hair.

ELEIÇÕES
Que marasmo! Sem debates, sem pesquisa e tão sem graça.

PERDI
O encontro de blogueiros no domingo.

CAUSA
Domingo eu tomo sucos.

SABOR
Cevada.

terça-feira, setembro 16, 2008

CLASSE OPERÁRIA

 


Estou digitalizando para DVD o filme A Classe Operária Vai ao Paraíso, de Elio Petri. É uma das minhas raridades em VHS
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sexta-feira, setembro 12, 2008

TRIO

 

Foto da década de 70: Chico Buarque, Tom Jobim e a barriga do Vinícius de Moraes.
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XUXA PRÉ XUXA

 

A futura rainha dos baixinhos faz pose para a agencia Ford em 1982. Vi a Xuxa pela primeira vez quando ela namorava o Pelé. Foi no Concurso Garota de Ipanema 81. Em plena praia... Nas rádios, o sucesso Dadada do grupo alemão Trio que voltou a tocar durante a Copa de 2006.
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quinta-feira, setembro 11, 2008

UMAS E OUTRAS

TELEFONE
É a Dayse Hess. Embarca com o maridão para Londres no dia 18. Ficará numa cidade litorânea, bem calma. O bebê vai gostar.

PERDI
Sem Dayse, fiquei sem o meu referencial nas pautas de moda.


ESQUECI
De perguntar com quem ficará o Bart, o gato (daqueles que mia).

RONALDO
Mandei pro Nezo um link para um blog de músicas gospel. Assim que descobrir outros, eu informarei.

TEVÊ
Esse negócio de pauteiro é divertido, mas encontrar algum entrevistado na hora do almoço é pior do que estuprar um rinoceronte.

SEXTA
O dia vai começar cedo para o Leonardo Filho e cinegrafista Célio Mendonça. Estarão na tevê as 5 da matina

FIGURINHAS
Tenho trocado figurinhas com diversos colegas.

BLOG
Sábado tem encontro de blogueiros. Nunca fui num encontro desses...

CBN
Me pedem um depoimento para marcar os dez anos da rádio de toca notícia em Maringá.

MEMÓRIA
Na cabeça, só bons momentos e boas pessoas.

ELEIÇÕES
Mudanças na assessoria de imprensa do candidato Enio Verri.

QUEM
A partir de hoje Mariane Maio é a responsável pelas informações da campanha.

ANDIE
Preciso falar algo com você. Mas não sei o quê.

LUKAS
Um beijo em Isa e nas meninas.

MARCIO
Meu irmão comunica: vai morar na Urca

O BAIRRO
É um dos mais interessantes bairros do Rio Fica aos pés do Pão de Açúcar e tem uma paisagem bucólica, um estilo suburbano, bem bairro.

QUASE
Completando: tevê, rádio, internet, jornal impresso.

SEM
Estresse.

COM
Água de coco.

quinta-feira, setembro 04, 2008

UMAS E OUTRAS

 


FOTO
Quem me mandou foi o Ivan Amorin. Eu tenho uma outra, mas era de outro ângulo.

AUTORIA
Noth Camarão.

QUANDO
Em 2002. Uma das primeiras internações do prefeito José Cláudio.

MOTIVO
O prefeito estava internado e a pressão era total. O povo queria saber o estado de saúde dele.

IMPRENSA
Viveu um grande aprendizado. O dever de informar esbarrava nos direitos da família, do prefeito e dos médicos.

JORNAL
Edvaldo Magro editava O Diário e me cobrava: “temos que descobrir se realmente o Zé Cláudio está bem”.

E EU
Tive que improvisar naquele dia, na porta do Santa Rita. Se me identificasse como jornalista, seria barrado.

POR FAVOR...
... Qual o seu nome? ‘ – perguntou a recepcionista.

RESPOSTA
Diga que é o padre Jorge que está na portaria.

MINUTOS DEPOIS
Surge Noth Camarão procurando o padre...

E ENCONTRA
“Eu sou o padre Jorge!”

ENTÃO...
“ Venha por seu próprio risco!”

TESTEMUNHA
O repórter Salsicha, do Pinga Fogo

COMPANHIA
Disse que Salsinha iria comigo como meu coroinha.

NO QUARTO
Anunciaram que o padre Jorge estava entrando

E SURGE...
Eu!

SURPRESA
O Zé, mesmo adoentado, não segurou o riso...

ENTÃO...
Disse pra ele: quem se preocupa com a cabeça, esquece do corpo...

PENSEI
Agora eu sei que ele está bem, mas cadê um fotógrafo?

NOTH
Noth fotografou o encontro .Era uma prova que o prefeito estava bem naquele dia.

NA REDAÇÃO
“Mas tem foto?”, disse Edvaldo.

E...
Nada da foto chegar...

BRIGA
A prefeitura não queria liberar a foto.

ALEGAVA
Que seria ‘tratamento privilegiado’

MAS...
“O mérito foi nosso!”, gritava o editor.

RESULTADO
Depois de muita discussão, a foto, enfim, foi liberada no final da tarde e publicada na primeira página.

E O ZÉ
Sorria e achava graça.
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quarta-feira, setembro 03, 2008

ENCONTRO MARCADO


«De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo um escudo, do sono uma ponte, da procura, um encontro»
(Fernando Sabino, O Encontro Marcado)

GEORDANO THOMAZ


 
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Despedida do grande infografista de O Diário. Ele é pernambucano, morou nos EUA e Peru. Cidadão do mundo, eu acho. 

UMAS E OUTRAS

LUKAS
O grande cartunista declarou seu voto para João Ivo Caleffi.

CONVITE
E acabou sendo convidado para entrar na campanha.

PAUTEIROS
Está sendo criada a APM: Associação de Pauteiros de Maringá.

PRESIDENTE
Josi Costa.

LANDIM
Marcos Landim fará tabelinha: dividirá o tempo entre CBN e Massa.

ESPECIAL
Ele vai cobrir o carnaval do Rio e de Pernambuco.



 

GEORDANO
Muito concorrida a despedida de Geordano Thomaz. Ele deixa O Diário e retorna para os colos da filinha em Lima, Peru.

LÁ ESTAVAM
Roberto Silva e Tereza Meneghel jogando sinuca.

E...
Gente da velha e nova guarda, ex-colaboradores, atuais empregados. Galera muito, muito gente boa.

NA MESA
Porção de mulher de bunda de fora.

MOTIVO
Foi a Adriana Franco quem trouxe as revistas Playboy

PRESENTE
Elas pertenciam a coleção do Cléber, marido da Dayse Hess. Como eles vão para a Inglaterra, estão se desfazendo dos guardados.

SUCESSO
As beldades fizeram suceso. Eu fiquei com uma edição.

EXPLICO
Queria ler a entrevista com o Paulo César Pereio.

HOJE
No Flashback Bar, tem sardinha na brasa.

AQUATICUS
Mais uma festa da RIC. O Léo acaba de me ligar pra ver se eu também vou.

GRIPE
Se não piorar, hoje a noite vai ter sol.
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terça-feira, setembro 02, 2008

OSCAR KODAMA


A família de Oscar Kodama, de 28 anos, o maringaense que morreu no domingo (31) em Paris, França, de causas ainda desconhecidas, está revoltada com a falta de informações sobre a morte do comerciante. Segundo Gustavo Kodama, irmão mais velho de Oscar, somente por volta das 13h de segunda-feira (1º) os familiares receberam a notícia do falecimento.
Oscar embarcou às 11h50 de sexta-feira (29) no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, Norte do Paraná, no vôo JJ-3330, da TAM, que seguiu para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo. Às 23h do mesmo dia, o brasileiro embarcou, junto a um grupo de brasileiros que iria ao Japão, com destino ao Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, França, no vôo JJ-8096, também da TAM, onde chegou por volta das 15h de sábado (30), horário de Brasília. De lá, ele seguiria para Narita, no Japão.
egundo informações repassadas pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) à família, o comerciante chegou a embarcar no vôo NH-206, da All Nippon Airways (ANA), por volta das 20h, mas, enquanto a aeronave taxiava, começou passar mal. “O avião teria então retornado ao terminal, para que Oscar recebesse tratamento médico”, conta Gustavo. “Ele seria remanejado para outro vôo”, diz. “Depois de ter passado a noite em uma sala de atendimento do aeroporto e ser liberado, ele foi ao balcão da ANA para pedir para embarcar no próximo vôo”.

O problema, relata o irmão, é que Oscar não sabia falar japonês, francês ou inglês. Além de não conseguir se comunicar, ele voltou a passar mal e causou estranheza aos atendentes da companhia aérea. Neste momento, de acordo com as informações do Itamaraty, a empresa acionou a polícia francesa, por considerar o comportamento de Oscar “inadequado”. Depois de interrogado, ele teria sido levado ao Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, em Paris. Ao chegar ao local, os policiais constataram que o brasileiro já havia falecido.

Falta de informações

Gustavo diz que a família está revoltada com a falta de informações sobre o irmão. Ele conta que quando Oscar tentava falar com os funcionários da ANA, um passageiro português que estava no aeroporto francês notou a dificuldade de Oscar e tentou ajudá-lo. “Como meu irmão não conseguia falar direito, esse português só conseguiu anotar o número do telefone aqui no Brasil”, lembra. “A informação passada solidariamente pelo português de que Oscar estava mal foi a primeira que tivemos desde o embarque”, diz. “Aí procuramos a ANA, que informou que ele havia sido retirado do vôo e que não sabia do paradeiro dele”, conta. “Fomos atrás do Consulado Brasileiro em Paris em busca de novas informações sobre o paradeiro do Oscar, mas a resposta só veio na segunda-feira, quando soubemos que ele morreu”.

“Se soubéssemos desde o primeiro momento que ele havia passado mal, poderíamos acompanhar as atividades dele”, diz Gustavo. Com o acionamento da polícia e o interrogatório, o irmão acredita que Oscar perdeu muito tempo de atendimento. “Se soubessem do estado de saúde dele e ele tivesse sido levado para o hospital imediatamente ele poderia estaria vivo”.

Segundo as informações que Itamaraty prestou à família, o Tribunal de Grande Instância de Paris determinou imediata abertura de inquérito. O corpo de Oscar encontra-se no Instituto Médico Legal da capital francesa, onde se fará a necropsia. A previsão que deram à família é de que o corpo leve de sete a 40 dias para ser liberado.

Gustavo diz que a família ainda não sabe como deve proceder para o traslado do corpo do irmão. “Precisamos de mais informações do Itamaraty”, reclama. Segundo ele, uma pesquisa rápida feita pela família apontou que seriam necessários entre R$ 40 mil e R$ 50 mil para o deslocamento do corpo até Maringá.

Viagem

Oscar viajava pela primeira vez para o Japão. Gustavo conta que o irmão recebeu a notícia de que estava contratado pela empreiteira Suri-emu havia uma semana. “Ele estava muito animado com a viagem”, conta. “Dizia que iria juntar dinheiro para comprar um carro para o nosso pai, que mora em Dourados, no Mato Grosso do Sul”, lembra. Oscar era o caçula da família e morava com o irmão mais velho, Vagner, de 37 anos. Os três irmãos trabalhavam na franquia de uma fábrica de purificadores de água em Maringá.

Segundo os irmãos, Oscar embarcou com boa saúde. Ele tinha uma deficiência de nascença na glândula supra-renal, mas tomava os medicamentos Decadron e Florinef para controlá-la.

Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores informa que está acompanhando o caso e que prestará todo o apoio de que a família de Oscar precisar. Ainda segundo o Itamaraty, as investigações realizadas pelas autoridades francesas serão acompanhadas pelo Consulado Brasileiro em Paris. (FONTE - GAZETA DO POVO)

segunda-feira, setembro 01, 2008

UMAS E OUTRAS

MINHA INFÂNCIA
Era feita de verões dissecados no inverno. De sete anos outonados de primavera.

MEU PAI
Em tão mofado terno. De viagem sem partida, de bilhete sem chegada.

SÓTÃO
Seu fantasma habitava o leito de minha mãe.

PREVILÉGIO
Somente as crianças aladas subiam as escadas da velha casa.

GRÁVIDA
Minha irmã mais velha segurava a barriga, assistindo a tortura do inseto em minha
ferida.

MANO
Meu irmão mais forte e mais velho, já não era tão valente. Das lutas estava ausente:
Chorava por completo.

ESCOLA
Minha professora, tão moça, se perdia em meio ao alfabeto.

FUGA
Eu fugia do colégio para soltar pipas no cemitério.

DEZEMBRO
Era Natal e eu cometia sacrilégios. Tirava Menino Deus do Presépio,
E com ele brincava com o fogo.

EXCLAMAÇÃO
"Assim não se vai ao céu, garoto ! " Advertia minha irmãzinha.

PRESÉPIO
O sorriso quebrado de sua boneca, dizia que Papai Noel estava morto.


O Presépio - Marcelo Bulgarelli em um dezembro qualquer em Petrópolis)

UMAS E OUTRAS

FELICIDADE
O chefe chegou sorrindo hoje porque viu periquito verde na avenida Brasil.

MANCHETE
Vou trabalhar tranqüilo com tempo para ler o jornal e descobrir que os americanos colonizaram marte.

QUE DROGA!
Agora para escrever pra minha namorada vou ter que aprender inglês!

TAXAS
A fila em frente ao meu caixa aumenta. Eu esqueci que hoje é dia de recolhimento do imposto predial dos Tchucarramães...

AMIZADE
Ao meu lado, minha colega que é chegada a poesia vive dizendo que vive no mundo.

RESPONDO
“- É preciso ter os pés na Lua!” , digo com a boca cheia de ciúmes do namorado dela.

O TEMPO
O namorado dela é relojoeiro e vive roubando o tempo da colega que é chegada a poesia...

SEGREDO
Se ela soubesse que o meu canto é o despertar do mundo depois do suicídio dos galos!!

SILÊNCIO...
Subitamente, aparece o chefe na minha frente com duas correntes nas mãos, segurando dois enormes leopardos.

ADVERTÊNCIA
Ele me entrega uma carta da diretoria dizendo que a “a realidade é aquilo que se vê”.

OU SEJA...
Ou eu aceito a ditadura dos óculos ou parto com o privilégio da miopia...

(O Ultimo Dinossauro, Petrópolis – 18 02 1991)

ACORRENTADOS



(Paulo Mendes Campos)
Quem coleciona selos para o filho do amigo; quem acorda de madrugada e estremece no desgosto de si mesmo ao lembrar que há muitos anos feriu a quem amava; quem chora no cinema ao ver o reencontro de pai e filho; quem segura sem temor uma lagartixa e lhe faz com os dedos uma carícia; quem se detém no caminho para ver melhor a flor silvestre; quem se ri das próprias rugas; quem decide aplicar-se ao estudo de uma língua morta depois de um fracasso sentimental; quem procura na cidade os traços da cidade que passou; quem se deixa tocar pelo símbolo da porta fechada; quem costura roupa para os lázaros; quem envia bonecas às filhas dos lázaros; quem diz a uma visita pouco familiar: Meu pai só gostava desta cadeira; quem manda livros aos presidiários; quem se comove ao ver passar de cabeça branca aquele ou aquela, mestre ou mestra, que foi a fera do colégio; quem escolhe na venda verdura fresca para o canário; quem se lembra todos os dias do amigo morto; quem jamais negligencia os ritos da amizade; quem guarda, se lhe deram de presente, o isqueiro que não mais funciona; quem, não tendo o hábito de beber, liga o telefone internacional no segundo uísque a fim de conversar com amigo ou amiga; quem coleciona pedras, garrafas e galhos ressequidos; quem passa mais de dez minutos a fazer mágicas para as crianças; quem guarda as cartas do noivado com uma fita; quem sabe construir uma boa fogueira; quem entra em delicado transe diante dos velhos troncos, dos musgos e dos liquens; quem procura decifrar no desenho da madeira o hieróglifo da existência; quem não se acanha de achar o pôr-do-sol uma perfeição; quem se desata em sorriso à visão de uma cascata; quem leva a sério os transatlânticos que passam; quem visita sozinho os lugares onde já foi feliz ou infeliz; quem de repente liberta os pássaros do viveiro; quem sente pena da pessoa amada e não sabe explicar o motivo; quem julga adivinhar o pensamento do cavalo; todos eles são presidiários da ternura e andarão por toda a parte acorrentados, atados aos pequenos amores da armadilha terrestre.

Texto extraído do livro "O Anjo Bêbado".

CORA CORALINA


"Nasci antes do tempo

Tudo que criei e defendi
nunca deu certo.
Nem foi aceito.
E eu perguntava a mim mesma
Por quê?

Quando menina,
ouvia dizer sem entender
quando coisa boa ou ruim
acontecia a alguém:
Fulano nasceu antes do tempo,
Guardei.

Tudo que criei, imaginei e defendi
nunca foi feito.
E eu dizia como ouvia
a moda de consolo:
Nasci antes do tempo.

Alguém me retrucou.
Você nasceria sempre
antes do seu tempo.
Não entendi e disse Amém."

CORALINA, Cora. Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo, Global Editora, 1997, pág. 43-57

LISBOA - PORTUGAL

 
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FRASE DO DIA

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte, vosso direito de dizê-las." Voltaire

JACK KEROUAC


(...)
"Velha e escurecida Chicago, com seus tipos esquisitos, metade do Leste, metade do Oeste, e seu jeito estranho – podem ser vistos cuspindo no chão a caminho das fábricas. Na lanchonete Dean passou o tempo inteiro alisando a barriga e observando tudo que se desenrolava em volta. Quis puxar conversa com uma negra estranha, de meia-idade, que entrou no bar contando uma história triste – tinha uns pãezinhos, mas não tinha dinheiro, será que lhe dariam um pouco de manteiga? Não deram, e ela, que entrara rebolando as cadeiras, saiu balançando o rabo. "Uhn!", fez Dean. "Vamos segui-la, vamos levá-la pro Cadillac, lá no beco. Faremos uma festa!"Mas deixamos pra lá e fomos direto para a North Clark, depois de uma volta no Loop, para curtir as boates e ouvir bop . E que noite foi essa! "Oh, homem", disse-me Dean enquanto estávamos na frente do bar, "vê quanta vida fluindo pela rua, esses tipos enigmáticos do bairro chinês de Chicago. Que cidade estranha – uau, e aquela mulher debruçada na janela lá em cima, com as tetonas quase saindo fora do roupão, olhando pra rua com olhões bem abertos. Ufa, Sal, temos que continuar até chegarmos lá."
"Chegarmos onde, homem?"
"Não sei, mas temos que ir."
(...)


Crédito: KEROUAC, Jack. On the road/Pé na estrada. São Paulo, Editora Brasiliense, 1984, pág. 250

Jack Kerouac

UMAS E OUTRAS



VICTOR JARA
Me aproximei da música de Víctor Jara quando estive no Chile, no ano passado. Agora, em 2008, ano em que se assinala 35 anos da sua morte, a Justiça chilena volta a reabrir o processo da tortura e morte brutal do cantor e diretor de teatro

DESPEDIDA
"Sei que este é o meu último dia", disse Víctor Jara para os companheiros no Estádio Chile. Jarra acabava de ser torturado, os ossos das mãos quebrados para que não pudesse voltar a tocar guitarra.

REBELDE
Num gesto de desafio, Jara terá cantado parte de um hino de apoio ao Governo de Unidade Popular de Salvador Allende, derrubado dias antes no golpe de Estado de Augusto Pinochet.

MORTO
A 16 de Setembro de 1973, o seu corpo foi encontrado abandonado nos arredores de Santiago do Chile, crivado com 44 balas.

O TORTURADOR
Até agora, apenas um homem foi condenado: o ex-coronel Mario Manríquez Bravo, que era o responsável pelas operações no Estádio Chile - que hoje tem o nome de Víctor Jara.

VIDA
Nascido a 28 de Setembro de 1932 numa família de camponeses, Víctor herdou da mãe, Amanda, o gosto pela música. Ele tem uma música com esse nome. 'Te recuerdo Amanda'. Lindíssima.

AMANDA
Foi ela que lhe ensinou a tocar a guitarra e a cantar as canções do folclore chileno. Amanda também é o nome de uma de suas duas flihas.

FRASE
"Para mim o artista é o autêntico criador e por isso é, na sua essência, um revolucionário."

POLÍTICA
Pertenceu ao movimento cultural da "Nova Canção Chilena", impulsionado pelo escritor Pablo Neruda. O objectivo era lutar contra a influência cultural imperialista e resgatar os valores da identidade cultural chilena.

VITÓRIA
O movimento ganhou força durante a campanha da Unidade Popular, em 1970, que levou Salvador Allende à Presidência.

CANTO DO CISNE
"Somos cinco mil/ nesta pequena parte da cidade/ somos cinco mil/ Quantos seremos no total nas cidades e em todo o país?", dizia o último poema escrito por Jara, intitulado Estádio Chile.

VENDO

 


DVD player Coby com tela LCD. Teoricamente toca DVD, MP3, CD e fotos em JPEG. Diga qualquer número de um a dez que o aparelho será seu.
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