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segunda-feira, março 28, 2011

Padre é denunciado enquanto rezava missa

Padre que abençoava voos da morte é denunciado enquanto rezava missa na Argentina
Stella Calloni – La Jornada (*)

Um padre que abençoava militares argentinos e os voos da morte por meio dos quais a ditadura jogava presos políticos-desaparecidos vivos no mar, foi localizado por jovens militantes em uma paróquia de San Martín, na província de Buenos Aires, e denunciado publicamente enquanto rezava a missa. O padre Alberto Angel Zanchetta, que em 2009 foi aposentado como capitão de fragata e capelão da Marinha, continua exercendo o sacerdócio em paróquias da capital argentina e arredores, apoiado pelo cardeal Jorge Bergoglio.



Entre os anos 1975 e 1976, Zanchetta serviu na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), considerada o maior centro clandestino de detenção da ditadura e onde desapareceram cerca de 5 mil pessoas. Depois que o Ministério da Defesa, comandado pela advogada Nilda Garré, determinou a remoção de Zanchetta em 2009, o jornal Página/12 descobriu-o em uma igreja do antigo bairro de San Telmo.

Diante do escândalo, a cúpula da Igreja Católica enviou-o para Itália por um tempo e acreditando que tudo havia caído no esquecimento, decidiu reintegrá-lo à paróquia da localidade de 3 de fevereiro, próxima da de San Martín, onde ele foi novamente localizado por familiares dos desaparecidos e sobreviventes. No dia 6 de março, o padre foi enviado então para a paróquia de San Martín, mas ele foi mais uma vez localizado por familiares de desaparecidos que alertaram os moradores do lugar.

Quase ao terminar a missa, no último domingo, um grupo de militantes da Juventude Peronista Evita e familiares de vítimas seguiram atentamente seu sermão, carregado de intrigas políticas. Um dos jovens levantou-se, interrompeu a missa e disse a todos os assistentes que aquele padre havia estado na ESMA durante a ditadura, enquanto seus companheiros distribuíam um panfleto contendo um alerta aos moradores. “Na igreja de seu bairro um assassino está rezando a missa” – denunciava o panfleto.

No dia seguinte, integrantes da Pastoral Social pediram ao bispo da região que retirasse Zanchetta da paróquia. A comunidade espera agora uma decisão da Cúria, enquanto seguem aparecendo cartazes dizendo que, como aconteceu com os nazistas, os assassinos da ditadura serão buscados não importa onde forem.

No livro El vuelo, de Horacio Verbistky, o ex-capitão da Marinha, Adolfo Scilingo – preso atualmente na Espanha – fez sua primeira revelação sobre sua participação nos vôos da morte. Ele relatou que no regresso do primeiro vôo em que atuou jogando pessoas ao mar se sentiu muito mal e se aproximou de um capelão da Marinha, que o acalmou dizendo que era uma morte cristã porque as vítimas não sofriam.

A organização Hijos (de desaparecidos) solicitou a um juiz federal que denuncie Zanchetta, que juntamente com outro capelão, Luiz Antonio Manceñido, são apontados como confessores dos militares da Marinha, já tendo sido reconhecidos por sobreviventes.

(*) Matéria do La Jornada, com tradução publicada na Carta Maior.
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Hebe de Bonafini



Para fala dessa mulher revolucionária, apresento um texto que fiz para O Diário e publicado em 17 de março de 2002 quando Hebe Bonafini esteve em Maringá. Foi recebida pelo prefeito José Claúdio Pereira Neto que no meio da reunião, chorou emocionado diante dessa personagem histórica. (Foto: William)


Só existe uma reparação possível para as famílias dos desaparecidos políticos durante os regimes militares na América Latina: a punição dos assassinos. Nada de indenizações, nada de desculpas, nada de perdões. “A vida vale só a vida. Não a reparação econômica. Quem cobra reparação, se prostitui”, diz alto e em bom tom a revolucionária Hebe de Bonafini, 73 anos, líder de um dos mais respeitados movimentos populares da história mundial, Las Madres de La Plaza de Mayo.
Entre as 100 mulheres mais importantes do mundo contemporâneo, com certeza há de constar o nome de Bonafini. E sua importância é estendida para aquelas mães argentinas que pontualmente, desde 1977, às 15h30 das quintas-feiras, se reúnem na Plaza de Mayo que se localiza na frente da Casa Rosada, a sede do governo argentino, em Buenos Aires.
Com esse respeito, Bonafani e Elsa Manzoti – outra “madre de la Plaza” – foram recebidas nesta semana em Maringá para a abertura da exposição de fotografias sobre a Comuna de Paris, no Teatro Calil Haddad.
Em entrevista a O DIÁRIO, Bonafini definiu a situação atual da Argentina. “Por um lado há muita preocupação pois es-tamos sendo governados por mafiosos. Eduardo Duhalde teve seu nome sempre envolvido com a droga e a prostituição e comandou (enquanto era governador) a pior policia da província de Buenos Aires. Por outro lado, temos a esperança do povo nas ruas, povo mobilizado, povo reclamando, exigindo”.
O MOVIMENTO
O movimento Las Madres de La Plaza de Mayo foi criado em 30 de abril de 1977, em plena a ditadura militar argentina (1976 a 1983) e reúne cerca de 2 mil mulheres que tiveram seus filhos seqüestrados e mortos pelos militares. “Éramos donas de casa, muitas até analfabetas. Não sabíamos de nada, de política, nada. Apesar fomos inocentemente na praça tentar entregar uma carta ao então presidente, general Jorge Rafael Videla, perguntando onde estavam nossos filhos”. A persistência em busca de informações fez com que o regime as chamasse de “las locas” da Praça de Maio.
Nesses 25 anos de luta, a entidade listou mais de 30 mil pessoas desaparecidas durante o regime militar. Até hoje não obteve qualquer informação sobre esses desaparecidos. Mas isso não as desanimou. Hoje, essas mulheres já idosas lutam contra a injustiça em todo o mundo.
REVOLUCIONÁRIAS
Bonafini diz que as mães, aos poucos, transformaram os filhos em revolucionários. E elas também. Com esse novo posicionamento político, elas partiram para a socialização da maternidade. “Há injustiça por todos os lugares. Durante anos nos tornamos internacionalistas e participamos de muitas lutas. Nós aprendemos muito”.
Sendo assim, Bonafini não esconde a admiração pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). “É o movimento mais maravilhoso do mundo. Não há nada igual ou parecido. Me parece tremendamente criativo, muito forte”. Ela considera o MST um exemplo para a América Latina.
DESAPARECIDOS
A líder da Associação das Mães da Praça de Maio esteve várias vezes no Brasil. Em uma dessas visitas, em agosto de 1986, ela criticou o pagamento de indenizações a familiares de vítimas do regime militar. Em todos os lugares Bonafini repetia: “a única reparação possível é a punição dos culpados”. Explicava que era inútil a busca pelos corpos de desaparecidos na América do Sul. “Las madres” não buscam mais os cadáveres. Querem justiça.
Durante a ditadura militar Argentina, Bonafini perdeu dois filhos e de uma nora no final da década de 70. Nessa luta para esclarecer os fatos, ela colocou no mesmo nível dos militares todos os demais governantes que anistiaram torturadores. Justiça, para ela, é a responsabilização dos culpados. Entende que é mais cômodo ao governo pagar indenizações em vez de prender os assassinos.
CONFRONTOS
Denúncias, apoio, solidariedade e confrontos formam a história dessas “locas”. Em 1997, justamente no dia em que as Mães da Praça de Mayo completavam 20 anos de atividade, elas prepararam uma denúncia contra a participação da Igreja Católica durante o período militar. Foram fortes acusações contra o bispo Pío Laghi, núncio apostólico na Argentina entre 1977 e 80. Ele teria sido o responsável pela prisão de Bonafini em 1979.
Naquele mesmo ano, em 1997, o presidente do Peru, Alberto Fujimori, rechaçou a participação das Mães da Praça de Maio nas negociações com o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). O MRTA mantinha 72 reféns na casa do embaixador japonês em Lima e havia convidado as madres para servir como mediadora nas negociações. Mas nem a proibição de Fujimori impediu a ida de Bonafini à Lima. Na ocasião, ela respondeu ao presidente Fujimori: “estamos acostumadas a lidar com o “não”.
UM NOVO FILHO
Depois os filhos e a nora (também chamada de filha), Bonafini resolveu adotar um ex-presidiário em 1994, Sérgio Schoklender. Dos 43 anos que tinha na época, 14 ele passou na cadeia. Era acusado de ter assassinado os pais.
Schoklender foi preso em 1981. Sob tortura, confessou a autoria do crime que teria cometido em cumplicidade com o irmão, Pablo. Na cadeia, estudou informática, sociologia e conseguiu se formar em direito e psicologia. Em 94 ele liderou um movimento em defesa dos direitos dos presidiários. Foi quando conheceu Bonafini. Ao deixar a prisão, organizou e informatizou o arquivo das madres.
O novo filho de Bonafini (ela rejeita o termo “adotivo”), publicou em 1995, o livro “Inferno e Ressurreição”. O texto mostra o que ele enfrentou nos 14 anos de cadeia ou “5.437 noites de enclau-suramento, dor e esperança”.
A morte dos pais, na verdade, nunca foi esclarecida. O pai, Maurício Schoklender, teria se envolvido na venda ilegal de armas para a Marinha até que o corpo dele foi encontrado junto ao da mulher, Maria Cristina Silva, em um porta-malas. O duplo assassinato ocorreu no dia 30 de maio de 1981. Os corpos apresentavam marcas de golpes na cabeça e de estrangulamento.
Os filhos Sérgio e Pablo, então com 23 e 20 anos, foram apontados como os principais suspeitos. Ao serem presos, Sérgio Schoklender assumiu a culpa e inocentou o irmão, só libertado em 1985. No livro de Schoklender há indicações de que o crime foi cometido pelos serviços de inteligência argentinos. O assassinato teria sido ordenado por um ex-almirante.
LIÇÕES
Hoje, a Associação das Mães da Praça de Maio atua de várias formas. Tem até uma universidade livre e oficialmente não reconhecida, voltada para as ciências humanas.
Depois da socialização da maternidade, elas decidiram não mais utilizar fotos dos filhos nas manifestações. Os nomes deles também foram retirados dos lenços. Aliás, esses lenços que usam nas cabeças representam as fraldas, símbolo do primeiro contato mãe-filho.
A retirada dos nomes foi uma tomada difícil, porém elas entenderam que não são os nomes que fazem as pessoas. É justamente o contrário: “cada desaparecido representa todos”. Certa vez, elas não hesitaram em colocar um milhão de fotos sem nome na avenida de Maio.
É essa maternidade que amedronta o poder e acolhe os injustiçados. “Nós fomos paridas por nossos filhos”, dizem essas revolucionárias.
Citações de Hebe de Bonafini
“Nós fomos paridas por nossos filhos, porque eles desapareceram e nós nascemos. Não entendíamos nada do que estava acontecendo, víamos em volta tudo o que acontecia: levavam um, outro, assassinavam na rua, mas a gente pensa que conosco nunca vai acontecer...”.
“A desaparição é uma coisa que não se pode explicar. Não dá para explicar nem antes, nem depois, nem em momento nenhum. Esse filho que trabalha, que estuda, que lê, que canta...esse filho um dia não está mais”.
“Aprendemos na prática da rua, em nossa ignorância e inocência. Porque ter ido à Praça de Maio durante uma ditadura tão feroz é um ato de ingenuidade e de ignorância. Não tínhamos noção da ferocidade da ditadura, não sabíamos nada de torturas. Não entendíamos nada do plano econômico; o que era isso de levar, de sequestrar as pessoas para aplicar um plano econômico?”.
“Foi muito difícil nos sustentarmos na praça. Às vezes ficávamos só um minuto... Algumas viajaram 70, 80 km para ficar só um minuto e tínhamos que sair correndo. Mas nos demos conta que a praça era muito importante, que por isso nos perseguiam e foi por isso que continuamos na praça”
“Aos poucos, fomos coletivi-zando a luta, inconscientemente (...) Foi depois de 4 anos que decidimos que tínhamos que socializar a maternidade (...) que tínhamos que nos tornar mães de todos (...) Não é fácil para uma mãe deixar a foto do filho, deixar de colocar o nome dele no lenço branco...Isto foi um processo lento, cada uma fez como e quando pode”.
“E fomos nos dando conta que tínhamos que levar uma batalha muito dura, que era a reivindicação de nossos filhos como revolucionários. Aos que até esse momento, já na democracia, chamavam de ‘terroristas’...”.
“Nossos filhos nos deixaram de herança a luta. As mães que entendemos as lutas revolucionárias de nossos filhos nos tornamos revolucionárias e começamos a levantar as mesmas bandeiras. Já não é somente a luta por justiça, nem apenas pela prisão dos assassinos, senão o compromisso com os companheiros que lutam”.
“Queremos que os estudantes participem das ações das Madres, que marchem cada quinta-feira, que participem dos bloqueios de estrada, que se comprometam, que aprendam o que nossos filhos nos ensinaram (...) Que amem! E que nunca deixem de lutar. Que a luta não começou hoje, vem de longe (...) Que a luta também não é para hoje, nem para nós, é para as próximas gerações”.

Hebe de Bonafini
Mães da Praça de Maio

terça-feira, outubro 14, 2008

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

DESAPARECIDOS, NOVAMENTE

O visitante MAURICIO IBARRA QUINTERO mandou um e-mail sobre o nosso vídeo sobre os desaparecidos, do Maná.
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ESTA CANCION CUANDO LA ESCUCHE POR PRIMERA VEZ EL BOCA DE LOS MANO EN SU UNNPLUEG, ME DIO MUCHA TRISTEZA YA QUE ES L ASUMA DE TODAS LAS TIRANIAS DEL MUNDO, EN MI PAIS COLOMBIA LLEVAMOS EL DESHONRROSO SEGUNDO LUGAR A NIVEL MUNDIAL.
EL DEAPARECIDO NO FIGURA EN LAS ESTADISITICAS DE NADIE, NI VIVO NI MUERTO, ES QUE ES MUY FACIL OPINAR LO DIFICIL ES QUE ESA OPINION SEA BIEN RECIBIDA POR LA OPINION PUBLICA.

GRACIAS, ES UN EXCELENTE TEMA COMPUESTO POR RUBEN BLADES (HOY MINISTRO DE TURISMO DE PANAMA).

ATENTAMENTE,

MAURICIO IBARRA QUINTERO


Reveja o vídeo AQUI

domingo, abril 30, 2017

As rondas da memória

Nesta tarde do ano de 1977, se reuniram pela primeira vez catorze mães de filhos desaparecidos. Desde então buscaram juntas, juntas bateram nas portas que não se abriam: – Todas por todas – diziam.
E diziam: – Todos são nossos filhos.
 Milhares e milhares de filhos tinham sido devorados pela ditadura militar argentina e mais de quinhentas crianças haviam sido distribuídas como prendas de guerra, e nenhuma palavra era dita pelos jornais, pelas rádios, pelos canais de televisão.
Alguns meses depois da primeira reunião, três daquelas mães, Azucena Villaflor, Esther Ballestrino e Maria Eugenia Ponce também desapareceram, como seus filhos, e como eles foram torturadas e assassinadas.
Mas a caminhada das quintas-feiras, ninguém mais conseguiu parar. Os lenços brancos davam voltas e mais voltas pela Plaza de Mayo e pelo mapa do mundo.
(Eduardo Galeano em "O Filho dos Dias")
hebe bonafini na plaza de maio

quinta-feira, janeiro 13, 2011

As tragédias de Petrópolis


' Em fevereiro de 1988, 134 pessoas morreram soterradas por deslizamentos, desabamentos ou levadas pelas águas em Petrópolis.
A tragédia começou com duas fortes pancadas de água, seguidas de vários dias de chuva fina e persistente. Bairros inteiros estiveram sob ameaça de desabamento.
Barracos de favelas e casas em áreas ricas ficaram igualmente vulneráveis. A casa de veraneio do ministro da Agricultura, Pratini de Morais, foi uma das que foram soterradas na ocasião. A cidade do Rio também foi castigada pelo temporal de 1988.' - Folha de Sao Paulo

Me lembro. Foram dias terriveis. Eu e minha mãe estávamos em Copacabana enquanto o resto da familia ficou "ilhada" em Petrópolis. Naquela época não existia celular e nem internet. Estavamos sem telefone. Noticias só na TV e rádio. E só coisa ruim: amigos desaparecidos, corpos encontrados.
Quando a chuva deu uma trégua e a rodovia Rio-petropolis foi parcialmente liberada, conseguimos retornar à cidade, No centro, pessoas choravam nos pontos de onibus, Uma rua desapareceu, levando toda a familia de um antigo amigo de escola (ele não se conforma até hoje).
Petrópolis parecida ter sido bombardeada.
A tragédia se repete. A minha familia está fora da área de risco, mas estamos sem noticias de amigos que moram no Vale do Cuiabá, em Itaipava.
(imagens scaneadas pelo blog Philippe Fernandes)


ENCHENTES EM PETRÓPOLIS: 1988
As tragédias em Petrópolis com as enchentes foram constantes na segunda metade do século XX. Assunto este já abordado em outro ensaio sobre as enchentes de 1966 e de 1988. As fotos presentes neste ensaio reproduzidos do arquivo de Silvio de Carvalho, ex-editor da Tribuna de Petrópolis, nos apresentam cenas da enchente de 1988, onde morreram dezenas de pessoas.





Nesta foto observamos o resgate de uma vítima após dois dias da tragédia.



O corpo de uma criança sendo resgatado. Ao que tudo indica algumas vitimas não conseguiram ter seus corpos resgatados, ficaram sepultados por toneladas de terra.



Ulisses Guimarães visita a cidade como presidente da República em excercício, já que era o presidente da Câmara e Sarney oVice em excercício que encontrava-se em viagem ao exterior na época. Sarney visitou o Indaia e outras regiões acompanhado de Moreira Franco e Paulo Rattes. Foi a segunda vez na década de 80 que Ulisses visitou Petrópolis, na primeira havia feito um discurso pelas Diretas nas escadarias do Palácio da Câmara.  (fonte: Sylvio de Carvalho para o Petrópolis Século XX)


Rua Casemiro de Abreu: as casas desapareceram (clique para ampliar)

D. Pedro Gastão entre o povo desalojado de Petrópolis durante as enchentes de 1988
(fonte: Bia)
O prefeito da época, Paulo Rattes, decretou estado de Calamidade Pública em todo o Município, e o Secretário estadual de Transportes, Josef Barat, chegou a cogitar um plano de evacuação da cidade. Entretanto, o plano não chegou a ser executado.

sexta-feira, junho 16, 2017

Eu quero dizer uma coisa


Oscar Liñeira foi outro dos milhares de garotos desaparecidos na Argentina. Em linguagem militar, foi transferido.
Piero Di Monte, preso no mesmo quartel, ouviu suas últimas palavras:
– Eu quero dizer uma coisa. Sabe o que é? É que eu nunca fiz amor. E agora vão me matar sem que eu tenha sabido como é.

(Eduardo Galeano em "O Filho dos Dias")