quinta-feira, outubro 06, 2016

Um Convidado Bem Trapalhão

The Party
Ano:1968
Diretor:Blake Edwards
Sinopse: Por engano, um ator indiano que está fazendo uma ponta num filme em Hollywood, é convidado para uma festa onde acaba provocando uma série de desastres.

Bastidores: Diz a lenda, que o filme sempre fez mais sucesso de bilheteria no Brasil, que nos Estados Unidos (relativamente é claro). Este foi o primeiro encontro de Sellers (1925-80) como diretor Edwards, depois de terem feitos os dois primeiros filmes da série “Pantera Cor de Rosa”, em 1963 e 64. Foi a estréia no cinema da cantora Claudine Longet, na época casada com o cantor Andy Williams, mais tarde acusada e julgada pelo assassinato de um amante. Na festa aparece o ex-Tarzan Denny Miller e a famosa Marge Champion (que formou dupla como marido Gower nos musicais da Metro). A trilha musical como sempre sucede com Edwards é de Henry Mancini (1924-94).

Critica: Uma das comédias preferidas do público brasileiro, que retornou várias vezes em reprise mas nem por isso goza da mesma reputação no exterior. Daí o status de cult. Na verdade, é um dos melhores momentos do diretor Blake Edwards (ainda hoje casado com Julie Andrews) fazendo uma comédia visual, um autentico pastelão. Fala-se muito pouco durante a fita, na verdade nada se diz de importância. Tudo é basicamente uma comédia de desastres sucessivos, com gags cuidadosamente construídas e elaboradas. Já começa na filmagem de um épico estilo “ Gunga Din” onde o ator indiano provoca um grande desastre fora de hora (Sellers esta maquiado como tal, aliás essa uma das caracterizações que ele mais apreciava, já que há muito indiano em sua Londres natal). Mesmo assim vai com o convite que lhe chegou por engano para uma dessas típicas festas hollywoodianas onde pouco se diz de importância. A casa é cheia de vidros , piscinas e fontes e isso vai causando problemas variados, sendo que o mais famoso é justamente quando ele sente uma vontade irresistível de ir ao banheiro e não consegue (foi a primeira vez que se mostrou isso no cinema) . Os desastres continuam se sucedendo, sempre construindo cuidadosamente o humor (até um pouco como Jacques Tati ou os antigos mestres do cinema mudo) até uma apoteose final onde entram bolhas de sabão e elefantes. Uma delícia melhor mesmo que a maior parte dos filmes da série da “Pantera”.

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