terça-feira, março 29, 2022
ecos da quarentena
sábado, março 12, 2022
quarta-feira, fevereiro 23, 2022
segunda-feira, fevereiro 21, 2022
A Arte de Marc-Antoine Coulon
pela ordem : Ava Gardner, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Gina Lollobrigida, Anouk Aimée, Marlene Dietrich, Greta Garbo and Jean Seberg
por Marc-Antoine Coulon
Happy Jennifer O'Neill !
Hoje (20/02) é aniversario da carioca Jennifer O'Neil, atriz de Verão de 42. Completa 74 anos.
A mãe era inglesa e opai era um brasileiro de ascendência espanhola e irlandesa.
Iniciou-se na carreira de modelo aos quinze anos, em Nova Iorque. Seu primeiro filme foi For Love of Ivy, em 1968. Apesar do pequeno papel, ela atraiu a atenção do diretor Howard Hawks, que a contratou para estrelar Rio Lobo em 1970, em que contracenou com John Wayne. Em 1971, atuou em Summer of '42, filme que a tornou conhecida nos Estados Unidos. Depois desse filme nunca mais recebeu convites para um grande papel. Fez Lady Ice em 1973 e Scanners em 1981. Em 1976, passou algum tempo na Europa, onde trabalhou com o diretor italiano Luchino Visconti em seu último filme, L'Innocente.
Jennifer fez mais sucesso em filmes para a televisão, incluindo atuações em Love's Savage Fury e em Bare Essence.
Casou nove vezes, com oito diferentes maridos, e tem três filhos. Atualmente, vive em uma fazenda em Nashville. Escreveu uma autobiografia, Surviving Myself, e participa de campanhas humanitárias diversas.
domingo, fevereiro 06, 2022
Bob Marley
Quando tinha quatro anos, Bob começou a pressagiar a partir da leitura da palma da mão. Como as previsões invariavelmente eram acertadas, ficou conhecido na região. Um dia, quando já era famoso, voltou a Kingston e uma mulher pediu que ele lesse a mão dela. Diante do pedido, respondeu: “Eu não estou mais lendo mãos. Estou cantando agora”.
sexta-feira, janeiro 21, 2022
A Copa que não comemorei
(ELZA SOARES) - 25/05/2014
Além de ter sido um período muito difícil para o Brasil, a ditadura militar foi quando tive minha casa metralhada. Estávamos todos lá: eu, Garrincha e meus filhos. Os caras entraram, metralharam tudo e nunca soube o motivo.
Era 1970, já tínhamos recebido telefonemas e cartas anônimas, nos sentíamos ameaçados e deixamos o país. Acredito que fizeram isso por conta do Garrincha, mas também por mim, pois eu era muito inflamada e então, como ainda hoje, de falar o que penso. Eu andava muito com o Geraldo Vandré e devem ter pensado que eu estava envolvida com política. Mas eu sou uma operária da música, e qual é o operário que não se revolta?
Fomos para Roma, e lá o Garrincha, que não tinha sido convocado para aquela Copa, estava em desespero por não estar jogando e por não ter onde morar. Estávamos num hotel, vendo o Brasil ser campeão. Foi quando o Juca Chaves foi comemorar na Piazza Navona, onde fica a embaixada brasileira.
Estávamos trancados dentro de um apartamento, e o Garrincha queria sair de qualquer maneira: queria participar da festa, mas ao mesmo tempo estava altamente deprimido. Ele perdeu a casa, teve de deixar o país e não sabíamos como voltar.
Enquanto se celebrava o fato de o país se tornar o primeiro tricampeão na história da Copa do Mundo, o Brasil fazia barbaridades com sua população. O Garrincha sentia um misto de alegria e dor, porque ele queria comemorar, mas, ao mesmo tempo, sentia repulsa por tudo que nos havia acontecido.
Imagine o que é para um homem que, para mim, está acima de qualquer nome no futebol brasileiro, ser mandado embora do país. Isso já é tenebroso, vergonhoso; imagine então esse homem vendo aquela conquista, confinado numa selva de pedra, no exterior, sem entender nada, sem saber o que havia acontecido com nossa casa.
Aquela foi a época em que ele mais bebeu, e não saía de casa, pois tinha vergonha de aparecer embriagado. Eu fazia de tudo para ele não beber, mas não adiantava.
Era tão grande a minha angústia que eu tinha vontade de invadir a embaixada brasileira em Roma. Mas segurei a onda. Continuamos vivendo num hotel e tivemos grande ajuda de Chico Buarque e Marieta. Eles tinham se exilado na cidade e foram dois amigos de alma.
Ali eu tive um bom empresário, trabalhei muito e fui ganhando o dinheiro com o qual pagava todas as contas. Durante um jantar, conheci Ella Fitzgerald, que estava fazendo shows com repertório de bossa nova e teve um problema de saúde. Eu acabei substituindo-a.
Mas, quando descobriram que eu estava trabalhando na Itália sem documentação, tivemos de sair de Roma -então fomos para Portugal por um tempo.
Um dia, estávamos no Cassino Estoril, perto de Lisboa, e encontramos o apresentador Flávio Cavalcanti e o Maurício Sherman, que dirigia um programa na TV Tupi. Eles deram ao Garrincha uma camisa do Brasil, querendo homenageá-lo -mas quem queria camisa da seleção naquela altura?
"Obrigado o..., cadê minha casa, cadê minha moradia? Já vesti a camisa do Brasil anteriormente, já dei tudo que eu poderia ter dado ao Brasil", ele disse.
Passados 50 anos do golpe, ninguém jamais tomou nenhuma atitude sobre o que nos aconteceu naquele 1970, e eu continuo brigando pelo Mané, até hoje.
Quando eu canto "Meu Guri", canto com muita força, e essa é uma maneira que eu tenho de cantar uma música do Chico, mas homenageando o Mané. Eles são os dois guris de "my life".
ELZA SOARES, 86, é cantora e se apresenta no show "A Voz e a Máquina" nos dia 6 e 7/6 no Sesc Santo André.
Elza Soares

Chico Buarque beija Elza Soares em show no Garden Hall, em outubro de 2000. Foto: Wania Pedroso/07-10-2000
Por Chico Buarque
Se acaso você chegasse a um bairro residencial de Roma e desse com uma pelada de meninos brasileiros no meio da rua, não teria dúvida: ali morava Elza Soares com Garrincha, mais uma penca de filhos e afilhados trazidos do Rio em 1969. Aplaudida de pé no Teatro Sistina, dias mais tarde Elza alugou um apartamento na cidade e foi ficando, ficando e ficando.
Se acaso você chegasse ao Teatro Record em 1968 e fosse apresentado a Elza Soares, ficaria mudo. E ficaria besta quando ela soltasse uma gargalhada e cantasse assim: “Elza desatinou, viu.”
Se acaso você chegasse a Londres em 1999 e visse Elza Soares entrar no Royal Albert Hall em cadeira de rodas, não acreditaria que ela pudesse subir ao palco. Subiu e sambou “de maillot apertadíssimo e semi-transparente”, nas palavras de um jornalista português.
Se acaso você chegasse ao Canecão em 2002 e visse Elza Soares cantar que a carne mais barata do mercado é a carne negra, ficaria arrepiado. Tanto quanto anos antes, ao ouvi-la em “Língua’’ com Caetano.
Se acaso você chegasse a uma estação de metrô em Paris e ouvisse alguém às suas costas cantar Elza desatinou, pensaria que estava sonhando. Mas era Elza Soares nos anos 80, apresentando seu jovem manager e os novos olhos cor de esmeralda.
Se acaso você chegasse a 1959 e ouvisse no rádio aquela voz cantando “Se acaso você chegasse’’, saberia que nunca houve nem haverá no mundo uma mulher como Elza Soares.
segunda-feira, janeiro 10, 2022
Gabriela Mistral
Em 10 de janeiro de 1957, morria em Nova York, a chilena Gabriela Mistral. Poetisa, educadora, diplomata e feminista, ela ganhou o Nobel de Literatura de 1945. Mistral residia em Petrópolis quando soube que se tornara a primeira de todos os escritores latino-americanos a receber o Nobel. O Prêmio
























