"Os Brutos Também Amam" (Shane, 1953)
Ficha Técnica
Direção: George StevensRoteiro: A.B. Guthrie e Jack Sher, baseado no romance de Jack Schaefer
Fotografia: Loyal Griggs
Música: Victor Young
Direção de Arte: Hal Pereira e Walter Tyler
Montagem: William Hornbeck e Tom McAdoo
Produção: George Stevens (Paramount Pictures)
Distribuição em Vídeo: CIC
Duração: 1h58
Elenco Principal:
Alan Ladd (Shane)
Jean Arthur (Marion Starrett)
Van Heflin (Joe Starrett)
Brandon de Wilde (Joey)
Jack Palance (Wilson)
Emile Meyer (Ryker)
Sinopse
Em 1889, uma comunidade de agricultores em Wyoming é ameaçada por criadores de gado liderados pelo tirano Ryker. Nesse contexto, chega o misterioso pistoleiro Shane, que busca recomeçar sua vida. Ao se aproximar da família Starrett — composta por Joe, Marion e o filho Joey —, Shane se vê envolvido na luta dos colonos. Quando Ryker contrata o notório assassino Wilson para eliminar Joe, Shane assume o lugar do fazendeiro em um duelo decisivo, marcando um dos clímax mais icônicos do western.
Sobre o Diretor
George Stevens (1904-1975), conhecido por seu perfeccionismo, é um dos nomes mais respeitados do cinema americano. Iniciou a carreira como ator e cameraman, destacando-se em comédias como Gunga Din (1939) e A Mulher do Dia (1942). Nos anos 1950, consolidou sua reputação com a "trilógia da América": Um Lugar ao Sol (1951), Os Brutos Também Amam (1953) e Assim Caminha a Humanidade (1956).
Curiosidades e Impacto
Narrativa Inovadora: Primeiro western majoritariamente visto pelos olhos de uma criança (Joey).
Recepção da Crítica: Divide opiniões — celebrado como "arquétipo do gênero" (Will Wright) ou criticado por seu tom "artificial" (Pauline Kael).
Prêmios: Oscar de Melhor Fotografia (1954).
Produção: Filmado entre 1951-1952, com lançamento atrasado devido à meticulosidade de Stevens.
Legado: Inspirou o remake O Cavaleiro Solidário (1965), dirigido por Clint Eastwood.
Destaque: A fotografia de Loyal Griggs captura a grandiosidade das paisagens do Wyoming, contrastando com a violência humana, enquanto a trilha de Victor Young reforça o tom épico-melancólico.

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