sábado, janeiro 30, 2016

Topo Gigio

Ele foi uma febre em 1970 e ainda tentou retornar na década de 80, mas sem o mesmo resultado. Em 1969 o simpático ratinho Topo Gigio estreava no programa “Mister Show” da novata emissora Rede Globo. No comando do programa, Agildo Ribeiro sob a direção de Augusto Cesar Vannucci.
A presença de Agildo Ribeiro logo foi abafada diante da presença do falante Gigio. Ele cantava “Chove Chuva” de Jorge Benjor (na época, ainda Ben), “Meu Limão, Meu Limoeiro” e outros sucessos do final dos anos 60.
Topo Gigio era uma marionete de pano com 30 centímetros de altura, criada na Itália por Maria Perego. Daí o seu sotaque italiano. Teve diversas versões. Nos Estados Unidos, ganhou fama no programa de Ed Sulivann. Hoje, um brinquedo de Gigio daquela época é disputado a tapa em leilões da internet.
No Brasil, foi ídolo da criançada. Sua participação ao lado de Agildo durava apenas 15 minutos. As cenas eram gravadas previamente para não revelar os truques de manipulação. O momento máximo era despedida: Gigio sempre pedia “um beijinho de boa noite” balançando a perninha.
Porém, a turma do O Pasquim – jornal satírico e de oposição ao regime militar – não poupou o ratinho. Ziraldo e Cia achavam que Gigio era meio gay. Na verdade, a politização da redação do Pasquim jamais admitiria um personagem “direitinho” adotado pelas famílias de classe média num período tão negro da história.
Gigio se despediu no final de 1970, levando uma trouxinha no ombro. Choradeira geral diante da telinha. Voltaria em 1983 na Bandeirantes, sem o mesmo carisma.





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