sábado, março 18, 2017

VHS de "Tubarão" foi lançado em 1996

Título:   tubarão               Data:     02/Dez/96         

Autor:   Thales De Menezes     
  Editoria:               Ilustrada             

O primeiro grande sucesso de bilheteria de Steven Spielberg  sai no Brasil depois de 20 anos
tubarão


No verão de 1976, muita gente que foi à praia deixou de entrar na água. O motivo: a primeira obra-prima cinematográfica de Steven Spielberg, "Tubarão".
Se hoje o filme não parece mais tão aterrorizante, a culpa recai sobre as infindáveis imitações que foram perpetradas nos anos seguintes. A própria série continuou, sem Spielberg, com os "Tubarões" 2, 3 e 4, muito fracos.
O tema da revolta dos animais contra o homem estava na cabeça de muitos produtores de cinema. Alfred Hitchcock tinha dado todas as dicas em "Os Pássaros" (1962).
Por causa dele, os grandes predadores não tinham chance. Ninguém fazia filmes com leões, tubarões, crocodilos. A moda era fazer terror com ratinhos ("Ben", 73), rãs e sapos ("Frogs", 74), abelhas ("Killer Bees", 75) e outros bichinhos aparentemente inofensivos.
Quando Hollywood quis adaptar um romance "B" sobre tubarão assassino aprontando horrores numa cidadezinha de veraneio, a tarefa caiu nas mãos do promissor Spielberg, que vinha de filmes baratos e criativos: "Encurralado" (72) e "Louca Escapada" (74).

Enquanto escolhia elenco e locações, Spielberg acompanhou a construção de Bruce, o tubarão mecânico que iria estourar todas as bilheterias do planeta. Todo o suspense do filme vem do fato de o tubarão aparecer bem pouco na tela. É a expectativa de sua aparição, a angústia que toma conta de vítimas e do trio improvisado de caçadores que sai atrás dele que deixa o espectador grudado na poltrona.
A escolha dos três atores principais foi perfeita. Roy Scheider como o xerife desacostumado ao mar, Richard Dreyfuss no papel do oceanógrafo ingênuo e Robert Shaw interpretando o velho homem do mar são irresistivelmente carismáticos na tela.
Apesar das inúmeras refeições que o bichão faz, Spielberg não cede ao apelo fácil da sanguinolência. "Tubarão" consegue ser um filme que apavora adultos mas, ao mesmo tempo, pode ser visto por crianças. Talvez não durmam uma noite ou duas, mas é só isso.
O sucesso do filme foi tamanho que Spielberg teve liberdade total para realizar em seguida "Contatos Imediatos de 3º Grau", o filme que era seu sonho de infância. Daí para frente, virou o diretor mais importante das últimas décadas.

Curiosidade: no ano de lançamento do filme, um vestibular em São Paulo perguntou como se escrevia "tubarão" em inglês. Para atestar a popularidade do filme, 18% dos candidatos responderam "jaws" (que significa "mandíbula"), o título original.
Agora, com seu mais do que aguardado lançamento em vídeo, "Tubarão" vai assustar novas gerações e fazer outras lembrarem de seus sustos nos cinemas, embalados por uma das trilhas sonoras mais populares da história.

Quando o famoso "tã, tã, tã, tã, tã, tã, tã..." ecoar na sala de TV de trintões e quarentões, a nostalgia será inevitável. E deliciosa. 

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