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quarta-feira, janeiro 21, 2026

Centralia, Pensilvânia (EUA) – A cidade que queima por baixo da terra

 

Centralia nos anos sessenta, quando o fogo começou. Hoje nada resta .

  • Centralia foi fundada em 1866, na Pensilvânia, como uma típica cidade mineradora de carvão.

  • No auge, chegou a ter cerca de 2.500 habitantes, vivendo basicamente da mineração de antracito (um carvão de alto poder calorífico).


  • Em 27 de maio de 1962, um incêndio começou em um lixão usado pela prefeitura, que ficava próximo a uma mina abandonada.

  • O fogo se espalhou para as veias de carvão subterrâneas e nunca mais foi contido.

  • Desde então, o solo sob Centralia queima sem parar — o fogo consome lentamente o carvão e pode durar séculos (estima-se que ainda haja combustível para 200 a 250 anos).

  • O incêndio subterrâneo liberava gases tóxicos (monóxido de carbono) e causava rachaduras no chão, por onde saía fumaça quente.

  • Em 1981, um garoto quase morreu ao ser engolido por uma cratera que se abriu de repente no quintal de casa — esse episódio acelerou a evacuação.

  • O governo federal dos EUA declarou a área inabitável e, nos anos 1980, desapropriou quase todos os moradores.

  • De uma população de 2.500 pessoas, restaram apenas menos de 10 moradores (alguns resistiram e ganharam na justiça o direito de permanecer até morrer).

  • As ruas, casas e até a igreja foram abandonadas, criando uma paisagem fantasmagórica.

  • Uma das estradas, a Route 61, ficou famosa por suas rachaduras soltando fumaça — tanto que recebeu o apelido de Graffiti Highway (hoje fechada).

  • Centralia inspirou diretamente o jogo Silent Hill (Konami, 1999) e o filme homônimo (2006), por sua atmosfera de cidade coberta de neblina e fumaça saindo do chão.

  • Também virou tema de documentários, livros e matérias jornalísticas sobre cidades abandonadas.

  • É considerada um exemplo de desastre ambiental permanente — algo que o homem iniciou e não consegue mais deter.

  • Centralia é hoje uma cidade quase fantasma, condenada por um fogo subterrâneo que queima há mais de 60 anos e deve continuar queimando por séculos. Um cenário real que parece saído de um pesadelo ou de uma distopia cinematográfica.

    terça-feira, janeiro 20, 2026

    CARLOS EDUARDO NOVAES e as eleições

     CARLOS EDUARDO NOVAES

    ## Apotegmas eleitorais



    • Em terra de cego, quem tem um olho é indeciso

    • Mais vale um voto na mão do que dois na intenção

    • Devagar se vai ao longe da Prefeitura

    • Apressado vota nu

    • Quem ama o Jorge, Medina lhe parece

    • A voz do povo está na boca da urna

    • Diga-me com quem votas e te direi quanto ganhas

    • Deus ajuda a quem cedo sai para o corpo-a-corpo

    • Em briga de marido e mulher, tente ficar com o voto dos dois

    • Não me deem panfletos, sei errar sozinho

    • Crer ou não crer, eis a pesquisa

    • Mais Valle um Alvaro do que dois Rubens

    • Para um bom eleitor, o silêncio basta

    • Onde tem fumaça, tem candidato

    • O preço da campanha é a eterna militância


    ### Todo homem é igual na cabine eleitoral

    • Vota tatu, cotia não

    • Quem não chora não mama e quem não mama não se candidata

    • O voto útil é inútil para quem vota

    • Do alto deste teleférico, 40 crioulos nos contemplam (Saturnino Braga)

    • O Sol brilha para todos (os candidatos), mas apenas um poderá ir à praia

    • Leite na Prefeitura dos outros é refresco

    • O candidato é o último a abandonar o palanque

    • De voto em voto, o candidato fica com 1,2% do eleitorado

    • A propaganda nem sempre é a alma do negócio eleitoral

    • Dos males, o menor não tem chance de vitória

    • Voto mole em eleição dura, tanto faz, nunca se apura

    segunda-feira, janeiro 19, 2026

    Sérgio Mendes e Rose Machado


    O Encontros com a Imprensa recebeu os jornalistas Sérgio Mendes e Rose Machado, referência no jornalismo rural do Paraná, para uma conversa sobre trajetória profissional, televisão e as transformações do agronegócio ao longo de mais de 30 anos de atuação conjunta. O casal relembrou o início da carreira, o encontro profissional que virou parceria de vida e a consolidação de um modelo próprio de fazer comunicação no campo.



    Rose, natural de Paranavaí, começou na televisão como apresentadora de um telejornal local da TV Imagem, afiliada da Band. Sérgio, paulista do interior de São Paulo, chegou ao Paraná após atuar na área administrativa e de recursos humanos, até migrar para a comunicação e criar o programa Imagem Rural, que uniu definitivamente suas trajetórias profissionais.

    A parceria começou ainda em Paranavaí, primeiro no trabalho e só anos depois na vida pessoal. Após quatro anos dividindo a apresentação do programa, o relacionamento evoluiu, resultando em casamento e em um projeto profissional sólido, que os levou a se mudar para Maringá com um formato já consolidado de jornalismo rural.

    Na capital regional, o programa passou por diferentes emissoras, como TV Cidade e TV Tibagi, até ganhar projeção estadual. Foi nesse período que Sérgio e Rose adotaram uma marca registrada: gravações sempre em ambientes externos, valorizando luz natural, paisagem rural e uma estética limpa, distante do estúdio tradicional.

    A mudança definitiva veio há 17 anos, com a chegada à RIC TV, onde o RIC Rural permanece até hoje. Segundo o casal, a emissora garantiu liberdade editorial e autonomia de produção, fatores decisivos para a longevidade do programa. O modelo inclui reportagens produzidas em várias regiões do Paraná, ampliando o alcance e a diversidade de temas.

    Ao longo dessas três décadas, eles acompanharam profundas transformações no agronegócio brasileiro: o país deixou de ser importador para se tornar exportador de alimentos, o Paraná assumiu protagonismo nacional, o produtor rural se profissionalizou e as mulheres e os jovens passaram a ocupar mais espaço no campo.

    Um dos grandes desafios do programa, segundo os jornalistas, é traduzir a linguagem do agro para quem vive na cidade, combatendo estereótipos e desinformação. Para eles, comunicar o campo de forma simples, humana e didática é essencial para mostrar que o produtor rural também é preservador ambiental e parte fundamental da sociedade.

    Entre as reportagens mais marcantes, Sérgio citou a cobertura da falsa suspeita de febre aftosa, que resultou no abate de gado saudável, e uma colheita de urucum que o impressionou pela cor, pelo cheiro e pela força estética da cena. Rose destacou matérias sobre cooperativismo, especialmente histórias de imigrantes que ajudaram a construir a força agrícola do Paraná.

    Ao falar sobre cooperativas, o casal ressaltou o papel social do cooperativismo como ferramenta de inclusão e fortalecimento dos pequenos produtores. Para eles, contar essas histórias é uma forma de humanizar o agro sem vitimizar o produtor, valorizando o trabalho, a organização coletiva e a capacidade de transformação do campo brasileiro.

    Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

    Outros episódios no   Spotify.


    Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

     Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

    Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

    Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

    Elaine Guarnieri

    Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

    Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho

    Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay


    PauloPupimRegina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

    Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

    Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

    Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

    Vanessa Bellei Victor Ramalho


    Os Trinta Valérios


     O autor da famosa fotomontagem conhecida como “Os Trinta Valérios” é o artista multifacetado Valério Octaviano Rodrigues Vieira (1862–1941) 
    Brasileira Fotográfica

    Valério Vieira foi um fotógrafo, pintor e músico brasileiro, nascido em Angra dos Reis, que se destacou por sua inventividade estética e técnica no campo da fotografia no início do século XX 


    Em 1901, criou a famosa fotomontagem em que se multiplicava em 30 personagens distintos — músicos, espectadores, garçom, o busto e os retratos na parede — compondo uma cena cênica bem-humorada e teatral 

    Essa montagem se tornou um marco da fotografia brasileira, justamente por comprovar que a foto poderia ser muito mais que registro—poderia ser também invenção, performance e experimentação visual 


    Valério inclusive ganhou medalha de prata com essa obra na Louisiana Purchase Exposition (Exposição Universal de Saint Louis), em 1904 


    Ele era autor, modelo, diretor e montador de sua própria cena — um autorretrato teatral e bem-humorado que desafia a ideia de que fotografia só documenta a realidade 

    O título original era Valério Fregoli, em homenagem ao ator italiano Leopoldo Fregoli, famoso por trocar de personagem rapidamente — uma pista direta sobre o caráter performático da montagem

    domingo, janeiro 18, 2026

    Natália Garay


    Encontros com a Imprensa recebeu a jornalista Natália Garay para um bate-papo sobre comunicação, carreira e os desafios do jornalismo em Maringá e região. Com 20 anos de atuação profissional, Natália revisitou a própria trajetória, desde a escolha pela profissão até a consolidação na televisão, marcada por insistência, aprendizado diário e paixão pela notícia.


    Natural de Maringá, criada na Zona 4, Natália contou que o interesse pelo jornalismo surgiu ainda jovem, motivado pela curiosidade, pelo gosto por entrevistas e, principalmente, pelo desejo de compreender e dar visibilidade às questões sociais. Antes da televisão, passou pela assessoria de imprensa na Associação Comercial de Maringá, experiência que considera fundamental para sua formação prática.

    A entrada na RPC, em 2006, foi resultado de perseverança. Currículos entregues, visitas constantes à emissora e até um vídeo em DVD fizeram parte do caminho até a primeira oportunidade. A jornalista relembrou com carinho o apoio de profissionais experientes que acreditaram em seu potencial e abriram portas no início da carreira.

    Ao longo dos anos, Natália atuou como repórter, produtora, editora e apresentadora, acompanhando de perto as transformações da televisão e das rotinas de redação. Segundo ela, a tecnologia acelerou processos, mudou linguagens e aproximou o jornalismo da informalidade, mas também reduziu o contato humano direto, algo que ela ainda valoriza muito.

    Para Natália, a reportagem de rua foi decisiva na construção de seu olhar profissional e pessoal. As experiências fora da redação ampliaram a empatia, a sensibilidade social e a compreensão das desigualdades. “A rua é uma escola”, afirmou, ao destacar que foi nesse espaço que mais amadureceu como jornalista e como pessoa.

    Entre as coberturas que mais a marcaram, estão reportagens ligadas a causas sociais, direitos da população e um caso de violência contra uma criança, no início da carreira, que deixou profundas marcas emocionais. A jornalista destacou que nem sempre é fácil separar o trabalho da vida pessoal, especialmente em situações de dor e sofrimento.

    Natália também falou sobre o reconhecimento do público e a relação com a imagem na televisão. Se no começo buscava visibilidade, hoje se sente cada vez mais confortável nos bastidores, onde encontra satisfação no resultado coletivo do trabalho jornalístico, mesmo sem aparecer no vídeo.

    A entrevistada ressaltou a importância do trabalho de produção e apuração, muitas vezes pouco reconhecido, mas essencial para a qualidade da informação. Para ela, a pressão existe em todas as áreas da redação, embora a reportagem de rua continue sendo a mais desgastante física e emocionalmente.

    Ao falar com estudantes de comunicação, Natália deixou um conselho direto: nunca se afastar dos estudos. Para ela, a prática é fundamental, mas a atualização constante, o contato com novas tecnologias e a reflexão acadêmica são indispensáveis diante das rápidas mudanças no jornalismo.

    Fora das câmeras, Natália se define como alguém que busca equilíbrio, silêncio e gratidão. Para ela, paz é conseguir olhar para a própria vida com consciência, empatia e reconhecimento dos privilégios, sem perder a sensibilidade diante das dificuldades do outro.

    Encontros com a Imprensa” é um programa semanal que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

    Outros episódios no   Spotify.


    Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

     Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

    Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

    Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

    Elaine Guarnieri

    Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

    Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho

    Messias MendesMilton Ravagnani -


    PauloPupimRegina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

    Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

    Sandro IvanovskiSolange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

    Vanessa Bellei Victor Ramalho