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quarta-feira, março 04, 2026

Príncipe de Astúrias



O navio Príncipe de Astúrias foi um dos mais trágicos desastres marítimos da história brasileira — e frequentemente chamado de “o Titanic brasileiro”, embora muito menos conhecido. Abaixo, segue um resumo detalhado sobre esse navio e seu naufrágio:


Príncipe de Astúrias — O Titanic Sul-Americano

🛳️ O Navio

Era um luxuoso transatlântico espanhol, construído para fazer a rota entre Barcelona e Buenos Aires, com escalas em portos brasileiros, incluindo Rio de Janeiro e Santos.




🚨 O Naufrágio (4 de março de 1916)

  • Local: Próximo à Ilha de Búzios, litoral de São Sebastião (SP)

  • Motivo: Colisão com rochedos submersos durante uma tempestade densa e com neblina

  • Consequência: O navio afundou em 5 minutos

  • Mortes: Estima-se cerca de 445 mortos, entre passageiros e tripulantes

  • Sobreviventes: Cerca de 143 resgatados

O navio estava lotado, incluindo imigrantes espanhóis, italianos e portugueses a caminho da América do Sul, além de oficiais, nobres e comerciantes. Muitos estavam dormindo quando o navio se chocou contra as pedras, o que impediu qualquer evacuação organizada.




🧭 Contexto Histórico

Na época, a Primeira Guerra Mundial ainda estava em andamento, e viagens pelo Atlântico eram arriscadas. O Príncipe de Astúrias levava também carga valiosa e, segundo rumores históricos, até ouro, o que motivou várias expedições de busca nos anos seguintes.


🔎 Mistérios e Curiosidades

  • Ouro perdido? Há lendas que o navio carregava toneladas de ouro escondidas entre os porões — até hoje não encontradas.

  • Tesouros submersos: Já foram feitas várias tentativas de exploração do navio, que ainda está a cerca de 18 a 20 metros de profundidade.

  • Desatenção? Muitos relatos sugerem que o capitão confiava demais nos instrumentos e não avistou a costa rochosa a tempo.

  • Memorial? Apesar do impacto, o desastre não tem o mesmo peso na memória coletiva brasileira quanto o Titanic — há poucos monumentos ou lembranças oficiais.




terça-feira, março 03, 2026

O Olhar sem mistério sobre Hitch




Biografia do mestre do suspense é lançada, mas não traz nenhuma revelação

ANGELA REGINA CUNHA 21/9/92  - JORNAL DO BRASIL 

DOZE anos depois de morto, Alfred Hitchcock continua dando sustos com seus filmes. Quem tem se deliciado assistindo à retrospectiva da fase inglesa do diretor aos sábados, na TVE, agora pode conhecer um pouco a história dessas obras lendo Alfred Hitchcock e seus filmes, do alemão Bodo Fründt, recém-lançado pela Ediouro. Primeira de uma série de biografias de grandes nomes do cinema — a próxima a merecer tal atenção será Meryl Streep —, a obra de Fründt não é uma tese de mestrado sobre o mestre do suspense, talvez a mais completa diretriz da história do cinema. Ao contrário, o livro não pretende — e nem conseguiria — fazer nenhuma revelação bombástica sobre a vida e a obra do diretor inglês morto em 3 de maio de 1980. Mas aguça a curiosidade do menos entusiasta dos cinéfilos.

Esse beabá de Hitchcock, ilustrado por mais de 100 fotos de filmes e álbum de família, com revisão dos títulos feita por Susana Schild, crítico de cinema do JORNAL DO BRASIL, e fichas técnicas de todos os filmes, inclusive os para TV, procura explicar o sucesso de Hitchcock — se é que isso ainda é necessário. Em meio ao resumo dos filmes, o autor recorda algumas informações preciosas — como a de que o primeiro filme de Hitchcock com o superprodutor americano David O. Selznick seria sobre o naufrágio do Titanic. Em boa hora Selznick comprou os direitos de Rebecca, o braço do Diabo, de Thurber, que acabou se tornando o filme de estréia de Hitchcock em Hollywood. Aliás, se dependesse de Selznick, Rebecca, a mulher inesquecível seria um melodrama de amor. Mas o diretor inglês, que naquele ano, 1939, se mudara com a família para os Estados Unidos, habilmente envolveu o produtor e fez de Rebecca um autêntico Hitchcock.

O próprio Fründt admite ser arbitrária a divisão em capítulos da obra de Hitchcock — "um conjunto que cresceu como um todo". Mas ele faz essa divisão colocando em um bloco que vai de 1922 a 1929, os mudos Number thirteen (não concluído) e O ilhéu. Em outro capítulo, intitulado "thriller com som, cotidiano e aventura", reúne de Chantagem e confissão (1929) a Estalagem maldita (1938). "Preto e branco em Hollywood — culpa e amor" é a sequência de filmes que vai de Rebecca (1939) a Agonia de amor (1947) e "o mestre da corda bamba da cor e da dança", fala de filmes inesquecíveis que vão de Festin diabólico (1948) a Intriga internacional (1957). O capítulo seguinte começa com o que Fründt considera "marco decisivo na evolução de Hitchcock", Psicose (1960), e vai até Trama macabra (1975), seu último filme.

Fründt atribui à "curiosa engrenagem de sua vida" — estudou na Inglaterra, filmou na Alemanha e amadureceu nos Estados Unidos —, o engenho de seus filmes e relembra seus temas recorrentes como o inocente acusado, seu humor grotesco, suas louras inesquecíveis e sua paixão pela boa mesa.

Ao dissecar filme por filme de Hitchcock e descrever seu método de trabalho, Fründt consegue não deslizar para a tietagem. Mas é evidente sua admiração pelo diretor: "Como um artesão ou um engenheiro, Hitchcock não colocava qualquer elemento casual ou inútil numa obra. Ele parecia ter tudo planejado na cabeça antes de iniciar um trabalho". E escreve Fründt e cita o próprio Hitchcock para quem "o diálogo não é o mais importante em meus filmes mas sim a observação sobre quem fala".

Sem ser nem de longe genial como o diretor que descreve, Alfred Hitchcock e seus filmes consegue aumentar a admiração por Hitch. Dá vontade de sair correndo para o vídeo mais próximo e alugar todos os filmes dele. Pena que Fründt conte o final dos filmes — pecado que só o mais antipático dos críticos seria capaz de cometer.

segunda-feira, março 02, 2026

Rachel Coelho

 

Rachel de Oliveira Coelho nasceu e cresceu na Cidade Alta, em Maringá. Criada na Rua Evaldo Braga, em meio a ruas com nomes de artistas como Carmen Miranda, Maísa e Vinícius de Moraes, ela viveu uma infância típica dos anos 1980: brincadeiras na rua, pouca televisão e muita terra nos pés. “Fui uma criança travessa, dei trabalho para minha mãe”, relembra, com humor.

Estudante da Escola Estadual Vinícius de Moraes, foi ali que aprendeu a ler e começou a formar seu olhar curioso para o mundo. Apesar de não ser exatamente fã dos estudos na infância, havia uma disciplina que sempre a mobilizou: História. O interesse, no entanto, não a levou imediatamente para essa área.

Rachel ingressou primeiro no curso de Jornalismo, em 1997, na então Cesumar. Ela conta que a escolha teve muito de idealização: a figura do jornalista dinâmico, quase cinematográfico, inspirava aquela jovem que ainda buscava seu caminho. O incentivo decisivo veio da mãe, que sugeriu a nova graduação quando o curso abriu na cidade.

Durante a formação, também iniciou História na UEM, curso que concluiu em 2005, após enfrentar greves e um período de trancamento. Ao terminar as graduações, decidiu sair de Maringá e passou um ano no Rio de Janeiro. Sem conseguir se firmar profissionalmente na área, mergulhou na cena cultural carioca como espectadora: teatro, grupos independentes, circulação artística intensa. Experiência que, mais tarde, influenciaria profundamente sua atuação.

De volta a Maringá, Rachel começou a trabalhar no jornal O Diário. Seu primeiro grande convite foi cobrir o Femucic — festival que, anos antes, já havia sido tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso, transformado em livro por meio de lei de incentivo. A partir daí, passou a atuar principalmente no caderno de Cultura e em projetos como o “Diário na Escola”.

Ela relembra que sempre quis permanecer na editoria cultural, decisão que, acredita, pode ter limitado sua trajetória dentro da redação. Nunca foi efetivada como repórter e, após três anos de tentativas, deixou o jornal frustrada por se sentir desvalorizada. Coberturas marcantes, como velórios de figuras públicas da cidade, reforçaram tanto o peso quanto a responsabilidade da profissão.

Após sair do Diário, foi convidada para assumir a Gerência de Patrimônio Histórico na Secretaria de Cultura de Maringá. O convite partiu da então secretária Flor Duarte, que reconheceu sua formação também em História. Rachel permaneceu cerca de três anos no cargo, em um período politicamente tenso, marcado por pressões e disputas ideológicas.

Ela não esconde que enfrentou dificuldades no ambiente político — inclusive episódios públicos envolvendo posicionamentos antigos em blogs pessoais. Ainda assim, reconhece que o período foi importante: foi com o salário da função comissionada que conseguiu concluir a construção da própria casa, garantindo estabilidade para seguir na área cultural.

A transição para a produção cultural aconteceu de forma gradual. Atuando em assessorias de imprensa para projetos e festivais, Rachel percebeu que já exercia também funções de produção. Assim nasceu a Dois Coelhos Comunicação e Cultura, empresa que une assessoria de imprensa e produção cultural — “dois coelhos” em uma só proposta.

Hoje, ela analisa a cena cultural de Maringá como mais ampla e diversa do que no início de sua carreira, muito impulsionada pelos cursos de artes da UEM. Ao mesmo tempo, aponta fragilidades: dependência de editais públicos, instabilidade de políticas culturais e, principalmente, a ausência de crítica especializada consistente na cidade.

Sobre o jornalismo cultural local, é direta: considera-o quase inexistente. Para ela, a crítica — feita com responsabilidade e contextualização — é fundamental para o amadurecimento da cena. Sem veículos fortes e sem tradição consolidada, artistas e produtores acabam circulando em um ambiente de pouca confrontação estética.

Rachel afirma que não sente falta da redação tradicional. Encontrou na produção cultural um espaço onde consegue unir comunicação, estratégia e formação de público. Para ela, o produtor cultural é um agente estratégico, capaz de preencher lacunas, estruturar a cena e colocar a cidade em circulação. Entre frustrações, reinvenções e resistência, sua trajetória revela alguém que nunca deixou de acreditar na cultura como ferramenta de transformação local.

 Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay

PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco - Rose Leonel -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião - 


o primeiro urso polar a viver no Brasil.

 Maurício, o primeiro urso polar a viver no Brasil (1929)
O TERRIVEL URSO BRANCO DO POLO, QUE HA DIAS, ATA- COU O SEU TRATADOR, PERDENDO-O NUM DOS BRAÇOS.

Jardim Zoologico da Acclimação

Bondeo e auto-omnibus na Praça da Sé — O passeio mais agradável e instrutivo de São Paulo — O passeio das crianças e os mimos da cidade.

NO ZOOLOGICO — Leões, Hienas da Africa, Camelos, Urso da Syria, Onças pintadas, Onças pardas, Sussuaranas, Jaguatiricas e muitos outros animaes carnivoros, recentemente adquiridos. — Antas, Cobras, Jacarés, Tatus e Cotias. — Grande collecção de macacos de todos os países. — Visitem o exemplar do

URSO BRANCO DO POLO NORTE

O PRIMEIRO VISTO EM S. PAULO.

ABRAÇO DE URSO

Mauricio SAHIU FORA DA JAULA

O caso abaixo, apesar de parecer absurdo, se deu com todas peripecias que se pode imaginar.

No Jardim da Acclimação, às 8,30 horas, Joaquim Nogueira, encarregado da limpeza das jaulas, ou mais acertado — mordomo da casa, arrumava o "appartamento" do urso "Mauricio", um bello exemplar do Polo Norte, com toda a brancura dos gelos eternos.

Para tanto, Nogueira fechou "Mauricio" em um compartimento ao lado, e fazia o serviço displicentemente, quando notou que um corpo estranho se encostava ao seu. Era "Mauricio", que o Nogueira olhou com certo pavor, mas já sem tempo de se defender, integralmente do "abraço".

O animal, com muita gentileza, pretendia dar ao mordomo o seu abraço de solidariedade e agradecimento.


domingo, março 01, 2026

Victor Simião



O jornalista Victor Simião é o convidado desta edição do programa Encontros com a Imprensa, em entrevista ao jornalista Marcelo Bulgarelli, com transmissão pela UEM FM e pela UEM TV, da Universidade Estadual de Maringá.



Nascido em Umuarama e criado em Maringá a partir da adolescência, Vitor compartilha uma trajetória marcada pelo trabalho desde cedo, pela formação em escola pública e por uma entrada quase acidental no jornalismo. Do sonho de ser jogador de futebol aos primeiros empregos no comércio, ele relembra os caminhos que o levaram ao curso de Jornalismo e os desafios para se manter na universidade, entre bolsas de estudo e estágios conquistados com insistência.

Na conversa, Vitor revisita episódios decisivos da carreira, como a experiência no jornal Hoje Notícias, a demissão após uma crônica polêmica e, principalmente, os anos na CBN Maringá, onde atuou como produtor e repórter. Ele destaca coberturas políticas que tiveram repercussão estadual e nacional, além de refletir sobre o papel do jornalista na fiscalização do poder público.

A entrevista também aborda a transição da reportagem para a gestão pública, quando assumiu a Secretaria de Cultura de Maringá, enfrentando o desafio de conduzir políticas culturais em meio à pandemia. Vitor fala sobre bastidores, aprendizados e a mudança de perspectiva ao sair da posição de questionador para a de gestor.

Atualmente assessor parlamentar, ele reafirma a paixão pelo jornalismo e comenta os rumos da profissão, os impactos das transformações tecnológicas nas redações e os conselhos que deixa para estudantes de Comunicação: estudar, sim — mas sobretudo viver, ampliar repertório e compreender a complexidade das pessoas e da sociedade.

Uma conversa franca sobre origem, vocação, erros, amadurecimento e o compromisso permanente com a informação.

 Encontros com a Imprensa” é um programa semanal apresentado por Marcelo Bulgarelli que reúne jornalistas, repórteres, fotógrafos, radialistas, cinegrafistas e colunistas para celebrar suas histórias mais marcantes. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 13h, e aos sábados, às 16h, na rádio UEM FM 106,9, no YouTube da UEM TV e no Spotify.

Outros episódios no   Spotify.


Alexandre Gaioto Amarildo LegalAndreia Silva

 Andye Iore -Antonio Carlos Moretti Antonio Roberto de Paula - Brenda Caramaschi

Bruno PerukaClaudio Galetti Claudio Viola -

Dayane Barbosa Diniz Neto - Dirceu Herrero • Edilson PereiraEduardo Xavier

Elaine Guarnieri

Edvaldo Magro  Everton Barbosa Gilson Aguiar Ivan Amorim

Juliane GuzzoniKris Schornobay Leonardo FilhoLuiz de Carvalho - Marcos Zanatta -

Messias MendesMilton Ravagnani - Natália Garay


PauloPupimRachel Coelho - Regina Daefiol Ricardo de Jesus Souza, o Salsicha Roberta Pitarelli-

Robson Jardim - Ronaldo Nezo - - Rogério Recco -

Sandro Ivanovski Sérgio Mendes e Rose Machado

Solange Riuzim Thaís Santana • Valdete da Graça •

Vanessa Bellei Victor Ramalho -Victor Simião -