sexta-feira, dezembro 19, 2014

Conhecendo Petrópolis a pé

Fonte: http://destinopetropolis.com.br


Vamos começar o passeio pelo centro de Petrópolis.
 Começaremos pelo Obelisco, um monumento bem no meio da Rua do Imperador. Foi inaugurado no dia 29 de setembro de 1957 durante o governo do prefeito Flávio Castrioto. Era uma homenagem ao primeiro centenário da elevação de Petrópolis à categoria de cidade e também em homenagem aos alemães. O Obelisco tem 20 metros de altura e em sua base estão afixadas quatro placas de bronze com dados históricos, e uma com o emblema do imperador D.Pedro II
 Perto dele, o Grande Hotel, totalmente reformado após 60 anos parado. Grandes festas já ocorreram ali. Foi construído pelo Sr. Francisco De Carolis, Data de 1929. O imóvel era na época o mais alto e imponente da avenida e o único a contar com elevador. Suas instalações eram consideradas as mais modernas e confortáveis. Suas dependências, segundo o documento, compreenderá de 70 quartos para hóspedes; o 1° pavimento terá 5 lojas, salão de refeição, escritórios,3 quartos para empregados e elevador. O imóvel funcionou como salão de jogos entre 1936 e 1939. Na década de 60 o hotel foi fechado. Em novembro de 2003 este prédio foi comprado por um grupo de empresários,com experiência no ramo hoteleiro. grandehotelpetropolis.com.br

Em frente ao Obelisco,  a Praça Dom Pedro com a estatua do Imperador sentado numa poltrona. Tire fotos.  Dom Pedro II foi o segundo e último Imperador do Brasil que governou de 1840, quando foi antecipada sua maioridade, até 1889 ano em que foi deposto com a Proclamação da República brasileira. O monumento foi inaugurado no dia 05 de fevereiro de 1911,

Atrás da estatua, na esquina, A tradicional Casa Dángelo. Deixe o chopp pra depois mão não deixe de comprar os Caramelos Dángelo. Fundada em 1914, a Casa de Chá D'Angelo é um dos locais mais tradicionais da cidade. Na década de 50, era o ponto de veranistas que chegavam a Petrópolis, para apreciar seus caramelos e amanteigados e o habitual chá ou chocolate e a tradicional torrada Petrópolis.  Na parte superior do prédio, funcionava a Rádio Difusora PRD3, com programas de auditório, jornais e um auto-falante voltado para a Praça D. Pedro, reproduzindo as noticias.  www.casadangelo.com.br

Vá até Camara de Vereadores. Se estiver aberta, vale a pena a visita. Em frente, um lago com a águia mordendo uma cobra (escultura em cimento criada por Heitor Levy, 1899)..Construído entre 1894 e 1897, nas terras do Barão de Guaraciaba, considerado uma das áreas mais nobres da povoação,pelo arquiteto Harald Bodtker.  Grandes artistas contribuíram para dar ao Palácio Amarelo sua rara beleza e suntuosidade: O escultor Henrique Levy foi o responsável pelos tetos do vestíbulo, do corredor e do salão de sessões, de mais de 16m de comprimento por 6m de largura. Ele também assina a ornamentação da fachada, com destaque para as duas cúpulas cobertas de ornatos em forma de folhas e flores, sobre as quais estão esculturas que representam a Vitória, e os seis grifos alados, com corpo de leão, colocados nos cantos da frente e dos lados da balaustrada. Os belos ladrilhos que ornamentam o adro, o hall e o patamar da escada são da firma Amaral, Guimarães e Cia., do Rio de Janeiro, e a pintura original do edifício e a colocação dos vidros ingleses com o monograma “C.M.”, foram obra de Antonio Avelino Barbosa. Henrique Levy e o pintor Alsaciano José Huss dividem a autoria das pinturas que decoram os tetos do vestíbulo e do salão nobre.

Bem em frente, o Museu Imperial. Um passeio de uma hora e meia a duas horas. Voce vai calçar um par de pantufas para ilustrar o piso do palácio.  A grande atração é a Coroa Imperial cheia de brilhantes.  www.museuimperial.gov.br
Em outro prédio do museu há uma exposição de carruagens e a Maria Fumaça que até 1964 subia  a serra de Petrópolis.  O prédio foi construído entre 1845 e 1864, como Palácio Imperial, para ser a residência de verão de D. Pedro II.  Em estilo neoclássico possui um corpo central de dois pavimentos e um terraço sobre o pórtico e duas alas laterias, cada qual com 12 janelas. Na fachada central, figuram as armas do Império. Três arquitetos, além de Júlio Frederico Koeler, autor do projeto original, colaboraram na sua construção: José Cândido Guillobel, Araújo Porto Alegre e José Maria Jacinto Rabelo. 
Foi construído com recursos particulares do Imperador nas terras da Fazenda do Córrego Seco, herdadas de seu pai, D. Pedro I que sonhou ali construir seu Palácio de Verão, o Palácio da Concórdia. Seus jardins, planejados pelo botânico Jean Baptiste Binot sob orientação pessoal de D. Pedro II, conservam até hoje suas características originais, com grande variedade de espécies botânicas, estátuas gregas, fontes e repuxos. 
Após a Proclamação da República, durante o exílio da família imperial na França, o Palácio foi alugado ao Colégio Notre Dame de Sion (1892-1908) e ao Colégio São Vicente de Paula (1909-1940). Alcindo de Azevedo Sodré, um ex-aluno do Colégio São Vicente de Paula, apaixonado por história, sonhava acordado com a transformação do seu colégio em um museu histórico. Graças a sua intervenção junto ao Presidente Getúlio Vargas foi criado em 16 de março de 1943 o Museu Imperial. 

Saindo do museu, vá em direção a Mansão Tavares Guerra  (a Casa dos Sete Erros) na avenida Ipiranga. Não é tão perto do museu, mas dá pra ir a pé tranquilo. 
A casa, em estilo eclético, foi construída em 1884, por José Tavares Guerra.
Parte do material utilizado na decoração do interior do imóvel foi importado da França, da Itália e da Inglaterra, como as maçanetas e dobradiças de bronze, as lareiras de mármore de Carrara, os lustres e os apliques da Fundição Barbedienne encimados por cristais Baccarat, assim como os espelhos que cobrem parte das paredes do salão.
As pinturas dos tetos são obra do pintor alemão Schaeffer e do pintor italiano Dall Ara 
Nos jardins, de autoria do paisagista francês August Glaziou, encontram-se estábulos com baias de ferro fundido, junto a um grande relógio de torre, considerado o mais antigo da cidade. Na construção participou o engenheiro e entalhista alemão Karl Spangenberger, famoso por suas bengalas.
O visitante atento pode observar que não há simetria nos elementos arquitetônicos da fachada. http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_da_Ipiranga
Retorne pela Avenida Ipiranga e vá conhecer a neogótica Catedral São Pedro de Alcantara. Dentro estão os túmulos do Dom Pedro, Leopoldina, Princesa Isabel e Conde D´Eu.
Em estilo neogótico francês, é uma obra monumental que consumiu a dedicação de gerações de artífices, engenheiros e artesãos. A porta de entrada, metalizada, foi executada pela escola de Aprendizes de São Paulo segundo desenho de Glash Veiga: cada folha pesa nada menos que 2.400 kg. Na balaustrada, que abriga o coro, um dos maiores da América Latina, com 2.227 tubos, 33 registros e três teclados manuais. Da torre é possível apreciar os cinco sinos de bronze, fundidos em Passau, na Alemanha, que pesam, em conjunto, nove toneladas. O maior deles, o “S. Pedro de Alcântara”, pesa quatro toneladas e tem uma vibração particularmente preciosa, que alcança 200 segundos.  A nave de mais de 70m de extensão, com quase 20m de altura na abóbada central, está repleta de obras de arte dignas de cuidadosa apreciação. O corpo original da construção foi executado em pedra aparelhada, com cantaria em granito. A cruz central, de granito negro, coroa o altar em bronze patinado, ônix e mármore Chiampo Pérola. É ali que estão guardadas as relíquias de três Santos Mártires – Santa Tecla, São Magno e Santa Aurélia – trazidas de Roma pelo Cardeal D. Sebastião Leme. O Cristo e os dois anjos que o ladeiam são de bronze, assim como as armas do Império do Brasil, que estão no paleoto. Sobre o altar, a inscrição “Et In Terra Pax”. 
O batistério preserva a memória da primeira igreja da povoação, através da pia batismal transferida para o novo endereço, antes da demolição. 
Um capítulo a parte são os vitrais, executados por Champneulle (Paris, de 1928 a 1932) e por S. Sargenicht, de São Paulo, com seus recortes de luz e cor.
Pela nave, em forma de ogiva e sustentada por colunas, entre as quais estão dispostas as “Estações da Via Sacra” assinadas por G. Berner e que vieram de Paris, em 1928. 
Muitas esculturas em mármore de Carrara, com destaque para a de 2,80m de altura que representa o padroeiro,obra do escultor francês Jean Magrou, também são de sua autoria as imagens da Sagrada Família e de Cristo, dos altares laterais, e o conjunto de quase três toneladas com as imagens jacentes do Imperador Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina. O mausoléu foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1939, após o traslado dos restos mortais dos imperadores que estavam, desde 1921, na Catedral Metropolitana, no Rio de Janeiro. Lateralmente e ao fundo, no mesmo local, estão as imagens jacentes da Princesa Isabel e do Conde D´Eu.
Observações:
A entrada até a capela é gratuita, já para chegar à torre é cobrado uma taxa de R$8,00, havendo meia tarifa para estudantes de escolas privadas e idosos de 60 a 64 anos. Gratuito para estudantes de instituições públicas de ensino e maiores de 65 anos.

Bem em frente a catedral , a belíssima Avenida Koeller com suas mansões do século 19. Entre as mansões, o Palacio Rio Negro (residência dos presidentes da República), palácio da prefeitura e no final, o hotel Solar do Império  (vale uma rápida visita). www.solardoimperio.com.br/ . No fundo da foto, o prédio da Universidade Católica.


No outro extremo da avenida,  bem em frente ao Solar Imperial, está a reformada Praça da Liberdade. Repare que há pequenas carruagens para crianças sendo puxadas por bodes. Ou seja,  há mais de 60 anos que as crianças petropolitanas “andam de bodinho”.
Atravesse a praça em direção à Universidade Católica com o seu “relógio das flores”. 


No caminho, existe o Museu de Cera. Interessante, mas tem poucas peças.  http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/museu-de-cera-e-palacios-levam-turistas-petropolis.html





Perto também existe a Casa Claudio de Souza, do século 19. Se estiver aberta, vale a visita.
http://www.museuimperial.gov.br/casa-claudio-de-souza


Ainda na rua da Universidade, vá conhecer a Casa Santos Dummont. Muito bacana.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Casa_de_Santos_Dumont

Retorne à Praça da Liberdade e vá em direção ao Museu da Bohemia, pela Avenida Roberto da Silveira. Imperdivel.

Quase ao lado do Museu, pode conhecer o Palácio de Cristal, bem perto do Museu da Bohemia. Era uma estufa de plantas do Império e hoje geralmente o espaço é ocupado por exposições.  http://www.bohemia.com.br/age


Retorne no sentido Museu da Bohemia e dê um pulo na rua Sete de Abril. Vá na Leiteria Brasil para  experimentar um sorvete de queijo. https://www.facebook.com/LeiteriaBrasil

Mas há outra atração imperdível: O Hotel Quitandinha. Um gigante que já foi cassino. Como não fica no centro da cidade, será necessário um taxi até o bairro Quitandinha.  www.solardoimperio.com.br/
Se estiver de carro,  do Hotel Quitandinha  já é um pulo para pegar a Rio-Petrópolis. Se estiver de taxi, a rodoviária não fica longe.


O QUE EXPERIMENTAR
(*)  Caramelos Dángelo – Casa Dángelo, no centro, quase em frente ao Obelisco. www.casadangelo.com.br
(*) Biscoitos de Areia -  Casa do Alemão -  existe uma grande loja no bairro Quitandinha e outra pequena,  no centro de Petropolis, na Rua 16 de Março, pertinho da Casa Dángelo. www.casadoalemao.com.br
(*) Croquete de Carne – Casa do Alemão - www.casadoalemao.com.br
(*) Pipoca sem casca salgada – Em qualquer pipoqueiro do centro da cidade ou da Praça da Liberdade.
(*) Sorvete de Queijo  - Leiteira Brasil – Rua 7 de abril, perto do Museu da Bohemia. http://www.renataschiffer.com.br/?p=338



(*) Doces Hungaros -  Rua Marechal Deodoro nº 94 - Centro - Tel.: 24 2235-4613.  http://www.doceshungaros.com.br/

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