sexta-feira, janeiro 03, 2014

Não compre camisas na rua da Alfândega

Camisa maneira na rua da Alfandega. Toda estampada com as imagens dos meus ídolos do folk-rock: Bob Dylan, Joni Mitchell,Cat Stevens, Simon e Garfunkel... todos lá! Sim, “temos tamanho GG” , explica a simpática vendedora.
No provador, uma outra realidade. O implacável espelho indicou que somando o excesso de Bulga e o excesso de ídolos,  havia escassez de camisa. Tem GGG? Não, não tem. 
 Já não me agradava a  imagem de tiozão de cabelos brancos com uma camisa de rockeiro e desprovido de Harley-Davidson.
Eis que surge uma nova camisa. Agora com a estampa estilizada de um simpático malandro carioca. Em nome da estética, do rock para o samba foi um pulo!
Mas aquele espelho estava com defeito. O malandro parecia realmente estar sambando. Sambando em 3D ! (a barriga vem em ondas como o mar...).

A experiência terminou por ali. Pedi desculpa pra vendedora (“Que isso! Sem problema, volte sempre!”) e sai blasfemando em meio a multidão da rua da Alfândega. As camisas de lá são horríveis.  

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