Quinta-feira, Julho 03, 2008
Quarta-feira, Julho 02, 2008
LUKAS
Recentemente estive na Casa do Noca e o Lukas me presenteou com a obra "Peixes com Batatas". O trabalho do Lukas consistiu em fazer peixes com pedaços de cascas de batatas. Feliz com o presente, coloquei o quadro no meu escritório. Passados alguns dias, a batata começa a se deteriorar. Ainda não está fedendo, mas vou manter intacta a obra de arte.
UMAS E OUTRAS
De Volta
Desculpem o atraso. O PC deu pau e só agora estamos voltando com nossa programação normal e o melhor do carnaval.
Em tempo
Voltamos agora com mais um tópicos para nosso curso de Jornalismo para Principiantes, já adotado pelo Proerd.
Edição Extra
Edição especial lançada fora dos horários habituais para informar um acontecimento realmente importante. No jornalismo impresso está em desuso, exceto quando é pra informar o resultado do vestibular. Dessa forma, uma edição extra anunciando o fim do mundo só vai às bancas se tiver patrocínio.
Tablóide
Jornal com metade do tamanho do jornal standard. Geralmente são destinados aos suplementos, mas há muitos jornalões que adotaram o formato. Presença marcante entre os gaúchos e agora entre os cariocas (Jornal do Brasil). Acredita-se que esse tamanho é ideal para ler em filas, consultórios e ônibus, pois não atrapalha a pessoa vizinha. O ruim é colocar debaixo do braço a gorda edição dominical.
Tá foda
Os jornalistas mais novos adotaram o “Tá punk”. É quando a matéria a ser feita está mais difícil do que estuprar um rinoceronte.
Trocar figurinhas
E o tal do toma lá, dá cá. Jornalistas trocam figurinhas, informações entre si. Ruim é quando você dá uma figurinha inédita e o colega retribui com uma figurinha repetida.
Treinamento de focas
Quando o adestrador tem bom caráter, as focas ficam felizes e saltitantes. Mas há casos de editores que cometem verdadeiros crimes ecológicos obrigando focas a dançar sobre pautas quentes. Só para ver se sobrevivem.
Desce!
É mandar a meteria pronta para a gráfica, no subsolo, pois muitos jornais tem a redação em andares superiores. É melhor ouvir um “desce’ do que um ‘sobe”.
Sobe!
Neste caso, o chefe está mandando o repórter a fazer ridículas matérias junto ao presidente do jornal. Você vai chegar na sala dele e o tal do presidente não explica o que realmente quer.
Reunião de pauta
É uma reunião entre editores para definir o andamento das matérias a serem divulgadas pelo veículo de comunicação. Em jornal elas deveriam durar no máximo uns 20 minutos, mas chegam a uma hora pois no antro das vaidades dos editores, não se discute o jornal, mas o conceito. Vira um debate que sobra farpas para uma suposta incompetência dos repórteres que sequer estão ali para se defenderem.
Colunista político
Colunista político é aquele que fuça os bastidores, que dá o tempero para a análise dos fatos. Já foi época que esses colunistas se preocupavam em correr atrás da informação. Hoje, muitos se informam daquilo que todo mundo já sabe e depois acredita que a opinião dele é mais importante do que a sua.
Colunista Social
Já falamos disso, mas não posso deixar de homenagear esse pessoal. Na década de 70, o colunismo social tinha espaço até em programas como o Fantástico por meio de Imbrahim Sued.
Imbraim Sued
Ele falava errado, mas seu estilo politicamente incorreto seria inaceitável nesses tempos caretas que vão marcar a primeira década de século 21.
Exemplo
Sued entrevistava um socialite milionário como Chiquinho Scarpa que exibia feliz - em meio a uma porção de mulheres bonitas - um recém conquistado diploma de bacharel em direito.
E ele...
Sued, de bate pronto, perguntava: “Parabéns, Chiquinho! Estudou ou comprou?”
Então
Coluna social também é sinônimo de informação inteligente. Lembro de Zózimo Barroso do Amaral, que trabalhou no Jornal do Brasil e em O Globo.
Zózimo
Ele sempre tinha algo na manga. Pérolas como essa: “O ator Paulo César Grande marcou casamento com a atriz Suzi Rêgo. Esperamos que um não adote o sobrenome do outro”.
Desculpem o atraso. O PC deu pau e só agora estamos voltando com nossa programação normal e o melhor do carnaval.
Em tempo
Voltamos agora com mais um tópicos para nosso curso de Jornalismo para Principiantes, já adotado pelo Proerd.
Edição Extra
Edição especial lançada fora dos horários habituais para informar um acontecimento realmente importante. No jornalismo impresso está em desuso, exceto quando é pra informar o resultado do vestibular. Dessa forma, uma edição extra anunciando o fim do mundo só vai às bancas se tiver patrocínio.
Tablóide
Jornal com metade do tamanho do jornal standard. Geralmente são destinados aos suplementos, mas há muitos jornalões que adotaram o formato. Presença marcante entre os gaúchos e agora entre os cariocas (Jornal do Brasil). Acredita-se que esse tamanho é ideal para ler em filas, consultórios e ônibus, pois não atrapalha a pessoa vizinha. O ruim é colocar debaixo do braço a gorda edição dominical.
Tá foda
Os jornalistas mais novos adotaram o “Tá punk”. É quando a matéria a ser feita está mais difícil do que estuprar um rinoceronte.
Trocar figurinhas
E o tal do toma lá, dá cá. Jornalistas trocam figurinhas, informações entre si. Ruim é quando você dá uma figurinha inédita e o colega retribui com uma figurinha repetida.
Treinamento de focas
Quando o adestrador tem bom caráter, as focas ficam felizes e saltitantes. Mas há casos de editores que cometem verdadeiros crimes ecológicos obrigando focas a dançar sobre pautas quentes. Só para ver se sobrevivem.
Desce!
É mandar a meteria pronta para a gráfica, no subsolo, pois muitos jornais tem a redação em andares superiores. É melhor ouvir um “desce’ do que um ‘sobe”.
Sobe!
Neste caso, o chefe está mandando o repórter a fazer ridículas matérias junto ao presidente do jornal. Você vai chegar na sala dele e o tal do presidente não explica o que realmente quer.
Reunião de pauta
É uma reunião entre editores para definir o andamento das matérias a serem divulgadas pelo veículo de comunicação. Em jornal elas deveriam durar no máximo uns 20 minutos, mas chegam a uma hora pois no antro das vaidades dos editores, não se discute o jornal, mas o conceito. Vira um debate que sobra farpas para uma suposta incompetência dos repórteres que sequer estão ali para se defenderem.
Colunista político
Colunista político é aquele que fuça os bastidores, que dá o tempero para a análise dos fatos. Já foi época que esses colunistas se preocupavam em correr atrás da informação. Hoje, muitos se informam daquilo que todo mundo já sabe e depois acredita que a opinião dele é mais importante do que a sua.
Colunista Social
Já falamos disso, mas não posso deixar de homenagear esse pessoal. Na década de 70, o colunismo social tinha espaço até em programas como o Fantástico por meio de Imbrahim Sued.
Imbraim Sued
Ele falava errado, mas seu estilo politicamente incorreto seria inaceitável nesses tempos caretas que vão marcar a primeira década de século 21.
Exemplo
Sued entrevistava um socialite milionário como Chiquinho Scarpa que exibia feliz - em meio a uma porção de mulheres bonitas - um recém conquistado diploma de bacharel em direito.
E ele...
Sued, de bate pronto, perguntava: “Parabéns, Chiquinho! Estudou ou comprou?”
Então
Coluna social também é sinônimo de informação inteligente. Lembro de Zózimo Barroso do Amaral, que trabalhou no Jornal do Brasil e em O Globo.
Zózimo
Ele sempre tinha algo na manga. Pérolas como essa: “O ator Paulo César Grande marcou casamento com a atriz Suzi Rêgo. Esperamos que um não adote o sobrenome do outro”.
Domingo, Junho 29, 2008
Sábado, Junho 28, 2008
ELE VEIO DE MARTE?

Boris Kipriyanovich, ou Boriska, hoje [2008] um adolescente, há anos vem aparecendo em jornais, revistas e documentários do mundo inteiro. Ele é considerado uma dos mais destacado seres humanos de uma nova geração que já amplamente conhecida como indigo-children, dotados de faculdades especiais, como um alto grau de inteligência e surpreendentes conhecimentos sobre o Universo, extraterrestres, o passado arcaico da Terra, mistérios da antiguidade e futuro do planeta.
Boriska nasceu em 11 de janeiro de 1996 e desde os quatro anos mora na cidade de Zhirinovsk da região Volgograd, Rússia.
Ele costuma visitar uma local próximo à sua cidade, a montanha Medvedetskaya Gryada, considerada "zona anômala". Ali, o garoto encontra o ambiente ideal para o que ele chama de reposição de suas energias.
Seus pais, gentis, educados e hospitaleiros, ficam preocupados com os fascinantes talentos do filho.
Eles temem que Boriska tenha dificuldades de convívio social quando se tornar um adulto.
Sua mãe conta que o menino conseguia sustentar a própria cabeça com apenas 15 dias de vida.
Começou a falar aos quatro meses e com um ano e meio já lia os jornais. Aos dois anos, no jardim de infância, os professores perceberam que ele era diferente: aprendia tudo rapidamente e tinha uma memória extraordinária.
Mais ainda, Boriska, Boriska mostrava conhecimentos que não eram adquiridos na escola, sobre outros mundos, planetas desconhecidos.
Sua mãe conta: "Muitas vezes ele se senta em posição de lótus e começa a falar detalhadamente sobre o planeta Marte, sistemas planetários e outras civilizações".
O espaço cósmico é uma dos temas favoritos de Boriska.
Afirma que viveu em Marte e diz que o planeta é habitado, embora tenha, já uma vez, perdido sua atmosfera depois de uma enorme catástrofe. Hoje, segundo o indigo-boy, os marcianos vivem em cidades subterrâneas.
Lembrando uma vida passada, Boriska afirma que costumava visitar a Terra pilotando uma nave espacial.
Naquele tempo, a Terra era dominada pela civilização Lemuriana cujo declínio, que ele testemunhou e foi causado pela degradação espiritual daquela Humanidade.
A mãe deu a ele o Whom We Are Originated From [mais ou menos traduzível como De Quem Nós Fomos Originados], de Ernest Muldashev, ele ficou muito entusiasmado com as descrições dos Lemurianos, as imagens dos templos tibetanos e passou muitas horas falando com os pais sobre a Lemúria, seu povo, sua cultura.
Segundo Boriska, os lemurianos dominaram a Terra a 70 mil anos e eram gigantes de 9 metros de altura. Perguntado sobre como sabia tais coisas, respondeu: "Eu me lembro, eu vi".
Sobre um segundo livro de Ernest Muldashev, In Search of the City of Gods [Em Busca da Cidade dos Deuses], mais uma vez olhando as figuras, comentava sobre as pirâmides, os santuários e revelou:
"As pessoas não vão encontrar os conhecimentos antigos embaixo da Grande Pirâmide de Quéops [Egito].
Esse conhecimento está oculto no subterrâneo de uma outra pirâmide que ainda não foi descoberta e acrescentou: "A Humanidade vai se surpreender e até mudar quando conseguirem abrir a Esfinge; há um mecanismo de abertura em algum lugar atrás de uma orelha, não me lembro exatamente onde".
Boriska também adverte sobre uma alteração dos pólos magnéticos da Terra que, em breve, causará duas catástrofes: uma em 2009; outra em 2013.
Poucas pessoas sobreviverão; e fala sobre a morte: "Não, eu não tenho medo da morte porque nós vivemos eternamente.
Houve uma catástrofe em Marte, onde eu vivia. Pessoas ainda vivem lá. Houve uma guerra nuclear e tudo virou cinza. Mas eles construíram abrigos e criaram novas armas. Os marcianos, em geral, [não se sabe o quê ele quer dizer com "em geral"], respiram dióxido de carbono.
Se viajassem para outro planeta [como a Terra] teriam de se manter vivos usando respiradouros adequados" [standing next to pipes and breathing in fumes].
Perguntaram, [tolamente] a ele:"Se você é de Marte, você precisa de dióxido de carbono? Resposta: "Se eu estou neste corpo [terreno] eu respiro oxigênio" [o quê é óbvio! no contexto...]. Mas você sabe, isso causa envelhecimento".
Especialistas perguntaram ao jovem por quê naves da Terra freqüentemente quebram ou são desativadas quando se aproximam de Marte.
Ele explicou: "Os marcianos transmitem sinais especiais que danificam naves, estações e/ou sondas que emitem radiações".
Boriska tem dificuldades com escolas. Fez uma entrevista e foi colocado no segundo grau porém logo quiseram livrar-se dele: constantemente interrompia os professores apontando-lhes erros.
Agora ele estuda com um professor particular.
Sexta-feira, Junho 27, 2008
FESTA JUNINA
Uma festinha junina feita no salão de festas do edificio Barramares, no Jardim Novo Horizonte. Foi no ano 2000, se não me engano. Ou seja, lá se vão oito aninhos...
Tente encontrar: Dona Ana, Paulo Pupim, Roberto Silva, Tereza Meneghel, Liliana Mello... E olha que tem mais gente...
Quarta-feira, Junho 25, 2008
Terça-feira, Junho 24, 2008
FLOR E COELHO
A secretária de Cultura Flor Duarte e a jornalista Rachel Coelho dão o ar da graça no blog e na festa junina realizada todos os anos pelo agricultor e pioneiro da cidade, Aníbal Borghi, Seu Zico. A festa foi ontem e relembrou as tradições dos sítios e fazendas da zona rural de Maringá. Tudo muito bonito e divertido. O evento que acontece desde 1982, sempre no dia 23 de junho, era realizado no sítio Boa Esperança - Gleba Pinguim. A festa do Seu Zico é o primeiro tombamento de bem imaterial do município. É possível que também seja o primeiro do Paraná.
UMAS E OUTRAS
De volta
A mais um módulo de ‘jornalismo básico para principiantes’ ou ‘como manter os adolescentes longe do jornalismo’. Chegamos ao módulo V.
Barriga
Nome dado à publicação de notícia falsa. Lembra uma repórter que ‘resolveu adiantar o serviço’ deixando pronto um texto sobre a visita do presidente na cidade de Palmas onde ‘foi muito aplaudido pela multidão’. Só que o presidente sequer foi lá naquele dia.
Furo
É a notícia em primeira mão, quando um jornal, rádio ou tevê é o primeiro a publicar uma informação. Hoje, devido a internet, os blogs entraram na parada. O furo é irmão da barriga. Às vezes é melhor perder um furo do que a credibilidade, mas tem gente que não se importa com isso e vai levando o barco.
Espelho
Ou boneco. desenho da página onde entrará a matéria. É muito usado em jornais. Em tevê, é quase um roteiro com a ordem das matérias. Fica tudo espelhado. Teve o caso daquela editora que correu ao banheiro para dar uma olhada no espelho.
Lead
O primeiro parágrafo do texto, onde estão (ou deveriam) as principais informações da notícia e deve responder as questões básica: O que? Quando? Como? Onde? e Por que? Um bom exercício: tente explicar ‘para quê’ ou ‘por que’ você foi fazer jornalismo.
Estagiário
Nome proibido dentro do Sindicato dos Jornalistas. O estagiário é aquele que entra num jornal a fim de aprender e em exatos dois meses descobre que é mão de obra barata. Quando se forma, não consegue emprego, pois os jornais estão cheios de estagiários.
Noticia de Jornal
É uma composição de Luis Reis e Haroldo Barbosa (esse último também jornalista). Repare que há uma tentativa de lead logo nos primeiros versos:
“Tentou contra a existência /Num humilde barracão /Joana de tal, por causa de um tal João. Depois de medicada, Retirou-se pro seu lar...”
Urubu
Termo muito utilizado por político quando acha que a imprensa só gosta de publicar noticias ruins, principalmente quando envolve a administração dele. Quando a imprensa releva maracutaias do inimigo, o urubu se transforma em cisne num piscar de olhos.
Empata foda
Termo chulo dirigido ao comportamento de jornalistas picaretas em coletivas. É quando um bom repórter faz perguntas pertinentes a uma determinada autoridade e o picareta corta a entrevista com assuntos banais e de puro puxasaquismo. Ex. “O senhor está feliz com a inauguração do novo hospital, não é prefeito?”
Lauda
Uma medida padrão para o texto impresso por página. Como cada veículo tem sua forma, o recém contratado fica torrando o saco do colega mais antigo para tentar entender o esquema.
Ombudsman
Em tese, é um profissional contratado para representar os interesses do público junto a instâncias superiores. Serve como bom marketing nos grandes jornais. Nos do interior, a liberdade desse profissional termina quando começa os interesses do patrão.
Imprensa Marrom
O termo é utilizado para jornais sensacionalistas. Esse tipo de jornal é execrado por boa parte dos jornalistas, mas como o grande público lê, eles acabam lendo também.
Apuração
É o levantamento de dados para uma reportagem. Trabalho do pauteiro, do editor e também do repórter. Matéria mal apurada é sinônimo de erro, barriga, calúnia e até de processo. Apuração é o que também ocorre na hora do fechamento do jornal.
Fonte
Fonte é a procedência de uma notícia, geralmente uma pessoa. Tem jornalista que é tão ligado à fonte que acaba dormindo com ela. Já testemunhei casamentos.
Pirulito
Um texto bem pequeno. Ou mesmo que uma Josi.
Link
Termo usado pela televisão. É quando o repórter entra ao vivo de fora do estúdio com informações adicionais para a reportagem ou com um entrevistado. Um verdadeiro ‘frisson’ para os editores responsáveis. Garanta um link e terás um editor-chefe feliz. Hoje, com a internet, virou sinônimo de ‘ligação’: ‘vamos linkar essa sua matéria com aquela feita pelo fulano’.
Repórter esportivo
No país do futebol, leia-se ‘repórter futebolístico’. Suas fontes geralmente são técnicos, jogadores e até massagistas. Tem vários amigos no futebol, um é mais feio do que o outro. Teoricamente, é o profissional que mais viaja para poder acompanhar torneios, campeonatos e olimpíadas. Tudo vai depender do veículo em que trabalha. Sendo assim, ele pode viajar para a histórica Pequim, a moderna Los Angeles ou a prosaica cidade de Engenheiro Beltrão.
Linha Editorial
Em tese, é o rumo, o segmento, a orientação editorial e política de um veículo. Em muitos jornais, a linha editorial é tão virtual como a linha equatorial.
Leitor
É um ser que todos os profissionais dos veículos de comunicação gostariam de entender. Ignora a fome no Quênia, mas é capaz de escrever comoventes cartas quando vê a foto de um cachorrinho abandonado no Jardim Alvorada. Para o leitor, todo o veículo é tendencioso. Sendo assim, é capaz de elogiar um repórter pessoalmente, mas quando quer criticá-lo, telefona para a diretoria.
Tá fraco
É quando o dia tá fraco de pauta. Em Maringá, os dias de carnaval formam o período mais fraco de pauta justamente pela falta de carnaval. Assim, se você quer ter mídia garantida para um determinado evento, agende tudo numa tarde de sábado de carnaval.É possível que você tenha garantido a cobertura da imprensa. Não porque seu evento seja importante, mas é que ela não terá outra coisa pra fazer.
Filhos da Pauta
Termo utilizado por jornalistas quando resolvem montar um time ou um bloco carnavalesco. Em 1999, em Maringá, foi montado um catastrófico bloco com esse nome, organizado por Élvio Rocha, Ana Paula Machado e por esse blogueiro.
Impagável
O bloco Filhos da Pauta que em tese seria formado só por jornalistas, saiu do Paço Municipal e desfilou pela avenida Tiradentes. Elvio vestia um capacete viking e uma roupa de bailarina.
Acidente
Mas quando o bloco passou em frente a Importados Brasil, perto do Kampai, Elvio não percebeu o quebra-mola e tropeçou. Resultado: naquele Carnaval, uma bailarina roliça desceu rolando a avenida Tiradentes.
A mais um módulo de ‘jornalismo básico para principiantes’ ou ‘como manter os adolescentes longe do jornalismo’. Chegamos ao módulo V.
Barriga
Nome dado à publicação de notícia falsa. Lembra uma repórter que ‘resolveu adiantar o serviço’ deixando pronto um texto sobre a visita do presidente na cidade de Palmas onde ‘foi muito aplaudido pela multidão’. Só que o presidente sequer foi lá naquele dia.
Furo
É a notícia em primeira mão, quando um jornal, rádio ou tevê é o primeiro a publicar uma informação. Hoje, devido a internet, os blogs entraram na parada. O furo é irmão da barriga. Às vezes é melhor perder um furo do que a credibilidade, mas tem gente que não se importa com isso e vai levando o barco.
Espelho
Ou boneco. desenho da página onde entrará a matéria. É muito usado em jornais. Em tevê, é quase um roteiro com a ordem das matérias. Fica tudo espelhado. Teve o caso daquela editora que correu ao banheiro para dar uma olhada no espelho.
Lead
O primeiro parágrafo do texto, onde estão (ou deveriam) as principais informações da notícia e deve responder as questões básica: O que? Quando? Como? Onde? e Por que? Um bom exercício: tente explicar ‘para quê’ ou ‘por que’ você foi fazer jornalismo.
Estagiário
Nome proibido dentro do Sindicato dos Jornalistas. O estagiário é aquele que entra num jornal a fim de aprender e em exatos dois meses descobre que é mão de obra barata. Quando se forma, não consegue emprego, pois os jornais estão cheios de estagiários.
Noticia de Jornal
É uma composição de Luis Reis e Haroldo Barbosa (esse último também jornalista). Repare que há uma tentativa de lead logo nos primeiros versos:
“Tentou contra a existência /Num humilde barracão /Joana de tal, por causa de um tal João. Depois de medicada, Retirou-se pro seu lar...”
Urubu
Termo muito utilizado por político quando acha que a imprensa só gosta de publicar noticias ruins, principalmente quando envolve a administração dele. Quando a imprensa releva maracutaias do inimigo, o urubu se transforma em cisne num piscar de olhos.
Empata foda
Termo chulo dirigido ao comportamento de jornalistas picaretas em coletivas. É quando um bom repórter faz perguntas pertinentes a uma determinada autoridade e o picareta corta a entrevista com assuntos banais e de puro puxasaquismo. Ex. “O senhor está feliz com a inauguração do novo hospital, não é prefeito?”
Lauda
Uma medida padrão para o texto impresso por página. Como cada veículo tem sua forma, o recém contratado fica torrando o saco do colega mais antigo para tentar entender o esquema.
Ombudsman
Em tese, é um profissional contratado para representar os interesses do público junto a instâncias superiores. Serve como bom marketing nos grandes jornais. Nos do interior, a liberdade desse profissional termina quando começa os interesses do patrão.
Imprensa Marrom
O termo é utilizado para jornais sensacionalistas. Esse tipo de jornal é execrado por boa parte dos jornalistas, mas como o grande público lê, eles acabam lendo também.
Apuração
É o levantamento de dados para uma reportagem. Trabalho do pauteiro, do editor e também do repórter. Matéria mal apurada é sinônimo de erro, barriga, calúnia e até de processo. Apuração é o que também ocorre na hora do fechamento do jornal.
Fonte
Fonte é a procedência de uma notícia, geralmente uma pessoa. Tem jornalista que é tão ligado à fonte que acaba dormindo com ela. Já testemunhei casamentos.
Pirulito
Um texto bem pequeno. Ou mesmo que uma Josi.
Link
Termo usado pela televisão. É quando o repórter entra ao vivo de fora do estúdio com informações adicionais para a reportagem ou com um entrevistado. Um verdadeiro ‘frisson’ para os editores responsáveis. Garanta um link e terás um editor-chefe feliz. Hoje, com a internet, virou sinônimo de ‘ligação’: ‘vamos linkar essa sua matéria com aquela feita pelo fulano’.
Repórter esportivo
No país do futebol, leia-se ‘repórter futebolístico’. Suas fontes geralmente são técnicos, jogadores e até massagistas. Tem vários amigos no futebol, um é mais feio do que o outro. Teoricamente, é o profissional que mais viaja para poder acompanhar torneios, campeonatos e olimpíadas. Tudo vai depender do veículo em que trabalha. Sendo assim, ele pode viajar para a histórica Pequim, a moderna Los Angeles ou a prosaica cidade de Engenheiro Beltrão.
Linha Editorial
Em tese, é o rumo, o segmento, a orientação editorial e política de um veículo. Em muitos jornais, a linha editorial é tão virtual como a linha equatorial.
Leitor
É um ser que todos os profissionais dos veículos de comunicação gostariam de entender. Ignora a fome no Quênia, mas é capaz de escrever comoventes cartas quando vê a foto de um cachorrinho abandonado no Jardim Alvorada. Para o leitor, todo o veículo é tendencioso. Sendo assim, é capaz de elogiar um repórter pessoalmente, mas quando quer criticá-lo, telefona para a diretoria.
Tá fraco
É quando o dia tá fraco de pauta. Em Maringá, os dias de carnaval formam o período mais fraco de pauta justamente pela falta de carnaval. Assim, se você quer ter mídia garantida para um determinado evento, agende tudo numa tarde de sábado de carnaval.É possível que você tenha garantido a cobertura da imprensa. Não porque seu evento seja importante, mas é que ela não terá outra coisa pra fazer.
Filhos da Pauta
Termo utilizado por jornalistas quando resolvem montar um time ou um bloco carnavalesco. Em 1999, em Maringá, foi montado um catastrófico bloco com esse nome, organizado por Élvio Rocha, Ana Paula Machado e por esse blogueiro.
Impagável
O bloco Filhos da Pauta que em tese seria formado só por jornalistas, saiu do Paço Municipal e desfilou pela avenida Tiradentes. Elvio vestia um capacete viking e uma roupa de bailarina.
Acidente
Mas quando o bloco passou em frente a Importados Brasil, perto do Kampai, Elvio não percebeu o quebra-mola e tropeçou. Resultado: naquele Carnaval, uma bailarina roliça desceu rolando a avenida Tiradentes.



