A revista Peteca foi uma publicação brasileira de comportamento e erotismo leve que circulou principalmente entre meados dos anos 1970 e início dos 1980, integrando a onda das chamadas revistas masculinas populares do período — um subgênero editorial que misturava sexo, humor, curiosidades e astrologia, direcionado ao público adulto de classe média urbana.
🗞️ Contexto editorial
A Peteca surgiu em um momento em que o Brasil vivia a liberalização gradual dos costumes, ainda sob o regime militar, mas com a censura começando a afrouxar. Assim como títulos contemporâneos (Homem, Ele & Ela, Status, Playmen, Sexy), ela explorava o erotismo dentro dos limites legais da época — sem nudez explícita, mas com forte apelo sensual e linguagem coloquial.
A revista era publicada pela Grafipar Editora, de Curitiba — uma das casas editoriais mais ousadas e prolíficas da época, conhecida também por seus gibis eróticos e de terror (Histórias do Além, Erotika, Eros). A Grafipar foi dirigida por Cláudio Seto e Rogério de Campos, e teve enorme importância para a cultura gráfica e alternativa brasileira.
💋 Conteúdo típico
Os números da Peteca combinavam:
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Ensaios fotográficos com atrizes, modelos ou "garotas do mês" (geralmente acompanhados de pôster central);
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Reportagens de comportamento sexual — sobre temas como impotência, fetichismo, masturbação, homossexualidade, “mulher moderna”, etc.;
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Textos humorísticos e pseudocientíficos, muitas vezes irônicos ou parodiando a linguagem das revistas femininas;
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Astrologia, confissões e cartas de leitores, que criavam um tom de proximidade popular.
A edição nº 37/79, traz a modelo Andréa de Fio a Pavio na capa e chamadas típicas do estilo Peteca: provocativas, mas de tom leve e sensacionalista — “Como conquistar o homem que me despreza?”, “Meu pênis está atrofiado?”, “Homossexualidade: assumir ou não?”.



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