segunda-feira, abril 30, 2012

O Dia dos Trabalhadores no Bar do Bulga

ABC da Greve (ABC da Greve) 1990


ABC da Greve cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. Sem obter êxito nas suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo militar. Este responde com uma intervenção no sindicato da categoria. Mobilizando um numeroso contingente policial, o governo inicia uma grande operação de repressão. Sem espaço para realizar as suas assembleias, os trabalhadores são acolhidos pela igreja. Passados 45 dias, patrões e empregados chegam a um acordo. Mas o movimento sindical nunca mais foi o mesmo.
Em 1979, enquanto escrevia com Gianfrancesco Guarnieri o argumento do filme Eles não usam black‐tie (1981), Leon Hirszman viu-se surpreendido com a primeira greve geral depois da implantação do AI‐5 pelo regime militar. No dia 13 de março, véspera da posse do general Figueiredo à presidência, cerca de 150 mil operários cruzaram os braços e interromperam a produção metalúrgica: conduzidos pelo sindicato, reivindicavam, principalmente, um ajuste salarial maior do que aquele proposto pelos órgãos oficiais do governo e das indústrias. Como cineasta comprometido desde cedo com as causas populares, percebendo a importância de um movimento grevista forte o suficiente para se opor aos militares no poder, Hirszman decidiu interromper os trabalhos preparatórios de Black‐tie para se envolver no registo cinematográfico da mobilização operária.
Em entrevista concedida no dia 3 de abril de 1979, publicada apenas em 1990 com o título “O espião de Deus”, Hirszman explica que a realização do documentário, além de ajudar na composição dos personagens e situações de Eles não usam black‐tie, tinha por objetivo principal servir à causa dos grevistas, à classe popular que, em sua opinião, adquiria naquele momento consciência inédita da sua força política. Ao fazer do seu filme a memória da greve geral, o realizador procurava integrar-se no próprio processo de mobilização política, desejando que o seu documentário, posteriormente chamado de ABC da greve, mobilizasse o debate público na passagem para a década de 1980.
Infelizmente, o filme não foi acabado antes da morte prematura de Leon, em 1987. Entre 1989 e 1990, seguindo as indicações deixadas pelo falecido e regressando a edição que iniciara há alguns anos, o fotógrafo inglês Adrian Cooper concluiu o projeto. Lançado em 1991, na Cinemateca Brasileira, o filme, que não seria exibido no circuito comercial das salas de cinema, perdeu a intenção inicial de provocar o debate público no tempos de abertura para se transformar em registo de um passado recente, para vir à tona em um momento no qual o “novo sindicalismo” adquiriu projecção nacional com o Partido dos Trabalhadores e a primeira
disputa de Lula à presidência. AQUI


A Classe Operária Vai ao Paraíso  

  






Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, A Classe Operária Vai ao Paraíso é a obra-prima de Elio Petri (Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita) e um dos grandes filmes do cinema político italiano. A Versátil apresenta esse clássico em versão restaurada. O ator Gian Maria Volontè está inesquecível como Lulu, um operário-padrão italiano, que perde um dedo em um acidente de trabalho e é envolvido num movimento de protesto. Ele fica dividido entre as tentações da sociedade de consumo e o movimento sindical, numa radiografia do impasse ideológico de muitos trabalhadores. Ao som da brilhante trilha sonora de Ennio Morricone, Elio Petri constrói um estudo seminal sobre as relações de trabalho no capitalismo. Um filme perturbador e muito atual.   AQUI

Elenco
Gian Maria Volonté (Lulù Massa)
Mariangela Melato (Lidia)
Gino Pernice (Sindacalista)
Luigi Diberti (Bassi)
Donato Castellaneta (Marx)
Giuseppe Fortis (Valli)
Corrado Solari
Flavio Bucci (Operaio)

Ficha Técnica
Título Original: La classe operaia va in paradiso
País de Origem: Itália
Gênero: Drama
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 125 minutos
Ano de Lançamento: 1971
Direção: Elio Petri

Eles não usam Black-tie - 1981



“Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião e sua namorada Maria decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio, um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.”


Diretor: Leon Hirszman
Duração: 122 minutos




Norma Rae - 1979


Verão de 1978. Em Hinleyville, uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos, a maioria da classe operária trabalha numa fábrica têxtil, cujas condições de trabalho são intoleráveis. Lá também trabalha Norma Rae (Sally Field), uma mãe solteira que mora com os pais, que também são operários na fábrica. De repente, de Nova York chega Reuben Warshowsky (Ron Leibman), um sindicalista que, ao tentar arranjar um quarto, conhece Vernon Witchard (Pat Hingle), o pai de Norma. Vernon trata mal Reuben, assim como a maioria da cidade, mas isto não o impede de dizer que Vernon é mal pago e está a ser muito explorado. Entre Norma e Reuben surge uma amizade que cresce com o envolvimento de Norma na luta sindical, que se inicia quando ouve um discurso de Reuben mostrando as vantagens de serem sindicalizados.
Norma Rae é baseado na história real de Crystal Lee Sutton, que liderou uma campanha contra as condições de trabalho oferecidas pela empresa J.P. Stevens Mill. Oscar e Palma de Ouro de Melhor Actriz para Sally Field. Oscar para a belissima canção "It Goes Like It Goes". "Norma Rae" também concorreu à Palma de Ouro de Melhor Filme em Cannes. Realizado por Martin Ritt.  AQUI

1 de Maio - Vídeo histórico



Cenas da greve dos metalurgicos do ABC em 1980 extraídas do documentário 'O Evangelho segundo Teotonio' de Wladimir Carvalho

terça-feira, abril 24, 2012

Valderez Laroche




Valderez Laroche foi  professora de antropologia por  quase 40 anos na Faculdade Helio Alonso (Facha), Rio de Janeiro.  Aos 81 anos, foi demitida por telegrama, junto com vários outros, também antigos professores na casa.  Abaixo, um belo depoimento para Ana Helena Tavares. 
Bem...  Eu fui um dos seus alunos... E confesso: foram uma das melhores aulas para um rapaz de vinte e poucos anos...

sábado, abril 21, 2012

Conheço um lugar...

Paranaguá, PR, Brasil 

Lukas é tema de videodocumentário


Os estudantes de jornalismo do Cesumar, Camila Munhoz e Gustavo Lemos, preparam um documentário sobre a vida e a obra do cartunista Lukas, falecido em agosto do ano passado. Isa, a esposa do cartunista, será a colaboradora. O vídeo é o trabalho de conclusão de curso dos estudantes. Desde já é um dos trabalhos mais aguardados do ano no mundo acadêmico.

sexta-feira, abril 20, 2012

Cannes 2012


São 21 títulos neste ano. Destaque para On The Road, do brasileiro Walter Salles

“Amour”, Michael Haneke“The Angels' Share”, Ken Loach“Baad el mawkeaa”, Yousry Nasrallah“Beyond the Hills”, Cristian Mungiu“Cosmopolis”, David Cronenberg“Holy Motors”, Leos Carax“The Hunt”, Thomas Vinterberg“Killing Them Softly”, Andrew Dominik“In Another Country”, Hong Sang-soo“In the Fog”, Sergei Loznitsa“Lawless”, John Hillcoat“Like Someone in Love”, Abbas Kiarostami“Mud”, Jeff Nichols“On the Road”, Walter Salles“The Paperboy”, Lee Daniels“Paradies: Liebe”, Ulrich Seidl“Post tenebras lux”, Carlos Reygadas“Reality”, Matteo Garrone“Rust and Bone”, Jacques Audiard“Taste of Money”, Im Sang-soo“You Haven't Seen Anything Yet”, Alain Resnais

Simplesmente, um gênio!



Aqui o terceiro gênio veio ao mundo
Happy Birthday, Harold Lloyd -  April 20th, 1893

Do mesmo nível de Chaplin,  Buster Keaton e Oliver & Hardy

quinta-feira, abril 19, 2012

Luiz Fernando Cardoso (agora na Folha de São Paulo)



Luiz Fernando Cardoso escreveu hoje: 


Caros familiares, amigos e colegas de profissão


Esta semana tem sido especial para mim. Na quarta-feira (18 de abril), recebi o resultado do teste seletivo para correspondente da Folha de S.Paulo e Agência Folha. Fui aprovado! Ainda não tenho todas as informações sobre o novo trabalho, mas sei que serei correspondente no noroeste do Paraná. Portanto, continuarei morando em Maringá.
Nesta quinta, anunciei minha saída do jornal O Diário, após 4 anos e 3 meses de casa. Sinto-me mais do que preparado para esse novo desafio. Deixo um jornal de abrangência regional – onde aprendi muito, vale destacar – para compor o time do maior jornal do País. Diz meu irmão mais novo, o João Paulo, que agora eu vou "jogar na primeira divisão do jornalismo". Verdade, mas diria vou começar no "banco de reservas", melhor, nas "divisões de base". O empenho será para, um dia, jogar entre os "titulares".
Desde a faculdade de Jornalismo, e meus ex-colegas são testemunhas disso que escrevo, digo que meu sonho na profissão é trabalhar na redação da Folha de S.Paulo, na capital paulista. Creio que o primeiro passo fui dado. Agora, o esforço diário será no sentido de mostrar que tenho potencial para crescer na empresa, para aproveitar as oportunidades quando elas surgirem.
Cumprirei em O Diário o aviso prévio.

Nota do Bar -  A imprensa maringaense ganha muito com essa conquista do coleguinha. Parabéns!!

terça-feira, abril 17, 2012

Cléber França


Mágicas encantadas de Cléber causam admiração da platéia 
 

Cléber França, editor da RIC/Record Maringá e reporter da Flamma, faz aniversário nesta terça-feira prometendo muitos encantos e magia. Espécie de mago, elfo ou gnomo, o famoso "Cachorrinho" como é carinhosamente chamado, é uma das criaturas mais queridas da RIC.
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segunda-feira, abril 16, 2012

Da série As Piores Capas de Todos os Tempos

Som Petrô



Dia 28 tem  anos 80 no “Som Petrô”.  Para quem não sabe, naquela época a nossa turma em Petrópolis marcava ponto aos domingos no Petropolitano F.C.
Éramos todos do segundo grau (hoje Ensino Médio).  Abaixo, repostei  algumas preciosidades





Rock And Roll All Nite - Kiss

Mamma Mia - Left Side

I Didn't Know I Loved You (Till I Saw...) - Gary Glitte

Hold Back The Water - Bachman-Turner Overdrive

Mundo cão

Isabela Agulhon


A nossa ex-estagiária e futura publicitária Isabela.: duas décadas completadas hoje

Liliana Mello


 


Hoje, 16 de abril, é aniversário da jornalista Liliana Mello, ex-colega de redação em O Diário e CBN. Atualmente na assessoria da Universidade Estadual de Maringá. Parabéns ! Ana também manda beijos!
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domingo, abril 15, 2012

Tonino Guerra (1920 – 2012)



Fellini e Tonino Guerra

Tonino Guerra (Santarcangelo di Romagna, 16 de Março de 1920 - Santarcangelo di Romagna, 21 de Março de 2012) foi um poeta, escritor e roteirista italiano que tem colaborado com alguns dos mais importantes realizadores do mundo como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Andrei Tarkovsky and Theo Angelopoulos

Uma Avenida Chamada Brasil (Uma Avenida Chamada Brasil) 1989

Uma Avenida Chamada Brasil (Uma Avenida Chamada Brasil) 1989:


Essa é uma resposta para o cliente Lelo13.13 que pediu esse filme ao ler a resenha publicada no Bar do Bulga 


O filme é um presente do http://myonethousandmovies.blogspot.com
O link está no final do post 

A larga Avenida que corta ao meio a periferia do Rio de Janeiro projeta-se, com os seus gritantes contrastes, como microcosmo do próprio Brasil. Com uma intensa pulsação, é alma penada e danada de uma cidade que deixou de ser maravilhosa. Mergulhando a fundo no submundo das favelas que circundam a Avenida Brasil, o filme nada contempla: é veraz, directo, real, sem meias palavras ou meias imagens. A câmera é extremamente realista, mostrando o crime, o vício, as perversões, a polícia, os bandidos e a multidão de deserdados - uma enorme população lutando pela vida - e tendo que conviver com o medo, as ameaças constantes e a morte. Durante seis meses o realizador Octávio Bezerra e o fotógrafo Miguel Rio Branco, a bordo de um carro com rádio de polícia, circularam pelos 53,4 km da Avenida Brasil. Apanharam assaltos em flagrante, crimes cometidos por esquadrões, a violência das batidas policiais, mães que vão trabalhar e deixam as crianças nas barracas. Uma Avenida Chamada Brasil é um filme sobre as diversas manifestações da violência urbana, respingos de uma caldeira pronta para explodir. Uma Avenida Chamada Brasil, é um grito desesperado, um golpe cortante, penetrando na consciência de cada um de nós.

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