quinta-feira, setembro 30, 2010

Para rever o Zé Carioca

Texto tão bacana que não tinha como não reproduzir aqui;

Como o papagaio malandro deixou de ser cidadão de segunda classe e reinventou-se a si próprio
do CartaCapital 
Fiquei vendo dia desses os filmetes do Zé Carioca feitos pela Disney dentro da chamada política de Boa Vizinhança, na década de 1940. E, em espírito oposto ao de Ariel Dorfman e Armand Matellart no famoso livreto “Para Ler o Pato Donald”, de 1972, adorei. São sensacionais. Zé Carioca apresenta o Brasil a Donald com muito samba de primeira: Aurora Miranda, Almirante, Luiz Barbosa batucando o lápis no dente, músicas de Ary Barbosa, Zequinha de Abreu, Ernesto Nazareth… Visualmente são deslumbrantes, frutos de boa pesquisa, com instrumentos genuínos. Vale a pena caçar no youtube (o melhor para mim é “Blame It On the Samba”, de 1948, surreal).
No livro do chileno Dorfman e do belga Matellart, no compasso esquerdista da época e mais tarde, óbvio, ridicularizado pela emergente direita latino-americana, Donald e sua turma são denunciados como mensageiros de uma ideologia imperialista subliminar, capitalista, com o dinheiro dominando as relações entre os personagens. Outros países que não os EUA (“Patópolis”) eram depreciados, com seus habitantes ridicularizados e mostrados como bárbaros.
Bem, o que acontece nestes curtas do Zé Carioca é o contrário: o Brasil aparece como um país exuberante, alto astral, civilizado, de gente receptiva e amável, e com uma música excepcional. Em “Aquarela do Brasil” (1942), o papagaio oferece ao pato gringo um golinho de cachaça, servida elegantemente à dupla de amigos, em taça, no terraço de um café.

Vendo esses filminhos, de resto divertidíssimos, me pus a matutar sobre esse desvão no tempo, de quando deixamos de ser tão especiais para nos tornarmos meros nativos de uma “república de bananas”, como éramos até outro dia. Por trás daqueles curtas bem-feitos, alguns indicados ao Oscar, havia a intenção deslavada de nos arrebanhar para a causa americana durante a Segunda Guerra, mas não importa. O país que aparece ali é interessantíssimo.
Nos anos seguintes, vieram Juscelino Kubitschek, a bossa nova, e continuávamos cheios de charme para o mundo. O golpe militar nos reduziu àquele tipo de país atrasado que nem presidente elege, e por mais de 20 anos… O Zé Carioca bon-vivant de Disney, de terno, gravata, guarda-chuva e chapéu, foi reduzido ao estereótipo do “morador do morro” visto pelo asfalto: preguiçoso, malandro, adepto da lei de Gérson (“é preciso levar vantagem em tudo, certo?”, pregava o jogador no célebre comercial de 1976). Perseguido por cobradores, ganhando só o suficiente para não morrer de fome e morando num barraco caindo aos pedaços, sem perspectiva nenhuma de vida, o Zé Carioca dos gibis da minha infância era o retrato do brasileiro diante do espelho.
Voltou a democracia, mas em vez de retomarmos nosso destino de nação jovem com futuro, seguimos desimportantes, porque o modelo que se adotou foi o de nos manter à margem, vira-latas assumidos a esperar pela recompensa após apanhar a bola que nos lançavam de longe. Ante nossos próprios olhos, éramos piores que os europeus, que os russos, que os japoneses. Que os norte-americanos, então, nem se fale. Éramos piores, muito piores que os argentinos, que, anos antes de nós, tinham feito a lição de casa ditada pelo FMI e dolarizado a economia, chegando por aqui de férias e pedindo “dáme dos” de tudo que é bugiganga que encontravam. Lembram?
Cidadãos de segunda classe, de um país de perifa que nunca poderia ser levado a sério pela elite mundial. E, por isso, imitava os grandes no que havia de mais “moderno” e “globalizado”. Empresas estatais? Coisa de gente atrasada. “Só no Brasil!” Pós-ditadura militar, nós, brasileiros, éramos tidos como um povo obscuro que era preciso situar de novo no mundo, mas sob as regras de uma autodecretada inferioridade intelectual em relação à cultura dos ditos civilizados. Tínhamos de agradecer aos céus que nos representava um sociólogo da Sorbonne, com um pé na cozinha e outro em Washington. A Zés Cariocas, como nós, o melhor que podia caber era puxar a caravana dos países do Terceiro Mundo, mas sem almejar chegar além. Tal era a nossa sina.
Se a mim, perguntadora por metiê, me pedissem que desse uma só razão para aprovar o governo de Lula, eu responderia: ele prometeu, e cumpriu, trazer nossa auto-estima de volta. O presidente sem estudo formal lembrou-nos das palavras do potiguar Câmara Cascudo – “intelectual de Primeiro Mundo!”, diriam alguns – de que o melhor do Brasil são os brasileiros. Quem há de negar que hoje nos respeitam fora e nos respeitamos a nós mesmos, aqui, por sermos como e quem somos? Sem Sorbonne, Harvard ou Cambridge – talvez uma UERJ aqui, uma PUC ali, uma escola da vida acolá. Mas com amor próprio suficiente para nos sentirmos não superiores, apenas capazes. Somos capazes.
Já sei, intelectualmente sofisticado é dizer “por que não me ufano”. Gostar do próprio país, considerá-lo um bom lugar para se nascer e viver, é visto como simplório. Pois eu acho o Brasil jóia. E os brasileiros, cidadãos de primeira categoria, que sabem bem o que querem, inclusive votar. Zé Carioca, quem diria, soube reinventar a si mesmo.
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quarta-feira, setembro 29, 2010

Quando um homem deve usar brinco


Um dia, no escritório, um homem reparou que o seu colega, muito
conservador, estava usando um brinco.
 - Não sabia que você gostava desse tipo de coisas - comentou.
 - Não é nada de especial, é só um brinco - replicou o colega.
 - Há quanto tempo você o usa?
 - Desde que a minha mulher o encontrou, no meu carro, na semana passada!

Horário Eleitoral Bizarro





terça-feira, setembro 28, 2010

Nova atração

Nos próximos dias, Maringá terá uma nova atração. A torre da TV Digital da RPC contará com uma iluminação especial. A instalação começou ontem, mas a chuva deve atrasar os trabalhos.
Foto: Angelo Rigon

Liz ganha berço

Liz, a agapornis que nos adotou em 11 de setembro do ano passado, passa os dias frios no antigo bebedouro.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Salve Cosme e Damião !

Hoje é dia de Cosme e Damião. No Rio, as crianças tomam conta das ruas em busca de doces oferecidos pelos devotos. É resquício do sincretismo religioso que mistura os dois santos irmãos gêmeos com a cultura afro. É por isso que não vejo nenhuma comemoração de Cosme e Damião em Maringá. Me lembro que eu devia ter ainda us cinco anos, quando saimos de carro com meu pai e ao retornar um gaiato colocou um cartaz em frente a nossa casa dizendo que ali haveria distribuição de doces.. Resultado: minha mãe passou o dia atendendo crianças, tentando explicar que não haveria doces de Cosme e Damião. 
Abaixo, um disco raro postado pelo blog  Acervo Origens  Vou conferir. 
Na Gira das Crianças

Lado A
1- Santos do meu Endá (Alberto Paz-Coelho Neto)
2- Na gira das crianças (Sidney da Conceição)
3- Abença titio (Sidney da Conceição)
4- É beijada (Nenen da Cuica-Edson França Guimarães)
5- Pula criança (Mazinho do Boiadeiro-D. Lemos)
6- Filho de ogum (Mazinho do Boiadeiro-Tuffic Lauar)



Lado B
1- Os dois meninos (Luiz de França-Nelson Bastos)


2- Beijada Cosme e Damião (Noemia)


3- Três crianças (Jorge S. Filho – Jorge Luiz)
4- Cosme , cadê ogum (Jorge Teté-Catoni)
5- Jussára, Jassanã e Jupira (Geraldo Sabino)


6- Festa na rua (Raymundo Lopes-Amaury de Castro)

Esses são os saquinhos característicos do Cosme e Damião, Dentro dos saquinhos, muitas guloseimas. 



sábado, setembro 25, 2010

Bar do Bulga - 5 anos














Acidente durante casamento

Encontro com Cristovão Tezza

Abaixo, as fotos do encontro com o escritor Cristovão Tezza durante o bate-papo do projeto Autores & Ideias, na última quinta, no Sesc de Maringá. Tezza é o autor do comentado Filho Eterno, lançado pela Editora Record, em 2007. Com a obra, ele ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance, o Prêmio Bravo! de Livro do Ano e Prêmio Charles Brisset de Melhor Livro para a tradução francesa – Le Fils Du Printemps.
CRISTOVÃO TEZZA

Feliz Aniversário!



Saludo Amigos!

Adquiri nesta semana, por módicos 7 reais, o filme Saludo Amigos, de 1941, prdouzido pelos Estudios Disney. São quatro curtas animados unidos por cenas filmadas por Walt Disney e sua equipe durante um tour realizado pelos países da América do Sul em 1941. Os quatro desenhos são: “Lago Titicaca”, em que Donald faz o papel de um típico turista americano explorando o território inca; a história de “Pedro”, um pequeno avião chileno que deve sobrevoar o perigoso monte Aconcagua para resgatar o correio; “O Gaúcho Pateta”, em que o atrapalhado personagem mostra um pouco do modo de vida de um gaúcho argentino (no melhor estilo da série “How to”); e, finalmente, “Aquarela do Brasil”, que introduz Zé Carioca. É a melhor parte, um show de animação e de quebra, cenas históricas do Rio de Janeiro na década de 40.
A produção de Saludo Amigos foi dentro da política da boa vizinhança realizada pelo governo norte-americano como forma de manter a América do Sul longe da influencia de qualquer outro inimigo, principalmente em plena guerra mundial . Foi nesta época que Carmem Miranda foi recebida por Hollywood. Para a industria do cinema, a Política da Boa Vizinhança era uma forma de consagrar o mercado latino, uma vez que a Europa convivia com a guerra. A viagem da equipe da Disney e a produção do filme foi toda bancada pelo governo dos EUA. Walt Disney chegou ao Brasil no dia 17 de agosto de 1941, desembarcando no Aeroporto Santos Dumont acompanhado de sua esposa e de alguns auxiliares. A equipe se hospedou no Copacabana Palace e outra parte no Hotel Glória. Disney adorou "Aquarela do Brasil" de Ary Barroso. O compositor brasileiro voltaria a trabalhar com Disney em "Você já foi a Bahia?" (da antologica cena entre Aurora Miranda e Pato Donald).
O DVD vem com o documentário “South of the Border with Disney” (Ao Sul da Fronteira com Disney,) cheio de imagens não aproveitadas no longa. Ou melhor, Saludo Amigos é um  média-metragem pois só tem 47 minutos de duração.

Sexo Ocasional?

Geraldo Vandre fala !

O excelente blog Sarau para Todos informa: hoje tem a primeira entrevista de Geraldo Vandré para a TV desde 1973
Neste sábado (25), às 21h05, o canal por assinatura Globo News apresentará uma atração imperdível:'Depois de quatro décadas de isolamento, o cantor e compositor que se transformou em um dos maiores enigmas da MPB resolve finalmente quebrar o silêncio (...). Geraldo Vandré deu uma entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto no dia em que completava 75 anos de idade. Desde que voltou do exílio, no segundo semestre de 1973, ele não falava para a TV'.
O Dossiê Globo News com Geraldo Vandré será reprisado no domingo (26), às 04h05 e às 12h30; e na 2ª feira (27), às 15h30.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Curtindo e adorando...



Eis o último trabalho de Santana (Santana – Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time (2010)). Aqui tem Whole Lotta Love (Led Zeppellin), Dance the night Away (Van Halen), Riders on the Storm (The Doors), Can t You Hear Me Knockin (Rolling Stones), Fortunate Son (Crreedence), Smoke on the water (Deep Purple), Back In Black (AC/DC), o Little Wing, de Jimi Hendrix. E de quebra,  “While my guitar gently weeps”,  com .Arie e Yo Yo Ma.

01. Whole Lotta Love – feat. Chris Cornell (Led Zeppelin)
02. Can’t You Hear Me Knockin – feat. Scott Weiland (The Rolling Stones)
 03. Sunshine Of Your Love – feat. Rob Thomas (Cream)
 04. While My Guitar Gently Weeps – feat. india.arie and Yo-Yo Ma (The Beatles)
 05. Photograph – feat. Chris Daughtry (Def Leppard) – 4:04
 06. Back In Black – feat. Nas (AC/DC)
 07. Riders On the Storm – feat. Chester Bennington and Ray Manzarek (The Doors)
 08. Smoke On the Water – feat. Jacoby Shaddix (Deep Purple) – 09. Dance the Night Away – featuring Pat Monahan (Van Halen)
 10. Bang A Gong – feat. Gavin Rossdale (T. Rex)
 11. Little Wing – feat. Joe Cocker (Jimi Hendrix)
 12. I Ain’t Superstitious – feat. Jonny Lang (Howlin’ Wolf, Jeff Beck Group)
 13. Fortunate Son – feat. Scott Stapp (Credence Clearwater Revival)
 14. Under the Bridge – feat. Andy Vargas (Red Hot Chili Peppers)

Mais detalhes AQUI

quarta-feira, setembro 22, 2010

Musa cervejeira

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Esta é Hildegard von Bingen (1098-1179), cientista, freira, cervejeira, poetisa e etc., foi só a mulher que descobriu a utilidade do lúpulo para a cerveja. Na época o lúpulo era cultivado em algumas abadias, mas não especificamente para o uso da cerveja. Mas dai um dia ela escreveu: 'se alguém pretende fazer cerveja com aveia, deve prepará-la com lúpulo'.. A musa foi apresentada pelo Hummm Cerveja

domingo, setembro 19, 2010

Boa semana pra todos!

Pátria Minha



A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
'Liberta que serás também'
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
'Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes.'

do livro 'Vinicius de Moraes - Antologia Poética

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sábado, setembro 18, 2010

TPM

Propaganda de remédio contra a TPM

Praça da Liberdade

Boa noticia. A Praça da Liberdade (ou Praça Ruy Barbosa), na minha cidade de Petrópolis, voltará a ter o projeto original de 1914. Porém, já havia sido denominada Praça da Liberdade em 1888, porque ali se reuniam os escravos livres para comprar a liberdade dos companheiros que ainda eram mantidos nas senzalas.
Possui uma superfície de 21.275 metros quadrados. É a maior praça, em área, do Centro Histórico. O primeiro nome foi Largo Dom Afonso, em homenagem prestada ao primogênito de D. Pedro II, que faleceu prematuramente.
Era um lugar de pouco trato, até que em 1885, o vereador Dr. Manoel Bordini propôs que a área fosse urbanizada e entregue à população para lazer. Em 1886, Dr. Auguste Glaziou, botânico francês de renome, veio a Petrópolis e cuidou do paisagismo do Largo Dom Afonso, em conjunto com o mestre-de-obras da província do Rio de Janeiro.


Em 1914, passou por uma remodelação, contando então com rinque de patinação, plantio de árvores e canteiros de flores.

No ano de 1923, seu nome mudou para Praça Rui Barbosa. Porém, o nome não caiu no gosto do povo, que continuou chamando-a de Praça da Liberdade, nome posteriormente retomado. Em 1964, a Praça passou por grande reforma e algumas características foram preservadas, como o coreto, as palmeiras imperiais e a ponte de madeira.

É um dos principais pontos de lazer de Petrópolis. Há carrinhos puxados por bodes, parque infantil cercado, rinque de patinação, fonte com iluminação, bar e restaurante, que fazem da praça uma opção de entretenimento para todas as idades.

Com a garantia da verba de R$ 500 mil por meio da emenda parlamentar do deputado federal Hugo Leal que irá permitir a realização do primeiro quadrante do projeto da Praça da Liberdade, os técnicos da Secretaria de Planejamento e Urbanismo iniciaram o detalhamento do projeto de reabilitação.
A prospecção das bases do coreto para iniciar o detalhamento da primeira fase do projeto foi realizada no mês passado. As bases estão enterradas há anos, mas estão intactas e serão recuperadas para que o coreto volte a ficar na parte alta da praça como pode ser percebido nas fotos antigas de 1914.

O quadrante que será contemplado com a verba da emenda parlamentar do deputado Hugo Legal prevê a restauração do coreto, a recuperação do guarda-corpo original, recomposição das escadas metálicas que foram demolidas, iluminação cênica, novo piso do entorno imediato do coreto e mobiliário urbano, como postes, lixeiras e bancos.

Além da verba por meio da emenda parlamentar, está entre as outras etapas do projeto que serão realizadas com verba do governo federal do PAC das Cidades Históricas, o trecho próximo da estátua do petropolitano Dr. Porciúncula, com troca de piso, rearborização do projeto do paisagista francês Auguste Glaziou e iluminação específica. O projeto também vai contemplar dois outros quadrantes com a recuperação do chafariz, da quadra e instalação de quiosque e deck para os turistas.
O projeto básico de reabilitação das praças da Liberdade, Visconde de Mauá, Dom Pedro, dos Expedicionários e do Bosque do Imperador foi apresentado na Câmara Municipal. Desde então, os prazos estipulados estão sendo respeitados. Cinco etapas já foram cumpridas, inclusive a assinatura do Protocolo de Intenção com o Ministério da Cultura.

Atualmente, as planilhas estão sendo analisadas pelo Governo Federal. As ações estão sendo coordenadas pelo Ministério da Cultura por meio do Plano de Ações para as Cidades Históricas, mas vem sendo verificadas em conjunto com Ministério do Turismo e Ministério das Cidades. (Fonte: Prefeitura Municipal de Petrópolis / Tribuna de Petrópolis)

Que coisa...

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Bukowski



Vou ver hoje a tarde o filme Bukowski: Born into This (Bukowski: Born into This), produzido em 2003. Depois eu comento. 
Sinopse: O filme, dirigido por John Dullagan e com duração de 113 minutos, relata a vida de Bukowski começando pela sua infância, passando pelas décadas de pobreza e alccolismo, numerosos subempregos e relacionamentos turbulentos, os 14 anos trabalhando nos correios, e seu reconhecimento internacional como poeta e novelista.  Mais detalhes AQUI

Mad


Que barato! A MAD em série animada! Fiquei curioso. Mais detalhes AQUI
Sinopse: Animação que usa o icônico “MAD Magazine”, publicada pela DC Comics, como inspiração. “MAD” é uma série animada de comédia, utilizando uma mistura caótica de estilos de animação e humor retorcido para puxar a cortina e expor a verdade por trás de filmes, programas de TV, games, cultura pop e, claro, dos próprios personagens da “Revista MAD” como Alfred E. Neuman. Não importa o assunto, ninguém está à salvo da MAD.


Amarcord 1973

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Entre os meus 50 melhores filmes de todos os tempos, tenho Amarcord no topo da lista. Assisti pela primeira vez numa dessas madrugadas na Globo. Demorei para conseguir o DVD. Um filme mágico agora disponível em myonethousandmovies
Uma altiva mulher de vermelho que atrai piropos e ateia paixões. O amplo decote de uma vendedora que desperta as fantasias de um grupo de adolescentes. Um tio deficiente que se refugia numa árvore e grita ao mundo, 'Quero uma mulher!'. Eis alguns dos momentos e dos eventos que Federico Fellini, um grande cineasta no auge da sua carreira, evoca dos recantos da sua memória para tecer um encantador enredo.
Amarcord, que significa 'eu recordo-me', é um olhar vivo e jocoso que Fellini deitou sobre alguns jovens muito parecidos com aquele que ele próprio em tempos já fora. Numa pequena aldeia italiana nos anos trinta, as hormonas dos jovens adolescentes estão a fervilhar. A família, a igreja e as amizades põem à prova o amor e a lealdade. O Fascismo não tardará a se instalar. O sexo está no ar. E a vida sonhada no cinema local serve de alicerce para a vida real. Nem essas reminiscências, grandes e pequenas, nem este filme, vencedor do Oscar de melhor Filme Estrangeiro de 1974, perderão alguma vez o seu encanto.

Polêmica na Bienal

Um homem magro de óculos e barba branca aponta uma arma para a cabeça do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ao lado, o mesmo homem segura uma faca, pronto para cortar o pescoço do sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambos os desenhos fazem parte da Bienal de São Paulo, mas a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) quer impedir a exposição, alegando apologia ao crime.
As obras fazem parte da série Inimigos, de autoria do artista pernambucano Gil Vicente, e foram publicadas na capa do jornal O Estado de S.Estado ontem. O trabalho reúne vários desenhos em que o próprio artista é representado assassinando líderes e políticos - além de FHC e Lula, são mortos a rainha Elizabeth II, o papa Bento XVI, o ex-presidente americano George W. Bush e dois candidatos ao governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
O presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Heitor Martins, confirmou que a instituição recebeu a notificação da OAB-SP, mas assegurou que as obras não serão retiradas da mostra. "Um dos pilares da Bienal, que vai completar 60 anos, é a independência curatorial e a liberdade de expressão dos artistas. Não vamos exercer nenhum tipo de censura", afirmou. (Fonte: O Diário)

A culpa é minha!

Recebi o seguinte -email do Thiago Ramari: 

Marcelo, a culpa é sua.
Depois de gravarmos sobre "Mundo Cão", fiquei com a música Jan Pechehan-Ho na cabeça.
Faz três semanas que gravamos o programa e não consigo me livrar dessa música.
Resultado: tive de comprar o filme indiano que tem esse clipe. Chama-se Gumnaan e é de 1965 . Pelo o que entendi, é uma adaptação de um livro da Agatha Christie. 
Achei uma cópia usada no Amazon.com. Daqui uns 40 dias deve chegar. Vou te emprestar, para você se acabar de dançar com a música também!
Abraços!




Erik Johansson


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quarta-feira, setembro 15, 2010