O fim de ano está se aproximando e penso em passar o final de ano com a família em Petrópolis. Lembro que havia no orkut a comunidade “Orgulho de ser petropolitano” com o interessante tópico sobre ‘Coisas que só existem em Petrópolis’. Abaixo, listei algumas dessas coisas e acrescentei outras. Quem for a Petrópolis, poderá conferir.
# Bolinho de carne com ovo (em todos lugares existe o bolinho de ovo e bolinho de carne. carne com ovo, só em Petrópolis). Acho que em Maringá tem um tal de ‘especial’ vendido nas pastelarias das feiras. É algo parecido.
# Em Petrópolis, neblina é chamada de ‘ruço’ ( Não é ‘russo’, mas ‘ruço’ mesmo)
# Expressões erradas. O petropolitano diz “Trouxe o livro pra tu”, com o pronome no final da frase.
# Horas. - Que horas são? - São dez pra hora. / São hora e vinte. Esse tipo de expressão teria como origem a influência alemã.
# Nomes de ônibus. Não pergunte por números. Eles dizem “Tô esperando o Capela há meia-hora”. Ou melhor: - Tô esperando o Capela de dez pra hora. Para confundir mais ainda: Os ônibus que vão no sentido do Centro têm os nomes do bairro.- “Tô esperando o Mosela de dez pra hora pra ir pra Cidade”.
#Brioche. É a única cidade onde você pede um "brioche" na padaria e recebe de volta um delicioso salgado recheado de queijo e presunto. Em outras cidades, se você pede um brioche te dão um pãozinho esquálido. No Rio, o brioche se chama joelho. Em Niterói, o brioche se chama italiano.
# A cidade é cortada por rios. Na rua Mosela, cada casa tem uma ponte própria. Isso é um problema em caso de enchentes.
# Charretes para passeio com baldinho embaixo
# Pipocas ‘sem casca’ (feita de milho de canjica)
#- Lá vem ela! – Expressão usada por velhinhos referindo-se a chuva que sempre cai na cidade.
# Bodinhos. Qual criança petropolitana nunca ‘andou de bodinho’? Eles ficam na praça da liberdade e levam as crianças numa pequena charrete. Cada um deles tem um nome que vai desde ‘Xuxa’ a ‘Bodinho Jaspion’.
| O garotinho de camisa listrada e sem chapéu, sou eu. Praça da Liberdade, Petrópolis - final da década de 60. |
# Lago do Quitandinha em forma do mapa do Brasil.
# Avenida. Ninguém fala ‘vou ao centro da cidade’. Avenida é o centro. Detalhe: o início da avenida do Imperador é o fim dela, se formos obedecer a numeração.
# Pão de cuminho
# Posto Atlantic (ainda existe?)
# Concessionária da Gurgel (ainda existe?)
# Horário do comércio. Alguém conhece alguma outra cidade em que as lojas abrem às 2 da tarde na segunda feira? Chamam isso de ‘semana inglesa’.
# Banda marcial escocesa. Os músicos usam aquelas tradicionais saias enquanto tocam gaitas de fole. Uma das mais belas bandas marciais que já vi na minha vida. É conhecida como Banda do Cenip. É um patrimônio histórico da cidade.
# Descer/ Subir - Por ser uma cidade serrana, o petropolitano não fala : "Vou ao Rio de Janeiro", mas "Vou descer para o Rio". Ou então: "Vou subir para Petrópolis"
# Saltar do ônibus - Petropolitano não desce do ônibus. Ele salta. Isso vem da época dos bondes quando as pessoas praticamente saltavam do veículo.





Que interessante as difenças expressões!
ResponderExcluirMuito legal, parabéns!
Abraços,
Pimenta Maringá!
Muito legal,Marcelo vc prestigiar a querida Petrópolis,aí no Paraná.
ResponderExcluirTb amo nossa cidade.Mando aquí pra vc o site da casa de cultura que dirijo com muito carinho,é a antiga residência de meu bisavô,abç,Celso Vieira de Carvalho(www.casadaipiranga.blogspot.com)
Estava fazendo um post sobre Petrópolis e achei o seu pelo google. Adorei a forma como escreveu. Até comentei do seu blog, lá no meu. Agora que percebi que esse post é de 2007. Mas tá valendo!!!! Parabéns pelo blog! Ah, e obrigada por falar tão bem da minha cidade, que tanto amo!!
ResponderExcluirAdorei o texto! Muito gostoso ler sobre os costumes de nossa cidade e se perceber como parte integrante disso.
ResponderExcluirAdorei o texto! Muito gostoso ler sobre os costumes de nossa cidade e se perceber como parte integrante disso.
ResponderExcluirAs cafonices de Petrópolis
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